O experimento 3 buscou particularizar e aplicar o desenho didático proposto para um contexto de ensino de pós graduação.
3.5.3.1 Contexto e Público:
O experimento foi realizado junto à disciplina de Representação Gráfica Digital aplicada à Arquitetura e Urbanismo, do Programa de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo/FAURB/UFPel, em março de 2013.
O publico se caracterizou por estudantes de pós graduação formados em Arquitetura e Urbanismo.
O desenvolvimento da atividade didática durou 4 horas.
3.5.3.2 Obras selecionadas para as análises:
As obras selecionadas para as análises contemplaram a escala do mobiliário e a escala do edifício, obras previamente analisadas por Elam (2001).
Catedral de Notre-Dame, Paris, 1163 – 1235;
Partenon, Atenas, 447- 432 a.C;
Cadeira Brno, Mies Van der Rohe, 1929;
3.5.3.3 Atividades desenvolvidas:
O desenho didático foi adaptado adotando-se a seguinte sequencia de atividades:
Apresentação do conceito de proporção;
Demonstração de análises de objetos de arquitetura partir do conceito de proporção;
Apresentação do proporcionômetro físico de maneira conceitual;
Análise das plantas através do proporcinômetro virtual e digital; Esta dinâmica está representada pelo esquema e imagens da Figura 60.
Figura 60: Esquema sobre experimento 3.
3.5.4 Experimento 4:
3.5.4.1 Contexto e público:
O experimento 4 foi desenvolvido no primeiro semestre de 2013 como atividade de extensão universitária no âmbito de ações de educação continuada, de acesso à comunidade em geral através de oficina: “Análise da forma a partir de
realidade aumentada”. A atividade em questão aconteceu em abril, durante o III
Workshop Alfa Gaviota com sede na Universidade Federal de Pelotas.
O público se caracterizou por estudantes, profissionais e professores nas áreas de arquitetura e design. A oficina contou com a presença de 10 estudantes.
3.5.4.2 Tempo de duração:
A oficina teve um tempo de duração de 4 horas.
3.5.4.2 Objetos de análise:
Para este experimento 4 foram selecionadas quatro residências do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, previamente analisadas pela autora. As obras foram dispostas no piso para realizar as análises através do proporcionômetro digital, conforme demostradas na Figura 61.
Casa Mario Masetii, São Paulo, 1968;
Casa Francisco Malta Cardoso, São Paulo, 1964;
Casa do arquiteto Mendes da Rocha, São Paulo, 1964;
Casa Lemé-Milan, São Paulo, 1970.
Figura 61: Objetos selecionados para o experimento 4. 3.5.4.4 Atividades desenvolvidas:
Apresentação do conceito de proporção;
Demonstração de análises de objetos de arquitetura partir do conceito de proporção;
Análise das plantas através do proporcinômetro digital;
Tentativa de análise diretamente sobre obras de arquitetura da cidade, dependente da possibilidade de acesso à internet no local do experimento.
Figura 62: Esquema sobre experimento 4.
3.6 Validação
A busca em compreender a validade do desenho didático proposto foi direcionada para duas questões principais. Inicialmente observar a pertinência dos materiais, instrumentos e atividades em termos didáticos, no contexto imediato, o qual envolve diretamente o ensino/aprendizagem de geometria e representação. Após, avançar na observação das consequências efetivas das experiências didáticas junto ao contexto da produção projetual., sob esta segunda perspectiva buscou-se observar a presença ou não de ações projetuais objetivas, adotadas pelos estudantes, como as estratégias utilizadas na história da produção arquitetônica, reconhecidas nos processos de análise.
Para esta compreensão, foram aplicados questionários aos estudantes que cursaram a primeira turma da disciplina de GGDI e aos professores envolvidos com a experiência, exceto esta autora e a orientadora do trabalho. A restrição de envolver apenas os estudantes da primeira turma teve o propósito de observar aqueles que estivessem mais avançados na formação para o Projeto de arquitetura, partindo-se do pressuposto que estariam mais adiante no processo de delimitação de métodos próprios de projeto.
O questionário foi enviado para 22 estudantes, dentre os 29 que participaram da experiência 1, tendo-se em conta casos de desistência de curso, infrequência e
reprovação. Destaca-se também, que foram considerados junto ao universo desta investigação casos em que os estudantes seguem cursando Arquitetura, porém em outra faculdade.
A aplicação do questionário foi através de uma rede social, utilizando-se do mesmo ambiente em que foram estabelecidas as orientações durante a própria experiência, havendo desta maneira um veículo de comunicação já constituído entre esta autora e os estudantes em questão. O Apêndice IV desta dissertação apresenta o formato do questionário enviado aos estudantes.
Foram elaboradas sete questões. Seis delas com respostas pré-estabelecidas e de múltipla escolha e uma que inclui uma opção de resposta aberta. As questões buscaram: coletar dados sobre o estágio dos estudantes junto às disciplinas de projeto; questionar o estudante sobre como ele considera a sua habilidade para realizar uma análise gráfica sob o conceito de proporção; indagar sobre a continuidade de uso deste conceito para além da disciplina de GGD I; questionar, objetivamente, se o estudante se acha capaz e se já utilizou tal conceito como uma de suas estratégias projetuais; perguntar, para o caso de ter utilizado o conceito na ação projetual, se esta estratégia foi explicitada junto à apresentação de seu projeto; e, por fim, solicitar a emissão da opinião do estudante quanto à importância do estudo do conceito de proporção, sendo esta a questão que inclui um espaço para resposta aberta. Além disto, quando o estudante afirmou a utilização de tal conceito, solicitou-se o envio da documentação do caso referido juntamente com o discurso explicativo.
O questionário, dirigido ao corpo docente envolvido, ficou caracterizado por uma única questão aberta, solicitando-se a emissão de um parecer sobre o conjunto das atividades realizadas junto à disciplina, em torno ao conceito de proporção. A comunicação e o registro deste momento se deram através de e-mail, descritos posteriormente nos resultados.