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Tight birational maps

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Part II. Algebraic geometry and the Cremona group

5. Tight birational maps

Conceitualmente, a caminhabilidade é uma qualidade do lugar (GHIDINI, 2010). Ela descreve até que ponto o ambiente construído é favorável ao caminhar. É uma maneira útil de avaliar as características de uma área ou de uma rota, embora possa ser subjetiva (NZ Transport Agency, 2009).

Em 1993, Cris Bradshaw propôs a criação de um índice para mensurar a caminhabilidade de determinada área, com foco em uma ação coletiva (BRADSHAW, 1993). Após, novos pesquisadores apresentaram diferentes critérios para avaliação da caminhabilidade. Para ITDP (2018), a caminhabilidade pode ser definida como a medida em que as características do ambiente urbano favorecem a sua utilização para deslocamentos a pé. ITDP (2018) cita:

A caminhabilidade compreende aspectos tais como as condições e dimensões das calçadas e cruzamentos, a atratividade e densidade da

vizinhança, a percepção de segurança pública, as condições de segurança viária e quaisquer outras características do ambiente urbano que tenham influência na motivação para as pessoas andarem com mais frequência e utilizarem o espaço urbano.

Segundo a NZ Transport Agency (2009), é mais provável que os indivíduos escolham caminhar ou andar de bicicleta se virem o ambiente como um local amigável para caminhar e andar de bicicleta.

Para ITDP (2018), a caminhabilidade tem foco não só em elementos físicos, mas também em atributos do uso do solo, da política ou da gestão urbana que contribuem para valorizar os espaços públicos, a saúde física e mental dos cidadãos e as relações sociais e econômicas na escala da rua e do bairro. A NZ Transport Agency (2009) aponta que três áreas interrelacionadas - uso do solo, infraestrutura para pedestres e a autoridade de controle do trânsito - tem um impacto significativo na caminhabilidade.

Jeff Speck (2012) apresentou a Teoria Geral da Caminhabilidade, onde apresenta quatro condições principais para uma caminhada adequada: ser proveitosa, segura, confortável e interessante. Aponta que cada uma dessas qualidades é essencial e nenhuma sozinha é suficiente.

Ghidini (2010) afirma que estabelecer critérios de acordo com cada realidade local para medir, monitorar e acompanhar o indicador de caminhabilidade pode proporcionar, no futuro, cidades mais sustentáveis. Assim, fica evidente a necessidade de proporcionar condições que valorizem o deslocamento a pé.

A UTFPR elaborou uma pesquisa chamada “Estudos de Urbanidade na Área Calma de Curitiba”, orientada pela Prof. Thais Saboia Martins, que objetivou realizar levantamentos e diagnósticos de mobilidade e caminhabilidade numa dimensão cartográfica na Área Calma de Curitiba. Resultou, entre outros, em um mapa que apresenta a proporção de espaço físico destinado na via pública ao pedestre e aos veículos, sendo mensurado o espaço destinado à calçada e ao asfalto, comparados à largura total da via pública (PELLEGRINI, 2017), apresentado na Figura 22.

Figura 22 – Mapa de proporção de espaço físico destinado ao pedestre. Fonte: PELLEGRINI, 2017.

O diagnóstico mostrou que mais de 80% das ruas centrais destina acima de 50% da via aos automóveis (PELLEGRINI, 2017). Fica clara a necessidade de ações para o benefício da caminhabilidade e do uso e deslocamento do pedestre na Área Calma.

5 MATERIAIS E MÉTODOS

Primeiramente, para o desenvolvimento desta dissertação, foi identificado o problema e foram elaboradas as questões orientadoras da pesquisa. Após, definiu-se o procedimento metodológico, que foi adotado o estudo de caso. Para Gil (2010), é o delineamento mais adequado para a investigação de um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto real e o propósito é de proporcionar uma visão global do problema ou de identificar possíveis fatores que o influenciam ou são por ele influenciados.

Foram utilizadas três fontes informação: 1) pesquisa documental, através da avaliação dos materiais oficiais relativos à Área Calma de Curitiba; 2) pesquisa de campo exploratória, com avaliação técnica pela autora; 3) avaliação da percepção do espaço pelas pessoas com deficiência, por meio de formulários, como ilustra a Figura 23.

Figura 23 – Fontes de informação Fonte: a autora.

A abordagem é a indutiva e objetiva conclusões prováveis, com verossimilhanças, sendo o conteúdo mais amplo do que as premissas que se basearam (LAKATOS; MARCONI, 2005).

Foram considerados três elementos fundamentais para a indução: 1) observação dos fenômenos; 2) descoberta da relação entre eles; 3) generalização da relação. A técnica de observação utilizada foi a espontânea, onde o pesquisador permanece alheio à situação e observa os fatos que ali ocorrem (GIL, 2010).

Os métodos de procedimento utilizados é o comparativo, onde são realizadas comparações com a finalidade de verificar similitudes e explicar divergências, e o

estatístico com o intuito de fornecer uma descrição quantitativa da sociedade (LAKATOS; MARCONI, 2005). O tempo de intervenção é longitudinal, entre os anos de 2016 e 2018.

As técnicas de pesquisa utilizadas foram: pesquisa bibliográfica, com o intuito de avaliar os temas pesquisados sob novo enfoque ou abordagem; avaliação documental, que consiste na fonte de coleta de dados estar restrita a documentos, escritos ou não, chamadas de fontes primárias; pesquisa de campo, que consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de dados a eles referentes e no registro de variáveis que se presumem relevantes, para analisá-los (LAKATOS; MARCONI, 2006).

A pesquisa de campo aplicada é com investigação exploratória, cujo objetivo é a formulação de questões ou de um problema, com tripla finalidade: desenvolver hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno para a realização de uma pesquisa futura mais precisa ou modificar e clarificar conceitos (LAKATOS; MARCONI, 2006). Nela, foi avaliado o impacto gerado na acessibilidade pelas ações de acalmamento do trânsito.

Os procedimentos de coletas de dados utilizados foram entrevistas, formulários e observação. Trata-se de um estudo exploratório-descritivos combinados. As entrevistas foram realizadas com membros do corpo técnico da prefeitura de Curitiba e responsáveis pela implantação da área calma, com o objetivo de coletar informações quanto às ações do município para a mobilidade dos pedestres e a acessibilidade. Para essas entrevistas foram adotadas duas modalidades: a aberta, com questões e sequência determinadas, com ampla liberdade para responder e a informal, que se confunde com a simples conversação (GIL, 2010). Essas entrevistas tiveram duração aproximada de 30 minutos e foram gravadas para serem avaliadas e compiladas posteriormente. Os nomes dos entrevistados foram preservados, por opção da autora. As questões apontadas foram: “O que é projeto da Área Calma?”, “Para você, qual o principal objetivo deste projeto?” e “Como o pedestre com deficiência foi incluído nesta proposta?”.

Para a coleta de dados com as pessoas com deficiência, foram aplicados formulários com questões previamente elaboradas e anotadas pelo pesquisador. Para Lakatos e Marconi (2005) o que caracteriza o formulário é o contato face a face entre pesquisador e informante e o roteiro de perguntas ser preenchido pelo entrevistador, no momento da entrevista. Foi elaborado um primeiro modelo de formulário, o qual foi

aplicado e avaliado seu conteúdo. Após este teste, foi aplicado aos pesquisados, com a versão que segue no Apêndice A.

O conteúdo do formulário é composto de uma primeira parte, onde o pesquisado informa, dentre as categorias apresentadas (física, auditiva, visual, mental/intelectual, múltipla), qual a sua categoria de deficiência. Na sequência, a pesquisador informa se o pesquisado estava acompanhado. A segunda parte, referente à Área Calma, a pesquisadora questiona quanto ao tempo que circula nesta região, se encontra dificuldades de mobilidade. Também, o pesquisado avalia, dentre a classificação apresentada (ruim, bom, ótimo, não sei avaliar), qual a condição de acessibilidade da Área Calma. Na terceira parte, são apresentados os recursos de

traffic calming que foram implantados nesta região e o pesquisado informa qual deles

melhoraram sua condição de mobilidade. Os itens apresentados são: diminuição da velocidade dos veículos para 40 km/h, implantação de sinalização horizontal e vertical para veículos, aumento de tempo de travessia para pedestre, implantação de porta- foco para pedestre, criação de ilha de travessia, redução do percurso de travessia com a solução das calçadas verdes e nenhum. Por fim, como quarta parte, há uma pergunta aberta onde o pesquisado informa a opinião pessoal sobre o que poderia ser feito para melhorar a sua condição de mobilidade e acessibilidade na Área Calma.

A técnica da observação foi utilizada pela pesquisadora quando da análise em campo e aplicação dos formulários. Lakatos e Marconi (2006) informam:

A observação ajuda o pesquisador a identificar e a obter provas a respeito de objetivos sobre os quais os indivíduos não tem consciência, mas que orientam seu comportamento. Desempenha papel importante nos processos observacionais, no contexto da descoberta, e obriga o investigador a um contato mais direto com a realidade. É o ponto de partida da investigação social.

As informações coletadas foram tabuladas e avaliadas e serão discutidas na sequência. As etapas trabalhadas são apresentadas na Figura 24.

Figura 24 - Fluxo metodológico do Estudo de Caso Fonte: A autora.

6 RESULTADOS E DISCUSSÕES

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