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abordadas estratégias para cada componente que foi estudado, buscando realmente melhorar o desempenho.

Recomendações para uso e gestão

de tecnologia da informação Perspectiva da infraestrutura de tecnologia da informação Perspectiva do papel processual da tecnologia da informação Perspectiva da inclusão no modelo de gestão municipal Perspectiva da participação popular

5.6.1.1 Aspectos sobre o componente hardware

Com relação ao componente hardware, Rezende, Guagliardi e Saad (2008) defendem que é importante saber o número de computadores existentes na prefeitura, de modo a gerenciá- los e assim saber quais setores precisam de equipamentos e quais possuem máquinas em demasia, ou ainda se realmente há necessidade de comprar novos computadores.

Tecnicamente, segundo o IBGE (2012), recomenda-se também saber qual a disponibilidade de equipamentos na prefeitura e quais recursos estes têm disponíveis para um maior aproveitamento, tal que se possibilite agilidade na gestão interna e nos serviços que são prestados.

Desta forma, acredita-se que a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, com relação ao componente hardware, precisa adotar uma prática de controle e inventário de localização e da demanda, em perspectiva contínua e genérica, sendo de preferência dinâmica e em tempo real, a fim de determinar quantidade e desempenho do hardware, para saber quantas e quais são as máquinas que estão disponíveis e para quais atividades, podendo gerenciá-las da melhor forma, devendo adotar essa medida em paralelo à motivação de uso e incremento da infraestrutura.

5.6.1.2 Aspectos sobre o componente software

No que concerne ao componente software, Rezende, Guagliardi e Saad (2008) enfatizam quão interessante é que a gestão municipal trabalhe da maneira mais unificada possível e, acredita-se, que o software possa ser este ente unificador.

Todavia, o que se pôde perceber foi uma coleção de problemas entre os quais, rememorando, encontram-se:

• Mudança de sistemas quando ocorre a transição entre gestores;

• Baixa informatização e não uso de software em alguns setores, como por exemplo, em postos de saúde;

• Manutenção não continuada dos sistemas, acarretando em ajustes apenas para adaptá-los às necessidades do gestor ou ainda por questões judiciais.

Como não foi detectada nenhuma peça de gestão de TI instituída para tratar com isto no escopo da Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, no levantamento documental levado a cabo, (seção 5.1), recomenda-se adaptar a norma do CFA (2012) em relação aos três enfoques lá contidos.

• Elaborar apresentação do setor ao gestor eleito, explicando-lhe a sua importância e a atual situação;

• Apresentar-lhe relatórios gerenciais que apontassem para eficiência de gestão, caso fosse requerida uma gestão mais efetiva da TI;

• Disponibilizar lhe todas as informações possíveis para que o gestor possa entender a importância de investir recursos na área.

Também é interessante destacar que de acordo com Veiga e Bronzo (2014) é muito importante que o prefeito, por ser o principal gestor, tenha alguma base sobre como utilizar

software e seus adendos que são empregados em sua gestão.

5.6.1.3 Aspectos sobre o componente banco de dados e redes

De acordo com Rezende, Gualgiardi e Saad (2008), já no ano de 2005, algumas prefeituras do interior do Sul do país trabalhavam com sistemas gerenciadores de banco de dados. Assim, doze anos depois, era plenamente crível que a Prefeitura Municipal de uma cidade de expressão do Nordeste, já dispusesse e usasse este ferramental, o que não foi encontrado no caso estudado e precisa ser revisto.

Isoladamente, à exceção da secretaria de finanças, que pareceu ter algo mais moderno, alguns setores trabalham com software para banco de dados bem antigos, os quais trazem à tona a vulnerabilidade dos dados armazenados. Tais brechas comprometem a segurança dos dados, como enfatizam Felipe et al. (2016) e enaltecem o perigo, pois existem informações de todos os munícipes acessíveis, disponíveis e desprotegidas, e só agora sinaliza-se para eventual realização de backup dos dados, já no intuito de proteger as informações, contra eventuais tragédias. Logo, gerenciar de forma eficaz o componente banco de dados, dentro da gestão municipal é fator crítico a complementar.

De forma prática, recomenda-se que possa ser implementado um sistema gerenciador de banco de dados banco de dados que possua patches de atualização, fornecidos pelos fabricantes, os quais possibilitem correções de eventuais falhas e passem uma maior segurança para os dados da prefeitura. Segundo Felipe et al. (2016), um bom exemplo de sistema gerenciador de banco de dados mais utilizado em entes municipais e que poderia ser implantado é o Oracle®, mesmo com o alto custo associado.

Já no que diz respeito a gestão de redes, vale salientar que Juazeiro do Norte está situada entre as cidades com população de 100 a 500 mil habitantes. Dentre estas cidades, 98,8% possuíam computadores em rede na sua gestão (IBGE, 2012). Esse mesmo órgão destaca que as redes, dentro da gestão municipal, propiciam conexões mais efetivas dos computadores entre

si, permitindo que as informações de diferentes partes e setores das prefeituras possam ser compartilhadas, tornando possível a realização de análises integradas facilitando a gestão.

Todavia, com relação ao componente redes, todos os entrevistados consideraram-no como inadequado para as atividades administrativas da prefeitura, requerendo urgentemente qualificação e evolução, ou seja, considerando o que foi apurado a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte possui computadores em rede, mas sem espectro para suportar a adoção de uma nova estratégia para sua gestão: a gestão baseada em redes.

Assim, acredita-se que passa a ser indispensável modernizar a infraestrutura e investir em um rack centralizado, na renovação total de switches e roteadores, assim como buscar novas plataformas de software, de preferência mais universais. Em paralelo, deve-se tentar agilizar a referida mudança da área de TI para um novo local, e assim como dito anteriormente, deixar explícito o quanto essas mudanças podem melhorar o desempenho organizacional, respaldando- se em Pereira et al. (2016), para assim buscar conseguir o apoio financeiro que está em falta.

5.6.1.5 Aspectos sobre o componente serviços

Segundo Silva e Araújo (2015), a gestão dos serviços de TI, quando bem realizada, cria uma cadeia de prestação de serviços no ambiente empresarial. Desta forma, saber quais são os melhores serviços e como utilizá-los é de suma importância. Estes serviços podem ser classificados, de acordo com Lovelock (1983), em de entrega contínua, quando são utilizados continuamente; ou transações discretas, para situações mais específicas.

No cenário estudado, a gestão de serviços é realizada por um grupo específico de funcionários concursados, que não faz parte do time de TI da prefeitura. Foi citado que tanto para serviços de entrega contínua, como no caso da área de finanças, quanto para transações discretas, opta-se pelo uso de serviços terceirizados. Além disso, os CTI informaram que não participam da escolha de qual empresa vai prestar estes serviços.

Portanto, olhado pela ótica dos serviços de TI, parece oportuno contratar mais funcionários para área de TI, definir parâmetros para escolha de qual empresa vai prestar os devidos serviços e ter mais preparo para saber as necessidades da prefeitura. Afinal, assim como descrito por Netto (2013), existem muitos riscos na contratação de um serviço de TI, especialmente na administração pública, onde normalmente envereda-se pela questão de menor custo, quase como regra.

Desta forma, principalmente para os serviços de entrega contínua, que estão mais voltados a área de finanças, sugere-se que sejam revistos ou fixados parâmetros de gestão de TI para aquisição e gerência de serviços da área.

5.6.1.6 Aspectos sobre o componente pessoal

No relato discutido nas seções prévias, o que se extraiu sobre o componente pessoal para a gestão de TI, indicou que há algumas dificuldades.

A primeira, diz respeito ao quantitativo de pessoal que trabalha na área, de modo que é imprescindível a contratação de mais funcionários especializados na área, como programadores mais experientes e técnicos. Surge como improtelável pois, que se defina um quadro com as necessidades e parta-se para contratação destes profissionais.

O segundo enfoque mirou a questão de treinamentos. Segundo apurado por Vargas et

al. (2016) as gestões municipais devem ofertar cursos de especialização e treinamentos para

seus colaboradores operarem os sistemas da prefeitura. Aqueles autores mencionam, inclusive, a possibilidade de dar incentivos financeiros para aqueles que buscam entender o sistema em visão integrada. Citam ainda aqueles autores que estas ações garantiriam uma melhor operacionalização e uma melhor desenvoltura na realização dos processos. De forma complementar, Braun e Mueller (2014) reforçam que a gestão do pessoal da área de TI é um fator de sucesso para que a administração pública municipal traga melhores resultados.

Logo, há demanda em planificar a necessidade para gestão de TI e esquematizar a contratação de pessoal mais especializado, fornecendo treinamentos mais exclusivos voltados aos sistemas que a prefeitura trabalha. Também demonstra ser oportuno promover políticas de incentivo para os CTI, de modo a evoluir a área no escopo do modelo de gestão municipal.

A figura 39 busca ser uma ilustração cabal sobre aspectos cruciais a serem postos em prática, para fortalecer o papel da gestão de TI no que concerne ao domínio infraestrutura, urgindo estipular a necessidade de realizar um PETI para prefeitura.

Figura 39: Síntese de estratégias para os componentes da infraestrutura de tecnologia da informação. Eliminar descontinuidade e informatização setorial

Definir plano para gerir hardware

Elaborar plano de reestruturação da rede Delegar para CTI a

gerência dos serviços Gerenciar necessidade de pessoal e treinamentos e instituir política de incentivos Implantação de um sistema gerenciador de banco de dados

Após a elaboração das sugestões deste primeiro domínio, serão recomendadas agora estratégias voltadas à perspectiva dos papéis processuais da tecnologia da informação.

5.6.2 A perspectiva do papel processual da tecnologia da

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