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Une théorie B peut rendre compte de la représentation commune du temps

c) Les événements comme propriétés, instances de qualités

2) Une théorie B peut rendre compte de la représentation commune du temps

No que diz respeito ao objectivo específico número 2 - Identificar padrões de prática

profissional no contexto da detecção precoce e no âmbito do rastreio visual infantil –

verificou-se como já referido anteriormente que a competência mais aplicada na prática profissional é uma competência sistémica (conheço o papel da refracção e os seus

efeitos na visão binocular). As competências interpessoais foram classificadas como as

terceiras mais aplicadas (trabalho com outros profissionais de saúde para maximizar os

resultados em saúde; actuo de uma forma responsável face aos observados e outros membros da equipa de cuidados de saúde). A última competência a ser identificada, em

quinto lugar, foi uma competência instrumental (sou capaz de tomar decisões clínicas, no

âmbito da minha profissão).

Na análise e discussão com os especialistas entrevistados sobre os padrões de prática a subcategoria Experiência profissional emergiu. Das respostas dadas à questão 5 orientadora do guião previamente planeado - Qual o padrão de prática/consulta adequado neste contexto? - verifica-se que relativamente aos padrões de prática profissional, os especialistas realçam que a actividade do Ortoptista no rastreio é ainda recente e sem um enquadramento delineado sendo difícil apontar padrões de prática profissional. No entanto, realçam a importância de 2 subcategorias, a experiência

profissional e a certificação da experiência profissional (quadro 23).

Quadro 24 - Padrões prática profissional

Categoria Subcategorias Frequência de ocorrência

Percentagem no universo dos dados recolhidos

Experiência profissional 6 66,67 % Certificação da experiência profissional 3 33,33 % Padrões prática profissional Total 9 100%

Ao longo dos anos a formação dos Ortoptistas têm vindo a diversificar-se e a alargar-se para outras áreas de intervenção, sendo cada vez mais abrangente a sua intervenção.

No campo do rastreio visual e no que diz respeito à intervenção nos Cuidados de Saúde Primários é possível verificar que apenas no ano corrente de 2009 foi incluindo um módulo de estágio estruturado na Licenciatura em Ortóptica. Os seguintes excertos apontam para o desenvolvimento inicial de uma rede composta por Ortoptistas ao nível dos Centros de Saúde com interligação à rede de referenciação hospitalar:

Expert 6: (…) Temos pela primeira vez os alunos colocados nos Centros de Saúde nas áreas dos cuidados primários da saúde que falam sistematicamente em rastreio mas, ninguém sabe muito bem o que é, quem é que faz e quais os meios a utilizar (…) os programas de saúde escolar de alguns Centros de Saúde que são feitos por enfermeiros que medem umas acuidades visuais e noutros sítios a saúde escolar é feita pela psicóloga e assistente social que vão apenas analisar as condições socioeconómicas das famílias (…).

Expert 6: (…) sim essa é a primeira, é o domínio do saber. Isso é a grande falha. É por isso que os rastreios feitos pela enfermeira, pelo médico de família e até pelo Pediatra não são eficazes. Porque eles não dominam estes conceitos. (…) Os nossos colegas que agora estão a começar a dar os primeiros passos ao nível dos cuidados primários, dentro da organização dos saberes teóricos tem de ser competentes. (…)

Expert 4: (…) os programas de rastreio precisam de ser organizados e

planeados. E não é fácil montar todo o programa de rastreio. O 1º programa de rastreio que montei via foi a pedido do Instituto S. A. e desde ai não temos parado. Desde rastreios pedidos da Câmara com o Ministério de Educação e interligação com os centros de saúde rastreamos as crianças todas do ensino básico (6/7anos). Foi a pedido dos centros de saúde porque chegaram à conclusão que os rastreios que faziam ao nível da saúde escolar não estavam a ser bem-feitos.

Expert 2: (…) os programas nacionais de rastreio que existem e que eu

conheço estão errados e incorrectos porque na sua execução não está ninguém da área da Oftalmologia e da Ortóptica. Estão lá Professores muitos conceituados da área da Pediatria, etc., mas, ninguém da nossa área.

Os excertos apresentados demonstram que para uma correcta intervenção do Ortoptista ao nível dos rastreios é necessário contacto com a experiência profissional. Para os Ortoptistas recém formados são apontadas estratégias de formação para alcance de domínio da prática de rastreio em crianças:

Expert 6: (…) para nós é um dado adquirido que existem dois profissionais competentes para actuar nesta área, Oftalmologistas e Ortoptistas. Potencialmente pela natureza da formação destes dois profissionais, estarão à partida em condições de fazer rastreio visual. No entanto, é evidente que a prática que adquirem na sua formação inicial não será suficiente para aplicar todos os testes de rastreio para todas as idades (…)

Mas, se me disserem que é um recém-licenciado que acabou o curso a semana passada se lhe for pedido para rastrear uma criança de 9 meses, ele potencialmente está apto mas, não tem é prática, domínio e destreza de enquadramento para o fazer. Ele tem de ser treinado para isso mesmo.

As diferentes verbalizações dos intervenientes apontam que para além da formação de nível superior obtida, é condição imprescindível o contacto com o ambiente profissional de rastreio e o desenvolvimento profissional de competências para o desempenho da actividade com crianças de diferentes idades e níveis de desenvolvimento intelectual diferentes:

Expert 6: (…) queria acrescentar que o Ortoptista recém-Licenciado potencialmente tem os instrumentos e ferramentas na sua cabeça (…) para poder trabalhar. (…) Eles aprendem a aprender. Nós não podemos ter um Ortoptista especializado para as crianças até 1 ano de idade e outro especializado só para os 2 anos. (…)

Expert 2: (…) Uma Universidade e uma Escola dá formação e não dá profissionalização. Nós aqui em Portugal é que achamos que se uma pessoa tira um curso tem aquela profissão.

Expert 5: (…) é por isso é que na Inglaterra e na América os Ortoptistas que acabam o Curso podem não ser certificados. Para serem certificados é necessário ter obtido determinadas competências profissionais e de tanto em tanto tempo são avaliados nessas competências para se perceber se ainda podem manter a certificação.

Expert 7: (…) é o que se adquire depois de exercer a profissão. Expert 5: (…) e a certificação tem de ser actualizada.

Expert 2: (…) os programas nacionais de rastreio que existem e que eu conheço estão errados e incorrectos porque na sua execução não está ninguém da área da Oftalmologia e da Ortóptica. Estão lá Professores muitos conceituados da área da Pediatria, etc., mas, ninguém da nossa área.

A experiencia profissional é referida como essencial e como um elemento que influência directamente as competências. A certificação da experiência profissional é apontada como exemplo de uma metodologia de controlo e desenvolvimento de competências ajustadas e adequadas às actividades do Ortoptistas neste contexto.

Da análise relativa aos padrões de prática profissional, é possível verificar que a actividade do Ortoptista no rastreio visual é ainda recente e sem um enquadramento delineado, sendo difícil apontar padrões de prática profissional. No entanto, é importante referir 2 subcategorias que emergiram, a experiência profissional e a certificação da experiência profissional.No campo do rastreio visual e no que diz respeito à intervenção nos Cuidados de Saúde Primários foi possível verificar que apenas no ano corrente de 2009 tiveram inicio os primeiros estágios estruturados na Licenciatura em Ortóptica, sendo a subcategoria experiência profissional referida como fundamental para uma correcta intervenção do Ortoptista ao nível dos rastreios visuais.

Os especialistas entrevistados consideram importantes as competências para o Ortoptista que desempenha rastreio visual infantil e realçam a importância do desenvolvimento das competências em contexto profissional com contacto directo com a prática. A experiência profissional é referida como um factor fundamental e influenciador da competência. De acordo com os especialistas a experiência directa com uma situação real como por exemplo o rastreio da criança de 1 ano ou de 2 anos desenvolve aptidões psicomotoras e consequentemente permite o desenvolvimento de experiência. Estes realçam ainda que é necessária destreza e perícia no manuseamento dos testes de rastreios utilizados, sendo necessário recorrer à prática repetida.

Os achados científicos de Khomeiran et al. (2006), que utilizou uma metodologia semelhante num grupo de enfermeiros, apontam no mesmo sentido, com realce para a competência como algo que é contínuo ao longo do tempo e que pode ser desenvolvido, aumentar e até diminuir. Harrinson & Mitchell (2006), também apontam para a importância da aprendizagem através da experiência, afirmando que as qualificações são independentes do processo de aprendizagem, sendo necessário considerar diferentes processos de aprendizagem e competências adquiridas previamente.

De acordo com os Ortoptistas inquiridos o seu padrão de intervenção no rastreio visual infantil passa pela a aplicação de competências essenciais como conhecer o papel da refracção e os seus efeitos na visão binocular, ser capaz de tomar decisões clínicas e trabalhar com outros profissionais de saúde para maximizar os resultados, bem como actuar de uma forma responsável face aos observados e outros membros da equipa de cuidados de saúde. No que diz respeito ao perfil dos profissionais que estão a actuar na área do rastreio visual é de realçar as novas lógicas de construção social e da profissionalização, sendo que muito recentemente a formação base ou inicial sofreu alterações e mutações.

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