• Aucun résultat trouvé

Technical data

Dans le document Getting Started Guide (Page 22-26)

Para a obtenção de uma conduta virtuosa que direcione o homem político do desporto nos trilhos gloriosos de uma consciencialização ética é importante que o referido homem seja colocado perante uma educação que contemple uma formação e instrução e que o oriente para a construção do Estado Ético.

Compreender o funcionamento de um “Estado Ético” implica perceber qual a educação e orientação ética a ser seguida. Para tal, necessita da interpretação com base na filosofia, de um fator de extrema relevância para este assunto, o “Ideal ético”.

O Ideal moral terá de se basear na essência da própria natureza humana, pois já São Tomás de Aquino considerava no seu tempo: “A natureza ocupa o primeiro lugar em cada coisa.”

No Desporto não poderia ser diferente, dado que o Desporto só poderá ser considerado como tal, atendendo ao facto de ser um acrescento à natureza devido ao seu sentido cultural, para além do âmbito genético e instintivo.

O desporto é uma estrutura de sentido permitindo a interiorização do mesmo como fenómeno cultural e que acrescenta algo à Natureza, sendo este o ponto de partida para a nossa reflexão enquanto fenómeno humano, cultural, social e político.

O acrescento axiológico, a escola dos valores, distingue o Desporto de uma atividade física, e portanto o homem desportista como homem político necessitará de se comportar em sociedade como um verdadeiro homem ético construtor de um Estado de excelência humana perante as normas éticas na composição do Ideal moral.

Considerando o problema sob este ponto de vista, Viana (1989) alude ao poder da admissão no homem, a nível afetivo, de três atitudes fundamentais, tais como, a irritabilidade, que implica atitudes defensivas ou de fuga, de submissão ou de renúncia. A agressividade, que implica atitudes combativas, de domínio, de ataque, de raiva e de ira. A reprodução, que implica atitudes de conciliação, simpatia, cooperação, imitação ou amor.

110

O homem terá de evitar o mal ou fugir do mesmo, submetendo-se às normas éticas e de renunciar a quaisquer prazeres maléficos ou atividades nocivas. Há que enfrentar de forma corajosa o mal, dando-lhe combate e procurando dominá-lo, vencê-lo e suprimi-lo na medida do humanamente possível. Mas o mais importante será o homem ético e político compreender que deverá possuir uma atitude aberta e leal procurando amar o bem e praticá-lo, assim como cooperar com o seu próximo e companheiro social, no sentido de melhorar a sua conduta e a conduta alheia em benefício próprio e geral, isto é da sociedade, para uma política social eficiente.

Então para uma correta política social e desportiva há que se construir um homem com uma conduta ética assente em bases morais, cujo conteúdo de tal propósito será a razão de ser do respetivo princípio ético e moral. Para poder proceder desta maneira importa a cada pessoa poder e saber distinguir entre o bem e o mal, a fim de poder escolher sempre o primeiro caminho, repudiando o segundo.

Eis o ponto de partida essencial, segundo Aires Bello (1946), que admitindo que na sua forma fundamental a consciência moral é inata, sendo necessário de se reconhecer a consciência como sendo apenas a capacidade de emitir juízos absolutos muito gerais, decorrentes imediatamente dos princípios primeiros da moralidade.

Savianni (2009) estudou duas obras de Aires Bello, a “Filosofia Pedagógica” e “Introdução à Pedagogia” e aponta uma contextualização do respetivo autor, o qual refere que os princípios da moralidade podem reduzir-se aos seguintes: o bem e o mal opõem-se, o bem é preferível ao mal, deve-se praticar o bem e evitar o mal. São princípios muito gerais e que não podem de modo algum servir de norma da conduta humana, se não forem aplicados num sistema objetivo de deveres e exigências que constituem a lei moral”

Portanto, terá que se considerar uma outra dimensão para o estudo das normas da conduta humana, muitas vezes afastado da linha de pensamento a estudar, que é o problema das emoções.

111

Então há que considerar, além dessa consciência de Aires de Bello (1946) sobre os princípios gerais, o problema das emoções, porque a consciência é, em suma, a capacidade de sentir as emoções éticas com vista à fixação de ideias éticas.

Neste particular pode-se admitir que o homem político do desporto é influenciado pelos sentimentos básicos da verdade, da beleza e do bem, pela emoção do conhecimento ou da verdade, pela emoção estética ou de beleza e pela emoção ética ou do dever.

Como facilmente se compreenderá, as próprias emoções da verdade e da beleza entroncam-se na emoção ética, por isso é que o ideal ético é também um ideal de verdade e de beleza, de verdade moral e de beleza moral. O ideal ético é um Ideal estético, permitindo a comunhão perfeita entre a ética e a estética, já abordada neste estudo.

Heguel (1876) refere no seu estudo que o objetivo supremo não é o conhecimento da verdade, o conhecimento de Deus, e daí resulta que também já não se conhece o que é o direito e o que é o dever.

Neste campo o Desporto funciona como uma verdadeira polis, atendendo à presença ética e estética no debate, na linguagem e no planeamento discursivo. A experiência estética no Desporto apresenta uma dimensão emocional e comunicativa, o ambiente desportivo converte-se num terreno emocional através da observação do fenómeno dada a sua sensibilidade (a alegria, satisfação e calma na vitória, a tristeza, irritação e raiva na derrota). O contato com o Desporto traduz-se num diálogo entre quem realiza e o que é realizado e quem assiste. O desporto tendo algo para oferecer ao público, constitui um elemento imprescindível à valorização do espetáculo desportivo e à qualidade do diálogo que se estabelece, que deverá assentar em determinadas características e patamares éticos e justos para o seu bom funcionamento. Exemplos assertivos são:

Do estadista norte-americano Henrique Clay (1777-1852) que sendo candidato à presidência da República proferiu uma frase que ficou célebre: “Prefiro ser justo, a ser presidente da República”.

112

E Wellington que afirmou: “ Há pouco ou nada, nesta vida, que valha a pena viver, porém todos nós podemos caminhar direitos e cumprir o nosso dever”. Mas, evidentemente, não basta conhecer o justo e sentir o justo, é indispensável também praticar o justo. Embora segundo Espinosa, a falta moral seja a consequência de um erro de julgamento, o que levaria a admitir que o homem só por ignorância pratica o mal, o certo é que há diferença entre conhecer o bem e praticar o bem.

É fundamental a importância moral do esforço honesto, talvez seja tempo de reabilitar o valor do “esforço” e da “dor”, da disciplina, da vontade, ligada de uma vez para sempre, não ao que agrada, mas também, a tudo o que desagrada e que é duro e penoso.

Estamos perante uma sociedade do mínimo esforço, físico e espiritual, mas teremos que ser eternos Sísifos na busca da verdade, da moral, do belo, da sabedoria, da esperança e da plenitude. Monte a monte, sempre a empurrar o rochedo, teremos que caminhar para a glorificação e para a transcendência humana com total dignidade.

Viana (1989) pondera dois elementos fulcrais, a intenção e a ação que são de extrema pertinência e relevância para este estudo na análise com total conhecimento e transparência do bom funcionamento ético político e ético social no desporto.

O propósito de fazer aquilo que julgamos justo deve ser completado por uma ação concordante com semelhante objetivo, isto é, pela adoção dos princípios éticos, gerais e especiais com vista à formulação de juízos éticos e à submissão dos princípios e deveres éticos.

A ética, além do ideal a adotar na direção da vida, é também uma necessidade da natureza mental e biológica, porque como refere Aranguren (1958) o homem é, na sua constituição, um individuo moral.

Existe uma manifesta e até imperiosa tendência no homem, seja no exercício de cidadania e político ou até mesmo no contexto social e desportivo, para justificar os seus atos e pedir a justificação dos atos alheios.

113

Indo ao encontro de uma dimensão antropológica, isto é verdadeiramente humano e filosófico na sua génese, dado que a filosofia estuda as questões centradas no homem, tendo Viana (1989) clarificado a aplicação da palavra “justificação” como uma vertente que engloba o sentimento de justiça que é inerente ao homem e que se concretiza em determinadas ações, tais como, dar razão, negar razão, pedir contas ou até mesmo dar contas.

Para além do que faz ou executa o homem digno e ético de tal nome procura, irresistivelmente, fazer ressaltar as suas boas intenções, porque é isso que vale, como se presencia na sociedade e no desporto.

Soren Kierkegaard (1959) tem uma conceção muito interessante para fundamentar a imagem de homem ético e honesto pois sustenta que quando um homem receia a transparência é sinal que foge da ética, pois esta mesma componente da moralidade na realidade vai ao encontro da noção de transparência.

Por isso, a honestidade é mais do que cumprir fielmente a lei acima de tudo. É cumprir conscientemente os deveres que a cada um competem, e segundo Viana (1989) é uma virtude que consiste na prática rigorosa de todos os nossos deveres, como homem cidadão e como homem-sócio.

A lealdade funde-se na intenção e não na ação e há igualmente juízes que são justos por enganos, vestindo-se com a roupagem do homem do desporto, experiente na dinâmica de jogo, e por vezes antiético que só quando erra é que dá boas cartas aos jogadores mais novos e aprendizes. Por efeito deste princípio pode qualquer homem ser íntegro e justo e ter concorrido para uma ação injusta, como muitas vezes se presencia no desporto e no plano político. O Ideal é, pois, conciliar o pensamento, o sentimento e a ação, procurando viver num mundo mental e psicológico puro e sincero, virtuoso e coerente de emoções saudáveis e de aspirações generosas.

Analisando a obra de Lopes de Sá (1998, p.80) deparamo-nos com uma perspetiva de um enorme alcance ético. Como disse um velho e grande homem sábio, de uma forma tão expressiva, e posteriormente postulado como

114

uma regra do senso comum “uma noite com estrelas aprazíveis é melhor do que mil noites nebulosas, sem o vislumbre de uma única estrela”

Só com ação é que poderemos ir ao encontro do “ideal” construindo uma nova ética no sentido ontológico da palavra, pois de contrário estaremos a tratar de uma “utopia”.

Assim a educação ética desempenha um papel crucial para o Ideal ético e Viana (1989) faz referência a uma frase de Santa Teresa de Jesus, a qual protagoniza a ideia de que dentro de cada um de nós há Deus e o demónio, e mais tarde também, Henri Lacordaire, antigo deputado, educador e académico Francês afirmou que no ser humano escondem-se um Santo e um malfeitor. Através destes dois conceitos metafóricos ou simbólicos pretende-se salientar que o homem político, neste caso, do desporto é impulsionado por duas forças contrárias, ou seja, as forças do bem e as forças do mal, os bons instintos e os maus instintos.

Conforme as forças que nos dominarem, assim nós seremos bons ou maus, conforme o caminho que seguirmos, assim encontraremos o bem ou o mal, conforme a escolha que fizermos, assim nos perderemos ou salvaremos.

A educação tem precisamente por objetivo básico elevar e canalizar o que há de animalidade e de maldade no indivíduo. O fim principal da instrução refere Leclercq é desenvolver o valor humano do homem, abrindo o seu espírito às preocupações desinteressadas concernentes às transcendências do ser, isto é, a verdade, o bem e o belo. É a ética com estética na formação do “homem desportista” enquanto “homem político”.

Terá que haver uma formação, uma educação alicerçada numa componente axiológica, e caso tal não ocorra, não caminharemos no sentido ético pois em toda a sua plenitude humana é indispensável a educação moral, de acordo com os princípios éticos e estéticos, como a única forma suscetível de dar ao homem político do desporto as possibilidades de moralizar a sua conduta no seio do mesmo desporto e da sua polis.

115

O homem político do desporto terá de viver com vista a atingir determinados fins, o que pressupõe o conhecimento dos valores correspondentes, isto é, a realização de um esforço cognitivo sobre a existência tal como ela decorre na prática, em conformidade com um suporte teórico fundamentado e a realização de um esforço cognitivo sobre aquilo que o desporto e que a vida devem ser. Viana (1989) explica estes dois “esforços” à luz da sua teoria. O primeiro esforço é de caráter descritivo e analítico e o segundo esforço é de caráter simbólico e normativo, mas estes dois esforços, segundo o mesmo autor, têm de se integrar ou enquadrar numa escala de valores éticos adequados às necessidades sociais, grupais e políticas.

Porém, estes dois esforços ainda não resolvem o problema, pois, para além destas questões da axiologia, ou seja, dos valores, há mais alguma coisa a considerar e de extrema relevância. Há uma experiência pessoal a operacionalizar, porque só ela educa os homens e só ela, também, poderá instruir o “homem do desporto” enquanto “homem político”.

A experiência pedagogicamente útil terá, contudo, de ser uma experiência convenientemente dirigida, que implique um novo esforço, esforço de sacrifício. A educação puramente prazerosa, para a qual se tem resvalado em excesso e de um modo lamentável, não pode formar o “ homem ético” de que as sociedades carecem e que a política necessita para a Humanização.

Lopes de Sá (1998) revê-se na “imagem” de que se a vida é constituída por uma via interminável de limitações, onde nós próprios somos limitados, o homem é um ser limitado, terá de se considerar errada toda e qualquer pedagogia que facilite e que não habitue o homem imaturo às dificuldades, às contrariedades e aos esforços.

Tal como o “homem desportista e atleta” com o rochedo às costas pela montanha acima em total sofrimento, angústia e desespero, mas sempre com a esperança de chegar ao topo da virtude, da vontade, da humildade, da glorificação e da transcendência, para se definir como um verdadeiro lutador das suas causas.

116

Tal preceito, ou princípio, terá que encarar o “homem político” como lutador e garante da coisa pública. Que o “homem político” encarne e vista as roupagens do seu próprio “Eu” como “homem atleta” ou “homem desportista”. O homem político do desporto tem, sempre, de caminhar limitado por várias forças e poderes, tem de aprender a sujeitar-se a normas pré estabelecidas, tem de aprender a resistir a diversos tipos de leis que o superam, tais como as sociais e físicas.

Depois de aprender a obedecer às normas sobre as quais se estruturam as sociedades organizadas e institucionalizadas, o homem tem de praticar essas normas, pois nessa prática reside a base da própria ética e moral.

Stanley Baldwin, antigo primeiro-ministro Britânico, salientou que a educação pela ação também se aplica às emoções éticas, pois assim como o exercício fortalece a memória, assim o atuar conscientemente fortalece a consciência. Para o antigo primeiro-ministro as teorias e os discursos morais podem servir de estímulo ou de obstáculo, porém só o hábito de fazer o que julgamos justo pode fortalecer-nos para praticar o justo e resistir ao injusto. O essencial é preparar o homem político do desporto para resistir aos seus impulsos maus e às suas paixões nocivas, para acatar conscientemente a ordem e o método, para se colocar de sobreaviso contra as falsas grandezas, a força brutal, o poder excessivo ou a riqueza inútil e deprimente.

Conforme salienta Kierkegaard (1959), todo e qualquer homem, ainda o mais humilde, pode fazer obra útil, digna e bela, porque a ética nos seus diversos domínios está longe de privar a vida da sua beleza dando-lhe pelo contrário um significado especial, dando à vida paz, amparo e segurança.

Vencer os adversários e vencer-se a si mesmo é algo de entusiasmante, e isso é o que faz o “homem ético” quando domina os seus instintos, os seus hábitos ou vícios, isso é o que faz aquele que pratica o bem e cumpre os seus deveres fundamentais quer na política, quer no desporto.

Na vida há todos os dias que escolher um caminho ou adotar uma norma, com exclusão de outras, seguir ou não um princípio, um meio ou tendo um fim tanto no desporto como na política.

117

A educação pode e deve encaminhar o homem do desporto numa perspetiva ética para o seu aperfeiçoamento e para o aperfeiçoamento da sociedade em que vive e da qual depende.

Viana (1989) tem uma visão humilde e interessante, pois diz que sob o ponto de vista ético o esforço de um indivíduo desfavorecido ou humilde engrandece, mais do que o esforço de qualquer outro indivíduo bastante favorecido, pois implica maior trabalho para resistir aos vícios e às paixões do que transpirar mediante o trabalho corporal, em que o homem é muito mais do que “corpo”, o homem político e desportista é alma e espírito.

A missão do responsável pela política educativa e desportiva consiste em apresentar à sociedade e ao respetivo sistema educativo, a implementar no contexto desportivo, o ideal ético ajustado às necessidades superiores ou nobres de cada época, de cada momento, e estimulá-lo no sentido de o levar a viver e a realizar esse mesmo Ideal. O homem é um ser que se desconhece, ou seja, tem forças latentes que ignora possuir ou encaminha mal e erradamente. O antigo conceito “conhecer a ti próprio” é uma recomendação que encerra, em si, algo de platónico, atendendo à filosofia defendida por Platão e que já na altura fora suportada e defendida por Sócrates.

Ao ler um livro de poemas depararam-se-me uns versos muito interessantes para este tema e que vão ao encontro da filosofia platónica e da filosofia de Sócrates (conhecer a ti mesmo).

Conhecer-te a ti mesmo… Mas conhecer a quem?

Dos milhões de homem que por mim perpassam, Qual deles é esse “eu”,

Que passa e não volta,

Esse “eu” que nunca consigo observar?

118

No início de uma profissão ou vocação ou quando iniciamos um trajeto sem termos conseguido ganhar experiência nas diversas situações ou atuações, para sermos eficazes é importante passarmos pelas situações a fim de podermos perceber de uma forma mais rápida e contextualizada os por quês de alguns percalços ou insucessos.

Esta fase inicial de vida ou entrada numa profissão ou vocação integrada no contexto social, desportivo e cultural,que se deverá pautar pelo enredo do bem comum, é muitíssima problemática, exigente e perturbadora pelo que Marañon (1958) designou por “idade ou fase esquemática”, por ser igual na diferenciação. Para ele o homem que nunca se conhece bastante é justamente nestes anos amorfos que menos se conhece.

É nesta fase que é premente a necessidade de uma educação orientada para a ética e para a moral na preparação do homem ético e do homem político na construção idealista do “Estado Ético”. Contudo, a educação pura e simples mesmo quando realizada no plano ético não pode bastar como meio de preparação para a vida moral plena.

Ao sair da escola e ao ingressar na vida profissional importa desde logo fazer uma escolha, e essa capacidade de escolha implica o “estilo de vida” do homem ético e político, pois como refere Proença Garcia nós temos ou definimos um estilo de vida porque podemos escolher, o que não acontece, por exemplo, numa criança. O optar por um caminho, por uma forma de viver, indo ao encontro de um estilo de vida é humano, faz parte do homem ético no desporto e também como homem político, do qual não nos podemos dissociar. No que diz respeito à forma de atuar na vida, de estar no desporto e na política, de implementar o crescimento, o desenvolvimento e a humanização que convém seguir, antes mesmo de dar qualquer passo decisivo importa adotar uma atitude ética.

Evitar a pressa exagerada de entrar na vida sem a indispensável maturidade, pois indo ao encontro da linha de pensamento de Maranõn (1958) há uma impaciência de chegar depressa ao fim que tanto prejudica o jovem homem desportista na busca da transcendência.

119

Há uma inquietação sem aquele crescente, lento e feliz interesse que deveria animar quem ainda não se encontra preparado para alcançar os grandes feitos, numa linha de fundamentação de Viana (1989), no sentido de conseguir a imortalidade, de se preparar honestamente para o cumprimento da sua futura atividade, do seu lugar na sociedade e na representação do seu país em prol da dignificação humana.

Urge interpretar e sentir a vida social e política num plano superior, dado que a

Dans le document Getting Started Guide (Page 22-26)

Documents relatifs