Entre as primeiras comparações que podem ser feitas entre os dois títulos em estudo estão o número de personagens femininas e masculinas. No primeiro título, o total é de sete personagens incluindo o Player-Character, sendo três femininas e quatro masculinas. Joga-se apenas com Tidus (o restante do grupo só pode ser controlado durante as lutas), que é o protagonista da história do game e é com ele que se interage com o mundo do jogo – o restante dos jogadores da equipe não aparecem ao longo da caminhada pelos cenários a não ser nas cutscenes e dentro de estabelecimentos, como lojas ou templos. Ao longo da trama é possível perceber (através das escolhas que alguns diálogos oferecem e algumas cenas de cinemática) que há formação de pares românticos com o PC – todas as personagens do grupo jogável até certo momento apresentam diálogos de disponibilidade para Tidus.
A trama, até o momento próximo ao final do jogo em que se descobre que o protagonista também irá desaparecer, é a peregrinação da summoner Yuna, na qual o Tidus busca descobrir uma forma de salvá-la e voltar ao seu mundo. Assim, o plot principal é salvar a donzela em perigo (bem como ao longo de todo o jogo, pois Yuna tem de ser salva três vezes de sequestros). Na sociedade de Spira, há algumas summoners com as quais lutamos ao longo do jogo, mas só um summoner homem que encontramos durante a jornada (excetuando-se o pai de Yuna). Ainda, todas as
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instâncias do poder de Yevon são comandadas por homens e o mesmo acontece com a tribo dos Al Bhed – só há homens. Muitas mulheres que são encontradas nas cidades percorridas pelo grupo, quando aparecem, estão geralmente pouco vestidas.
Aliado à narrativa do jogo, há pequenas missões a serem feitas (ou não) pelo jogador. Neste título, cada jogador tem um papel de luta definido, com Yuna com mais magias de cura e proteção (tornando-a uma healer), Lulu especialista em magia negra, Rikku sendo especialista em armas, Auron com força para inimigos resistentes e defesa de dano, Tidus com agilidade, mira e especialidades que favorecem a equipe (como aumentar a velocidade de um jogador), Wakka como especialista em mira para inimigos voadores e distantes e Kimahri como polivalente podendo atuar com magia ou com força. Os inimigos surgem de acordo com o cenário em que se está – quando se está na região de Al Bheds aparecem machina (as quais Rikku desmonta facilmente, por exemplo), quando no deserto, cactos – e dependendo da natureza de cada inimigo, usa-se uma personagem que lhe cause mais dano pois durante a luta é possível trocar de personagem que está em ação (o máximo de jogadores contra os inimigos é três).
Os ângulos de câmara neste jogo também são utilizados de forma diferente do que no título seguinte: em geral, quando Lulu aparece ela é primeiro enquadrada na altura dos seios (acontece com mais frequência no início do jogo, posteriormente passa a um plano americano mais aproximado); nas primeiras cenas de Rikku a câmara percorre seu corpo de baixo para cima e quando a personagem discute com Wakka aparece em planos picados – de cima para baixo em diagonal.
Em Final Fantasy XIII são três personagens femininas e três masculinas, totalizando seis personagens. É possível controlar todas as personagens do grupo pelo menos uma vez ao longo do jogo durante determinados capítulos, que geralmente são destinados a dar a conhecer a história da personagem e a sua visão do mundo, bem como a da personagem com a qual não se está a jogar (estratégia usada por Hideo Kojima em Metal Gear Solid que foi citada no primeiro capítulo). Com a mudança de Player-Character também há a mudança de cenários e de inimigos: Lightning, Fang, Snow e Sazh, quando líderes da equipe geralmente enfrentam soldados humanos homens em cenários de cidade ou de zonas de conflito; Hope, geralmente enfrenta animais de pequeno porte em estruturas de testes em bichos feitos por Sanctum. Quando Vanille está presente na equipa definida pelo jogo (o time só pode ser livremente escolhido após o capítulo 10), os inimigos são plantas em cenários de natureza. Durante o jogo, é possível ver as outras personagens
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enquanto se está a caminhar pelos cenários do jogo. Como cada personagem tem habilidades diferentes para diferentes papéis, ao longo da luta altera-se o papel que se está a desempenhar e não o jogador, como em FF X. É de se destacar que no capítulo 9, o grupo encontra inimigos mulheres – militares Psicom que atacam basicamente com magia e usam um uniforme diferente do restante dos Psicom, um short curto com capacete estilo motoqueiro. Em FF X, os inimigos mulheres encontrados são apenas outras summoners, entre as quais destaca-se Lady Yunalesca como a mais poderosa e a menos vestida.
Diferentemente do título anterior, não há indícios de pares românticos entre as personagens do grupo jogável e o objetivo central da trama ainda é o resgate das donzelas em perigo – Serah que tornou-se cristal enquanto Lightning e Snow tentavam resgata-la; Sazh integrou a equipa para salvar seu filho (que também virou cristal), Fang que participa da ação porque quer salvar Vanille de se tornar Cie’th; Hope que quer vingar a morte da mãe Nora – mas também há o objetivo comum de (à exceção de Fang) que é salvar Cocoon. Vanille é a única que tem somente um objetivo que é justamente o de salvar Cocoon evitando tornar-se o monstro (Ragnarok) que destruiria o local – mesmo sacrificando-se para isso, afinal ela se tornaria um Cie’th. O seu objetivo, porém, foi o que causou todos os acontecimentos da trama e motivo pelo qual ela sente- se culpada.
Como no FF X, a maior parte dos cargos importantes na sociedade de Cocoon é ocupada por homens, com apenas uma representante feminina que é comandante do setor de inteligência e pesquisas do mundo do jogo. Em relação aos ângulos da câmara, há ainda o uso do pan pelo corpo das personagens mulheres e o foco em determinadas parte do corpo feminino de NPCs, mas não há tantos quantos os do título 10. Vanille é um caso de interesse pois é quem aparece mais vezes em planos picados, em geral colocando-se a si mesma nessa posição (inclina-se para falar).