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The Variable Width Shifter

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(CA-TIMS) forneceram as idades melhores que as de badeleíta (com baixa concentração de U) e de zircão não submetido a CA-TIMS (com mais Pb comum). As melhores estimativas para um dique de basalto com alto Ti-P-Sr e para o Gabro José Fernandes são de 133.95±0.16 Ma e 134.93±0.16 Ma, respectivamente. A idade mais consistente para um dique de basalto andesítico é, no entanto, mais jovem (131.31±0.13 Ma) e condizente com idades 40Ar/39Ar

step-heating de Renne et al. (1996) com indicações de que o magmatismo do enxame de

diques do Arco de Ponta Grossa perdurou por pelo menos 3 m.y.. Uma idade 40Ar/39Ar step-

heating de 133.7±0.1 Ma em flogopita de dique de lamprófiro, localizado próximo ao

Complexo Gábrico Bairro da Cruz, é idêntica à obtida por U-Pb no dique de basalto, sugerindo com dados robustos magmatismo toleítico e alcalino concomitantes na região do Arco de Ponta Grossa. A estimativa da idade do Gabro José Fernandes é ~1 m.y. mais antiga do que a obtida nos diques datados e pode indicar que a colocação das intrusões alcalinas é anterior à colocação dos diques.

61 2. Conclusões

O Gabro José Fernandes apresenta evidências petrográficas, geoquímicas e isotópicas de que a variedade litológica presente está relacionada a uma evolução magmática em sistema aberto com acentuada contribuição crustal em baixas pressões. As evidências petrográficas envolvem zoneamentos minerais e texturas de desequilíbrio com presença de Fe-enstatita. Os dados geoquímicos e isotópicos indicam que cristalização fracionada é um importante processo na evolução das rochas, sendo que a correlação positiva entre o conteúdo de SiO2 e razões isotópicas iniciais de Sr-Pb, juntamente com a correlação negativa entre SiO2

e ԑNdi, indicam contaminação progressiva do magma com o fracionamento, típico de AFC.

Ocorrem diques de basanito com assinatura mais primitiva (87Sr/86Sri≤0.705) que cortam

rochas mais contaminadas (87Sr/86Sri≥0.706) e diques com maiores razões isot picas

(87Sr/86Sri>0.706) que cortam rochas cumuláticas com assinatura mais primitiva,

potencialmente indicando a existência de pulsos magmáticos com diferentes contribuições crustais. A composição dos minerais ferromagnesianos, em especial de olivina e piroxênio, mostra trend com enriquecimento em Fe. O zoneamento observado nesses minerais é acompanhado pelos elementos traços, e as bordas com maiores concentrações de Fe e Ti de cristais de clinopiroxênio também apresentam maior concentração em outros elementos HFS e LILE. O líquido estimado em equilíbrio com os núcleos de fenocristais de clinopiroxênio em diques de basanito apresenta composição mais alcalina em relação ao líquido estimado para os gabros de origem cumulática. O Mg# estimado para o líquido em equilíbrio com cristais de olivina também é maior para os diques de basanito. A isotopia in situ de Sr em cristais de plagioclásio localmente mostra variações nas razões 87Sr/86Sri, indicativa de

recarga na câmara magmática com diferentes contribuições crustais. A natureza do contaminante é condizente com rochas (meta)sedimentares devido ao enriquecimento de K2O

em relação à Na2O, maiores razões Th/La, Th/Nb e presença de componente com baixa razão

Th/U em rochas mais contaminadas, indicativa de assinatura típica de crosta superior. Os baixos valores de ԑNdi e idades modelo Nd TDM mais antigas de algumas rochas também

indicam assimilação de crosta pré-cambriana. Modelos de AFC-mixing mostram que a diversidade isotópica é compatível com a curva de mistura entre magma alcalino basanítico (composição inicial) e composição de rochas metassedimentares do Grupo Votuverava (contaminante principal). Dados de isotopia in situ de Sr em clinopiroxênio mostram que núcleos com textura de reabsorção por vezes apresentam razões mais baixas (<0.705) compatíveis com antecristais que podem apresentar relação com o magma parental. De fato,

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as assinaturas isotópicas observadas nesses núcleos são compatíveis com as observadas em fenocristais de diques de basanito, indicando como magma parental um magma alcalino basanítico. A intrusão está relacionada ao magmatismo do Cretáceo Inferior com datação U- Pb em zircão por TIMS de 134.93±0.16 Ma. A idade é cerca de 1 m.y. mais antiga em relação aos diques máficos analisados. Nesse caso um dique de basalto com alto Ti-P-Sr (133.95±0.16 Ma) apresenta idade U-Pb concomitante com datação 40Ar/39Ar step-heating em flogopita de dique de lamprófiro (133.7±0.1 Ma), indicando magmatismo concomitante toleítico e alcalino na região do Arco de Ponta Grossa e uma boa correlação entre os dois métodos analíticos. A idade de colocação de dique de basalto andesítico é, no entanto, mais nova e em conformidade com dados 40Ar/39Ar step-heating obtidos previamente que indicam que o magmatismo básico no arco perdurou por pelo menos 3 m.y..

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PARTE IV

ANEXOS

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