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LA TIMIDE ÉMERGENCE DE L’AGRICULTURE URBAINE À NOUMÉA

L’INSTITUTIONNALISATION DE L’AGRICULTURE URBAINE AU SERVICE DU PROJET URBAIN : UN

Chapitre 8 LA TIMIDE ÉMERGENCE DE L’AGRICULTURE URBAINE À NOUMÉA

A tipologia deste hospital em muito se parece com os hospitais da Rede Sarah que são marcados pelas características arquitetônicas de seu projetista: Lelé. Há a existência dos grandes sheds que visam a qualidade na ventilação e iluminação natural, há a presença de um grande espelho d´água que tem fundamental papel no condicionamento natural do conforto térmico interno, assim como a existência do subsolo técnico que visa a garantia de melhor ventilação e instalações em geral. Tudo que geralmente se pode encontrar nos projetos destinados à Rede Sarah de Hospitais, também se pode encontrar aqui, porém, de forma adaptada ao uso desta unidade. Atualmente, somente a primeira das três etapas construtivas do hospital está inalizada. Esta

primeira etapa concluída e que já está funcionando compreende o Pronto Atendimento, dos ambulatórios adulto e infantil e da área destinada à radiologia. Tal situação fez com que a visita não se tornasse tão interessante, pois o ideal é se analisar o complexo em funcionamento como um todo, com todas as suas particularidades, funcionamentos e complexidades.

Importante colocar que pelo fato de atualmente a área em funcionamento do hospital não apresentar leitos de internação, este estabelecimento ainda não pode ser considerado um hospital e sim uma Unidade de Pronto Atendimento. Toda a pesquisa trata este estabelecimento como hospital porém ciente que este ainda não está totalmente implantado. Desta forma, mais um aspecto que prejudica sua análise quando em comparação com os demais estabelecimentos em estudo.

A seguir implantação esquemática com destaque à área em funcionamento.

Fig. 02

Implantação do Hospital Escola Municipal de São Carlos, destacando etapa da obra já concluída. Fonte: MONTERO (2006)

O objetivo é que este hospital seja um hospital de grande porte com total de aproximadamente 30.000 metros quadrados de área construída e que seja referência no atendimento dedicado exclusivamente ao SUS. O hospital busca integrar a rede de saúde pública à rede escola-pesquisa e será administrado pelo curso de medicina da Universidade Federal de S. Carlos – UFSCAR.

de última geração como, por exemplo, TVs, Internet etc.

Embora sua arquitetura impressione, o hospital não é perfeito. Há problemas assim como os há em todos os outros hospitais, mas se uma comparação for feita, talvez os problemas sejam menores que em outras instituições.

4.2 Hospital do Câncer de Barretos

O Hospital do Câncer de Barretos é nacionalmente reconhecido pela sua qualidade no atendimento e tratamento contra o câncer e principalmente pelo envolvimento de personalidades famosas na parte inanceira da instituição, tanto que os pavilhões do hospital todos recebem nomes de artistas e personalidades famosas como cantores de música sertaneja e políticos.

A instituição não é uma instituição pública. É uma instituição privada porém atende praticamente só usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), praticamente 100%, ou seja, em torno de 95,5%. Como é um hospital especializado, o fato de não atender a população em geral, em muito contribui para sua organização e funcionalidade, já que suas instalações físicas não têm aqueles problemas de superlotação, pacientes aguardando atendimento nos corredores etc., pois nem pronto atendimento geral existe no hospital. Os pacientes que lá se tratam, são encaminhados através de prefeituras e hospitais de todo o país, mas já vêm com um pré-diagnóstico que faz com que o trabalho de exames e triagem inicial seja facilitado e menos numeroso em termos de utentes a serem atendidos. O tratamento realizado no Hospital do Câncer de Barretos é completo e abrange desde a triagem inicial, passando pelos exames, o tratamento especíico com ou sem internação e até mesmo o tratamento estético. Tal tratamento, o estético, embora não tenha ins de cura, tem o objetivo de

Fig. 04 Foto aérea do Hospital do Câncer de Barretos. Fonte: acervo do Hospital do Câncer de Baretos.

Um exemplo da adequação do sistema ao local, é o fato de na região de São Carlos haver em determinada época do ano, uma quantidade de queimadas muito grande em função da grande quantidade de áreas destinadas ao plantio da cana-de-açúcar. Tais queimadas colocam na atmosfera local uma grande quantidade de fuligem que consequentemente acabavam por comprometer o funcionamento dos sheds que visam a ventilação natural. Segundo o engenheiro do departamento municipal responsável pelo acompanhamento e iscalização da obra, tal situação foi resolvida com a instalação de telas junto às aberturas no ponto mais alto dos sheds. São situações como estas que muitas vezes tornam a adequação do sistema ao local mais complicada e trabalhosa, porém absolutamente necessária.

O fato é que internamente, o ambiente realmente parece ser muito agradável quando se fala em conforto térmico. Há mecanismos de controle total da circulação de ar que se dá através dos forros compostos por aletas de policarbonato móveis, com funcionamento motorizado por ambiente. Embora não existam ainda instaladas as áreas destinadas às enfermarias, e consequentemente não se possa analisar a inluência deste ambiente na recuperação dos utentes, uma volta rápida pelas instalações em funcionamento demonstram claramente a qualidade que se terá em todo o complexo. A relação entre interior e exterior, a presença de água e paisagismo, o conforto térmico entre outras características tornam os espaços com alto grau de agradabilidade. A princípio, chama a atenção quando se dá conta de que tudo é feito para atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde. Obviamente não porque tais usuários não mereçam ou não tenham direito a ele, mas pelo fato de normalmente tais espaços destinados a esse público serem geralmente não explorados com tamanha qualidade. Obviamente que, a não ser que seja pelo atendimento de emergência, não é todo cidadão que consegue ser atendido neste local. O tumulto existente nos grandes hospitais gerais oriundos da grande demanda pelo atendimento existe neste caso também, porém uma saída alternativa é utilizada quando todo o processo de triagem e agendamento do atendimento é feito em local separado. Desta forma, o ambiente encontra-se sempre bem organizado, sem ilas de espera ou tumulto. Características estas que se tornam fontes de contrapartida à qualidade oferecida pelo ambiente. O que ocorre, na verdade, é a transferência do problema para outra unidade dali afastada.

De maneira geral, em função do ambiente já construído e do que está sendo construído pelo valor em reais divulgado, em torno de R$ 1620,00 por metro quadrado, obrigatoriamente tem- se que concluir que é muito viável e acessível se oferecer qualidade e humanização - pelo menos em seus requisitos básicos – a qualquer hospital. Oferecer qualidade não o torna inviável. Provavelmente custa menos que decorá-lo com móveis de grife ou equipamentos eletrônicos

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completos consultórios e salas de exame. Alguns inclusive transportam equipamentos soisticados de exame preventivo como mamograias. Estas unidades circulam por praticamente todo o pais buscando em especial as comunidades que não têm acesso à estas iniciativas preventivas. Assim como os pavilhões, os veículos também recebem nomes de artistas populares. Artistas que, além de colaborarem inanceiramente com o programa, ajudam a tornar mais simpático e acessível o programa a tais comunidades.

A seguir fotos dos veículos utilizados.

Fig. 06

Fotos dos veículos utilizados nas campanhas de prevenção contra o câncer em comunidades carentes de atendimento.

Fonte: acervo pessoal.

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