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Théorème de transport en dimension 1

Dans le document Mécanique des fluides (Page 69-74)

3.3 Mesure de la pression

4.1.2 Théorème de transport en dimension 1

De modo a determinar digestibilidade dos diferentes tratamentos, 8 animais, 2 por tratamento, foram mantidos em jaulas metabólicas. Deste modo, procedeu-se à colheita total de fezes durante uma semana, sendo que, das amostras diárias colhidas, obtiveram-se duas amostras compostas secas, representativas e proporcionais ao peso das fezes excretadas. No fim do ensaio analisou-se para cada animal duas amostras compostas, perfazendo um total de 16 amostras (2 amostras por animal x 8 animais).

Para que fosse possível calcular a digestibilidade dos diferentes tratamentos, foram feitas medições, nomeadamente:

- Ingestão individual de alimento (diariamente);

- Recolha total de fezes diária (por um período de 7 dias); - Peso vivo (no início e no fim do ensaio experimental); - Temperatura da sala (diariamente).

Já a nível laboratorial procedeu-se à análise da Matéria Seca (MS), Matéria Orgânica (MO), Proteína Bruta (PB) e Gordura Bruta (GB).

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Espessura de Gordura Dorsal (EGD)

No final do ensaio mediu-se a Espessura de Gordura Dorsal nos 24 animais correspondentes ao ensaio de crescimento. Para este efeito, utilizou-se uma sonda de 5.0 MHz (UST-588U-5, 64 mm, Aloka) aplicada sobre o músculo Longissimus dorsi a uma distância de 65 mm da linha média dorsal da última costela Figura 5 (Kyriazakis e Whittemore, 2006). De modo a melhorar a qualidade das imagens captadas aplicou-se óleo alimentar entre a pele dos animais e a sonda.

Figura 5 – Posições para medições através de sondas dos pontos P1 (45 mm), P2 (65 mm) e P3 (80 mm) a partir

da linha média dorsal da última costela. O ponto X indica a linha através do músculo Longissimus dorsi captada através da sonda, medindo-se assim a profundidade do músculo e da gordura (Kyriazakis & Whittemore, 2006).

As medições foram realizadas pelo mesmo operador através de imagens fixas e do software ImageJ para análise de imagens através do método descrito em Quaresma, Payan- Carreira e Silva, 2013). A interpretação das imagens foi realizada pelo mesmo operador utilizando-se a tabela SEUROP para a classificação da EGD dos diferentes animais.

Análises Químicas

As amostras secas dos alimentos constituintes da dieta, assim como as das fezes dos animais incluídos no ensaio de digestibilidade, foram submetidas às seguintes determinações:

 Teor em cinzas, segundo o método nº 942.05, AOAC (1990);

 Proteína bruta (PB), calculada como N-Kjeldahl x 6,25 (método no. 954.01; AOAC, 1990);  Teor em NDF, expresso numa base isenta de cinza, segundo o método descrito por Van Soest

et al. (1991);

 Teor em fibra de detergente ácido (ADF) e em lenhina de detergente ácido (ADL) segundo a metodologia de Robertson e Van Soest (1981).

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Análises estatísticas

Para o estudo de análise estatística do peso vivo, ganho médio diário, ganho total de peso vivo, ingestão média diária e índice de conversão foram utilizados dados referentes aos 32 animais durante os 0 aos 51 dias de ensaio. Já para a análise da EGD os dados utilizados foram referentes aos 24 animais inseridos no ensaio de crescimento. Todos os dados obtidos ao longo do ensaio foram transferidos para formato Excel e analisados através do programa estatístico JMP versão 7.0 (SAS, 2007). Procedeu-se à análise de variância (ANOVA) e comparação múltipla de médias (Teste Tuckey e T´student). Os valores apresentados correspondem ao erro padrão e ao valor de P. Por fim, consideraram-se diferenças estatísticas significativas para valores de P inferiores a 0,05.

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Resultados e Discussão

Composição química dos alimentos

Através das análises químicas realizadas no Laboratório de Nutrição Animal da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) pode-se observar a composição química dos quatro alimentos utilizados neste ensaio (Quadro 11). De notar que se pretendia que os valores dos diferentes parâmetros, sobretudo da proteína bruta, fossem semelhantes para todos os alimentos em estudo.

Quadro 11 - Composição química dos alimentos obtida no Laboratório de Nutrição Animal UTAD.

Controlo GMK t5 GMK t10 GMK5 MS 105º (no alimento) 90,26 90,02 90,76 90,96 Matéria Orgânica 94,94 95,27 94,04 95,11 Cinzas 5,06 4,73 5,96 4,89 Proteína Bruta 17,78 18,32 18,24 17,40 Gordura Bruta 5,50 8,51 5,26 4,27 NDF 18,40 16,77 18,21 16,92 ADF 6,80 7,22 6,35 6,41 ADL 2,70 2,95 2,43 2,22 Celulose 4,09 4,27 3,92 4,19 Hemicelulose 11,61 9,55 11,86 10,51 Lenhina 2,55 2,00 2,29 2,00

Nota: Todos os valores à exceção dos da matéria seca (MS) encontram-se calculados na percentagem de matéria seca.

Peso vivo

No quadro 12 e nos gráficos 1 e 2 observa-se a evolução do peso vivo dos animais ao longo do período experimental. Pela análise destes resultados verifica-se que não existem diferenças estatisticamente significativas entre os diferentes tratamentos (P>0,05) no que se refere ao peso vivo. Contudo, podem-se observar variações numéricas importantes entre os tratamentos com inclusão de Guar Meal Korma (GMK) em comparação com o grupo Controlo. Estas variações são superiores para as dietas com GMK sem tratamento 5% (GMK 5) e com GMK com tratamento 10% (GMK t10). Estes resultados indicam que a incorporação de GMK

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não leva a efeitos negativos no peso vivo de porcos na fase de engorda (dos 45 aos 100 kg), em níveis de incorporação de 5% (GMK sem e com tratamento térmico) e de 10% de GMK tratado termicamente. Pelo contrário, até se verificam ganhos adicionais de 5 a 6% no peso vivo (5,3 a 5,6 kg), com a adição de GMK tratado em incorporação de 10% e de GMK não tratado (incorporado em 5%), respetivamente. Estes maiores pesos podem traduzir-se em importantes ganhos económicos. Owusu-Asiedu et al. (2006) utilizando goma de Guar numa inclusão de 7% verificaram uma diminuição do peso vivo dos animais.

Quadro 12 - Peso vivo (PV) em kg dos porcos ao longo do período de ensaio (0,13,27,41 e 51 dias) e variação

relativa do PV no final do ensaio (%).

Tratamentos PV0 PV13 PV27 PV41 PV51 (%) Controlo (n=8) 43,9 56,6 73,0 89,5 101,1 (100) GMK t5 (n=8) 44,3 58,9 75,1 91,0 102,7 (102) GMK t10 (n=8) 44,1 58,9 77,0 93,9 106,4 (105) GMK 5 (n=8) 44,4 60,7 77,0 93,9 106,7 (106) EP 1,3050 1,6463 1,6820 1,8826 2,0447 Valor P 0,9914 0,3866 0,2908 0,2667 0,1644

Gráfico 1 - Evolução do peso vivo (PV; kg) para o conjunto de tratamentos experimentais em teste, aos 0, 13, 27,

41 e 51 dias de ensaio. 0,0 25,0 50,0 75,0 100,0 125,0 PV0 PV13 PV27 PV41 PV51 PV (kg) C GMKt5 GMKt10 GMK5

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Gráfico 2 - Evolução do peso vivo (PV; kg) para o conjunto de tratamentos experimentais em teste, aos 0, 13, 27,

41 e 51 dias de ensaio.

Ganho médio diário (GMD)

No Quadro 13 e nos Gráficos 3, 4 e 5 pode-se observar o Ganho Médio Diário (GMD) de peso dos animais em kg, durante todos os períodos entre as pesagens (1 a 13, 13 a 27, 27 a 42, 41 a 51 dias de ensaio). Também se procedeu à análise de períodos compostos, ou seja, nos dois primeiros períodos (1 a 27 dias de ensaio) e nos dois últimos períodos (27 a 51 dias de ensaio), assim como na totalidade do período experimental (1 a 51 dias de ensaio). Observou- se que nos períodos de estudo mais curtos as oscilações nos resultados são mais visíveis do que nos períodos mais longos.

Quadro 13 - Ganho médio diário de peso (GMD) dos animais ao longo do ensaio, nos períodos 1-13, 13-27, 27-

41, 41-51 e em períodos compostos 1-27, 27-51 e 1-51 dias de ensaio (kg) e variação relativa do GMD no período total do ensaio (1 -51) (%).

Ganho Médio Diário (kg)

Tratamentos (1-13) (13-27) (27-41) (41-51) (1-27) (27-51) (1-51) (%) Controlo (n=8) 0,981 1,170 1,176 1,160 1,079 b 1,169 1,121 b (100) GMK t5 (n=8) 1,126 1,155 1,138 1,170 1,141 ab 1,152 1,146 ab (102) GMK t10 (n=8) 1,140 1,294 1,208 1,245 1,220 a 1,223 1,222 a (109) GMK 5 (n=8) 1,255 1,164 1,205 1,278 1,208 a 1,235 1,221 a (109) Std Error 0,0733 0,0422 0,0383 0,0376 0,0371 0,0279 0,0263 Valor P 0,0938 0,0870 0,5484 0,0966 0,0425 0,1181 0,0205

Nota: Expoentes diferentes na mesma coluna, em letra minúscula, significam médias diferentes (Student’s t).

40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 110,0 PV0 PV13 PV27 PV41 PV51 PV (kg) C GMKt5 GMKt10 GMK5

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Gráfico 3 - Evolução do ganho médio diário (GMD) dos animais, para o conjunto de tratamentos experimentais

em teste, nos períodos 1-13, 13-27, 27-41 e 41-51 dias de ensaio(kg).

Gráfico 4 - Evolução do ganho médio diário (GMD) dos animais, para o conjunto de tratamentos experimentais

em teste, nos períodos 1-27 e 27-51 dias de ensaio (kg).

Gráfico 5- Evolução do ganho médio diário (GMD) de peso dos animais, para o conjunto de tratamentos

experimentais em teste, no período 1-51 dias, globalidade do ensaio (kg). 0,900 1,000 1,100 1,200 1,300 1,400 GMD1-13 GMD13-27 GMD27-41 GMD41-51 GMD (kg/dia) C GMKt5 GMKt10 GMK5 0,900 1,000 1,100 1,200 1,300 GMD1-27 GMD27-51 GMD (kg/dia) C GMKt5 GMKt10 GMK5 0,900 1,000 1,100 1,200 1,300 GMD1-51 GMD (kg/dia) C GMKt5 GMKt10 GMK5

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Pela análise do Quadro 13, verifica-se alguma discrepância no GMD dos animais submetidos ao tratamento Controlo e GMK 5 no primeiro período em estudo, ou seja, do dia 1 ao dia 13. O mesmo se verifica no tratamento com GMK t10 no segundo período analisado (13- 27), sendo que quando as observações são realizadas em períodos mais longos, ou em todo o período experimental, estas flutuações estabilizam e são visíveis os eventuais efeitos, mais consistentes, dos diferentes tratamentos experimentais.

Ao analisar os períodos de medição base (quinzenas), não se verificam diferenças significativas entre os GMD dos diferentes tratamentos (P>0,05), ainda que, com exceção do 3º período em estudo (27-41), haja uma tendência (P<0,1). Este facto pode ser justificado, uma vez que durante o 3º período (27 a 41 dias de ensaio) a temperatura da sala tenha sido mais elevada o que poderá ter condicionado a ingestão dos animais e, consequentemente, o seu crescimento.

Já da análise em conjunto dos dois primeiros (1 a 27 dias) e dos dois últimos (27 a 51dias) períodos verificam-se diferenças significativas (P<0,05), no GMD do 1º ao 27º dia de ensaio. A partir da comparação múltipla de médias realizada através do teste T Student´s, observou-se que o GMD dos animais do tratamento Controlo, foi menor do que o GMD nos tratamentos GMK t10 e GMK 5. Os animais GMK t5 possuem GMD iguais a todos os outros tratamentos.

Ao avaliar-se o GMD ao longo de todo o período em estudo, verificam-se diferenças estatisticamente significativas entres os tratamentos (P<0,05). A comparação múltipla de médias realizada através do teste T Student´s, revela um menor GMD entre o tratamento Controlo e os tratamentos GMK t10 e GMK 5 (P<0,05). Tal como observado anteriormente, os animais do tratamento GMK t5 apresentam ganhos estatisticamente iguais aos restantes tratamentos.

Na globalidade do ensaio pode-se observar crescimentos superiores a 100g por animal e por dia nos tratamentos GMK t10 e GMK5, em comparação com o tratamento Controlo, o que remete para importantes ganhos económicos. Os GMD obtidos neste ensaio foram superiores, em todos os tratamentos, aos referidos para a UK, cujo valor é de 813g/dia (BPEX, 2017). Este facto poderá ser parcialmente justificado pelo sistema de alojamento em que os animais se encontravam, uma vez que a reduzida mobilidade poderá ter levado a menores necessidades energéticas de manutenção, e consequentemente a melhores performances.

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Ganho total de peso vivo por animal no ensaio

Ao analisar-se o ganho total de peso dos animais durante o período do ensaio (Quadro 14; Gráfico 6) observou-se que, tal como no GMD, existem diferenças estatisticamente significativas (P<0,05). A comparação múltipla de médias através do método T Student´s, remete para diferenças significativas entre o tratamento Controlo e os tratamentos GMK t10 e GMK5 (P<0,05). O ganho de peso nos animais do grupo Controlo foi menor. Os animais do tratamento GMKt5 apresentam ganhos totais de peso iguais aos restantes tratamentos.

Quadro 14 - Ganho total de peso de cada porco ao longo do ensaio, 1-51 dias de ensaio (kg) e análise de contraste.

Var PV1-51 C+GMK t5 vs. GMK t10 +GMK5 C vs Restantes GMK t5 vs. GMK t10+ GMK5 Controlo (n=8) 57,2 b GMK t5 (n=8) 58,5 ab GMK t10 (n=8) 62,3 a GMK 5 (n=8) 62,3 a Std Error 1,3430 Valor P 0,0205 0,0025 0,0203 0,0273

Nota: Expoentes diferentes na mesma coluna, em letra minúscula, significam médias diferentes (Student’s t).

Da análise de contraste entre os grupos Controlo + GMK 5 vs GMK t10 + GMK5, Controlo vs. restantes tratamentos e GMK t5 vs. GMK t10 + GMK5 (Quadro 14), observam-se diferenças estatisticamente significativas (P<0,05). Os grupos Controlo e GMKt5 apresentam ganhos de peso inferiores (P<0,05) aos grupos GMKt10 e GMK5. Também o grupo Controlo em contraste com os demais apresenta ganhos de peso inferiores. O grupo GMKt5 revela menores ganhos quando comparado com os grupos GMKt10 + GMK5.

Gráfico 6 - Ganho total de peso dos porcos (kg) ao longo do ensaio, 1-51 dias, nos tratamentos.

54,0 55,0 56,0 57,0 58,0 59,0 60,0 61,0 62,0 63,0

Var PV1-51 Ganho de PV

(kg/an)

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Ingestão média diária (IMD)

A ingestão média diária (IMD) de alimento pelos animais pode ser observada no Quadro 15 e nos Gráficos 7, 8, 9, 10 e 11. Não se observam diferenças estatisticamente significativas (P>0,05) nos valores de IMD nos diferentes tratamentos ao longo do ensaio, ainda que no 2º período 13-27 ocorra uma tendência (P=0,0662). Contudo, verificam-se diferenças numéricas importantes nos valores de ingestão, tal como se mostra na comparação relativa entre o grupo Controlo e os restantes tratamentos. Considerando o tratamento Controlo como base 100%, pode-se verificar um aumento de 2, 4 e 9% da ingestão nos tratamentos GMK t5, GMK t10 e GMK 5, respetivamente. Estes resultados estão em consonância com os de Gutierrez et al. (2007) que também não associam, em galinhas poedeiras, diminuições na ingestão com a incorporação de Guar, não havendo, aparentemente, alterações na palatabilidade dos alimentos. Contudo, Owusu-Asiedu et al. (2006) verificaram que a inclusão de 7% de goma de Guar em dietas para porcos de engorda levou a reduções na IMD de 227g/dia.

A incorporação de GMK, em qualquer dos tratamentos em estudo, não diminui o consumo de alimento, pelo contrário, levou a aumentos do mesmo. Este aumento de ingestão parece ter levado a aumentos similares nos ganhos médios diários dos animais, tal como mostrado anteriormente (Quadro 13).

Quadro 15 - Ingestão média diária (IMD) dos animais ao longo do ensaio, nos períodos 1-13, 13-27, 27-41, 41-

51 e em períodos compostos 1-27, 27-51 e 1-51 dias de ensaio (kg).

Ingestão Média Diária (IMD)

(1-13) (13-27) (27-41) (41-51) (1-27) (27-51) (1-51) (%) Controlo (n=8) 2,218 2,547 2,697 3,019 2,383 2,858 2,620 (100) GMK t5 (n=8) 2,388 2,605 2,662 3,073 2,497 2,868 2,682 (102) GMK t10 (n=8) 2,340 2,784 2,646 3,151 2,562 2,899 2,730 (104) GMK 5 (n=8) 2,522 2,765 2,745 3,365 2,644 3,055 2,849 (109) Std Error 0,1010 0,0718 0,0801 0,1085 0,0766 0,0861 0,0705 Valor P 0,2240 0,0662 0,8270 0,1429 0,1261 0,3529 0,1538

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Gráfico 7 - Evolução da Ingestão Média Diária (IMD) de alimento pelos animais, para o conjunto de tratamentos

experimentais em teste, nos períodos 1-13, 13-27, 27-41 e 41-51 dias de ensaio.

Nos gráficos 7 e 8 é possível observar um ligeiro decréscimo na ingestão de alimentos no período de 27-41 dias nos tratamentos GMKt10 e GMK5. Este efeito pode ter sido resultante da vaga de calor já anteriormente referida, afetando com maior incidência os animais que apresentavam maior ingestão alimentar. Ainda assim, deve-se observar que não ocorreram efeitos negativos relevantes nas performances dos animais.

Gráfico 8 - Evolução da Ingestão Média Diária (IMD) de alimento pelos animais, para o conjunto de tratamentos

experimentais em teste, nos períodos 1-13, 13-27, 27-41 e 41-51 dias de ensaio. 2,000 2,200 2,400 2,600 2,800 3,000 3,200 3,400

Ing1-13 Ing13-27 Ing27-41 Ing41-51

IMD (kg/dia) C GMKt5 GMKt10 GMK5 2,200 2,400 2,600 2,800 3,000 3,200 3,400

Ing1-13 Ing13-27 Ing27-41 Ing41-51

IMD (kg/dia)

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Gráfico 9 - Evolução da Ingestão Média Diária (IMD) de alimento pelos animais, para o conjunto de tratamentos

experimentais em teste, nos períodos 1-27 e 27-51 dias de ensaio.

Embora sem significado estatístico observa-se uma maior ingestão dos animais dos tratamentos com Guar relativamente ao grupo Controlo, sobretudo, o tratamento GMK5.

Gráfico 10 - Evolução da Ingestão Média Diária (IMD) de alimento pelos animais, para o conjunto de tratamentos

experimentais em teste, no período 1-51 dias, globalidade do ensaio.

Índice de conversão alimentar (IC)

No Quadro 16 e nos Gráficos 11, 12, 13 e 14 podem-se observar os resultados relativos ao índice de conversão alimentar (kg de alimento ingerido em função do ganho de peso (kg)). Os resultados obtidos foram superiores aos valores médios do UK (IC=2,72) aproximando-se dos relativos às 10% melhores explorações do UK onde o IC médio é de 2,22 (BPEX, 2017).

2,000 2,200 2,400 2,600 2,800 3,000 3,200 Ing1-27 Ing27-51 IMD (kg/dia) C GMKt5 GMKt10 GMK5 2,000 2,200 2,400 2,600 2,800 3,000 Ing1-51 IMD (kg/dia) C GMKt5 GMKt10 GMK5

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Em qualquer dos períodos estudados não se observam diferenças estatísticas (P>0,05) no IC entre os vários tratamentos. Contudo, o tratamento GMKt10 apresenta sempre, com exceção do primeiro período, os melhores valores de IC (Gráficos 13 e 14).

Quadro 16 - Índice de conversão alimentar (IC) dos animais, nos períodos 1-13, 13-27, 27-41, 41-51 e

em períodos compostos 1-27, 27-51 e 1-51 dias de ensaio (kg alimento ingerido/kg de ganho de peso).

IC 1-13 IC 13-27 IC 27-41 IC 41-51 IC 1-27 IC 27-51 IC 1-51 (%) Controlo (n=8) 2,406 2,196 2,299 2,613 2,210 2,450 2,342 (100) GMK t5 (n=8) 2,129 2,274 2,338 2,625 2,193 2,488 2,339 (100) GMK t10 (n=8) 2,117 2,161 2,196 2,554 2,113 2,371 2,238 (96) GMK 5 (n=8) 2,016 2,374 2,291 2,636 2,188 2,474 2,332 (100) Std Error 0,1362 0,0648 0,0575 0,0904 0,0484 0,0554 0,0407 Valor P 0,2338 0,1513 0,3653 0,9198 0,5055 0,4611 0,2350

Gráfico 11 - Evolução do Índice de Conversão alimentar (IC) dos animais, kg alimento ingerido/kg de

ganho de peso, nos períodos 1-13, 13-27, 27-41 e 41-51 dias de ensaio.

Gráfico 12 - Evolução do Índice de Conversão alimentar (IC) dos animais, kg alimento ingerido/kg de ganho de

peso, nos períodos 1-13, 13-27, 27-41 e 41-51 dias de ensaio. 2,000 2,100 2,200 2,300 2,400 2,500 2,600 2,700

IC1-13 IC13-27 IC27-41 IC41-51

IC (kg/kg) C GMKt5 GMKt10 GMK5 2,000 2,100 2,200 2,300 2,400 2,500 2,600 2,700

IC1-13 IC13-27 IC27-41 IC41-51

IC (kg/kg)

Trabalho Experimental

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Os melhores valores apresentados pelos animais do tratamento GMK10 mostram melhorias de 4%, relativamente aos restantes grupos. Conclui-se que, apesar de não existir suporte estatístico, a melhor eficiência do GMK10 face aos outros tratamentos poderá levar a vantagens económicas.

Gráfico 13 - Evolução do Índice de Conversão alimentar (IC) dos animais, kg alimento ingerido/kg de ganho de

peso, para o conjunto de tratamentos experimentais em teste, nos períodos 1-27 e 27-51 dias de ensaio.

Gráfico 14 - Evolução do Índice de Conversão alimentar (IC) dos animais, kg alimento ingerido/kg de ganho, de

peso para o conjunto de tratamentos experimentais em teste, no período 1-51 dias, globalidade do ensaio.

Espessura de gordura dorsal (EGD)

No Quadro 17 podem-se observar os valores, em mm, da gordura subcutânea e da profundidade do músculo Longissimos dorsi, no ponto P2. Também se apresentam os valores relativos à percentagem de carne magra na carcaça e a classificação obtida. Todas as medições apresentadas foram realizadas in vivo. Observam-se diferenças estatisticamente significativas

2,000 2,100 2,200 2,300 2,400 2,500 2,600 IC1-27 IC27-51 IC (kg/kg) C GMKt5 GMKt10 GMK5 2,000 2,100 2,200 2,300 2,400 IC1-51 IC (kg/kg) C GMKt5 GMKt10 GMK5

Trabalho Experimental

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(P<0,05) para todos os parâmetros em análise à exceção da profundidade do músculo (P>0,05). Da comparação múltipla de médias efetuada por ambos os testes se destaca que o grupo GMK5 apresenta maiores valores de gordura (P2 e Ribfat) do que o tratamento GMKt10 e menor percentagem de carne magra. Os restantes tratamentos são estatisticamente iguais entre si para estes parâmetros. O grupo GMK5 apresenta, de facto, maior adiposidade e, consequentemente, uma pior classificação de carcaça. A este facto não é alheio o maior peso vivo ao abate apresentado por este grupo. Assim, parece ser necessário um abate mais precoce para ultrapassar estas limitações.

Ao analisar os dados da classificação SEUROP, pode-se observar que o tratamento com melhores resultados a nível de % de carne magra foi o GMK t10, com 17% dos animais são classificados como S. Este tratamento levou a animais com PV semelhante ao grupo GMK5 sem as consequências negativas em termos de classificação de carcaça, apresentando ainda o melhor IC entre todos os tratamentos.

Quadro 17- Medições do ponto P2, Ribfat e Muscle depth (mm) e cálculo da percentagem de carne magra através

do Fat-O-Meater (%.).

P2 (mm) Ribfat (mm) Muscle depth (mm)

Carne magra

* (%) SEUROP

Controlo (n=6) 12,7AB, b 11,6 AB, b 49,4 56,8 AB, a E (100%)

GMK t5 (n=6) 13,3 AB, ab 12,1 AB, ab 46,5 56,3 AB, a E (67%); U (33%)

GMK t10 (n=6) 11,6 B, b 10,3 B, b 49,4 57,9 A, a S (17%); E (83%)

GMK 5 (n=6) 15,0 A, a 13,8 A, a 46,4 54,2 B, b E (50%); U (50%)

EP 0,6408 0,6533 1,4275 0,6798

Valor P 0,0099 0,0111 0,3675 0,0096

Nota: Expoentes diferentes na mesma coluna, em letra maiúscula, significam médias diferentes (Teste Tukey). Expoentes diferentes na mesma coluna, em letra minúscula, significam médias diferentes (Student’s t).

*determinações in vivo

Coeficiente de utilização digestiva (CUD)

No quadro 18 está apresentado o coeficiente de utilização digestiva (CUD) para os diferentes constituintes químicos dos alimentos em estudo. Pela análise do quadro, não se observaram diferenças estatísticas para nenhuma das variáveis em estudo (P>0,05) à exceção da gordura bruta (P <0,01). Estudos que envolveram a incorporação de diferentes níveis de goma de Guar, levaram a um decréscimo da digestibilidade da PB, tanto maior quanto maior a incorporação de goma (NCSU, 2009). Os mesmos autores verificaram que para uma incorporação de 8% de goma de Guar a digestibilidade da PB era de 78,4% enquanto os valores

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para uma inclusão de 2% de goma (85,3%) são similares aos apresentados no nosso ensaio. Também Owusu- Asiedu et al., (2006) observaram que a inclusão de 7% de goma de Guar em dietas para suínos não altera a digestibilidade da proteína no íleo, sendo que o mesmo não ocorre para o total do trato digestivo onde a digestibilidade da PB (80,8) é significativamente inferior à do alimento controlo.

Os eventuais níveis de goma nos derivados de Guar utilizados no nosso ensaio não interferiram com a digestibilidade da proteína. Contudo, o não tratamento térmico do Guar (GMK5) parece ter influenciado negativamente a digestibilidade da gordura. Já a incorporação de 10% de GMK tratado termicamente (GMKt10) não influenciou estatisticamente a digestibilidade da gordura relativamente aos grupos GMKt5 e Controlo, mas o valor numérico desceu cerca de 3 a 4 pontos percentuais. Assim, o tratamento térmico parece ser necessário na manutenção das taxas de digestibilidade da gordura quando a incorporação é de 10%.

Quadro 18 - Coeficiente de utilização digestiva para determinação de digestibilidade in vivo dos diferentes

tratamentos.

Coeficiente de utilização digestiva

MS MO PB GB NDF ADF Controlo (n=8) 84,58 86,82 85,29 90,21 A, a 53,08 25,83 GMK t5 (n=8) 84,44 86,76 86,33 89,84 A, a 49,77 34,69 GMK t10 (n=8) 83,78 86,23 85,12 86,48 AB, ab 53,75 33,55 GMK 5 (n=8) 84,62 86,19 85,34 82,71 B, b 47,94 27,66 EP 0,7321 0,6875 1,0820 1,4469 2,5053 3,5833 Valor P 0,8356 0,8681 0,8557 0,0107 0,3503 0,2713

Nota: Expoentes diferentes na mesma coluna, em letra maiúscula, significam médias diferentes (Teste Tukey). Expoentes diferentes na mesma coluna, em letra minúscula, significam médias diferentes (Student’s t).

Temperatura

Nos gráficos 15, 16 e 17 é possível observar a variação da temperatura (ºC) ao longo do período experimental. De notar que o gráfico 15 apresenta apenas dados até ao dia 23 de Junho enquanto os restantes gráficos possuem medições até ao fim do ensaio (7 de Julho), dado ter havido uma avaria nos aparelhos de medição.

Da interpretação dos gráficos é possível verificar alguma variabilidade da temperatura ao longo do tempo. Sensivelmente a partir do dia 9 de Junho as temperaturas das salas

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aumentaram sendo que esta tendência se manteve até ao dia 17 (gráfico 15) e 21 de Junho (gráficos 16 e 17). Em relação às temperaturas máximas e mínimas, observa-se temperaturas mínimas de 16,4ºC (19 de Abril), 16,8ºC e 17,0ºC (30 de Junho) nos gráficos 15,16 e 17, respetivamente. Já a temperatura máxima no gráfico 15 registou-se no dia 17 de Junho (28,4ºC) enquanto que nos gráficos 16 e 17 a temperatura máxima corresponde ao dia 21 de Junho (27,7ºC e 28,2 ºC, respetivamente). Estas temperaturas elevadas podem ter alterado o crescimento dos animais, uma vez que, para porcos com pesos superiores a 50kg, temperaturas superiores a 20ºC poderão provocar diminuições na ingestão de alimento e consequentemente no peso vivo e GMD (Rodriguez e Bayo, 2015). Isto, verificou-se para o GMD onde se

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