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Les Interfaces Homme-Machine multimodales

3. L’interaction en sortie sur initiative du système : ce type d’interaction en sortie est déclenché par un stimulus produit par le système, le plus souvent ce type

6.2 Techniques et notations orientées conception

O número de insetos do género Culicoides capturados durante o presente estudo (N = 195) foi mais baixo do que o encontrado em estudos anteriores na Alemanha, em períodos do ano semelhantes, como é o caso do estudo realizado por Bartsch et al. (2009), perto de bovinos, no qual foram colhidos 717 insetos do género Culicoides, nos meses de agosto e setembro de 2007. O número de insetos capturados neste trabalho está, no entanto, dentro do intervalo mencionado por Kiel et al. (2009), que do fim de outubro até ao fim de fevereiro de 2009, capturou entre 7 e 256 insetos do género Culicoides, por mês, na região noroeste do país, no estado de Bremen, ligeiramente a norte da área em que o presente estudo foi realizado. Este declínio do número de insetos capturados tem vindo a ser cada vez mais notório a nível europeu e mundial, podendo dever-se a vários fatores, como a alteração das temperaturas globais, a consequente diminuição da humidade relativa, a perda de habitat e o uso intensivo de inseticidas a nível mundial (Kolbert 2020).

Para além de os meses mais propícios ao desenvolvimento ótimo dos insetos do género Culicoides serem os meses quentes, mais concretamente de maio a setembro, a sua presença também é mencionada, na literatura, nos meses mais frios, nomeadamente no interior dos estábulos (Kameke et al. 2017). No âmbito do presente trabalho, a última data de captura bem-sucedida remete a dia 17 de Outubro de 2019, podendo isto dever-se a diversos fatores, como a diminuição em massa do número de insetos a nível mundial ou o culminar de fatores meteorológicos desfavoráveis à atividade destes insetos, tendo os meses de novembro e dezembro sido muitos chuvosos, na área em estudo. Outro fator que

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pode ter influenciado os resultados é o facto de as armadilhas terem sido colocadas no exterior das instalações, uma vez que nos meses de inverno a presença de insetos do género Culicoides, reportada na literatura existente, foi maioritariamente dentro dos estábulos dos animais (Kameke et al. 2017).

As espécies do grupo Obsoletus e do grupo Pulicaris, que foram capturadas no presente estudo, são espécies cuja presença é frequente na área da Europa considerada, incluindo nos meses de inverno, em que os números de indivíduos diminuem, mas a sua presença mantém-se (Cuéllar, Kjær, et al. 2018). A espécie C. festivipennis também já foi reportada como presente no norte da Alemanha (Kiel et al. 2009).

Do total de insetos capturados, 94% são pertencentes ao grupo Obsoletus. Esta discrepância de valores relativamente a outros grupos, como é exemplo o grupo Pulicaris, é expectável, como demonstrado no estudo de Cuéllar, Kaer, et al. (2018), que refere que, entre 2007 e 2013 na Europa, as espécies que constituem o grupo Obsoletus eram dez vezes mais abundantes que as do grupo Pulicaris.

De todas as espécies capturadas, C. scoticus foi a mais abundante, representando 49% do total das espécies encontradas perto de equinos. Embora na maior parte dos estudos realizados, as espécies C. obsoletus e C. scoticus sejam contabilizadas em conjunto, por falta de uma análise morfológica mais minuciosa, um estudo feito por Balczun et al. (2009), realizado no sudoeste alemão, numa exploração de bovinos, mostra que a espécie C. scoticus é a mais abundante, apresentando dois picos populacionais em agosto e outubro, ao contrário de C. obsoletus que apresenta um único pico populacional em maio. Esta informação é também comprovada por estudos realizados perto de bovinos em França e Itália, com resultados semelhantes (Baldet et al. 2004; Gomulski et al. 2005).

As espécies C. chiopterus e C. dewulfi representaram 4% e 2%, respetivamente, do total das espécies capturadas neste estudo, sendo este valor ligeiramente superior ao encontrado por Balczun et al. (2009), que reporta que as duas espécies em conjunto perfaziam 2% do total de insetos por si capturados, podendo estes resultados ser justificados pelas diferentes localizações geográficas dos estudos, uma vez que C.

chiopterus está presente em regiões cujas temperaturas são mais baixas.

Todos os estudos científicos consultados são referentes a capturas realizadas perto de ruminantes, sendo o presente trabalho a primeira referência, dentro do nosso conhecimento, da proporção de insetos do género Culicoides capturados perto de equinos nesta área geográfica do país.

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Todas as espécies de Culicoides encontradas no presente estudo, já foram previamente reportadas na zona noroeste da Alemanha, perto de gado bovino exclusivamente (Kiel et al. 2009), sendo a sua presença nesta área expectável. Porém, até à data, não são conhecidos estudos no noroeste da Alemanha que reportem a presença de espécies de Culicoides exclusivamente perto de equinos, sendo este trabalho a primeira referência, dentro do nosso conhecimento, da proporção destas espécies capturadas exclusivamente perto de equinos, nesta área geográfica do país. Dos estudos já existentes, realizados na Alemanha, os que incluem os equinos no seu conjunto de hospedeiros são escassos.

Em dois estudos realizados na região de Brandenburg, no nordeste do país, por Kameke et al. (2017) e Bartsch et al. (2009), com recurso a diferentes hospedeiros, foi reportada perto de instalações de equinos a presença de espécies do grupo Obsoletus e do grupo Pulicaris; contudo, para além da diferente localização geográfica, não foi realizada a identificação até à espécie, nem são mencionadas as proporções das diferentes espécies dentro dos grupos, observação que se levou a cabo no presente estudo. Perto de equinos, noutros locais da Europa, nomeadamente em Portugal, já foram reportadas as espécies do grupo Obsoletus, contudo sem a identificação ao nível de espécie, faltando informação nesse sentido, principalmente para as espécies C. dewulfi e C. chiopterus. As espécies do grupo Pulicaris, C. pulicaris e C. punctatus, também já foram reportadas perto de equinos,

assim como a espécie C. festivipennis(Ramilo 2016; Pessoa et al. 2020).

As espécies dos grupos Obsoletus e Pulicaris são espécies que parecem mostrar preferência alimentar por mamíferos (Bartsch et al. 2009; Ramilo 2016), sendo expectável que realizem as suas refeições sanguíneas em equinos. Contudo a espécie C. festivipennis é considerada ornitofílica, realizando a maioria das suas refeições sanguíneas em aves (Foxi and Delrio 2010). A sua presença constante perto de equinos, como reportado no presente estudo e nos estudos realizados por Ramilo (2016) e Pessoa et al. (2020), pode ser explicada pela atividade oportunista destes insetos relativamente aos hospedeiros, defendida por vários autores, ou pode significar que esta espécie para além de ornitofílica também mostra preferências alimentares por mamíferos, nomeadamente equinos.

Nove dos espécimes capturados pertencentes ao grupo Obsoletus, não foram passíveis de identificação até ao nível de espécie, sendo que alguns dos exemplares encontravam-se demasiado danificados ou nos exemplares em que as medições eram possíveis estas foram inconclusivas. Isto pode dever-se ao facto de as espécies C.

obsoletus e C. scoticus serem demasiado próximas filogeneticamente, sendo consideradas

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lado, estes indivíduos, em que a identificação não foi possível, podem também corresponder a outras espécies do grupo Obsoletus, como é o exemplo da espécie C. gornostaevae,

reportada na Noruega, Suécia e Polónia (Kirkeby and Dominiak 2014), da qual existe muito pouca informação para a classificação morfológica, ou à existência, já comprovada por Mignotte et al. (2020), de espécies crípticas, como é o caso de C. obsoletus ramo O2, C.

obsoletus ramo O3 ou C. obsoletus ramo dark, que, segundo este autor, devem ser revistas

e possivelmente incluídas na taxonomia. Sendo que estas espécies crípticas são frequentes na Polónia e nos Países Baixos (Mignotte et al. 2020), poderia ser possível a sua presença no noroeste da Alemanha, mais concretamente na área em estudo.

Dos 195 insetos capturados, 10 eram machos e 185 eram fêmeas. Esta proporção é expectável uma vez que, neste género de insetos, as fêmeas são as únicas que são hematófagas, precisando, na maioria das espécies, de refeições sanguíneas para o desenvolvimento e postura dos ovos, sendo, portanto, de esperar que a maior parte dos insetos capturados perto dos hospedeiros sejam fêmeas. Uma vez que todos os locais de captura eram rodeados por vegetação e floresta, foi também possível a captura de alguns machos.

Dos 7 locais de captura, nos locais 6 e 7 não foram capturados insetos do género

Culicoides, e os copos de colheita apresentavam muito poucos insetos no geral. A

explicação para este facto pode relacionar-se com o começo mais tardio das capturas e da chuva intensa que ocorreu durante os períodos de captura nestes locais, impedindo o voo dos insetos no geral ou a sua presença.

Os fatores bióticos dos locais de captura também foram registados (Tabela 4, pp. 45- 47). As espécies foram colhidas perto de zonas com vários dos seguintes micro-habitats: fezes de equinos, matéria orgânica vegetal, lama, poças de água estagnada, vegetação e floresta densa. Todos os fatores bióticos encontrados estão de acordo com o descrito na literatura, nomeadamente por Ramilo (2016).

Segundo autores como Kameke et al. (2017) e Elbers et al. (2015), a atividade destes insetos adultos ocorre num intervalo de temperaturas que podem ir dos 7,4 ºC aos 35 ºC. Na maioria das capturas realizadas, os termómetros registaram temperaturas dentro do intervalo acima mencionado, com exceção de duas capturas simultâneas realizadas nos locais 1 e 2 de 05/10/2019 a 07/10/2019, em que as temperaturas mínimas do período de captura atingiram os 5 ºC e 6 ºC respetivamente, sendo a espécie C. obsoletus, a única capturada a estas temperaturas. Relativamente ao intervalo de temperaturas a que cada espécie é encontrada ativa, para as espécies C. obsoletus, C. scoticus, C. pulicaris, C.

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punctatus e C. festivipennis, as temperaturas registadas foram as expectáveis para as

espécies, indo ao encontro às temperaturas referidas por Ramilo (2016).

Para a espécie C. dewulfi, registou-se um intervalo de temperaturas entre os 8 ºC e os 18 ºC, saindo do intervalo de temperaturas (9,6 ºC - 32,9 ºC) registado por Ramilo (2016), sendo a temperatura mínima para a atividade desta espécie mais baixa que a esperada e não tendo sido capturados insetos desta espécie nos dias em que a temperatura foi superior a 18 ºC.

Na literatura, não foi encontrada referência a um intervalo de temperaturas específico que fosse mais favorável para a atividade de C. chiopterus. No presente trabalho, o intervalo registado nas capturas desta espécie foi entre os 8 ºC e os 20 ºC.

Os resultados encontrados para ambas as espécies acima mencionadas contrariam os resultados obtidos por Lühken et al. (2015), que reportam que estas espécies não emergem a temperaturas inferiores a 9 ºC.

Os insetos do género Culicoides são os principais responsáveis pela DAPC. Segundo autores como Braverman et al. (1983) e Wilson et al. (2001), é muito provável que os equinos reajam a antigénios comuns à maior parte das espécies de Culicoides, e alguns estudos comprovam a relação das espécies do grupo Obsoletus, Pulicaris e de C.

nubeculosus, entre outras, como causa de DAPC (Mullens et al. 2005; Williams 2011; van

der Meide et al. 2014), o que comprova que as espécies encontradas no noroeste da Alemanha, no presente trabalho, são possíveis causadoras da afeção.

Dos tutores de equinos que responderam aos questionários realizados, 69,2% (n=9) tinham conhecimento da existência de DAPC, embora a maior parte deles se referisse à mesma pelo nome sommerekzem, sendo esta a tradução para linguagem corrente, na Alemanha, da DAPC. Tendo em conta a importância que estes animais têm no país, sendo um ramo com um impacto significativo na economia alemã, que atrai o interesse de mais de 11 000 000 de pessoas na Alemanha (Nationale 2014), a percentagem de conhecimento desta doença de aproximadamente 70%, obtida na amostra de tutores questionados para este estudo, mostra que a maior parte das pessoas inseridas nesta área conhece e está alerta para o problema, existindo ainda 30% que não estão.

Dos animais inseridos no estudo, foi encontrada uma maior proporção de doença nas fêmeas, não sendo no entanto muito significativa, o que é expectável, uma vez que, segundo a literatura, não existe uma predisposição ligada ao género (Rashmir-Raven 2018). O maior número de animais afetados encontrava-se entre os 10 e os 19 anos. Tendo em conta que os sinais clínicos começam por volta dos 3-4 anos e se exacerbam ao longo da

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vida do animal (Rashmir-Raven 2018), é normal que para os tutores sejam mais visíveis quando o cavalo é um pouco mais velho.

Os equinos inseridos no estudo eram mantidos em estábulos, com acesso a parques exteriores, em períodos do dia que variavam dentro dos seguintes intervalos: das 5 às 12 horas e das 16 às 20 horas. Permanecendo todos eles no exterior no período do amanhecer, do crepúsculo ou em ambos, períodos em que a atividade dos insetos do género Culicoides é máxima, aumentando assim exponencialmente a probabilidade de exposição a estes insetos (González de Heredia and Goldarazena Lafuente 2011). A maioria dos tutores afirmou usar métodos inseticidas e repelentes, nos seus equinos, assim como proteções mecânicas contra insetos. Apesar da sua aplicação, os animais continuaram a apresentar sinais clínicos em diversas zonas do corpo, embora mais atenuados após o início das medidas de proteção. A continuidade dos sinais clínicos, após a aplicação de medidas como os inseticidas e repelentes, pode indicar que os tempos corretos de aplicação podem não ter sido respeitados ou que os insetos podem estar a desenvolver resistência às substâncias comumente utilizadas para aplicação tópica.

As áreas do corpo dos animais afetadas, mencionadas pelos tutores e que se encontram representadas na Figura 27 (p. 50), correspondem a localizações expectáveis e mencionadas na literatura, assim como a descrição das lesões e dos sinais clínicos (Townley et al. 1984; Rashmir-Raven 2018).

Relativamente à altura do ano em que os sinais clínicos se evidenciaram, a maioria dos animais fica mais afetado durante a primavera, verão e outono, porém 3 dos equinos apresentam sinais clínicos esporádicos durante todo o ano. Segundo Rashmir-Raven (2018), a reação de hipersensibilidade é sazonal nos climas mais frios, do fim da primavera ao início do outono, mas pode acontecer durante todo o ano nos climas mais quentes. No entanto, nos climas mais frios, como é o caso da área do presente estudo, os insetos podem permanecer ativos durante todo o ano, em nichos de micro climas, como o interior dos estábulos, como verificado por Kameke et al. (2017), e isto pode explicar a menção da duração anual dos sinais clínicos por parte dos tutores.

Sendo este país uma das maiores potências mundiais ao nível da reprodução e exportação de equinos e onde o desporto equestre tem uma elevada relevância, com um elevado número de equinos destinados a este fim (Liljenstolpe 2009), é de esperar que os animais usados para fins desportivos não apresentem problemas de saúde que afetem a performance desportiva ou a estética do animal, como é o caso da DAPC. Daí que, do total dos 35 tutores inquiridos sobre a existência de DAPC nos seus equinos, 62,9% (n=22) tenha respondido negativamente, uma vez que, até na compra de animais para realização de

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competições de nível baixo e de animais para funções de lazer, o prévio conhecimento da existência deste problema é um fator que influencia negativamente a decisão de compra e venda. Os restantes 37,1% (n=13) dos tutores responderam afirmativamente, quanto à existência de DAPC nos seus animais. Obteve-se, então, nesta área geográfica, uma proporção de DAPC de 37,1%, valor semelhante aos 37,7% encontrados na bibliografia relativos à prevalência desta doença na Alemanha (Littlewood 1998; Meulenbroeks 2015).

Dos 9 equinos de desporto com DAPC, inseridos neste estudo, 44% perderam performance desportiva, devido ao mau estar induzido pelo prurido intenso, tendo o fator estético do animal um peso importante na decisão dos tutores de os levar a competição. Sendo que cavalos com perda de pelo e feridas secundárias à automutilação pelo prurido podem não passar no controlo veterinário, realizado previamente a cada competição.

A perda de performance desportiva nos animais afetados pela DAPC é expectável, uma vez que o prurido intenso não permite a concentração e o foco do animal para o trabalho que lhe é exigido, e o possível aparecimento de rubor, edema e afeções secundárias, como escoriações e infeções da pele, provoca um nível de desconforto incompatível com o trabalho de alta competição (Schaffartzik et al. 2012; Rashmir-Raven 2018). Sendo que a percentagem de animais de desporto com perda de performance foi bastante significativa, é natural que o conhecimento da existência deste problema demova os possíveis interessados no ato de compra e venda dos animais para fins desportivos. Isto justifica a inexistência de ascendentes e descendentes, dos animais inseridos no estudo, com o mesmo problema conhecido, uma vez que o conhecimento da possível transmissão hereditária é um fator que pesa também negativamente nas decisões de compra e venda.

O tratamento, quando aplicado pelos tutores, esteve de acordo com a literatura e as instruções médico-veterinárias, como as lavagens regulares das áreas afetadas, a aplicação tópica de loções com corticosteroides, loções tópicas com ácidos gordos e instituição de rações hipoalergénicas, para remover possíveis alérgenos de origem alimentar (Huhmann and Mueller 2019; Jonsdottir et al. 2019). Nenhum dos animais realizou imunoterapia, uma vez que é um tratamento dispendioso e que não representa ainda uma solução definitiva em equinos (Schaffartzik et al. 2012). Do total dos 13 animais, 7 deles não receberam nenhum tratamento para as lesões, a não ser a limpeza das zonas afetadas e a aplicação contínua dos métodos inseticidas e repelentes e das proteções físicas, uma vez que é do conhecimento dos tutores que não existe, até ao momento, nenhum tratamento definitivo para a DAPC.

Nos questionários recolhidos foram referidos valores entre os 20 € e os 250 € gastos por animal, por ano, para a prevenção ou mitigação dos sinais clínicos. Observando o nível

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de vida encontrado no país, se considerarmos que o salário mínimo ronda os 1500 € mensais, as despesas declaradas por animal não são muito significativas, se um tutor possuir só um animal. Contudo se uma pessoa possuir mais do que um equino afetado, os gastos podem tornar-se relevantes. Para além disso, nenhum dos tutores inserido no estudo submeteu o seu animal a tratamentos mais dispendiosos, como a imunoterapia, o que eleva consideravelmente os custos com a doença. Embora tenha sido referido que a DAPC impossibilitou a participação em competições, nenhum dos tutores quis referir o valor económico perdido associado à impossibilidade de competir.

4.1.

Limitações do estudo

As capturas foram realizadas no mesmo período em que a autora realizou um estágio clínico, o que limitou a flexibilidade de horários e a disponibilidade para colocação e recolha de armadilhas. O fator monetário foi também um fator limitante, uma vez que todas as deslocações feitas no período de 3 meses, que culminaram em 10 000 quilómetros percorridos, foram pagas pela autora deste estudo.

Relativamente à captura dos insetos do género Culicoides, os fatores meteorológicos podem não ter facilitado as capturas em alguns períodos, o que já era esperado. Foi extremamente difícil a compra de álcool etílico na Alemanha, produto que não se vende sem prescrição médica neste país, fator do qual a autora não tinha conhecimento. Ocorreu a avaria de duas lâmpadas UV, que necessitaram substituição e tiveram de ser encomendadas, sendo que nesses períodos as armadilhas não foram eficientes ou não funcionaram de todo. A autora ficou também sem carro durante uma semana e meia, devido a um pequeno acidente rodoviário, o que impossibilitou a sua mobilidade para colocar e recolher as armadilhas.

A amostra reduzida de tutores que responderam aos questionários sobre a DAPC foi também um fator limitante do estudo, sendo que a maioria dos cavalos observados pela autora eram animais de competição e, desta forma, os tutores nem sempre se mostravam recetivos ao questionário. Existiu também uma grande relutância, por parte das pessoas inquiridas, em mencionar valores monetários despendidos com os animais.