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Chapitre IV : Conception d’un prototype de thermofrigopompe au propane

IV.2. Thermofrigopompe, nouvelle architecture

Gadamer fez seu o postulado de Heidegger, isto é, que o ser do homem não tem só o carácter da existência, mas consiste na plena efectuação do existir. Isso significa que uma fonte histórica não só diz respeito a “factos”, mas nela se exprime uma possibilidade de humana existência. A base da “nova hermenêutica” é precisamente esta concepção das relações entre o homem e a história. No encontro com a história, eu não posso entender estes factos do passado com a exclusão da minha própria existência, mas só renunciando à minha própria existência e assumindo-os como as minhas possibilidades de existência.

99 PANNENBERG, W., Grundfragensystematischer Theologie, Gottingen 1971, 2ª ed., pp. 91-122; Uber

historische und theologishe Hermeneutik, in Grunfragen…, pp. 123-158 (inédito de 1964); tr. it. Questioni fundamentali di teologia sistematica, Brescia 1975, pp. 105, 141, 142-180. Cfr. I.BERTEN, Histoire, révélation et foi, Paris 1969, pp. 17 ss. Veja-se mais adiante o retomar da questão do cap. III de Wissenschafstheorie und Theologie, Frankfurt 1973; tr. It. Epistemologia e Teologia, Brescia 1975, pp. 148- 212.

100 A expressão citada deriva de Heilsgeschehen und Geschichte, Grunfragen, p. 25.

101 Cfr. acenos claros do uso deste modelo em SCHILLEBEECKX, E., Dio, Futuro del Uomo… op. cit., pp.

39-40, 45-46: aqui se refere a H. G. GADAMER, Wahrheit und Method, Tubingen 1965, 2ª ed. Iremos usar a tradição francesa: H. G. GADAMER, Vérité et méthode. Les grandes lignes d’une herméneuthique philosophique, Éditions du Seuil, Paris, 1976. Quanto à crítica de S. a Gadamer cfr. Dio, Futuro del Uomo… op. cit., p. 49, n. 41. No que diz respeito à crítica ao modelo dialógico no seu uso gadameriano, S. inspira-se em PANNENBERG, Questioni fondamentali di teologia sistemática, pp. 107-141, 123 ss (sobretudo pp. 133- 134).

102 H. G. Gadamer, nascido em Bratislava no ano de 1900, estudou nas Universidades de Bratislava, Marburg

e Munique. Laureando-se com Natorp a 1922, obteve a 1929 a livre docência de M. Heidegger. Ordinário na Universidade de Leipzig em 1939, da qual foi reitor nos anos 1946-1947, foi professor em Frankfurt desde 1947 a 1949, ano em que veio a suceder a K. Jaspers na cátedra de Filosofia da Universidade de Heidelberg.

48 Gadamer crê que existe uma verdade que não pode ser adquirida com os métodos científicos. Para esta verdade Gadamer reivindica um modo próprio de conhecer, que não é a verificação experimental e a explicação, mas a hermenêutica e a compreensão.

No uso ordinário, o interpretar da hermenêutica tem a tarefa de preparar o compreender. Ao contrário, para Gadamer, nas ciências humanas interpretar e compreender são uma só coisa. “O mesmo compreender não é entendido tanto como um acto subjectivo, mas como a penetração na realidade vivente da tradição onde o passado e o futuro se dão constantemente a mão”103.

A hermenêutica seria a forma apropriada do conhecer das ciências humanas, porque o homem é essencialmente um ser histórico. O pensamento moderno acentuou o papel essencial da historicidade entre os elementos que constituem o ser do homem. Para Gadamer, “a tomada de consciência histórica é verossimilmente a mais importante entre as revoluções por nós sofridas depois do advento da época moderna”104. O homem colhe a

sua realidade histórica interpretando-a:

1) Porque a história é essencialmente movimento e no movimento algo permanece e algo muda. Por isso, para chegar ao sentido original das tradições ocorre passar através dos vários desenvolvimentos.

2) Porque o passado não me é estranho, mas passa a fazer parte do meu ser actual mediante a interpretação.

Para Gadamer, portanto, a hermenêutica não se restringe às explicações dos textos obscuros do passado. Ela é muito mais vasta e rica, estende-se também “a tudo o que nos é dado pela história; assim se pode falar da interpretação de um acontecimento histórico”105.

Gadamer propõe três postulados:

1) Todo o conhecimento é a resposta a uma pergunta. Portanto, o conhecer é, antes de mais, um interrogar, e este interrogar é sempre determinado por uma situação particular106.

103 GADAMER, H. G., Vérité et Méthode… op. cit., p. 274 ss.

104 IDEM, Il problema della coscienza storica. Trad. ital., Nápoles, 1969, p. 27. 105 Ibidem, p. 29.

49 2) Qualquer documento histórico, texto literário ou monumentos artísticos são o registo de certos conhecimentos, os quais representam as respostas às perguntas que os seus autores se fizeram em determinadas situações.

3) Nenhum conhecimento é “puro”, “sem pre-conceitos” ou pré-concepções107, mas é

sempre “misto”, acompanhado e condicionado por “pre-concepções”.

A pré-concepção não é, para Gadamer, um “conhecimento errado” que impediria de ver e de julgar retamente, mas é somente um “conhecimento prévio”, que pode ser verdadeiro ou falso. Por outro lado, a pré-concepção não é qualquer coisa de contingente que se pode superar, mas as pré-concepções fazem parte da historicidade do homem e, por isso, acompanham necessariamente a sua existência. O intérprete não pode abstrair do presente para reproduzir um quadro “objectivo” da história. Não existe, de facto, uma interpretação sem pré-concepções, porque as pré-concepções constituem a realidade histórica do ser do intérprete108. O problema não é, portanto, eliminar as pré-concepções, mas sim ver a razão que justifica a necessidade da pré-concepçãoo para toda a compreensão e de distinguir entre as falsas e as verdadeiras pré-concepções. Estes são dados dos quais o intérprete não pode dispor livremente. A fonte das pré-concepções é a distância temporal que nos afasta da realidade testemunhada pela tradição109

Somente a passagem do tempo faz perceber o texto na sua justa proporção. A actualidade do problema, os interesses, compromissos que entram em jogo, impedem um juízo imparcial e uma valoração realmente histórica. Esta só é possível quando os interesses pessoais ou de grupo desaparecem. Nesse momento obteve-se a “prospectiva” histórica110. Além disso, a distância temporal deixa aparecer o verdadeiro sentido do objecto. A distância temporal permite esquecer aspectos secundários e superficiais de um 106 IDEM, “Che cos’è la verità?”, in Rivista di Filosofia, 1956, p. 261.

107 A palavra “pre-conceito” corresponde à tradução francesa “préjugé”. Também se pode traduzir por “pré-

concepção”, Cf, COMISSÃO PONTIFÍCIA BÍBLICA, A interpretação da Bíblia na Igreja, Secretariado Geral do Episcopado, Editora Rei dos Livros, Lisboa 1994, p. 87: “Gadamer sublinha igualmente a distância histórica entre o texto e o seu intérprete. Ele retoma e desenvolve a teoria do círculo hermenêutico. As antecipações e as pré-conceções que marcam a nossa compreensão provêm da traidção que nos sustenta. Esta consiste num conjunto de dados históricos e culturais, que constituem o nosso contexto vital, o nosso horizonte de compreensão”.

108 GADAMER, H. G., Vérité et Méthode… op. cit., p. 115. 109 Ibidem, pp. 130 ss.

50 facto histórico, e faz aparecer a novidade insuspeita que os contemporâneos não conseguiram compreender.

O facto de captar o verdadeiro sentido escondido num texto não é uma coisa que possa considerar-se como algo definitivo. Trata-se, antes, de um processo ininterrupto no qual se descobrem novas fontes de erro e aparecem novos significados inesperados. A distância temporal não é, portanto, uma coisa fixa, mas sim uma relação flexível que permite uma penetração cada vez mais profunda na alteridade temporal e no significado dos dois termos distantes. A tarefa da hermenêutica é o de preencher o fosso entre o intérprete e o texto através da continuidade da tradição. Este processo tem, segundo Gadamer, uma estrutura circular de pergunta-resposta, de diálogo Eu-Tu. A pergunta do intérprete ao texto nasce no tempo presente, dentro de uma determinada situação. Cada situação tem os seus limites, os quais determinam, por sua vez, um “horizonte”111. Sem

horizonte não é possível perceber a distância e as proporções entre os diversos objectos e entre estes e o observador. O sentido do horizonte permite sair dos limites estreitos daquilo que nos é vizinho, e obter a verdadeira prospectiva.

Dos postulados expostos derivam os três momentos principais:

Diz respeito à interrogação do texto e a busca do seu sentido no interior do horizonte das interrogações que o condicionaram.

Interroga o texto de forma existencial, isto é, em vista de uma resposta aos nossos problemas actuais. Este aspecto é preeminente numa hermenêutica fundada sobre a historicidade do homem, a qual vê no passado algo que subjaz ao presente e o compenetra como elemento essencial. Por isso, ela busca tirar do passado o significado que tem valor também para o presente112.

Refere-se à superação das “pré-concepções”. Neutralizar as pré-concepções significaria, para Gadamer, matar o próprio conhecimento. As pré-concepções podem ser reconhecidas e controladas somente à medida que se procede à interpretação. É a

111 Ibidem, pp. 139, 144.

51 interpretação que, confrontando o nosso horizonte cognoscitivo com o do texto, revela os nossos limites e as nossas “pré-concepções”.

Mas como é possível, para o intérprete, sair do horizonte das suas pré-concepções e meter-se em comunicação com o horizonte de um texto do passado? Gadamer pensa que entre passado e presente não existe uma fractura completa. A historicidade do homem exige precisamente o contrário: ela faz, de facto, que a distância temporal seja “colmatada pela continuidade da tradição e da transmissão…”113. O ponto que torna possível o

encontro e a fusão entre os vários horizontes (Horizontverschmelzung) é fornecido pela linguagem114. Gadamer, para libertar a sua hermenêutica dos perigos do subjectivismo, ao qual a historicidade parece expô-la, desenvolve uma nova concepção da linguagem, na qual esta assume grande importância ontológica. É este um dos pontos mais opriginais e interessantes de Gadamer115.

2.1- O lugar da linguagem no pensamento de Gadamer

Para ele, a linguagem não é um sistema convencional de sinais, que pode ser modificado, e nem um instrumento ao serviço do pensamento. Entre pensamento e linguagem, de facto, existe tal solidariedade que não existe pensamento sem linguagem, e não existe linguagem sem pensamento. A natureza da experiência é um dado linguístico. A íntima relação entre pensamento e linguagem, desconhecida dos gregos, foi posta a claro pela primeira vez pela doutrina da Incarnação116.

A linguagem é um fenómeno omnicompreensivo semelhante ao do pensamento. A função da linguagem é a de revelar o mundo ao sujeito. A linguagem é o médium no qual a realidade se lhe manifesta. A direcção é desde o mundo ao sujeito através da linguagem. Deste modo a linguagem e o mundo não são mais criaturas do pensamento mas modos de

113 Ibidem, pp. 110-111.

114 Cf. COMISSÃO PONTIFÍCIA BÍBLICA, A interpretação da Bíblia na Igreja… op. cit, p. 87: “O

intérprete deve entrar em diálogo com a realidade a que se refere o texto. A compreensão opera-se na fusão dos horizontes diferentes do texto e do seu leitor (“Horizontverschmelzung”).

115 GADAMER, H. G., “Che cos’è la verità”… art. cit., p. 265. 116 IDEM, Vérité et Méthode… op. cit., p. 268.

52 ser das quais o pensamento depende. “O mundo é o terreno comum reconhecido por todos e que vincula todos aqueles que falam juntos”117; a linguagem é o “milieu” no qual se actua este reconhecimento do mundo. Da linguagem depende que o homem tenha um mundo. O ser do mundo é percebido linguisticamente118.

Visto que o homem existe na esfera da compreensão criada pela linguagem no mundo, segue-se obviamente que o homem existe na linguagem. A linguagem é o “médium” do seu viver mais ainda que o seu entender. A experiência linguística do mundo é absoluta119. Graças à pertença ao mundo mediante a linguagem e à pertença do texto à linguagem, abre-se um horizonte universal, que torna possível o encontro e fusão do horizonte do autor com o do intérprete, e de qualquer outro horizonte120.

Segundo alguns autores121, a base da hermenêutica gadameriana é colocada na estrutura hermenêutica do ser humano. Insiste na historicidade de todo o conhecimento e sobre a hermeneuticidade do ser humano: todo o seu agir e conhecer é telecomandado pela interpretação. Dá também muita importância à continuidade da história e ao peso das tradições sobre o presente. Gadamer pensa que se pode verificar a linguagem religiosa pondo em confronto os vários horizontes históricos. Este critério, porém, não tem valor universal, porque não se pode reduzir toda a linguagem religiosa à esfera dos acontecimentos históricos. Assim, “Deus”, “Amor”, “Omnipotente”, etc., não designam somente acontecimentos ou acções. Apontam para uma realidade trans-eventual, trans- histórica. 117 Ibidem, p. 255. 118 Ibidem, p. 276. 119 Ibidem, p. 282. 120 Ibidem, pp. 142 ss.

121 Cf., GONZALEZ MONTES, A., Teologia fundamental de la revelación y de la fe, BAC, Madrid, 2010,

53 2.2- Algumas propostas de Gadamer presentes na hermenêutica de Schillebeeckx

O livro de Gadamer Vérité et Méthode que vem sendo citado é a pista mais fecunda para abordar o segundo Schillebeeckx122. Supomos adquirido por ele o horizonte da reflexão proposta por Gadamer a respeito da compreensão das ciências humanas, em particular a atenção dada à “distância histórica”, o reconhecimento do papel da “pré- concepção”123, a reabilitação da ideia de “autoridade” e de “tradição”. Poderíamos igualmente perguntar-nos se o conceito de “clássico”, tal como é analisado por Gadamer com o seu duplo aspecto normativo (valor) e histórico, não estará também presente em Schillebeeckx124. Há outro conceito a que Gadamer dá grande importância: a noção de “aplicação” (Anwendung). Gadamer dá-lhe grande importância no acto de interpretação e desenvolve-o particularmente na sua “ significação exemplar da hermenêutica jurídica”125, onde o intérprete se encontra ligado por um texto normativo que ele deve aplicar a um caso particular. O que vale do jurista propriamente dito vale, por outro lado, fundamentalmente também do historiador do direito:

“Enquanto historiador, ele deverá ter em conta igualmente a evolução histórica percorrida por esta lei. Pelo exercíco da compreensão ser-lhe-á preciso operar uma mediação entre a aplicação primeira da sua lei e a sua aplicação contemporânea”. 126

A hermenêutica jurídica é um caso privilegiado, porque ela torna explícito o que está em causa em toda a hermenêutica histórica:

122 Também A. Grillmeier propôs uma aproximação entre a reflexão de Gadamer e a hermenêutica dos

antigos concílios cristológicos em: GRILLMEIER, A., Mit ihm und in ihm. Christologishe Forshungen und Perspektiven, Herder, Freiburg, 1975, pp. 494-497.

123 Grillmeier põe em particular o problema da referência ao sobrenatural na hermenêutica dos textos

inspirados ou infalíveis. A compreensão de tais textos é possível sem a abertura da fé (funcionando a título de “pré-concepção” positiva)? Ibidem, p. 496.

124 Pensamos em textos como este de Gadamer: “Quando classificamos uma obra de “clássica” é antes na

consciência da sua permanência, da sua significação imperecível, independente de toda a circunstância temporal – numa espécie de presente intemporal, contemporâneo de todo o presente”, GADAMER, H.G., Vérité et Méthode… op. cit., p. 127. Igualmente, ibidem P. 129.

125 GADAMER, H. G., Vérité et Méthode… op.cit., p. 166. 126 Ibidem, p. 168.

54 “O caso da hermenêutica jurídica não é, pois, na realidade, um caso especial; mas ele é próprio para restituir à hermenêutica histórica a sua extensão integral e assim a reabilitar a antiga unidade do problema hermenêutico no qual o jurista e o teólogo se encontram com o filólogo”.127 O próprio Gadamer faz a ligação entre a hermenêutica jurídica e a hermenêutica teológica. “A tarefa de concretizar a lei em cada caso particular”128 efectua-se, por um

lado, na sentença e, por outro, na pregação. A referência imediata é, evidentemente, a hermenêutica desenvolvida pela teologia protestante: para ela, o texto fundamental que faz autoridade é a Escritura. É ela o documento normativo de que o intérprete deve manifestar a verdade. Diz ele que “toda a fixação dogmática em termos de pura doutrina é secundária. A Escritura santa é a palavra de Deus; isso significa que a Escritura conserva por referência à doutrina daqueles que a interpretam uma primazia absoluta”129. Ele reconhece,

igualmente, que a hermenêutica protestante tem a sua própria pre-compreensão, que ela mantém “uma relação polémica com a tradição dogmática da Igreja católica” e que ela é arrastada por “um sentido dogmático-confessional”130.

O trabalho de interpretação não está nunca acabado, como salienta Gadamer e como Schillebeeckx sempre repetirá. Ele renova-se à medida que a Igreja encontra situações doutrinais e culturais inéditas.

A “distância histórica” vai jogar aqui, como em toda a interpretação, um papel primordial e positivo.

Entre o sentido original e o sentido que nos atinge hoje, uma tradição viva de interpretação veiculou o texto no interior da comunidade de fé, que goza aqui o papel da “comunidade de linguagem”. É em referência a esta tradição viva que nós podemos reconhecer “a verdade que nos liga”. O intérprete dispõe de uma distância que não lhe permite atingir a transparência original da linguagem aos olhos dos contemporâneos do texto bíblico. Mas, em contrapartida, esta distância dá-lhe uma liberdade de espírito que

127 Ibidem, p. 171.

128 Ibidem, p. 172.

129 Ibidem, p. 172.

55 não tinham os parceiros originais. As palavras das definições dogmáticas perderam o “pathos” que lhes fazia resumir, numa determinada conjuntura, todo um conteúdo doutrinal. A sua linguagem pode ser situada no seu próprio limite com a ajuda de outros utensílios conceptuais, frutos dos progressos da cultura. A letra dos dogmas leva a marca caduca do tempo, mas permanecendo a pedra de toque duma verdade inalienável à qual reenvia sempre o consenso da Igreja. Evidentemente que o intérprete tem de contar com o contexto sócio-cultural e as heresias antigas que as definições dogmáticas combatiam; mas ele deve estar atento ao alcance novo que a definição dogmática pode revestir diante das tentações contemporâneas que a contradizem e que ela denuncia131.

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