3. Other Reference Documents
3.5. The MIL-STD Documents
Entendemos que a definição da amostra de pesquisa precisa necessariamente abarcar distintas perspectivas do campo de estudo a fim de promover uma triangulação dos dados. Assim como justifica Kelle (2001), a triangulação, seja por meio da variação dos instrumentos ou dos elementos que constituem um fenômeno; é uma fundamental estratégia para validação dos dados e para produção de uma imagem mais completa do contexto que investigaremos, analisando diferentes aspectos de um mesmo fenômeno ou fenômenos diferentes que compõem um mesmo panorama.
Neste sentido, no intuito de realizar esta triangulação e possibilitar a diversificação dos atores sociais, pretendíamos investigar as duas coordenadoras de área do PIBID Biologia e os licenciandos bolsistas que se mostraram disponíveis para participação dentre os vinte e seis que integravam o grupo na época. Consideramos fundamental que tanto os licenciandos bolsistas quanto as duas coordenadoras de área participassem da nossa investigação, pois concordamos com André (2001) quando nos orienta a respeito da necessidade de abarcarmos perspectivas heterogêneas sobre as questões estudadas para que a amostra escolhida represente satisfatoriamente o universo do qual a extraímos, aproximando, assim, os dados coletados da realidade que pretendíamos desvelar no contexto do PIBID da área de Biologia da UFRPE.
Através das entrevistas que fizemos com as coordenadoras de área do programa buscamos responder ao nosso primeiro objetivo específico e ao segundo objetivo, a saber: Analisar as contribuições da formação inicial de professores de Ciências e Biologia no âmbito do PIBID para a prática docente da EA na educação básica; e Identificar como e porque o PIBID Biologia traz a EA na formação inicial de professores de Ciências e Biologia.
Já por meio da participação dos bolsistas como atores sociais desta investigação pretendemos responder também ao primeiro objetivo supracitado e ao último dos nossos objetivos específicos, ou seja, verificarmos como os bolsistas PIBID Biologia concebem a importância da EA em sua formação inicial. Ao passo que consigamos responder a estes objetivos específicos, atenderemos ao objetivo geral de nossa pesquisa.
Para que a coleta de dados com esses atores fosse possível fez-se necessária uma escolha também diversificada dos instrumentos que utilizamos na investigação. Neste sentido, buscamos optar por cada instrumento atentando aos objetivos que pretendíamos atingir e aos sujeitos participantes em cada etapa desta coleta.
Para compreendermos o perfil dos atores da pesquisa, é pertinente descrevermos a análise que fizemos a respeito destas características. Felizmente as duas coordenadoras aceitaram colaborar com esta investigação. Para manter o sigilo da identidade das entrevistadas, a primeira coordenadora que entrevistamos foi denominada no estudo de coordenadora A e a segunda participante de coordenadora B.
Ao fazermos o levantamento dos perfis profissionais destas professoras na Plataforma
Lattes verificamos que a coordenadora A atua desde 1994 na Educação Básica e Ensino
Superior tanto na Rede Privada e quanto na Rede Pública de Ensino. É Doutora em Educação pela UFPE, Mestra em Ensino das Ciências pela UFRPE; Especialista em Metodologia do Ensino e em Metodologia do Ensino Superior pela Faculdades Integradas de Fátima do Sul e em Educação, Desenvolvimento e Políticas Públicas pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; Licenciada em Ciências Biológicas e Bacharel em Biologia Animal pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atualmente ela é professora nos cursos de Pedagogia e Licenciatura em Ciências Biológicas e professora do Programa de Pós- Graduação em Ensino das Ciências da UFRPE. A primeira entrevistada tem 46 anos e coordenada o subprojeto Biologia desde 2009, ano da implementação do programa na UFRPE. Esta coordenadora do subprojeto Biologia atua nas áreas de formação de professores, prática pedagógica, Ensino de Ciências e Biologia e Educação Ambiental.
Já a coordenadora B, 48 anos, atua no PIBID desde 2014 e é professora adjunta da UFRPE em regime de Dedicação Exclusiva. Ela é Doutora em Ciências Biológicas pela UFPE, Mestra em Biologia Animal pela mesma instituição, Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas pela UFRPE. Além de possuir experiência na Educação Básica e Ensino Superior na Rede Pública e Privada há mais de vinte anos, atua nas linhas de pesquisa em Sistemática de Nematoda, Zoologia de Invertebrados e Educação Ambiental.
Além das professoras, como mencionamos, os licenciandos foram nossos sujeitos de pesquisa. Contamos com a participação de dezenove licenciandos, mas apenas dezesseis destes devolveram, na semana posterior à aplicação, os questionários entregues no dia 24 de agosto de 2015. Para preservar a identidade destes estudantes, entregamos a eles os questionários já enumerados, de modo que tivemos controle apenas de disponibilizar para estes a sequência que correspondia ao total de presentes na penúltima reunião geral que observamos, dezenove. Os sujeitos são denominados pela sigla L, de licenciando, seguida do número correspondente ao questionário respondido pelo participante. Sendo assim, os sujeitos são numerados de um a dezenove.
Assim, dentre estes, os questionários de número um, dois e quatorze não foram devolvidos. Deixamos os estudantes levarem os questionários para responder em casa porque o espaço cedido para aplicação foi curto, ao final da reunião do dia 24. Para não prejudicarmos a coleta, ocasionalmente obtendo respostas curtas e incompletas devido ao pouco tempo de resposta, optamos por esta solução satisfatória.
Os estudantes pesquisados tinham idades entre 16 e 30 anos, embora a maioria deles, 12 estudantes, estivesse na faixa entre 20 e 25 (L3, L5, L6, L7, L8, L9, L10, L11, L12, L13, L15, L16). A respeito do gênero, contamos com a participação de 12 licenciandas (L3, L4, L5, L6, L7, L8, L9, L10, L12, L16, L18 e L19). Na época os estudantes cursavam do 4º ao 8º período do curso de licenciatura, que no turno vespertino na UFRPE tem oito períodos e à noite possui nove períodos. Dentre este total, um estudante estava no 4º período (L13), dois no 5º período (L16 e L17), oito deles no 6º (L3, L4, L5, L6, L7, L9, L10 e L11), dois no 7º (L15 e L18) e três no 8º período (L8, L12 e L19). Já quando foram questionados sobre o período de participação no programa, identificamos que onze deles havia ingressado há um ano ou mais (L3, L5, L7, L8, L9, L10, L11, L12, L16, L18 e L19), três dos licenciandos eram bolsistas em um período entre 7 meses e um ano (L4, L6 e L17) e dois, L13 e L15, estavam no programa há um período inferior a 7 meses.
A análise desse perfil foi muito importante para compreendermos mais adequadamente alguns dados que obtivemos em nossa coleta de dados diante da diversificação de perfis que nos deparamos e instrumentos que escolhemos para o estudo. Realizada esta caracterização dos sujeitos, iremos nos dedicar no próximo subtópico a discussão dos instrumentos de coleta de dados que selecionamos nesta investigação e que nos possibilitaram lapidar a riqueza dos contextos desvelados.