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Technique de correction par maille en titane (34) :

Dans le document SYNDROME DE STAHL : A PROPOS DE 3 CAS (Page 124-129)

Liste des tableaux

A. Diagnostic clinique :

2. Techniques chirurgicales :

2.13. Technique de correction par maille en titane (34) :

 Condições gerais: apresenta-se bem nutrido, condições de higiene regulares, orientado no tempo e estado, normotenso, eupnéico, normocárdico e afebril. Mostrou-se cooperativo para realização do exame físico. Mobilidade física prejudicada, locomoção através da cadeira de rodas, realiza atividades como: banho, higiene oral e íntima, e as demais atividades com auxilio. SSVV: T: 37,0ºC (estado afebril); F.R: 18 rpm (eupnéico); F.C: 74 bpm (pulso rítmico); P.A: 80/50mmhg, (Hipotenso).

 Pele: cor negra, normocorada, elasticidade normal, turgor normal, apresentando pêlos de distribuição uniforme. Não apresenta sensibilidade tátil, térmica e dolorosa, nos MMII.

 Crânio: normocrânio, ausência de depressões ósseas, cicatrizes e hematomas;

 Cabelo e couro cabeludo: couro cabeludo e cabelos higienizados, crespos e de consistência firme, com ausência de pediculose, equimose ou solução de continuidade; cabelos distribuídos de maneira uniforme.

 Face: simétrica, sem edemas, tiques ou outras alterações;

 Olhos: indolores à palpação, com ausência de secreções, acuidade visual preservada, visão ocular diminuída (óculos de aumento). Pupilas foto reagentes. Mucosas normocoradas e conjuntivas hidratadas.

 Orelhas e ouvidos: acuidade auditiva preservada e higienizada, assimétricas. Ausência de algia.

 Nariz: vias aéreas pérveas, sem desvio de septo nasal, higiene preservada, não apresenta alterações como epistaxe (sangramento do nariz) e secreções (coriza);

 Cavidade oral: lábios bem hidratados, normocorados e íntegros, mucosa hidratada, corada e íntegra, prótese na parte superior e inferior, sem presença de lesões ou sangramentos na cavidade oral. Língua higienizada. Amídalas sem alteração. Deglutição preservada.

 Pescoço: simétrico e indolor, traquéia simétrica com tireóide não palpável, sem presença de gânglios infartados. Artérias carótidas simétricas no ritmo e amplitude da pulsação, apresenta cicatriz de traqueostomia.

 Axilas: simétricas, com quantidades de pêlos uniformes, não apresentando nódulos à palpação.

 Tórax: simétrico, lado direito mais baixo que o esquerdo, murmúrios vesiculares presentes. Frequência respiratória normal com 18 rpm e sem dificuldade de respirar (eupnéia).

 Mamas: simétricas, ausência de nódulos e de secreções.

 Coluna: simétrica, sem desvios. Paciente refere possuir pinos na coluna da T2 a T8 e relata queixas álgicas, principalmente durante a palpação.

 Nádegas: com presença de úlcera por pressão, em ambas as nádegas.

 Abdome: globoso, com presença de cicatrizes, de drenos de pulmão, e cirurgia bariátrica (gastroplastia), e de parto cesariana. Ausculta abdominal com ruídos hidroaéreos presentes, diminuídos. Som timpânico à percussão. Sem queixas de álgias à palpação.

 Genitália feminina: sem alterações, pêlos uniformes, com ausência de sensibilidade à palpação.

 Membros superiores: sem alterações. Ausência de edemas. Unhas normais e higienizadas. Pele integra e de coloração normal. Pulso radial 74 bpm (normocardico) em ambos os membros.Circulação venosa de difícil acesso.

 Membros inferiores: sem movimentos (paraplegia), sem presença de força e tônus muscular. Pele edemaciada, cacifo +2. Apresenta seqüelas de UPP manchas hipercrômicas resultantes de cicatrização, em ambos os MMII, próximas ao tornozelo e calcanhar. Unhas acastanhadas, escleroníquia (unhas grossas e endurecidas), distróficas (formato irregular, espessadas e rugosas), pele seca com descamação, em ambos os pés.

10 REMÉDIOS UTILIZADOS PELA PACIENTE

 DERSANI

Loção oleosa à base de A.G.E. (Ácidos Graxos Essenciais) com Vitaminas A e E, que revitaliza e mantém o equilíbrio hídrico da pele, melhorando sua elasticidade. DERSANI possui uma fórmula exclusiva e inovadora, rica em Ácido Linoléico, que auxilia na prevenção da formação de escaras e contribui para o restabelecimento da integridade da pele.

Possui uma formulação avançada que foi criteriosamente pesquisada e desenvolvida, para oferecer uma composição perfeitamente balanceada e equilibrada que proporciona reais benefícios à pele.

Apresentações: Frascos de 20 ml, 100 ml, 200 ml ou 500 ml.

Composição: Ácido Cáprico, Ácido Caprílico, Ácido Capróico, Ácido Láurico, Ácido Linoléico,Lecitina, Palmitato de Retinol, Acetato de Tocoferol e Alfa-Tocoferol.

Indicação: Auxilia no restabelecimento da integridade da pele de todo o corpo e na prevenção da formação de escaras.

Modo de Usar: Aplicar na pele, após higienização.

Precauções: Uso externo (pele). Não ingerir. Manter fora do alcance de crianças. Conservar em local fresco (temperatura não superior a 40ºC).

 FLUOXETINA (antidepressivo)

Nomes Comerciais: Cloridrato de fluoxetina, Daforin, Deprax, Depress, Eufor, Fluxene, Prozac, Psiquial, Verotina.

Apresentações: Cápsulas de 10mg ou 20mg ou 90mg de liberação retardada. Comprimidos de 20mg. Frascos com 20 ml ou 70 ml (20mg/ml) de solução oral.

Propriedades: Inibe seletivamente a recaptação de serotonina no SNC. Efeitos terapêuticos: ação antidepressiva. Usada como cloridrato.

Farmacocinética: Uso VO (oral), Início da ação de 2-4 semanas, nível sanguíneo 6-8 horas, eliminação: 2-9 dias.

Indicação e Posologia: Tratamento, geralmente em combinação com psicoterapia, de várias formas de depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), anorexia nervosa, hiperatividade, déficit de atenção, neuropatia diabética, fibromialgia, obesidade, síndrome do pânico, síndrome pré-menstrual (SPM) e fenômeno de Raynaud. VO (adultos): 20mg/dia, pela

manhã. Após varias semanas, se não for observada nenhuma melhora clínica, a dose poderá ser aumentada, em intervalos de semanas.

Contra-Indicações: Hipersensibilidade. Uso concomitante de astemizol ou cisaprida. Use cuidadosamente nos casos de disfunções hepática ou renal grave (recomenda-se ajustar a dose), histórias de convulsões, diabetes mellitus e em pacientes debilitados (maior risco de convulsões), geriátricos, com prejuízo hepático, doença simultânea ou sob terapia de múltiplas drogas ( recomenda-se reduzir a dose ou aumentar os intervalos de administração). Gestação ou lactação: segurança ainda não estabelecida (durante a gestação, tem sido usada sem apresentar danos).

Reações Adversas:

CV (cardiovascular): dor no peito, palpitações Dermatológicas: diaforese, prurido, rubor, rash. Endócrinas: dismenorréia, disfunção sexual.

GI (gastrointestinal): diarréia, dor abdominal, disgeusia, constipação, boca seca, dispepsia, náusea, vômito

GU (geniturinário): urgência urinária. Metabólica: perda de peso

Musculoesquelética: artralgia, dor nas costas, mialgia Oftalmológicas: distúrbios visuais

Otorrinolaringológica: congestão nasal Respiratória: tosse

SNC (sistema nervoso central): anorexia, convulsão, ansiedade, sonolência, cefaléia, insônia.

Cuidados de enfermagem:

Instruir o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore.

Informe ao paciente sobre as reações adversas mais freqüentes Pode causar boca seca. Pode causar tontura, ou, sonolência.

 CARBAMAZEPINA (antiepiléptico)

Nomes comerciais: Carbamazepina, Convulsan, Tecretard, Tegretol, Uni carbamaz

Apresentações: Comprimidos de 200mg ou 400mg. Frascos com 100 ml de suspensão oral a 2%+ seringa dosadora. Comprimidos divisíveis de liberação controlada de 200mg ou 400mg. Propriedades: O seu mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido. Estabiliza a membrana neuronal e limita a atividade epiléptica.

Farmacocinética: Uso VO. Nível sanguíneo: 4-12horas, eliminação: 12-17horas (uso crônico). Indicações e Posologia: Epilepsia. VO (adultos e crianças > 12 anos): dose inicial- 200mg/dia ( a dose pode ser aumentada gradualmente além de 200mg/dia, 6/6 horas ou 8/8 horas). VO (crianças < 12 anos): dose inicial-100mg, 2 vezes por dia ( a dose pode aumentar gradualmente além de 100mg/dia). Nevralgia do trigêmio. VO (adultos): dose inicial-100mg, 2 vezes por dia, dose de manutenção-200-400mg/dia, 2 vezes por dia. Psicose. VO (adultos): dose inicial-100mg, 2 vezes ao dia, durante as refeições (conforme necessário, a dose poderá ser aumentada).

Contra-Indicações: Hipersensibilidade. Supressão da medula óssea. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática, renal ou cardíaca.

Reações adversas:

CV: Insuficiência cardíaca congestiva, hipotensão, hipertensão, agravamento de insuficiência coronariana, síncope, tromboflebite, arritmias, bloqueio AV.

Dermatológicas: rash, urticária, eritema multiforme, síndrome de Stevens-johnson, púrpura, fotossensibilidade, alopecia.

Endócrina: impotência

GI: náusea, vômito, dor abdominal, constipação, boca e faringe seca.

GU: retenção urinária, oligúria com hipertensão, insuficiência renal, azotemia, proteinúria, glicosúria.

Hematológicas: anemia aplástica, trombocitopenia, eosinofilia, leucocitose. Hepática: Hepatite fulminante, necrose hepática

Oftalmológica: visão turva, diplopia transitória, conjuntivite

Respiratórias; Hipersensibilidade pulmonar caracterizada por febre, dispnéia, pneumonite, pneumonia

SNC: anorexia, tontura, sonolência, fadiga, ataxia, descoordenação, confusão, cefaléia, alucinação, depressão com agitação.

Cuidados de enfermagem:

Instruir o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore.

No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção hepática, renal ou cardíaca.

Pode causar boca seca.

Durante a terapia monitore as funções hepáticas e renal e plaquetas, e avalie sinais de anorexia, ou de uma súbita mudança de apetite (pode ser indicativo de aumento sanguíneo da carbamazepina).

VO a medicação deverá ser administrada durante as refeições para evitar transtornos GI.

 OXIBUTININA(antiespasmódico vesical)

Nomes comerciais: Frenurin, Incontinol, Retemic

Apresentações: Comprimidos: de 5mg. Frascos com 120 ml(1mg/ml) de xarope.

Propriedades: Exerce efeito antiespamódico diretamente sobre o músculo liso e inibe a ação muscarínica da acetilcolina sobre a musculatura lisa. Usada como cloridrato.

Farmacocinética: Uso VO. Início da ação: 30-60min, nível sanguíneo:3-6horas, eliminação: 6- 10 horas.

Indicações e Posologia: Instabilidade vesical, imaturidade vesical, bexiga neurogênica espástica. VO (adultos): 5mg, 2-3 vezes por dia. VO (crianças): 5mg, 2 vezes por dia.

Contra- Indicações: Hipersensibilidade. Obstrução pilórica ou duodenal. Obstrução ou atonia intestinal, Megacólon, colite. Uropatia obstrutiva. Glaucoma, Miastenia gravis. Instabilidade cardiovascular.

Reações Adversas:

CV: taquicardia, palpitações Dermatológicas: urticária Endócrina: impotência

GI: boca seca, náusea, vômito, constipação, sangramento GI GU: retenção urinária

Oftalmológicas: visão turva, dilatação da pupila, cicloplegia. SNC: sonolência, tontura e fraqueza

Outras: reações alérgicas

Cuidados de enfermagem:

Recomende ao paciente a ingestão de alimentos ricos em fibra para evitar constipação. Durante a terapia o paciente deverá receber hidratação adequada para aliviar os sintomas de boca seca

Pode causar boca seca. Enxágües orais freqüentes, boa higienização oral e consumo de balas ou gomas de mascar sem açucares podem minimizar este efeito

 OMEPRAZOL (Inibidor da bomba de prótons, antiúlcera péptica)

Nomes Comerciais: Bioprazol, Estemepe, Eupept, Gaspiren, Gastrium, Losar, Losec, Omep, Omepamp, Omeprasec, Omeprazol, Omeprotec, Prazonil, Ulcefor, Uniprazol, Peprazol, Pepsicaps, Oprazon, Omeprotec, Victrix.

Propriedades: Produz inibição especifica da enzima H K- ATPase (bomba de prótons) nas células parietais. Esta ação farmacológica inibe a etapa final da formação de ácido no estômago.

Farmacocinética: Uso VO e IV.

Indicações: Esofagite erosiva. Úlcera duodenal. Úlcera gástrica. Contra-indicações: Hipersensibilidade.

Reações adversas:

Dermatológicas: rash, urticária, prurido, alopecia.

GI: boca seca, diarréia, dor abdominal, náuseas, vômitos, constipação, atrofia da língua.

SNC: cefaléia, tontura, astenia, insônia, apatia, ansiedade, parestesia. Outras: febre, dor nas costas.

Cuidados de enfermagem:

Instrua o paciente a tomar a medicação corretamente e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico.

Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentes relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente diarréia o medico devera ser comunicado imediatamente. Informe, também, sobre a possível ocorrência de alopecia.

VO: a medicação deve ser administrada antes das refeições; as cápsulas não devem ser maceradas ou mastigadas.

11 ASPECTOS DA FERIDA

Cor: pele negra de espessura fina, apresentando xerodermia com presença de telenctasia, e com presença de hiperemiação, e presença de tecido de granulação, perda parcial da epiderme e da derme.

Grau: Escala: 02 Odor: sem presença Secreção: sem presença

Forma: Irregular com bordas espaçadas Tecido na ferida: Negro: 0%

Amarelo- (seratose): 5% Vermelho: 10% Pele circundante: Textura: edemaciada Temperatura: hiperemiada Edema: + 2

Cor: Coloração vermelha escuro, com sinais de úlcera crônica

Cabelos/Unhas: Crisalhos, de acordo com a idade, unhas quebradiças e esbranquiçadas. Equimoses (manchas roxas): presentes em MMII próximo ao tornozelo direito e esquerdo.

Diagnóstico: Integridade tegumentar comprometida com: Risco de lesão: ( x )

Lesão de espessura parcial: ( )

Lesão de espessura total e comprometimento subcutâneo: ( ) Lesão superficial: ( x )

Lesão de espessura total: ( )

Prognóstico:

12 RESULTADOS DAS ESCALAS AVALIADAS NA PACIENTE: 12.1 ESCALA DE AVALIAÇÃO DE RISCO DE NORTON: (ANEXO B)

Escala de avaliação de risco de Norton, avalia o risco de um paciente para o desenvolvimento da UPP, na paciente R.S.S. R ela apresenta:

 Condição física: regular,  Estado mental: alerta,

 Atividade: limitada a cadeira,

 Mobilidade: considerada muito limitada,  Incontinência: não possui,

 Totalizando: 3+4+2+2+4= 15 pontos, apresentando médio risco para o desenvolvimento da UPP.

12.2 ESCALA DE AVALIAÇÃO DE RISCO DE WATERLOW: (ANEXO C)

Nesta escala a paciente apresentou:

 Constituição de peso/altura: obeso,  Sexo: feminino,

 Idade: entre 14-49,  Apetite: normal,

 Tipo de pele: edematosa,

 Mobilidade: preso à cadeira de rodas,  Continência: normal,

 Riscos especiais de má nutrição tecidual: doença vascular periférica,

 Cirurgia de grande porte ou trauma: ortopédica abaixo da cintura espinha dorsal,  Medicação: antiinflamatória.

 Com pontuação da escala de risco: 25 pontos, considerada paciente com alto risco de desenvolver UPP.

12.3 ESCALA DE AVALIAÇÃO DE RISCO DE BRADEN: (ANEXO D)

A paciente R.S.S. R apresentou nesta escala:

 Percepção sensorial: habilidade de responder significativamente à pressão relacionada com o desconforto: completamente limitado: não responde a estimulo doloroso (não geme, não se esquiva ou agarra-se), devido à diminuição do nível de consciência ou sedação, ou devido à limitação da habilidade de sentir dor na maior parte da superfície corporal,

 Umidade: grau ao qual a pele está exposta à umidade: muito úmida: a pele está muitas vezes, mas nem sempre úmida/molhada. A roupa de cama precisa ser trocada pelo menos uma vez durante o plantão,

 Atividade física: grau de atividade física: restrito à cadeira- a habilidade de caminhar está severamente limitada ou inexistente. Não agüenta o próprio peso e/ou precisa ser ajudado para sentar-se na cadeira ou cadeira de rodas,

 Mobilidade: habilidade de mudar e controlar as posições corporais: muito limitado: faz pequenas mudanças ocasionais na posição do corpo ou das extremidades, no entanto é incapaz de fazer mudanças freqüentes ou significantes sem ajuda,

 Nutrição padrão usual de ingestão alimentar: excelente come a maior parte de cada refeição. Nunca recusa alimentação. Come geralmente um total de 4 ou mais porções de carne e derivados do leite. De vez em quando come entre as refeições. Não necessita de suplemento alimentar,

 Fricção e cisalhamento: problema: necessita assistência moderada ou assistência máxima para mover-se. É impossível levantar-se completamente sem esfregar-se contra os lençóis. Escorrega frequentemente na cama ou cadeira, necessitando assistência máxima para freqüente reposição do corpo. Espasmos, contrações leva a uma fricção constante.

 Total de ponto: 12 pontos

 Segundo a escala de avaliação de risco de Braden é considerado um paciente de risco elevado.

13 MATERIAIS UTILIZADOS FIGURA I

Materiais utilizados no tratamento da Úlcera por pressão (dia 05/04/2011):  Ralador de plástico com recipiente acoplado de plástico

 Espátula de plástico  Luvas de procedimento  Tesoura

 Mamão papaya (verde)

 Papaína industrializada em pomada gel  Micropore

 Fita métrica

 Filme plástico de PVC  Gazes

FIGURA II

Análise da úlcera por pressão ―in loco‖, foto tirada no primeiro dia do início do tratamento, dia 05 de Abril de 2011.

Característica da UPP: Lesões localizadas nas ―nádegas‖ da paciente R.S.S.R, tecido com perda da epiderme e derme, onde foram lesionados os vasos sanguíneos; terminações nervosas; vasos linfáticos; folículo piloso; glândulas sudoríparas; glândulas sebáceas; mucopolissacarídeos; fibras colágenas; fibras elásticas e reticulares (FERNANDES, 2005, BRÊTAS; GAMBA, 2006).

Área da ferida com demarcação (bordas) irregular. Úlcera por pressão de Estágio II, com perda da epiderme e derme (abrasão, flictema, úlcera rasa) (BALAN, 2006; MORTON, 2007). Leito da ferida com tecido viável: pois apresenta tecido de granulação, epitelização e presença de fibrina viável (BALAN, 2006; JORGE; DANTAS, 2008). Ferida com presença de seratose ou queratose no leito da ferida, com pequeno volume necessitando apenas de limpeza diária.

Não apresenta odor, característica serosa. Pele ao redor da ferida com pequena quantidade de melanina com fluxo sanguíneo local e com indícios de recidiva de UPP. É uma ferida limpa sem processo inflamatório aparente. Ausência de dor, pois se trata de uma pessoa com paraplegia. Possui edema de +2 depressão um pouco mais profunda, sem distorção prontamente detectável, e a depressão desaparece em 10 a 15 segundos. (BALAN, 2006). Pele

apresenta calor ao redor da ferida, perfusão periférica diminuída. É uma ferida intermediária, que necessitará de cicatrização de 2º intenção (utilizada para feridas com perda de tecido, bordas irregulares, necrose tissular, contaminação microbiana elevada ou presença de outros tecidos desvitalizados) (IRION, 2005; NETTINA, 2007; BALAN, 2006; LOURO, 2007). A ferida apresenta coloração vermelho carne observada em uma ferida limpa em granulação viável, com pele circundante com presença de inflamação com os sinais cardiais, calor, rubor, tumor, menos dor porque se trata de uma pessoa portadora de necessidades especiais – paraplegia (IRION, 2005; FERNANDES, 2005; LOBOSCO, 2008).

FIGURA III

A

B

C

Úlcera por pressão: Lado direito da paciente. Data: 05/04/2011. Nádega apresentando três lesões de extensões variáveis; sendo:

A: 0,5 x 2 cm B: 4,5 x 3 cm C: 2,5 x 0,5 cm

FIGURA IV

Úlcera por pressão: Lado esquerdo da paciente. Data: 05/04/2011. Nádegas apresentando duas lesões, com extensões variadas, sendo:

D: 1,5 x 1,5 cm E: 5,0 x 2,0 cm

FIGURA V

Úlcera por pressão: realizado o curativo oclusivo na nádega direita da paciente com a utilização da papaína in natura.

FIGURA VI

Úlcera por pressão: realizado curativo oclusivo com papaína industrializada (pomada em gel), lado esquerdo da paciente.

FIGURA VII

Úlcera por pressão: foto tirada com 20 dias (dia 24/04/11).

Característica da ferida: Após vinte dias de cuidados diários a ―nádega‖ direita apresenta-se parcialmente cicatrizada com tecido de granulação cobrindo toda a área lesionada, tecido epitelial ainda edemaciado.

Já houve na ferida agregação plaquetária e a cascata de coagulação que resultaram na formação de moléculas insolúveis de fibrina e hemostasia, após este processo os neutrófilos juntamente com os mastócitos fazem a fagocitose e digestão das bactérias , com os neutrófilos ativados são liberados elastase e colagenase que degradam o tecido conjuntivo em torno da lesão após o trabalho dos neutrófilos de destruição de bactérias via fagocitose os macrófagos liberam substancias como as prostaglandinas e leucotrienos que reparam a lesão dando início ao tecido de granulação e a reepitelização do tecido lesionada que começa nas primeiras 24 horas embora possa ser visível de 3 a 5 dias (IRION, 2005; JORGE; DANTAS, 2008; FERNANDES, 2005).

A reepitelização do tecido oferece proteção enquanto, a granulação e a contração preenchem a falha do tecido simultaneamente a estimulação dos fibroblastos pelos fatores de crescimento, produz proliferação de fibroblastos, e migração de fibroblastos para área da lesão, depositando tecido conjuntivo e contraindo a ferida. Essa matriz de tecido conjuntivo através de angiogênese forma novos vasos sanguíneos na área da ferida suprindo as células

com nutrientes para aumentar a sua taxa metabólica contribuindo para a cicatrização que no caso da figura acima esta apresentando cicatrização parcial, ―caminhando‖ para uma cicatrização total (IRION, 2005; SWEARINGEN, 2005; BALAN, 2006; BRÊTAS; GAMBA, 2006; LOURO, 2007; FERNANDES, 2005).

Com presença de novas lesões devido a pressão exacerbada que a paciente faz no lado direito quando esta no leito ou mesmo na cadeira de rodas, pois tem o costume de se apoiar sobre o lado direito do corpo, associado a não realização de cuidados preventivos necessários para que novas úlceras se instalem, resulta micro lesões no tecido, dificultando a cicatrização da lesão (IRION, 2005; FERNANDES, 2005, LOURO, 2007, BALAN, 2006).

FIGURA VIII

Úlcera por pressão após 34 dias de tratamento (dia 08/05/11).

A ferida apresenta-se com restauração da superfície do tecido lesionado, obtida pela movimentação dos ceratinócitos, a partir das bordas livres, inclusive aqueles que contornam o folículo pilosos e as glândulas sudoríparas, para dentro da ferida, há novas células na borda da ferida, que aderiram ao tecido de granulação e foram replicados, migrando por epibolia quando as células que se formam nas bordas da lesão se aderem ao tecido de granulação e migram (descrita como ―pulo de sapo‖ ou ―enchimento‖) das margem em direção ao centro da ferida, e param ao se encontrarem, para atingir a borda da ferida (IRION, 2005, SMELTEZER, 2005; FERNANDES, 2005).

Houve também na cicatrização da ferida uma grande proliferação de fibroblastos que sintetizaram grandes quantidades de colágeno, formando também filamentos de actina, transformando-se em miofibroblastos que ampliam o crescimento do tecido de granulação.

A papaína in natura e industrializada, estimulam a produção de fibroblastos e fibras colágenas. A papaína agiu na ferida digerindo restos teciduais de natureza protéica, resultando em peptidios que são quimiotáxicos para os fibroblastos estimulando assim precocemente a fibroblastia – reconstituindo o tecido de forma mais acelerada, pois possui propriedades antiinflamatórias, bactericidas e facilitador da cicatrização que se deve a sua capacidade proteolítica (JORGE; DANTAS, 2008; SWEARINGEN, 2005; BALAN, 2006; BRÊTAS; GAMBA, 2006; LOURO, 2007).

FIGURA IX - (comparativo entre as duas figuras- começo x fim do tratamento)

1º Dia do tratamento 05/04/2011

34º Último dia de tratamento 08/05/2011

Observando as figura do primeiro dia com o último dia de tratamento com a utilização da papaína in natura vs. industrializada, fica mais visível a evolução do tratamento, que agiu

de forma positiva, a papaína de ambas as formas realizaram o desbridamento das feridas,

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