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Taux de soulèvement et de raccourcissement Holocène

5.4 Quantification des mouvements verticaux au front

5.4.7 Taux de soulèvement et de raccourcissement Holocène

Para a geração de dados, um dos métodos utilizados foi a entrevista que, segundo Gas- kell (2002, p.65):

a entrevista qualitativa, pois, fornece os dados básicos para o desenvolvimento e a compreensão das relações entre os atores sociais e sua situação. O objetivo é uma compreensão detalhada das crenças, atitudes, valores e motivações, em relação ao comportamento das pessoas em contextos sociais específicos.

Fairclough (trad. 2001, p. 278) aponta que “uma forma comum de ampliar o corpus é

o uso de entrevista”. Magalhães (2006, p. 87) argumenta que a entrevista é superior a outros

métodos de pesquisa, porque

ela é flexível, permitindo a reformulação das respostas pelos participantes em outra entrevista; não invade a privacidade dos participantes, e não rouba o tempo precioso que deveria ser dedicado aos próprios afazeres.

Para essa etapa da pesquisa, primeiramente, nos apresentamos ao/à diretor/a, explica- mos o porquê da nossa presença na escola e, principalmente, os objetivos da pesquisa. Em seguida, fomos apresentados aos/às professores/as. Agradecemos a atenção, explicamos a pesquisa com o intuito de sensibilizá-los/las a colaborar. Com aqueles/as que aceitaram parti- cipar, foi marcado (dia e horário) para primeira entrevista.

Antes da realização das entrevistas, cada participante leu e assinou o Termo de Con- sentimento Livre e Esclarecido – TCLE (ver anexo III). O termo contém informações gerais sobre o estudo e garante a preservação da identidade e de imagem dos participantes. Ao tér- mino da leitura do termo, os/as participantes assinaram, confirmando sua concordância em colaborar. Logo em seguida, a entrevista teve início. As entrevistas com os/as participantes foram conduzidas de forma natural, com o intuito de deixar cada um/a falar o que consideras- se importante. É relevante salientar as disposições físicas do entrevistador e do entrevistado. Na maioria das situações, havia uma mesa entre o entrevistador e o entrevistado. Apenas em três situações, a conversa foi feita com os participantes lado a lado, o que favoreceu a intera- ção.

Os tópicos norteadores eram sempre abordados, mas sem seguir uma seqüência rígida de perguntas e respostas. Inclusive, em uma situação, fiz uma pergunta que no momento ele considerou fora de ordem, mas a resposta foi bem mais significativa. Com essa pergunta, ele

não precisou fazer duas outras, já que os dados obtidos eram extremamente significativos, pois o entrevistado foi além, nas suas colocações.

Foram realizadas sete entrevistas, das quais seis foram com professoras e uma com professor. No encerramento de cada entrevista, segui a recomendação de Gaskell (2005, p. 84):

ao finalizar a entrevista, procure terminar com uma nota positiva. Agradeça ao entrevistado e garanta a ele a confidencialidade das informações. Dê a ele o tempo para ‘deixar’ o ambiente da entrevista, pergunte se ele gostaria de fazer mais alguns comentários agora que o gravador está desligado.

Todas as entrevistas foram gravadas com o consentimento dos participantes e foram transcritas para posterior análise. Após essa etapa, discutimos o texto da transcrição com os participantes com o objetivo de permitir que eles/as se posicionarem sobre a maneira como são representados textualmente.

3.6.1.1 Questões

A primeira entrevista teve como guia as seguintes perguntas: 1) Qual o seu nome e sua idade?

2) De onde você é?

3) Onde você mora atualmente? Há quanto tempo? 4) Qual a sua formação?

5) Há quanto tempo você atua na educação?

6) Que atividades de leitura e escrita você desenvolve em família? No lazer? No traba- lho?

7) Como você entrou no Ensino Especial?

8) Há quanto tempo você trabalha com alunas e alunos surdos? Como foi sua prepara- ção?

9) Quais as atividades que são desenvolvidas na sua turma? Como são desenvolvidas? 10) Como é o desenvolvimento dos alunos e alunas? Você pode comentar? E quanto às a-

lunas e alunos surdos?

11) Como se dá a avaliação dos alunos e alunas? E quanto às alunas e alunos surdos? 12) Como é a relação escola/professor/família?

14) Como você explicaria a predominância de mulheres no Ensino Especial?

15) Quais os incentivos que o/a professor/a tem para a formação continuada, ou atualiza- ção na área do Ensino Especial?

16) Como você vê a profissão de professor/a? 17) Quais as suas expectativas como professor/a?

As perguntas de 1 a 6 tiveram como objetivo estabelecer aproximação entre pesquisa- dor e pesquisados/as, além de ser uma forma de identificar os/as entrevistados/as.

As perguntas de 7 a 11 buscaram compreender as práticas e os eventos de letramento no contexto da escola inclusiva.

As perguntas de 12 a 17 revelaram questões sobre identidade, de modo que observa- mos a imagem que os/as pesquisados/as têm de si.

Porém, com a transcrição das entrevistas e posterior análise parcial, constatamos que havia poucos dados para analisarmos práticas de letramento e gênero social. Sendo assim, os/as participantes do Projeto Integrado reuniram-se com o intuito de reformular e/ou acres- centar perguntar para a segunda entrevista. Após inúmeras discussões, passam a ter como guia as perguntas descritas a seguir. Lembro que algumas questões da primeira entrevista continu- am na segunda14:

1) De onde você é?

2) Onde você mora atualmente? Há quanto tempo? 3) Qual a sua formação acadêmica?

4) Há quanto tempo você atua na educação?

5) Que atividades de leitura e escrita você desenvolve em família? Como? 6) E no lazer? Como?

7) E no trabalho? Como?

8) Como você avaliaria o seu desempenho nessas situações de leitura e a escrita? 9) De que forma você traz esses experiências de leitura e escrita para o seu trabalho? 10) Como você entrou no Ensino Especial?

11) Há quanto tempo você trabalha com alunas e alunos surdos?

12) Como aconteceu a inclusão dos/as alunos/as especiais em termos de treinamento e preparação docente?

14

A primeira e a segunda entrevista foram realizadas com as professoras da Escola I. Com relação aos/às profes- sores/as da Escola, só realizei a segunda.

13) Quais as estratégias que você utiliza pra que haja compatibilidade entre o conteúdo a ser ministrado e as necessidades educativas especiais dos/as alunos/as?

14) De que forma você torna a sua atividade ou os conteúdos significativos para es- ses/as alunos/as?

15) De que maneira a sua habilidade com textos influencia a preparação das atividades a serem utilizadas em sala de aula?

16) Quais as atividades que são desenvolvidas na sua turma? Como são desenvolvi- das?

17) Como é o desenvolvimento dos alunos e alunas? 18) Como se dá a avaliação dos alunos e alunas? 19) Como é a relação escola/professor/família?

20) Que características você acha que uma pessoa deveria ter para trabalhar no Ensino Especial?

21) O relacionamento com alunas e alunos surdos é diferenciado para professores e professoras, sendo homens e mulheres? Como?

22) De que forma o professor ou a professora podem despertar o interesse das alunas e alunos surdos?

23) Como você explicaria a predominância de mulheres no Ensino Especial?

24) Quais os incentivos que o/a professor/a tem para a formação continuada, ou atuali- zação na área do Ensino Especial?

25) Como você vê a profissão de professora? 26) Quais as suas expectativas como professora?

As perguntas 5 a 9 e 15 buscaram compreender de maneira significativa os usos da leitura e da escrita dos/as professores/as e de que forma isto influencia a sua prática e a prepa- ração dos materiais e das atividades a serem utilizadas em sala de aula.

As perguntas 21 e 22 revelaram questões de gênero, para saber se há um tratamento diferenciado com as alunas e alunos surdos e de que forma os/as professores/as despertam o interesse de seus/suas alunos/as pelos estudos.