Conseils pour la rédaction du business plan
II. D’un plan à une entreprise
10. Terrains et locaux
Paulo conforme os Decretos de 1895, 1900, 1926, 1931, 1933 e 1934
Fonte: Elaborado pela autora.
1895 1933* 1934
cargos não
especificado Capital Campinas não
especificado Capital Campinas/interior Capital Campinas/interior Escolas secundárias não especificado Diretor 8:000$000 12:000$000 9:000$000 21:600$000 14:400$000/ 21:600$000 /19:200$000 21:600$000 12:000$000 Professor 6:000$000 Mestre 2:800$000 2:800$000 Preparador 2:800$000 2:800$000 7:200$000 /6:000$000 7:200$000 /6:000$000 7:200$000 4:800$000 Lente 6:000$000 14:400$000 /12:000$000 9:600$000 Prof. catedrático 14:400$000 /12:000$000 18:000$000 Prof. de aula 10:800$000 /7:200$000 7:680$000 Prof. de Gymnastica 9:600$000 /7:200$000 Actual prof. de Desenho do Gymnasio do Estado na Capital 14:400$000
Prof. música, desenho, educ. física e trabalhos
manuais
10:800$000
Vencimentos Anuais Annuais
Vencimentos dos professores e lentes catedráticos dos Ginásios do Estado de São Paulo conforme os Decretos de 1895, 1900, 1926, 1931, 1933 e 1934
1900 1926 1931
ANEXO 9
FIGURA 42 - Simulador do valor do metal precioso “Ouro” em moeda estrangeira Euro €
FIGURA 43 - Conversor de moedas Euro para Reais
FIGURA 44 - Simulador – Conversão de valores
FIGURA 45 – Conversor de Moedas
ANEXO 10
Transcrição do Artigo: “As aulas mágicas do professor Décourt”. (Luiz Venere Décourt -
Filho do Professor Paulo Luiz Décourt – docente da 13ª cadeira do Ginásio de Campinas).
Em maio de 2012, completam-se cinco anos de morte de Luiz Venere Décourt, que teria completado 100 anos em dezembro de 2011. Para muitos dos que nos leem, talvez os menos jovens, este nome certamente provoca uma sensação de respeito quase reverencial. Por outro lado, os mais jovens podem não ter as informações sobre aquele que foi, com certeza, um dos grandes ícones do ensino médico no Brasil.
Efetivamente, ao morrer, aos 95 anos, o professor Décourt deixou órfãs várias gerações de discípulos que puderam se abeberar em sua habilidade quase mágica de ensinar, não apenas nas aulas incrivelmente interessantes — em uma época em que os recursos didáticos, agora superlativos, restringiam-se ao giz, ao quadro negro, a alguns poucos slides com imagens ilustrativas —, mas, e principalmente, em seu exemplo de médico e de humanista. Décourt era membro de uma ilustre linhagem de educadores. Seu pai, professor Paulo Décourt, botânico de expressão, lecionou até após os 80 anos. Seu irmão, Luciano Décourt, foi, junto a José Ignácio Lobo, um dos pioneiros da endocrinologia brasileira na Escola Paulista de Medicina, deixou também imagem de grande didata e de humanista.
Luiz Venere Décourt nasceu em Campinas, em 7 de dezembro de 1911. Completou seu curso médico na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e, nessa mesma faculdade, obteve seus títulos acadêmicos de Doutor em Medicina e de professor livre-docente, tornando-se, em 1950, professor catedrático de Clínica Médica. Junto a Euryclides de Jesus Zerbini criou as disciplinas de Cardiologia Clínica e de Cirurgia Cardíaca da Faculdade de Medicina e, em 1977, o Instituto do Coração. Entre muitas outras láureas, o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra mostra o impacto de seus ensinamentos em muitas partes do mundo.
Apesar de seus méritos como cientista e pesquisador em áreas como a febre reumática e as peculiaridades eletrofuncionais do coração, Luiz Décourt marcou sua época como didata imbatível. O professor Décourt conseguia tornar interessante qualquer aula. Alguns de nós às vezes entrávamos em aulas sobre temas aparentemente áridos para ver como ele os
apresentava e era sempre o mesmo. Após alguns momentos de uma análise didática crítica, todos os ouvintes, nós inclusive, ficávamos fascinados pelo tema que ganhava novos brilhos em sua apresentação. Era mágico!
Tinha um método muito apurado. Apresentava-se de maneira simples, usava lousa e giz e os diapositivos continham apenas as imagens que ilustravam seu tema, sem recursos teatrais. Era curiosamente trinitário. Sempre dividia os temas em três partes e as enumerava de maneira lógica, acrescentando informações e exemplos oriundos de uma prática clínica enorme e de uma cultura humanística que seria acachapante se seu proprietário a não dosasse com sabedoria, expondo-a apenas o suficiente para ilustrar seus ensinamentos e procedimentos, fugindo da glória vã e da jactância.
O sonho de muitos de nós foi e continua sendo conseguir, algum dia, dar uma aula comparável às deste querido mestre. O melhor, no entanto, é que o professor Décourt, como os verdadeiros professores, ensinava ainda melhor com seu exemplo do que com suas aulas. Dificilmente se encontram unidas de maneira tão equilibrada as virtudes necessárias ao professor e ao médico como nele. Homem profundamente caridoso e humilde, com uma paciência com os enfermos e com alunos que era proverbial, suas discussões de beira de leito eram produtivas na medida exata, respeitosas com o paciente e extremamente elaboradas do ponto de vista intelectual.
Grande humanista, o professor Décourt morreu pobre; no entanto, felizmente nos deixou entre muitas outras pérolas, um texto de 1970 em que expõe sua crença na Medicina quanto à formação do médico, quanto à sua inserção social e quanto seu contato com o paciente. Trata-se de um texto que todos os interessados em ensinar e praticar a medicina deveriam conhecer e meditar e parece-nos uma boa lembrança neste centenário.
CREDO - Luiz Venere Décourt
CREIO na Medicina que é ato contínuo de aprimoramento; que evita, na sucessão dos dias, o aniquilamento de um patrimônio cultural que é a própria razão de seu mister; que não cessa de buscar, nos homens e nos livros, a forma correta de se exercer.
Na Medicina que exige o fato atual, mas não o recebe com passividade; que analisa o dado novo pela segurança das medidas que o forneceram e através da experiência conseguida. Medicina que defende, mas não reverencia a própria opinião; e que aceita a informação, se adequada, provenha ela de autoridades consagradas ou de humildes trabalhadores. Na
Medicina que procura não apenas o combate à doença e sua prevenção, mas também o avanço do conhecimento científico; que investiga, compara, discute e conclui. Não tanto para a exaltação do próprio prestígio, como para o progresso do homem, porque sabe que a recompensa do investigador não é a obtenção de prêmio, mas o privilégio de ter trazido seu grão de areia ou seu tijolo ao sempre renovado edifício da verdade científica.
CREIO na Medicina que é ato de resposta às necessidades da Pátria. Medicina lúcida e vigilante, atenta aos problemas nacionais e apta para intervir. Medicina responsável e solucionadora, que não aguarda o chamado da coletividade, mas procura atuar antes desse apelo. Nunca deformada por estreita visão do local em prejuízo do universal; nunca amesquinhada por demagogia ou por interesses pessoais; nunca aviltada por ideologias políticas corruptas e corruptoras.
CREIO na Medicina que, sendo técnica e conhecimento, é também ato de solidariedade e de afeto; que é dádiva não apenas de ciência, mas ainda de tempo e de compreensão; que sabe ouvir com interesse, transmitindo ao enfermo a segurança de que sua narração é recebida como o fato mais importante desse momento. Medicina que é amparo para os que não têm amparo; que é certeza de apoio dentro da desorientação, do pânico ou da revolta que a doença traz.