4 Mesures Phytosanitaires et de Quarantaine pour les Semences de la SADC
4.8 Terminologie
Analisando agora a dinâmica do complexo eletroeletrônico, a Figura 24(a) apresenta a evolução da especialização vertical do complexo em valores monetários e a Figura 24(b) apresenta o índice de especialização vertical em percentual das exportações totais do complexo para os anos de 2000, 2005 e 2009. Dividiu-se a especialização vertical em efeitos diretos e indiretos.
Figura 24 - Especialização Vertical do complexo eletroeletrônico, em valores monetários e em percentual das exportações totais do complexo (2000, 2005 e 2009)
a) b)
Fonte: Resultados da pesquisa
A Figura 24 (a) apresenta a especialização vertical do complexo eletroeletrônico em valores monetários, verifica-se que a mesma apresentou um acentuado crescimento, passando de R$ 1.276,12 milhões em 2000 para R$ 2.546,69 milhões em 2005, um percentual de acréscimo de quase 100%. Nota-se, também, a preponderância dos efeitos diretos sob os efeitos indiretos, indicando que a maior parte dos insumos são importados e destinados diretamente à produção para exportações, sem passar por outros estágios de produção interna. Contudo, observa-se que o aumento percentual dos efeitos indiretos foi superior ao aumento dos efeitos diretos na primeira metade da década, 89% e 120% respectivamente.
Na segunda metade dos anos 2000, a Figura 24 (a) aponta uma reversão nos valores da especialização vertical do complexo eletroeletrônico, acompanhando a tendência verificada para o Brasil e para o complexo metal mecânico, mas apresentando uma queda mais acentuada. Observa-se um decréscimo nas exportações EV de quase 35%, passando de R$
2.546,69 milhões, em 2005, para R$ 1.680,79 milhões, em 2009. Os efeitos diretos continuam sendo mais representativos no total da especialização vertical do complexo eletroeletrônico.
A Figura 24 (b) indica que o índice total de especialização vertical como percentual das exportações do complexo eletroeletrônico mostrou-se decrescente nos anos 2000. O índice de Hummels et al (2001) passou de 21,39%, em 2000, para 20,36% em 2005, e 17,53%, em 2009, uma redução de quase 20% no período analisado. Nota-se que, embora tenha se verificado um aumento das exportações EV em valores monetários, entre 2000 e 2005, o índice mostrou-se decrescente, pois as exportações totais do complexo foram superiores às exportações especializadas verticalmente. Observa-se, também, que os efeitos diretos se sobressaíram em relação aos efeitos indiretos, mas com um crescimento dos efeitos indiretos na primeira metade da década e posterior queda, e tendência decrescente dos efeitos diretos em todo o período.
Os resultados da Figura 24 indicam que no decorrer dos anos 2000, o complexo eletroeletrônico veio diminuindo seu grau de especialização vertical, configurando uma menor integração nas CGVs. Apesar de as exportações especializadas verticalmente terem apresentado um crescimento na primeira metade da década, isso não representou uma maior inserção no comércio globalmente integrado, visto que as exportações totais do complexo aumentaram em uma proporção superior Além disso, observa-se que a maior parte dos insumos importados são utilizados diretamente em bens destinados às exportações, não criando vínculos com outras cadeias produtivas internas.
A Tabela 10, a seguir, mostra a decomposição setorial do índice de especialização vertical de Hummels et al (2001) para o complexo eletroeletrônico. Apresentam-se os dados das exportações EV em valores monetários, em índices percentuais, e também, como percentual das exportações do complexo eletroeletrônico e das exportações totais brasileiras.
Tabela 10 - Decomposição do índice de especialização vertical do Complexo Eletroeletrônico
Setores do Complexo Eletroeletrônico Valor*EV (%)EV **
EV (% exportações do complexo)*** EV (% exportaçõ es totais****) 2000 Eletrodomésticos 42,57 16,09 0,71 0,04
Máquinas para escritório e equipamentos de
informática 181,07 28,84 3,03 0,15
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos 261,49 17,73 4,38 0,22
Material eletrônico e equipamentos de
comunicações 730,68 23,93 12,25 0,62
Aparelhos/instrumentos médico-hospitalar, medida
e óptico 60,31 11,06 1,01 0,05
TOTAL Complexo eletroeletrônico 1.276 21,39 21,39 1,08 2005
Eletrodomésticos 106,60 15,74 0,85 0,03
Máquinas para escritório e equipamentos de
informática 228,13 29,54 1,82 0,07
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos 548,43 15,18 4,38 0,17
Material eletrônico e equipamentos de
comunicações 1545,09 23,88 12,35 0,48
Aparelhos/instrumentos médico-hospitalar, medida
e óptico 118,44 12,14 0,95 0,04
TOTAL Complexo eletroeletrônico 2.547 20,36 20,36 0,78 2009
Eletrodomésticos 53,73 14,85 0,56 0,02
Máquinas para escritório e equipamentos de
informática 157,05 28,73 1,64 0,04
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos 682,51 15,03 7,12 0,19
Material eletrônico e equipamentos de
comunicações 683,59 21,70 7,13 0,19
Aparelhos/instrumentos médico-hospitalar, medida
e óptico 103,91 10,50 1,08 0,03
TOTAL Complexo eletroeletrônico 1.681 17,53 17,53 0,47
Fonte: Resultados da pesquisa
* Valor Especialização Vertical efeitos diretos e indiretos (R$ milhões). ** EV(valor monetário)/Exportações de cada setor
*** Total das exportações do complexo eletroeletrônico = R$ 5.966,69 (2000); 12.510,27 (2005); 9.589,63 (2009) – R$ milhões
**** Total das exportações brasileira = R$ 117.691 (2000); R$ 324.842 (2005); R$ 355.653 (2009) - R$ milhões
A decomposição das exportações especializadas verticalmente do complexo eletroeletrônico (Tabela 10) mostra que dentre os setores integrantes do complexo o que apresenta o maior índice de especialização vertical é o setor de Máquinas para Escritório e Equipamentos de Informática, no qual se verifica um índice de 28,84%, 29,54% e 28,73%, em 2000, 2005 e 2009, respectivamente, nota-se também que os índices demostraram pequenas
oscilações ao longo dos anos 2000. Em segundo lugar aparece o setor de Material Eletrônico e Equipamentos de Comunicações, com índices de 23,93%, 23,88%, 21,70%, em 2000, 2005 e 2009 respectivamente. Seguindo aparece o setor de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (17,73%; 15,18%; 15,03%), Eletrodomésticos (16,09%; 15,74%; 14,85%) e Aparelhos/Instrumentos Médico-Hospitalar, Medida e Óptico (11,06%; 12,14%; 10,50%).
Os grupos de Eletrodomésticos, Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos, Material Eletrônico e Equipamentos de Comunicações apresentaram índices decrescentes ao longo dos anos 2000, indicando uma perda de integração no comércio global a partir das CGVs. Já, o índice de especialização vertical dos grupos de Máquinas para Escritório e Equipamentos de Informática e Aparelhos/Instrumentos Médico-Hospitalar, Medida e Óptico foram crescentes na primeira metade da década e seguidos por um decréscimo no segundo período (2005- 2009). Não obstante, nota-se que, embora os índices foram oscilantes ao longo dos anos 2000, essas oscilações foram pequenas e eles se mantiveram muito próximos a média. (TABELA 10).
Analisando o índice de Hummels et al (2001) de cada setor como percentual das exportações EV do complexo eletroeletrônico verifica-se que o setor que mais contribui para a especialização vertical do complexo é o grupo de Material Eletrônico e Equipamentos de Comunicações, com um percentual de 12,25%, 12,35% e 7,13% em 2000, 2005 e 2009. Vale observar que de 2005 a 2009, a contribuição desse setor caiu significativamente (- 43%) o que impactou diretamente na redução das exportações EV do complexo eletroeletrônico.
Ressalta-se que o setor de Máquinas para Escritório e Equipamentos de Informática, embora tenha apresentado índices elevados de especialização vertical, não é o que mais contribui para o total das exportações especializadas verticalmente do complexo eletroeletrônico (média de 2,16%), mas está na frente dos setores como o de Eletrodomésticos e Aparelhos/Instrumentos Médico-Hospitalar, Medida e Óptico, os quais apresentaram uma contribuição médio de 0,71% e 1,01% respectivamente.
A Tabela 10 apresenta também a contribuição das exportações EV do complexo eletroeletrônico para as exportações brasileiras. Verifica-se que a contribuição foi decrescente no período, passando de 1,08% em 2000, para 0,78 % em 2005 e 0,47% em 2009, uma redução percentual de mais de 50%. E, os setores que mais contribuíram foram os grupos de Material Eletrônico e Equipamentos de Comunicações e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos.
Para complementar a análise, a Figura 25 apresenta os setores estrangeiros que mais contribuíram para a Especialização Vertical do complexo eletroeletrônico, isto é, aqueles os
quais o complexo eletroeletrônico mais importa insumos para a produção de bens destinados às exportações.
Figura 25 - Setores estrangeiros que mais contribuem para a Especialização Vertical do complexo eletroeletrônico (em % do EV do complexo).
Fonte: Resultados da pesquisa
A Figura 25 mostra que os principais insumos importados pelo complexo eletroeletrônico e incorporados aos produtos exportados concentram-se no setor de Material Eletrônico e Equipamentos de Informática, em todo o período analisado. Seguido deste estão os setores Máquinas Aparelhos e Materiais Elétricos; Metalurgia dos Metais não Ferrosos, Produtos Químicos, Petróleo e Gás Natural; Fabricação de Resina e Elastômetros e Refino de Petróleo e Coque.