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par E TIENNE P INTE

Dans le document Rapport d'Etienne PINTE Député des Yvelines (Page 108-114)

Viegas (2012) define esse tipo de alvenaria como sendo a técnica de cortar e preparar material rochoso para construção, incluindo efeitos decorativos e estruturais. Esse sistema construtivo é uma das técnicas mais antigas empregadas. Cabe ressaltar que grandes obras foram construídas com essa técnica, como catedrais, castelos, pontes e monumentos.

No início a utilização da alvenaria de pedra se dava com um amontoamento grosseiro de pedras, com ou sem utilização de terra nas juntas. A terra, nesse caso, funcionava como argamassa. Com o surgimento e desenvolvimento de ferramentas e técnicas para trabalhar as pedras essa técnica evoluiu. Assim, as paredes de alvenaria começaram a ter forma de polígonos, de mais fácil encaixe. Com essa evolução começou-se a utilizar juntas com argamassa em cal ou juntas secas (sem argamassa).

A Figura 2.5 mostra o Coliseu de Roma, um exemplo de obra construída com o sistema construtivo de concreto revestido de alvenaria, de maneira que alvenaria funcionava como forma externa e o preenchimento interno era de concreto.

Figura 2.5 – Coliseu de Roma, exemplo de concreto revestido de alvenaria.

Fonte: http://viagemearquitetura.com.br/destinos/10-incriveis-fatos-sobre-o-coliseu-romano/, acesso em 10/09/2017.

2.5.4 Materiais convencionais de vedação (bloco cerâmico)

As vedações executadas com elementos cerâmicos aliadas com sistemas construtivos de concreto armado representam boa parte das construções realizadas no Brasil. Essa predominância ocorre principalmente devido aos fatores econômicos, à durabilidade e aos níveis de desempenho desses materiais.

Conforme Carvalho (2004), cerâmica é a pedra artificial obtida pela moldagem, secagem e cozedura de argilas ou misturas contendo argilas. Em alguns casos, alguma das etapas citadas pode ser suprimida, mas a matéria prima é a argila. Após, procede-se a preparação dos materiais cerâmicos. De acordo com Rizzatti (2003) são seis etapas necessárias para a preparação dos materiais cerâmicos. São elas: extração do barro; preparo da matéria-prima; moldagem; secagem; cozimento e produto final.

Por ser um sistema construtivo antigo e com diversas variações regionais, os materiais cerâmicos têm uma vasta gama de elementos presentes no mercado, de diferentes formas, tipos de matéria prima, resistências e cores. De acordo com NBR 12270-1:2017, um bloco cerâmico é um componente de alvenaria que possui furos ou não prismáticos e/ou cilíndricos perpendiculares às faces que os contém.

Rizzatti (2003) dividiu os tijolos em três tipos diferentes:

1) Adobes – materiais moldados manualmente com argila, erva ou palha, de modo a

aumentar sua resistência. Sua utilização não é muito vantajosa pelo fato de não suportar cargas pesadas e por possuírem baixa resistência à umidade;

2) refratários – geralmente maciços, são feitos à base de argilas refratárias,

caracterizadas por resistirem à altas temperaturas (acima de 1100ºC) sem se fundirem. Podem apresentar diversas dimensões e podem ser utilizados no interior de forno e fornalhas;

3) ordinários – conhecidos como tijolos de barro vermelho devido à coloração das

argilas que o compõem. Podem ser maciços ou furados e são resistentes às forças mecânicas. Normalmente apresentam dimensões de 20 cm x 10 cm x 5 cm. Os do tipo furados podem ser vazados, quando os furos têm qualquer dimensão e forma paralelamente ao leito, ou perfurados, quando os furos são perpendiculares ao leito.

2.5.4.1 Bloco cerâmico maciço

Esse tipo de material é muito utilizado em fundações de baldrame, revestimento de poços, silos enterrados, reservatórios de armazenamento de água, fossas sépticas, muros de contenção e paredes internas e externas. Conforme Viegas (2012), a utilização desse material em edificações residenciais permite obter composições arquitetônicas rústicas. Sua desvantagem, em relação aos tijolos furados, é o maior consumo de blocos por m² e de argamassa de assentamento, além da mão de obra de colocação. A Figura 2.6 mostra um ambiente construído com tijolo cerâmico maciço.

Figura 2.6 – Ambiente construído com tijolo cerâmico maciço.

Fonte: http://www.simplesdecoracao.com.br, acesso em 16/07/2018.

2.5.4.2 Bloco cerâmico furado

O bloco cerâmico furado é um componente básico da alvenaria. Tem furos longitudinais, prismáticos ou cilíndricos, perpendiculares às faces de assentamento. Seu material básico de fabricação é a argila. São encontrados comercialmente com seis, oito ou dez furos. Assim, têm-se paredes mais econômicas, pois os tijolos cerâmicos furados são maiores e mais leves, e com execução mais rápida (VIEGAS, 2012).

Em relação ao isolamento térmico e acústico os blocos furados tem um bom comportamento, uma vez que o ar permanece aprisionado no interior dos furos. A Figura 2.7 mostra uma parede executada com tijolos cerâmicos furados.

Figura 2.7 – Parede construída com bloco cerâmico furado.

Fonte: http://www.pauluzzi.com.br/alvenaria-de-vedacao/, acesso em 10/06/2017.

Segundo Ramalho e Correa (2003), os blocos cerâmicos podem ser utilizados, tanto como alvenaria convencional de vedação, como estrutural (colunas e vigas embutidas) na construção de edificações. Nesses tipos de sistemas, as tubulações das instalações hidrossanitárias, elétricas e de gás podem estar embutidas nos blocos cerâmicos, conforme a Figura 2.8.

Fonte: adaptado de http://www.construtens.com.br/blococeramico.html, acesso em: 12/01/2019. Bloco 45º Canaleta Bloco hidráulico Bloco Amarração Bloco Elétrico Bloco Inteiro Meio Bloco

2.5.4.3 Bloco estrutural

Conforme Ramalho e Correa (2003), a alvenaria não-armada com blocos vazados de concreto é uma técnica promissora, tanto pela economia proporcionada quanto pelo número de fornecedores do material já existentes. Esse tipo de material apresenta algumas vantagens, como menor tempo de assentamento e revestimento, menor consumo de argamassa de assentamento e acabamento mais uniforme. Entretanto, apresentam algumas desvantagens também, como não permitir o corte. A Figura 2.9 mostra blocos vazados de concreto.

Vários tipos de blocos estruturais estão disponíveis no mercado para cumprir as mais diversas funções; para isso variam a forma e os materiais utilizados na sua produção. Em relação aos materiais, os blocos podem ser de diversos tipos, como: concreto, cerâmico, sílico-calcário e concreto celular auto clavado. Atualmente, no Rio Grande do Sul predomina a utilização de blocos cerâmicos e de concreto.

Figura 2.9 – Blocos vazados de concreto.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br/?s=blocos+vazados+de+concreto, acesso em: 07/11/2018.

Segundo Rizzatti (2003), o material constituinte dos blocos cerâmicos é principalmente a argila, composta de sílica, silicato de alumínio e variadas quantidades de óxidos ferrosos, podendo ser calcária ou não. A calcária, quando cozida, produz um bloco de cor amarelada. A não calcária contém de 2% a 10 % de óxido de ferro e feldspato e produz uma unidade de variados tons vermelhos, dependendo da quantidade do óxido de ferro utilizado.

A forma que os blocos devem ter é de um paralelepípedo-retângulo, podendo apresentar, ou não, vazados em suas paredes. São classificados em blocos de paredes vazadas, blocos com

paredes maciças e blocos perfurados. As suas dimensões podem variar de acordo com o que está definido na norma NBR 15270-2:2017.

Para Rizzatti (2003), a produção de blocos cerâmicos deve reunir a experiência estrutural e a tecnologia das argilas, de forma que esses componentes tenham resistência e durabilidade necessárias e proporcionem o conforto ambiental desejado. As propriedades físicas dos blocos são afetadas pela composição da matéria-prima usada e pelo seu método de

fabricação.

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