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Tightness property and convergence result

4. Proofs of Theorems 4 and 5

4.2. Tightness property and convergence result

MARCADORES DE RISCO CARDIOVASCULAR

Nesta terceira sessão serão apresentadas as associações entre as características das atividades físicas (realizadas nos bailes e durante uma semana habitual) das idosas do grupo baile (GB) com os fatores/marcadores de risco cardiovascular.

Na Tabela 19 estão os principais resultados das análises de regressão linear múltipla. Realizou-se análise específica para as atividades físicas semanais das idosas do baile e para as atividades realizadas nos bailes, ambas buscando associação das características das atividades físicas realizadas (volume e intensidade) com os fatores/marcadores de risco cardiovascular (Neopterina, Escore de Risco de Framingham e Espessura médio-intimal da carótida).

Tabela 19 - Regressão Linear Múltipla para associação das variáveis de atividade física realizadas na semana e nos bailes com as variáveis de risco cardiovascular no grupo baile (GB) de acordo com ponto de corte de Copeland e Esliger (2009). Copeland & Esliger (2009) Variáveis de Risco Variáveis de AF B EP p-valor* AF baile CC NPT (µmol NPT/ µmol Creatinina) AFLAMV -2,296 1,06 0,037* EMI (mm) AF passos/ minutos -0,023 0,00 0,243 ERF (< -2 a >21) AF leve baixa 0,024 0,01 0,223 AF semanal NPT (µmol NPT/ µmol Creatinina) Passos/ minutos -0,001 0,00 0,406 EMI (mm) AFLAMV AF ≥150 min./ sem. 0,000 -0,432 0,00 0,10 0,001* 0,000* ERF (< -2 a >21) Passos/minutos 0,375 0,26 0,165 Legenda AF: atividade física; Baile CC: baile de centro comunitário; AFLMV: atividade física leve alta, moderada e vigorosa; AF 150min/sem: atividade física ≥ 150 minutos/semana de atividade física moderada e vigorosa de acordo com ponto de corte de Copeland e Esliger (2009); NPT: neopterina; EMI:espessura média-intimal das carótidas; ERF: Escore de Risco de Framingham; EP: Erro Padrão. *Regressão Linear múltipla considerando o grupo controle como referência.

As variáveis de controle para a regressão linear múltipla da atividade física semanal das idosas foram: doenças cardiovasculares, depressão, tabagismo, medicamento para dislipidemia, tempo de uso do acelerômetro por semana, massa corporal, escolaridade, renda, total de minutos de atividades físicas na semana, pontos no Escore de Risco de Framingham. Já para a análise de regressão linear múltipla das

atividades físicas realizadas durante o baile acrescentou-se as variáveis de controle acima citadas, o total de minutos de dança e tempo de uso do acelerômetro durante o baile.

Os resultados expostos na Tabela 19 demonstraram associações inversas entre atividade física de intensidade leve alta, moderada e vigorosa (AFLAMV) realizada no baile com valor médio de neopterina (NPT); e associação inversa entre a classificação de atividades físicas semanais ≥150 minutos em intensidade leve alta, moderada e vigorosa (AFLAMV) e a espessura médio-intimal da carótida.

Também se observou associação direta entre AFLAMV e EMI, com B igual a zero, sem o sinal negativo. Diante deste resultado, buscou-se explorar a existência de alguma variável que pudesse ter interferido resultando nesta associação. Assim efetuou-se uma nova análise na qual se dividiu o agrupamento atividade física leve alta, moderada e vigorosa (AFLAMV) em dois: atividade física leve alta (AFLA); e atividade física moderada e vigorosa (AFMV), conforme ponto de corte de Freedson et al. (1998). Os resultados dessas associações estão apresentados na Tabela 20.

Tabela 20 - Regressão Linear Múltipla para associação das variáveis de atividade física e de baile com as variáveis de risco cardiovascular no grupo baile (GB) de acordo com ponto de corte para atividade moderada e vigorosa de Freedson et al. (1998)

Freedson et al. (1998) Variáveis de Risco Variáveis de AF B EP p-valor* AF Baile CC NPT (µmol NPT/ µmol Creatinina) AF leve alta -3,610 1,58 0,028* EMI (mm) AF leve alta -0,003 0,00 0,106 ERF (< -2 a >21) No. de passos 0,000 0,00 0,652 AF semana NPT (µmol NPT/ µmol Creatinina) AF leve baixa 0,047 0,03 0,234 EMI (mm) AF leve alta -0,000 0,00 0,040* ERF (< -2 a >21) AFMV -0,012 0,00 0,004* Legenda – EP: Erro Padrão; AF: atividade física; Baile CC: baile de centro comunitário; AFMV: atividade física moderada e vigorosa; AF 150min/sem: atividade física ≥ 150 minutos/semana de atividade física moderada e vigorosa de acordo com ponto de corte de Freedson et al (1998), NPT: neopterina; EMI:espessura media-intimal das carótidas; ERF: Escore de Risco de

Framingham.*Regressão Linear Múltipla para verificar associação entre as variáveis de AF e fatores/ marcadores de risco cardiovascular.

Na Tabela 20 apresenta associação inversa entre atividade física leve alta durante o baile e o valor médio da NPT; associação inversa entre EMI e atividade física leve alta realizada na semana e também a da atividade física moderada e vigorosa com o Escore de Risco de Framingham.

Conforme os resultados apresentados nas Tabelas 19 e Tabela 20 observam-se as seguintes associações:

- Com as atividades físicas do baile observou-se associação na qual para cada minuto a mais de atividade física leve alta, moderada e vigorosa realizada, espera-se que o valor da NPT diminua 2,29 µmol NPT/µmol Creatinina; e para cada minuto a mais de atividade física leve alta realizada, espera-se que o valor da NPT diminua 3,61 µmol NPT/µmol Creatinina.

- Com as atividades físicas semanais realizadas pelo grupo baile observou-se associação na qual para cada minuto acima dos 150min/semana de atividade física espera-se que a EMI diminua 0,43mm; e para cada minuto a mais de atividade física leve alta realizada na semana espera-se que a EMI diminua 0,00mm (ou melhor, para cada hora a mais de atividade física leve alta realizada na semana espera-se que a EMI diminua 0,02mm) e; para cada minuto de atividade física moderada-vigorosa realizada na semana espera-se uma diminuição de 0,012 pontos no Escore de Risco de Framingham.

Nesta última sessão de resultados observou-se que a NPT está inversamente associada à atividade leve alta, moderada e vigorosa realizada nos bailes e que a EMI e o ERF apresentaram associação inversa com as atividades físicas semanais, respectivamente ≥150min/semana e atividade física leve alta semanal; e atividade física semanal moderada-vigorosa.

Importante ressaltar que dentre todas as variáveis elencadas para caracterizar o volume e a intensidade da atividade física nos bailes (atividade física leve baixa; leve alta, moderada e vigorosa; leve alta moderada e vigorosa; total de atividades físicas em minutos e em counts; número de passos e passos/minuto), apenas as intensidades AFLA e AFLAMV foram associadas a um fator de risco cardiovascular que foi a NPT.

Os outros fatores de risco estudados EMI e ERF se associaram somente com atividades realizadas durante a atividade semanal.

Portanto, o resultado do nosso objetivo geral, o qual se propunha a analisar a associação entre o volume e intensidade da dança realizada em bailes de idosos com marcadores de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, foi respondido por meio da associação inversa entre atividade física leve alta, moderada e vigorosa e atividade leve alta com a Neopterina.

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