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Os índices foram obtidos para as três projeções de cenários da variação do NMM (RCP 2,6; RCP 4,5 e RCP 8,5) e aplicado em dois métodos de IVC (IVC-USGS e IVC), obtendo-se seis modelos de vulnerabilidade costeira ao aumento relativo da NMM, em função das variáveis físicas e hidrodinâmica.

Para o primeiro método analisado, IVC-USG, mostrou no cenário RCP 2,6 apenas os níveis de vulnerabilidade baixa e média, relativas à cerca de 3,5 km (~30%) e 7,5 km (70%) da costa, respectivamente (Figura 5.14). No cenário RCP 4,5 houve uma redução de cerca 26% no nível de vulnerabilidade baixa em relação ao cenário anterior, enquanto o nível de vulnerabilidade moderada foi atribuído a cerca de 96% da LC. O cenário mais pessimista RCP 8,5, apresentou apenas o nível de vulnerabilidade moderada correspondendo a 100% da LC, eliminando os níveis de baixa vulnerabilidade (Figura 5.15).

Figura 5.14: Distribuição dos níveis de vulnerabilidade por área total, para os cenários do IPCC RCP 2,6; RCP 4,5; RCP 8,5 para a região da Barreira do Inferno.

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 RCP26 RCP45 RCP85 IVC-USGS % ÁRE A DA L C

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Figura 5.15: Índice de Vulnerabilidade IVC-USGS para os cenários do IPCC RCP 2,6; RCP 4,5; RCP 8,5 para a região da Barreira do Inferno.

O segundo método, IVC apresentou nos cenários RCP 2,6 e RCP 4,5, vulnerabilidade baixa em 100% do litoral. No cenário RCP 8,5 ocorreu o surgimento de níveis de vulnerabilidade moderada com cerca de 3,4 km (31%) da costa, e consequentemente uma redução de 31% do nível de vulnerabilidade baixa, ficando com 69% em relação a área total (Figura 5.16). A redução dos níveis de vulnerabilidade para esse método em relação ao IVC-USGS, é explicado pelo fato de que nesse índice há a inserção de variáveis de influência antrópica, entretanto na área estudada essas variáveis apresentam os níveis mais baixos de vulnerabilidade (Figura 5.17).

Figura 5.16: Distribuição dos níveis de vulnerabilidade por área total, para os cenários do IPCC RCP 2,6; RCP 4,5; RCP 8,5 para a região da Barreira do Inferno.

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 RCP26 RCP45 RCP85 IVC % ÁRE A DA L C

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Figura 5.17: Índice de Vulnerabilidade IVC para os cenários do IPCC RCP 2,6; RCP 4,5; RCP 8,5 para a região da Barreira do Inferno.

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CAPÍTULO 5.

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6. CONCLUSÕES

Essa pesquisa avaliou índices de vulnerabilidade física para região da Barreira do Inferno, obtendo em maior proporção da área valores médios para todos os índices analisados. As técnicas de PDI aplicadas a dados de sensoriamento remoto, juntamente com os dados secundários e levantamento em campo, possibilitaram o monitoramento ambiental e o mapeamento das unidades geoambientais (Geomorfologia, Geologia, Solos, Vegetação, Uso e Cobertura e Declividade) na escala de 1:50.000 em ambiente SIG.

Por meio da análise das ACP foi possível identificar quais as variáveis eram mais importantes, apresentando resultados quanto à influência das variáveis físicas estudadas. As variáveis que mais contribuíram nos índices de vulnerabilidade foram: índice IVN as variáveis Vegetação, Geologia, Geomorfologia e Solos; para o IVA as variáveis vegetação, geologia, geomorfologia e uso e cobertura do solo.

Os índices mais otimistas e pessimistas foram, respectivamente, IVA (médio e ponderado) e IVN (médio e ponderado), indicando os altos níveis de vulnerabilidades em face dos impactos e ameaças naturais, como inundação por eventos extremos. Mesmo nos índices mais otimistas, a área apresenta mais de 50% de sua proporção de médias e altas vulnerabilidades.

A área apresenta baixas taxas de variação da linha de costa e consequentemente baixos níveis de vulnerabilidade com valores de acresção/deposição variando entre - 1,69 e 1,31. O método aplicado para análise da vulnerabilidade costeira permitiu identificar processos erosivos e deposicionais dos trechos da LC, por meio da análise das posições das LCs dos anos de 1984, 1993, 2005 e 2015 em Ambiente SIG.

Com relação aos índices de vulnerabilidade costeira vale ressaltar que o aumento relativo NMM ocorrerá, em geral, de forma gradual, onde segundo IPCC (2013), haverá anos com taxas de aumento mais abruptas. Assim as vulnerabilidades para os setores costeiros podem ser ainda maiores do que as apresentadas.

O IVC apresentou valores com níveis de baixo a média vulnerabilidade, pelo fato de que para o cálculo desse índice são inseridas as variáveis de influência antrópica, que para área estuda são muito baixas decorrente a ausência dessas variáveis. Com relação a variável de uso e cobertura a área em sua maior parte cerca de 80% e composta por ambientes vegetados naturais bem conservados.

A aplicação de índices de vulnerabilidade costeira permitiu identificar as regiões mais vulneráveis tanto na atualidade quanto em diferentes cenários de aumento relativo do NMM e pode subsidiar a gestão costeira integrada da área, por meio do entendimento da dinâmica das zonas costeiras, quantificando a maior susceptibilidade dessas áreas as mudanças, auxiliando gestores na tomada de decisões. As mudanças climáticas têm ampliado o aumento da frequência e a intensidade de eventos extremos, onde falta de planejamento ocasiona prejuízos ambientais, financeiros e sociais, que poderiam ser evitados por meio dos estudos da dinâmica da área.

Para ambos os métodos IVC-USGS e IVC apresentaram índices com baixa e média vulnerabilidade, com maiores proporções de vulnerabilidade média no IVC-USGS e de vulnerabilidade baixa no IVC. Para RCP2,6 e RCP4,5 todo o litoral foi classificado com níveis de baixa vulnerabilidade. A partir dos resultados encontrados observa-se que o IVC não apresenta muito influencias em áreas poucos antropizadas, e que pode ser utilizado no ordenamento da área antes da ocupação.

A aplicação dessa metodologia, em função dos resultados obtidos é importante, pois ajuda na compreensão de quais índices são mais adequados e quais variáveis são mais representativas dentro da análise. Além da redução da subjetividade, passando a ter embasamento estatístico na determinação das variáveis no PAH e ACP.

Todos os dados utilizados nos mapeamentos temáticos e no cálculo dos métodos IVC estão inseridos em um ambiente SIG, permitindo a inserção de novos dados e reanálise dos mesmos, melhorando os estudos da área. Por fim, propõem-se também o monitoramento mais detalhado dos agentes hidrodinâmicos na zona costeira e a avaliação de seus consequentes impactos ambientais, fornecendo maiores informações e subsidiando os tomadores de decisão, nas ações da área.

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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Tabela 1: Cargas das variáveis físicas segundo análise de componentes principais dos

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