Chapitre 2 Fiabilité des structures multi-niveaux
2.2 Le taux de défaillance, fiabilité d’un composant, le MTBF et la durée de vie
A mobilidade de uma região, pelas suas múltiplas implicações nos três domínios de referência em que se equaciona o conceito de desenvolvimento sustentável - social, ambiental e económico - surge, nos dias de hoje, como uma questão premente e de significativa importância social (Silva, 2013). Os municípios de Lousada e de Fafe,
embora estejam integrados em NUTS diferentes, localizam-se, todavia, no Arco Urbano-Metropolitano do Noroeste português e apresentam boas infraestruturas viárias em termos de acessibilidades.
Como podemos observar na Figura 19, no recorte do mapa da estradas da Michelin, o município de Lousada, para além das estradas municipais, é servido por funcionais estradas nacionais: EN 106, EN 106-2, EN 207, estrada que liga os dois municípios, EN 207-1, EN 209, IC 25, sendo atravessado em “T” por duas Auto- Estradas, A11 e a A42. A Sul, o muncípio também é servido por uma via férrea, linha do Douro, e dispõe de uma Estação Ferroviária e de um Apeadeiro, o que facilita bastante a mobilidade dos lousadenses, sobretudo, em deslocações pendulares em direção à cidade do Porto.
A facilidade de acesso a outras vias estruturantes através das ligações rodoviárias às AE1/IP4, AE42/IC25, AE11/IP9 e AE7/IC5 facilitam as deslocações dos muitos visitantes e turistas que ocorrem a esta localidade ou que se desloquem à cidade do Porto, estando também próximo das ligações Aeroportuárias do Aeroporto Francisco Sá Carneiro (Porto) e das ligações Marítimas no Porto de Leixões.
O município de Lousada, contrariamente ao municício de Fafe, não dispõe de uma rede de transportes públicos urbanos de passageiros devido, talvez, à pequena dimensão da sua centralidade urbana, mas é servido regularmente de transportes coletivos de passageiros através das diversas empresas operadoras na região.
Os residentes nas freguesias localizadas a Sul beneficiam também do transporte ferroviário enquanto que nas restantes freguesias, e à imagem do município de Fafe, os transportes coletivos de passageiros são protocolados entre os municípios e as empresas privadas de camionagem que neles operam, dispondo estas dos respetivos Alvarás emitidos pela tutela dos transportes (IMTT, 2013).
O município de Fafe tem uma vasta rede de estradas municipais e é igualmente bem servido pela rede complementar do Plano Rodoviário Nacional (PRN) através da ligação Este e Oeste da Via Circular a Fafe ao IC5; da ligação do IC5 à EN 311 e pelas EN 101, EN 206 e EN 207, estrada comum aos dois municípios. Também é atravessado pela AE7 que permite aos fafenses e aos visitantes acederem ao município, de uma forma cómoda e rápida, e chegarem a vários destinos da região e aos principais centros urbanos do Noroeste, de Braga e Porto. As ligações ferroviárias da cidade vizinha de Guimarães, as ligações aeroportuárias e as ligações marítimas também lhe estão próximas e de fácil acessibilidade (Plano Diretor Municipal de Fafe, PDM).
Figura 19 - Mapa das estradas na Região de Fafe, Lousada e Porto
Fonte: http://www.viamichelin.pt/web/Mapas-plantas/Mapa_planta-Porto. Acedido em 10/02/2014.
O município de Fafe também é servido por uma ampla rede de empresas operadoras de transportes coletivos de passageiros e tem uma rede de transportes públicos urbanos de passageiros a operar na cidade (http://arrivajornal.blogspot.pt/).
Depreende-se por isso que em termos de transportes terrestres rodoviários, transporte coletivo de passageiros e transporte de mercadorias, que ambos os municípios (excluindo as freguesias a Sul de Lousada que também beneficiam do transporte ferroviário), dependem totalmente dos mesmos.
Porém, tendo em consideração os riscos de efeito de estufa por via da emissão de gases provenientes dos combustíveis fósseis e porque é uma energia não renovável e que será “um produto finito” (Kunstler, 2005) dentro de poucas décadas, teremos que repensar num novo modelo de transportes públicos mais eficientes e menos poluidores, ser mais rápido e pactuar com a pontualidade, devendo ter horários regulares e preços dos bilhetes concurrenciais com outros meios de transporte público, bem como, os seus intervenientes devem ter uma preocupação constante em oferecer aos passageiros serviços com elevados padrões de qualidade.
3.8. Notas conclusivas
Os municípios de Lousada e de Fafe pertencem à área de abrangência da Direção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho (DRAEDM) e enquadram-se
territorialmente e configuram-se em territórios “ditos” de transição entre o litoral e o interior e o urbano e o rural.
Verificamos que não se registam grandes diferenças entre as temperaturas mínimas e máximas pelo que a amplitude térmica é muito reduzida, verificando-se um clima ameno em ambos os municípios. Os solos, nos dois municípios, são constituídos quase na sua totalidade por cambissolos húmicos ou rochas eruptivas e determinadas áreas apresentam algumas manchas de xistos associados aos aluvissolos.
Pelos movimentos populacionais analisados nos municípios de Lousada e de Fafe poderemos observar duas diferenças entre eles. Enquanto Lousada continua a atrair população e se mantém como o município mais jovem de Portugal Continental. Fafe continua a perder população jovem e está a aumentar o número de idosos pelo que terá de travar esta tendência.
Para contrariar essa tendência, a autarquia terá que alterar profundamente alguns procedimentos ao nível da análise e de tratamento em termos processuais e encetar pela elaboração de alguns projetos e pela construção de infraestruturas ferroviárias e apoiando as iniciativas dos empreendedores e dos agentes turísticos de forma a permitir um maior desenvolvimento económico e social no município.
Estes municípios dispõem de rápidos acessos a qualquer localidade do país através da rede viária sendo, todavia, quase dependentes desta. Por esse motivo, considera-se que deverão ser encontradas alternativas através do transporte ferroviário para que, de forma rápida, os municípios fiquem ligados à vizinha Espanha no sentido de se melhorar a mobilidade dos visitantes e facilitar o escoamento de produtos provenientes da produção das suas indústrias.
Consideramos também que nestes territórios, a cultura, os saberes, os hábitos, os usos e os costumes continuam a ser semelhantes assim que a memória coletiva do seu povo.
Entre os fatores que facilitam o dinamismo do tecido económico nos territórios, podemos avançar que é imperiosa a diminuição de burocracias por parte de várias entidades públicas e parece que algumas delas ainda não conseguiram perceber os efeitos positivos da desburocratização que, para alguns, o programa Simplex ainda continua a ser visto como uma causa menor, e a burocracia em Portugal tem um peso enorme na tomada de decisão por parte dos investidores e dos empresários.
Também se poderá constatar que o despovoamento trará consequências nefastas ao desenvolvimento económico e social dos territórios e das populações. As políticas
seguidas em Portugal que têm levado os jovens a abandonar o país irão contribuir para baixar a taxa de natalidade a nível nacional e irão proporcionar que dentro de duas décadas, Portugal poderá vir a ser o “asilo da Europa” e daí ser necessário repensar-se no novo segmento de turismo – o turismo sénior e o turismo da saúde e bem-estar.
Os municípios, em união de esforços com todos os agentes locais e regionais, terão que encontrar sinergias para combaterem esta perigosa tendência.