7. S OURCES
7.1. Textes scientifiques
Os recursos financeiros podem variar desde Capital, a Créditos, como são exemplo os fundos de financiamento e investimento da organização (Roth, 2011). Existem rácios financeiros, que permitem averiguar qual a viabilidade dos recursos financeiros de uma organização. Para definir esses rácios existe a necessidade de se compreender alguns termos contabilísticos e financeiros de uma empresa, nomeadamente:
Ativo são todos os bens e direitos que uma empresa tem e que possam ser valorizados monetariamente.
Passivo são todas as obrigações e dívidas, inclusive serviços ou bens já pagos por terceiros e que faltam ser executados ou entregues.
Capital Próprio representa o valor líquido patrimonial da empresa, sendo calculado pela diferença entre o Ativo e o Passivo da entidade.
Outras definições podem ser consultadas no livro Dicionário de Gestão (Silva E. S., Dicionário de Gestão, 2013).
Em termos de objetivos económicos, pode-se validar a rentabilidade de uma empresa, pela sua Taxa de Rentabilidade, cuja formula é dada por:
𝑅𝑒𝑛𝑡𝑎𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜𝑠 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑃𝑟𝑜𝑝𝑟𝑖𝑜𝑠 =𝑅𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑑𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑃𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜𝑠 Equação 1 - Taxa de Rentabilidade
Esta é definida pelos Resultados Líquidos do Exercício (definição popular: Lucro), sobre o Capital Investido. Em suma, a rentabilidade de uma empresa é definida pelo que esta investiu versus o percentil que ela ganhou com esse investimento. Para garantir a maior rentabilidade possível a empresa tem que gerir o rendimento máximo dos seus recursos adaptando estratégias, face às condicionantes internas (da sua própria organização) e externas
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do mercado (empresas concorrentes, consumidores, inflação, entre outras), bem como acompanhar o progresso tecnológico de modo a garantir um rendimento estável e contínuo e por sua vez a sua sustentabilidade (Saldo Positivo (CGD), 2012).
Outros indicadores que permitem avaliar a rentabilidade de uma empresa podem ser obtidos através das fórmulas representadas nas Equações 2, 3 e 4.
𝑴𝒂𝒓𝒈𝒆𝒎 𝒅𝒆 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 = 𝑹𝒆𝒔𝒖𝒍𝒕𝒂𝒅𝒐 𝑳í𝒒𝒖𝒊𝒅𝒐
𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂𝒔 + 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒕𝒂çã𝒐 𝒅𝒆 𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊ç𝒐𝒔 Equação 2 – Margem de Venda
Este rácio permite averiguar qual a margem total das vendas após os efeitos fiscais, financeiros e exploração da empresa. Se a margem for positiva, significa que a empresa tem rentabilidade com as suas vendas (Salazar & Benedicto, 2004).
𝑹𝒆𝒏𝒕𝒂𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒂 𝑷𝒓𝒐𝒅𝒖çã𝒐 = 𝑹𝒆𝒔𝒖𝒍𝒕𝒂𝒅𝒐 𝑳í𝒒𝒖𝒊𝒅𝒐
𝑷𝒓𝒐𝒅𝒖çã𝒐
Equação 3 – Rentabilidade da Produção
Este rácio é indicado para empresas industriais, permitindo averiguar a capacidade de gerar fundos financeiros através da produção, após a liquidação de todos os custos e efeitos fiscais. A empresa é rentável se o resultado for positivo (Saldo Positivo (CGD), 2012).
𝑹𝒆𝒏𝒕𝒂𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒐 𝑨𝒕𝒊𝒗𝒐 = 𝑹𝒆𝒔𝒖𝒍𝒕𝒂𝒅𝒐 (𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝒊𝒎𝒑𝒐𝒔𝒕𝒐𝒔 𝒆 𝒆𝒏𝒄𝒂𝒓𝒈𝒐𝒔)
𝑨𝒕𝒊𝒗𝒐 𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍
Equação 4 – Rentabilidade do Ativo
Este rácio permite avaliar a capacidade da empresa, excluído as decisões financeiras, através da análise do resultado das decisões operacionais (lucro) com as decisões de investimento (ativo), sendo um dos índices económicos mais importantes (Costa, Limeira, Gonçalves, & Carvalho, 2011).
Além dos indicadores de rentabilidade é preciso validar a capacidade financeira de resposta de uma empresa face aos seus compromissos a curto prazo. Esta poderá ser calculada pela fórmula da Liquidez Geral da empresa definida pela Equação 5.
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𝑳𝒊𝒒𝒖𝒊𝒅𝒆𝒛 𝑮𝒆𝒓𝒂𝒍 = 𝑨𝒕𝒊𝒗𝒐 𝑪𝒊𝒓𝒄𝒖𝒍𝒂𝒏𝒕𝒆 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒊𝒗𝒐 𝒅𝒆 𝑪𝒖𝒓𝒕𝒐 𝑷𝒓𝒂𝒛𝒐 Equação 5 – Liquidez Geral
Se o resultado desta fórmula for superior a 1, significa que a empresa tem uma situação financeira a curto prazo favorável (Salazar & Benedicto, 2004).
Outros indicadores importantes, para validar a capacidade de resposta da empresa face às dificuldades financeiras, são os rácios de endividamento das empresas (Saldo Positivo (CGD), 2012). Estes rácios são apresentados nas Equações 6, 7 e 8.
𝑨𝒖𝒕𝒐𝒏𝒐𝒎𝒊𝒂 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒂 = 𝑪𝒂𝒑𝒊𝒕𝒂𝒊𝒔 𝑷𝒓ó𝒑𝒓𝒊𝒐𝒔𝑨𝒕𝒊𝒗𝒐 Equação 6 – Cálculo da Autonomia Financeira de uma empresa
Este rácio permite ao Gestor validar em que medida o seu Ativo está a ser financiado por Capitais Próprios e Capitais Alheios. Os Capitais Alheios podem resumir-se como a soma dos Custos de Empréstimos, com as Despeças com Fornecedores (Silva E. S., Gestão Financeira - Análise de Fluxos Financeiros, 2013).
𝑫𝒆𝒃𝒕 𝒕𝒐 𝑬𝒒𝒖𝒊𝒕𝒚 𝑹𝒂𝒕𝒊𝒐 = 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒊𝒗𝒐 𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍
𝑪𝒂𝒑𝒊𝒕𝒂𝒊𝒔 𝑷𝒓ó𝒑𝒓𝒊𝒐𝒔 𝒐𝒖
𝑷𝒂𝒔𝒔𝒊𝒗𝒐 (𝑴𝑳𝑷) 𝑪𝒂𝒑𝒊𝒕𝒂𝒊𝒔 𝑷𝒓ó𝒑𝒓𝒊𝒐𝒔 Equação 7 – Fórmula de Debt to Equity Ratio
Caso este rácio resulte num valor elevado, significa que a empresa tem financiado o seu crescimento com recurso à dívida, tornando os seus lucros sujeitos ao peso de juros de empréstimos realizados. Este valor deverá assim ser o menor possível (Saldo Positivo (CGD), 2012).
𝑪𝒐𝒃𝒆𝒓𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒅𝒐𝒔 𝑬𝒏𝒄𝒂𝒓𝒈𝒐𝒔 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒐𝒔 = 𝑹𝒆𝒔𝒖𝒍𝒕𝒂𝒅𝒐𝒔 𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒊𝒔 𝑬𝒏𝒄𝒂𝒓𝒈𝒐𝒔 𝒇𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒐𝒔 Equação 8 – Cobertura dos Encargos Financeiros
Este rácio permite validar a capacidade da empresa em dar resposta aos seus encargos financeiros existentes, nomeadamente juros de empréstimos. Quanto maior este rácio, maior a probabilidade do resultado da operacionalidade da empresa permitir liquidar as suas obrigações financeiras. Assim, o Debt to Equity Ratio, deverá ser o menor possível e a cobertura dos Encargos Financeiros, deverá ser a maior possível (Saldo Positivo (CGD), 2012).
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Além da rentabilidade da empresa, a capacidade de fazer resposta às dívidas e da sua liquidez, é importante para os Gestores conhecerem os indicadores de atividade, averiguando qual a rapidez com que a empresa consegue liquidar as suas dívidas e receber dos seus clientes (Saldo Positivo (CGD), 2012). Os Indicadores de Atividade são apresentados nas Equações 9, 10 e 11.
𝑹𝒐𝒕𝒂çã𝒐 𝒅𝒐 𝑨𝒕𝒊𝒗𝒐 = 𝑽𝒐𝒍𝒖𝒎𝒆 𝒅𝒆 𝒏𝒆𝒈ó𝒄𝒊𝒐𝒔 (𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂𝒔) 𝑨𝒕𝒊𝒗𝒐
Equação 9 – Cálculo de Rotação do Ativo de empresa
Este rácio permite ter indicação se os ativos da empresa estão a ser aproveitados com a máxima eficácia e eficiência no decorrer de um período. Caso se verifique o crescimento deste rácio ao longo de um período de tempo a resposta a esta questão é: SIM (Silva E. S., Dicionário de Gestão, 2013);
𝑻𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒎é𝒅𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝒓𝒆𝒄𝒆𝒃𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 (𝒂𝒏𝒐) = 𝑪𝒍𝒊𝒆𝒏𝒕𝒆
𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂𝒔𝒙 𝟑𝟔𝟓 (𝒅𝒊𝒂𝒔) Equação 10 – Tempo médio de recebimento ao ano
O Tempo médio de recebimentos permite averiguar quanto tempo, em média, os clientes demoram a liquidar as suas obrigações para com a empresa. Quanto maior for este rácio, mais tempo a empresa está a aguardar para receber o que lhe é devido (Póvoa, 2012).
𝑻𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒎é𝒅𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝒑𝒂𝒈𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 (𝒂𝒏𝒐) = 𝑭𝒐𝒓𝒏𝒆𝒄𝒆𝒅𝒐𝒓𝒆𝒔
𝑪𝒐𝒎𝒑𝒓𝒂𝒔 + 𝑭𝑺𝑬𝒙 𝟑𝟔𝟓 (𝒅𝒊𝒂𝒔) Equação 11 – Tempo médio de pagamentos ao ano
Este rácio permite averiguar quanto tempo a empresa demora a liquidar as suas dívidas aos fornecedores. Garantir que a empresa tem um tempo médio de pagamento superior, ao tempo médio de recebimento, permite ao Gestor aumentar as suas disponibilidades (Póvoa, 2012).
Em suma, podemos assumir que a análise de todos estes rácios permite averiguar qual a “saúde” de uma empresa e dar indicações sobre a sua “esperança de vida”. Ficamos assim, com rácios financeiros, para representar a saúde das empresas. Contudo, uma empresa não
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vive apenas de recursos financeiros, a existência de outros recursos é fundamental para a sua operacionalidade, tais como recursos humanos.