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THE ONLINE PAYMENT INDUSTRY AND NETWORK EFFECTS

Dans le document Online Payment Systems forE-commerceOECD (Page 33-36)

terizar a utilização e apropriação destes por parte da população portuguesa, nomeadamente entre os jovens e seniores, segue um panorama inicial, através de indicadores estatísticos sobre a sociedade da informação e tecnologia.

A seguir, apresenta-se uma reflexão sobre o conhecimento quantitativo e, primordialmente, qualitativo, construído por algumas das investigações, que configuram o estado da arte desta pesquisa e, que apresentam, pelo menos parcialmente, os mesmos interesses de pesquisa.

O acesso à Internet e, consequentemente, o uso dos novos media é um comportamento cada vez mais frequente no dia-a-dia dos portugueses, que superam, em determinados indicadores a média da União Europeia.

De acordo com o Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias, divulgado recentemente pelo INE, as famílias, utilizam, principalmente, os telemóveis (78%) e os computadores portáteis (73%) para aceder à Internet (INE, 2016a).

O inquérito traz resultados interessantes do ponto de vista da generalização das novas tecnologias da comunicação. Aponta que 74% das famílias têm acesso à Internet em casa e

a maioria o faz por banda larga. Também 74% dos indivíduos entre os 16 e os 74 anos, já utilizaram Internet, e procuram, principalmente, por conteúdos de vídeo (82%), por pesquisas na web (62%) e, por programas de televisão (60%). Registou um acréscimo, significativo, de utilização da Internet entre os indivíduos dos 45 aos 54 anos (INE, 2016a).

Ainda de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE, 2016a), o acesso à Internet em mobilidade aumentou de 35%, em 2012, para 72% em 2016, este valor iguala a média da União Europeia em 2015. Em relação à participação nas redes sociais, Portugal destaca-se por 8 p.p. comparado à UE, registando um valor de 74% em 2016.

Entretanto, diante dos dados organizados por escalões etários, o cenário é menos favorável. A percentagem de utilizadores de computador do total da população jovem, entre 16-24 anos é de 99.3% e os jovens entre 25-34 anos é de 97.2%, contudo, a percentagem entre os seniores acima dos 65 anos é 28.4% (Gustavo et al., 2015). Apesar de esta percentagem ter aumentado em quase 26 p.p., ainda se trata de números tímidos, comparativamente à percentagem de jovens.

Em relação à utilização de Internet a discrepância não se modifica. Em 2014 registou 99.4% de jovens entre os 16-24 anos e 94.7% de jovens entre os 25-34 anos, porém, somente 23.1% dos seniores utilizaram Internet (Gustavo et al., 2015).

Algumas investigações, inseridas na área da ciências sociais, comunicação e tecnologia, levantadas durante o estado da arte, apresentaram resultados coerentes aos do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias e permitem ter uma maior compreensão, à nível qualitativo, de como as diferentes gerações utilizam e se apropriam dos novos media.

No estudo realizado por Lopes (Lopes, 2015), que procurou compreender de que forma diferentes grupos geracionais (jovens, adultos e seniores) se apropriam dos meios de comu- nicação de massa, nomeadamente, jornal, rádio, televisão, Internet e telemóvel, foi possível compreender que tanto os jovens como os adultos são fluentes na utilização de todos os meios de comunicação evidenciados. Entretanto, os seniores preferem a televisão e declaram não sa- ber utilizar a Internet e algumas funções dos telemóveis, mas, demonstraram-se interessados na aprendizagem e utilização desses meios.

Relativamente aos resultados obtidos em uma investigação sobre os usos e motivações da Internet, bem como de dispositivos que acedam à Internet, realizado em Lisboa (2008- 2010), verificou-se que em relação à utilização de computadores e telemóveis, as variáveis significativamente correlacionadas são idade e nível de instrução, assim, “quanto mais velhos e quanto menor o nível de instrução dos inquiridos, menos probabilidade tinham de usar estas duas tecnologias” (Neves & Amaro, 2015, p. 5).

A investigação Novos Medias e Relacionamentos Inter-geracionais abordou as principais afetações dos novos media nas relações tradicionais entre as gerações familiares. Constatou uma significação maior relativamente ao comportamento colaborativo ao conflituoso e registou a partilha de informação e conhecimento dos mais jovens para os mais velhos na orientação de usabilidade dos novos media (Pereira, 2011).

Foi também destacado que “as gerações mais novas têm a perceção de “mais” saber em relação às gerações dos pais no que toca ao trabalho e às tecnologias”, entretanto, que estes não evitam ou desistem de conversar com os pais e/ou avós sobre assuntos referentes às novas tecnologias (Pereira, 2011, p. 108).

Os estudos apresentados estabelecem uma relação de causalidade mediante os resultados encontrados. Se por um lado há evidência do espírito de colaboração e partilha de informação, dos mais jovens, cujo nível de literacia mediática é maior, para os seniores, cujo nível o

é drasticamente menor, mas, devido ao fator de interesse em obtenção de literacia digital, declarado por estes indivíduos, há uma facilitação no envolvimento entre estes dois perfis de indivíduos.

Ora, a partir dos resultados obtidos nos estudos aqui apresentados, especificamente a existência de um consumo exponencial de dispositivos da comunicação e dos novos media, bem como o entusiasmo colaborativo, por parte dos jovens, aliado há uma vontade/necessidade de literacia infocomunicacional, por parte dos seniores, determina-se um caminho possível para o estabelecimento de atividades comunicacionais, voltadas tanto para a resolução do problema ou redução da exclusão infocomunicacional, como para o fomento às relações intergeracionais. Afinal, e de uma forma generalizada, os indivíduos que utilizam as novas tecnologias da comunicação e informação são seres, essencialmente sociais, que procuram contribuir e usufruir de um coletivo através da produção, absorção e transformação da informação. Esta interação em rede depende do “seu enraizamento pessoal a nível local e a nível ciberespacial” (da Silva, 1999, p. 59), e normalmente, recorre-se às «tecnologias intelectuais» com objetivo de moldar a identidade pessoal e coletiva, além de estabelecer relações com o outro (Carr, 2012).

1.5

O Impacto dos Programas Intergeracionais e das Tecnolo-

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