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Tarjetas gráficas y monitores

A mediação dos educadores na escola proporciona ao aluno condições para desenvolver a sua formação integral, que de acordo com Artigo 2º da LDB/96, “a educação, [...] tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (BRASIL, 1996). Nesse contexto, a biblioteca escolar deve refletir com a equipe pedagógica sobre os meios compatíveis para promover a construção da formação autônoma do aluno desde o ensino fundamental.

O ambiente da biblioteca escolar, principalmente nas séries iniciais, de acordo com Kuhlthau (2002), deve ser pensado como um laboratório de experimentação e formação onde o aluno desenvolverá o seu convívio com a

informação. É nesse ambiente democrático que o aluno aprenderá a apropriar-se do conhecimento.

Na biblioteca, o contato do aluno com os diversos autores, ilustradores e textos, através da leitura dos diversificados suportes da informação, deve possibilitar ao seu imaginário afirmar que pessoas são capazes de construir, decidir, modificar, desejar, copiar, desenvolver e transformar aproximando o conhecimento à sua realidade. A arte e a cultura, sendo aguçadas, valorizam e humanizam a criatividade do ser. É pela pesquisa orientada que o aluno refletirá sobre o benefício do conhecimento comum e do conhecimento científico para a sociedade, tornando-se futuramente um agente do desenvolvimento científico. Nesse sentido, Abreu (2005, p. 27) afirma: “[ ] Só assim a pesquisa escolar terá sentido e a escola estará formando um aluno com perfil de pesquisador: criativo e autônomo na busca do conhecimento. [...]” Também os sentimentos e valores como prazer, amor, preservação, responsabilidade, honestidade são formados e despertados no aluno pelo convívio e mediação com a biblioteca.

A organização do conhecimento na biblioteca escolar tem por objetivo facilitar a compreensão do aluno para localizar e recuperar a informação nas estantes. É no treinamento ao usuário que serão apresentados os serviços da biblioteca permitindo ao aluno conhecer e utilizar a informação com consciência e segurança. Igualmente, é na biblioteca escolar que o aluno exercita a sua cidadania, ao inteirar-se das normas preestabelecidas para usufruir os seus direitos e cumprir os seus deveres. Desta forma, compartilhará com justiça e análise crítica sobre o bem coletivo, respeitando-o e preservando-o e saberá reivindicar as suas necessidades, enquanto usuário dos serviços oferecidos pela biblioteca, pensando também na coletividade da escola.

Nessa perspectiva, Morigi, Vanz e Galdino (2002, p. 141) corroboram com esse pensamento, afirmando que:

A informação é considerada um bem simbólico e o seu acesso é essencial para que a cidadania se efetive de forma plena, sendo assim o profissional deve colocar-se de forma ativa diante de sua responsabilidade social como educador. Não basta apenas realizar procedimentos técnicos (classificar,

catalogar, indexar), estes sem dúvida, são muito importantes para a formação profissional. Entretanto, os bibliotecários devem ir além destes saberes e atividades técnicas, precisam buscar elementos teóricos ligados às ciências humanas, que fortaleçam a sua condição de cidadãos e profissionais.

Os autores ainda mencionam que “[...] a educação das crianças está diretamente vinculada à concepção de cidadania, pois o objetivo da educação durante a infância é formar o adulto pleno. [...]” (MORIGI; VANZ; GALDINO, 2002, p. 141) Esses referenciais fundamentam a mediação do bibliotecário escolar e sua contribuição na formação integral do aluno, tornando-o um adulto emancipado e autônomo.

Nessa relação entre biblioteca escolar e aluno, Campello (2009a) afirma e fundamenta sobre o papel educativo do bibliotecário no contexto escolar, quando diz que:

Na sociedade contemporânea, caracterizada pela abundância de informações sem precedentes, cresce a necessidade de se saber usar as informações e, portanto, o papel educativo do bibliotecário torna-se mais evidente, tendo em vista sua competência específica para lidar com informações. (CAMPELLO, 2009a, p. 11)

Corrêa e colaboradores (2002) também contribuem com essa afirmativa, quando salienta que:

De todos os tipos de bibliotecas e centros de informação e documentação nos quais o bibliotecário pode exercer suas funções, parece evidente que o caráter educativo deste profissional flui com maior naturalidade no ambiente da biblioteca escolar. (CORRÊA et al., 2002, p. 107)

Assim, os diálogos entre biblioteca, informação e educação estão cada vez mais imbricados na era da informação e do conhecimento, pois com esse propósito a informação deve estar acessível a todos para apropriar-se do conhecimento.

Vale ressaltar a declaração de Perroti e Pieruccini (2008, p. 7) sobre a questão da apropriação do conhecimento, referente ao contexto da educação, quando mencionam que o

[...] complexo educacional e cultural do país, pautavam-se também quase sempre pelas mesmas referências de reforço do mesmo e do idêntico, comprometendo-se não com a apropriação, mas com a assimilação cultural, atitude que acabou contribuindo para o esvaziamento dos significados e sentidos atribuídos historicamente a instituições como Escola e Biblioteca [...].

Assim, os autores firmam sobre o paradigma da apropriação cultural, em que consideram a relação entre informação e educação inseparáveis, definindo para a sociedade do conhecimento uma nova área entre ciência da informação e educação que é a infoeducação e dizem que:

Nesses termos, existem diferenças de fundo e forma entre a infoeducação e muitas das formulações que sustentam a Educação de Usuários, a Educação para a Informação e, especialmente, a Information Literacy. Em primeiro lugar, a Infoeducação não secciona Informação e Educação. Para ela, os fenômenos informacionais e educacionais não se separam, apesar de apresentarem autonomia e identidades próprias. Os dispositivos e as aprendizagens informacionais são, portanto, partes de um todo articulado que está na base do processo de significação. (PERROTI; PIERUCCINI, 2008, p. 25)

Nesse sentido, a função educativa do bibliotecário escolar é indispensável para o processo da aprendizagem, sendo o bibliotecário fundamental na biblioteca escolar. Campello (2009b, p. 38) também tem a mesma opinião de que o usuário deve aprender com a informação e aponta a “[...] ideia defendida pelo bibliotecário estadunidense Jesse Shera que reconhecia como crucial nesse processo o papel de mediador que o bibliotecário exerce entre as pessoas. [...]”

Desse modo, o conceito de mediação definido por Almeida Júnior (2007) vem confirmar que o bibliotecário escolar, através das suas ações educativas, contribui para a construção da autonomia do aluno diante da sua interferência na apropriação do conhecimento.

Mediação da informação é toda ação de interferência – realizada pelo profissional da informação -, direta ou indireta; consciente ou inconsciente; individual ou coletiva; que propicia a apropriação da informação que atenda, plena ou parcialmente, uma necessidade informacional. (ALMEIDA JÚNIOR, 2007, p. 30)

O conceito de mediação para Almeida Júnior (2007) é próprio do objeto da Ciência da Informação, pois os serviços proporcionados aos usuários têm por objetivo a apropriação da informação.

Nessa perspectiva, a autora Fadel e colaboradores (2010, p. 14) relatam que, no âmbito da apropriação da informação, a relação sígnica e a interpretação do usuário podem ser construídas a partir de experiências vivenciadas, previamente, pelo usuário.

Diante dessa afirmativa, é perceptível que o aluno, ao exercitar o desenvolvimento para a competência informacional na BE, através de ações educativas e pela mediação do bibliotecário, durante a educação básica, que considera o movimento do letramento informacional, de acordo com os estudos e pesquisas de Bernadete Campello (2005) terá autonomia para lidar com a informação no âmbito da biblioteca universitária.

A competência informacional (information literacy) é argumento de estudo na literatura mundial da Ciência da Informação e será tratada na próxima seção.