4.3.1 Testagem da Hipótese Específica 1
Para testar a hipótese específica 1, realizamos uma análise de regressão, em que a variável dependente é a Satisfação Conjugal dos homens dos casais inférteis. Em relação às variáveis independentes, estas foram introduzidas em sete passos os quais se apresentam no modelo seguinte.
Modelo 1
1º Passo • Idade dos participantes masculinos • Escolaridade dos participantes masculinos
2º Passo • Idade dos participantes femininos
• Escolaridade dos participantes femininos
3º Passo • Estatuto conjugal dos participantes masculinos
• Estatuto sócio-económico dos participantes masculinos
4º Passo • • Filhos anteriores a este tratamento dos participantes masculinos Filhos da relação actual dos participantes masculinos • Participantes masculinos que vivem com os seus filhos
5º Passo
• Participantes masculinos que se encontram em acompanhamento psicológico • Participantes masculinos que praticam desporto
• Participantes masculinos que fumam
• Participantes masculinos que consomem bebidas alcoólicas regularmente
6º Passo
• Duração da Infertilidade • Permanência na consulta
• Número de tratamentos efectuados
• Natureza do tratamento (presença ou ausência de tratamento) • Causas da infertilidade
7º Passo • Duração do tratamento
De seguida, apresentamos os valores obtidos pela análise de regressão, para os sete passos.
Quadro 10. Regressão Linear; Variável Dependente Escala de Satisfação Conjugal Global (EASAVIC) nos Participantes Masculinos
Modelo R R2 R2 Ajustado Acréscimo
de R2 Acréscimo de F Significância do Acréscimo 1 ,435 ,189 ,151 ,189 4,909 ,012 2 ,504 ,254 ,180 ,065 1,740 ,189 3 ,520 ,270 ,155 ,016 ,416 ,663 4 ,554 ,307 ,153 ,037 ,959 ,393 5 ,598 ,357 ,116 ,050 ,625 ,648 6 ,701 ,491 ,171 ,134 1,421 ,248 7 ,702 ,493 ,142 ,002 ,081 ,779
Como é possível observar através do Quadro 10, apenas o primeiro passo (idade e escolaridade dos participantes masculinos), parece ter permitido um aumento
significativo na explicação da variável dependente. Tal como se pode observar na tabela (Anexo XV), a variável idade dos homens tem um contributo significativo (p = .026) assim como a variável escolaridade dos homens (p = .036).
4.3.2 Testagem da Hipótese Específica 2
Para testar a hipótese específica 2, realizamos uma análise de regressão, em que a variável dependente é a Satisfação Conjugal das mulheres dos casais inférteis. Em relação às variáveis independentes, estas foram introduzidas em sete passos os quais se apresentam no modelo seguinte.
Modelo 2
1º Passo • Idade dos participantes femininos • Escolaridade dos participantes femininos
2º Passo • Idade dos participantes masculinos
• Escolaridade dos participantes masculinos
3º Passo • Estatuto conjugal dos participantes femininos
• Estatuto sócio-económico dos participantes femininos
4º Passo • • Filhos anteriores a este tratamento dos participantes femininos Filhos da relação actual dos participantes femininos • Participantes femininos que vivem com os seus filhos
5º Passo
• Participantes femininos que se encontram em acompanhamento psicológico • Participantes femininos que praticam desporto
• Participantes femininos que fumam
• Participantes femininos que consomem bebidas alcoólicas regularmente
6º Passo
• Duração da Infertilidade • Permanência na consulta
• Número de tratamentos efectuados • Presença ou ausência de tratamento • Causas da infertilidade
7º Passo • Duração do tratamento
No quadro 11, apresentamos os valores obtidos pela análise de regressão, para os sete passos.
Quadro 11. Regressão Linear; Variável Dependente Escala de Satisfação Conjugal Global (EASAVIC) nos Participantes Femininos
Modelo R R2 R2 Ajustado Acréscimo
de R2 Acréscimo de F Significância do Acréscimo 1 ,345 ,125 ,084 ,125 3,008 ,060 2 ,416 ,173 ,090 ,047 1,147 ,328 3 ,511 ,261 ,144 ,088 2,267 ,117 4 ,511 ,262 ,122 ,001 ,031 ,861 5 ,591 ,349 ,132 ,088 1,112 ,367 6 ,746 ,557 ,304 ,208 2,625 ,046 7 ,750 ,562 ,286 ,005 ,303 ,587
Nesta análise, pode-se verificar que apenas no sexto passo se conseguem aumentos significativos para a explicação da variável dependente, (Satisfação Conjugal das mulheres dos casais inférteis). Tal como se pode observar na tabela (Anexo XV), a variável presença ou ausência de tratamentos tem um contribuído significativo (p = .015). Deve-se ressaltar que a significância desta mesma variável se mantem no passo seguinte (p = .024).
Apesar de as outras variáveis não terem contributos significativos, algumas apresentam níveis de significância interessantes (Anexo XV): no primeiro passo, a variável escolaridade dos participantes femininos (p = .044); no terceiro passo, a variável idade dos homens (p = .056) e estatuto sócio-económico das mulheres (p = .083); no quarto e quinto passos, a variável idade dos homens volta a mostrar tendências interessantes (no quarto passo, p = .063; no quinto passo, p =.031), e ainda se mantêm as significâncias da variável estatuto sócio-económico das mulheres no quarto passo (p = .085) e no quinto passo (p = .054); no sexto passo, mantem-se a significância interessante da variável estatuto sócio-económico das mulheres (p = .097).
4.3.3 Testagem da Hipótese Específica 3
Para testar a hipótese específica 3, realizamos uma análise de regressão, em que a variável dependente é a Adaptabilidade Familiar dos homens dos casais inférteis. Em relação às variáveis independentes, estas foram introduzidas em sete passos apresentados anteriormente no modelo 1.
De seguida, apresentamos os valores obtidos pela análise de regressão, para os sete passos.
Quadro 12. Regressão Linear; Variável Dependente Subescala de Adaptabilidade da Escala de Avaliação da Adaptabilidade e Coesão Familiar (FACES II) nos Participantes Masculinos
Modelo R R2 R2 Ajustado Acréscimo
de R2 Acréscimo de F Significância do Acréscimo 1 ,015 ,000 -,047 ,000 ,005 ,995 2 ,239 ,057 -,037 ,057 1,210 ,309 3 ,471 ,222 ,099 ,164 4,010 ,026 4 ,616 ,380 ,242 ,158 4,582 ,017 5 ,662 ,438 ,227 ,058 ,832 ,515 6 ,729 ,531 ,236 ,093 1,075 ,396 7 ,734 ,539 ,220 ,008 ,431 ,517
Tal como é possível analisar neste quadro, apenas o terceiro (p = .026) e o quarto passo (p = .017) , apresentam contributos significativos para a explicação da variável dependente. Tal como se pode observar na tabela (Anexo XV), a variável estatuto conjugal dos participantes masculinos tem um contributo significativo no terceiro passo (p = .008) e no quarto passo (p = . 049). Deve-se ressaltar que esta mesma variável, apresenta níveis de significância interessantes, apesar de não serem significativos no passo seguinte (p = .058).
Apesar de outras variáveis não terem contributos significativos, apresentam níveis de significância interessantes (Anexo XV): no quinto passo, a variável consumo regular de bebidas alcoólicas nos participantes masculinos (p = .088); no sexto passo, a variável escolaridade dos participantes masculinos (p = .072) e no sétimo passo, continuamos a ter uma significância interessante relativa à variável escolaridade dos participantes masculinos (p = .087).
4.3.4 Testagem da Hipótese Específica 4
Para testar a hipótese específica 4, realizamos uma análise de regressão, em que a variável dependente é a Adaptabilidade Familiar das mulheres dos casais inférteis. Em relação às variáveis independentes, estas foram introduzidas em sete passos, apresentados anteriormente no modelo 2.
No quadro 13, apresentamos os valores obtidos pela análise de regressão, para os sete passos.
Quadro 13. Regressão Linear; Variável Dependente Subescala de Adaptabilidade da Escala de Avaliação da Adaptabilidade e Coesão Familiar (FACES II) nos Participantes Femininos
Modelo R R2 R2 Ajustado Acréscimo
de R2 Acréscimo de F Significância do Acréscimo 1 ,129 ,017 -,030 ,017 ,356 ,703 2 ,281 ,079 -,013 ,062 1,354 ,270 3 ,361 ,130 -,007 ,051 1,124 ,335 4 ,428 ,183 ,028 ,052 2,373 ,132 5 ,615 ,378 ,171 ,196 2,596 ,054 6 ,645 ,416 ,082 ,038 ,361 ,871 7 ,693 ,480 ,153 ,064 3,325 ,079
De acordo com o Quadro 13, pode-se verificar os sete momentos deste modelo. Porém, nenhum deles parece contribuir para o aumento significativo da explicação da variável dependente.
Apesar de as variáveis independentes não terem contributos significativos, algumas apresentam níveis de significância interessantes (Anexo XV): no quinto passo a variável escolaridade dos participantes masculinos (p = .083) e a variável tabagismo nos participantes femininos (p = .066); no sétimo passo a variável idade dos participantes femininos (p = .070) e a variável duração do tratamento (p = .079).
4.3.5 Testagem da Hipótese Específica 5
Para testar a hipótese específica 5, realizamos uma análise de regressão, em que a variável dependente é a Coesão Familiar dos homens dos casais inférteis. Em relação às variáveis independentes, estas foram introduzidas em sete passos, apresentados anteriormente no modelo 1.
De seguida, apresentamos os valores obtidos pela análise de regressão, para os sete passos.
Quadro 14. Regressão Linear; Variável Dependente Subescala de Coesão da Escala de Avaliação da Adaptabilidade e Coesão Familiar (FACES II) nos Participantes Masculinos
Modelo R R2 R2 Ajustado Acréscimo
de R2 Acréscimo de F Significância do Acréscimo 1 ,152 ,023 -,023 ,023 ,499 ,611 2 ,257 ,066 -,028 ,043 ,914 ,409 3 ,432 ,187 ,059 ,121 2,828 ,072 4 ,611 ,374 ,234 ,187 5,362 ,009 5 ,658 ,434 ,221 ,060 ,848 ,505 6 ,751 ,564 ,290 ,131 1,622 ,188 7 ,752 ,565 ,264 ,000 ,026 ,874
Como é possível observar através do Quadro 14, apenas o quarto passo, (filhos anteriores a este tratamento nos participantes masculinos) parece ter permitido um aumento significativo na explicação da variável dependente (p = .009). Tal como se pode observar na tabela (Anexo XV), a variável filhos anteriores a este tratamento nos participantes masculinos é a responsável por aquele contributo significativo (p = .006).
Apesar de as outras variáveis independentes não apresentarem contributos significativos, evidenciam níveis de significância interessantes (Anexo XV): no terceiro passo, a variável estatuto conjugal dos participantes masculinos (p = .023); no quarto e quinto passos, a variável filhos anteriores a este tratamento dos participantes masculinos, respectivamente ao quarto passo (p = .013) e quinto passo (p = .013); no sexto passo a variável estatuto conjugal dos participantes masculinos (p = .094), a variável filhos anteriores a este tratamento dos participantes masculinos (p = .030), a variável acompanhamento psicológico dos participantes masculinos (p = .054) e a variável causas da infertilidade (p = .059); no sétimo passo a variável filhos anteriores a este tratamento dos participantes masculinos (p =.036), a variável acompanhamento psicológico dos participantes masculinos (p=.073) e a variável causas da infertilidade (p = .066).
4.3.6 Testagem da Hipótese Específica 6
Para testar a hipótese específica 6, realizamos uma análise de regressão, em que a variável dependente é a Coesão Familiar das mulheres dos casais inférteis. Em relação
às variáveis independentes, estas foram introduzidas em sete passos, apresentados anteriormente no modelo 2.
No Quadro 15, apresentamos os valores obtidos pela análise de regressão, para os sete passos.
Quadro 15. Regressão Linear; Variável Dependente Subescala de Coesão da Escala de Avaliação da Adaptabilidade e Coesão Familiar (FACES II) nos Participantes Femininos
Modelo R R2 R2 Ajustado Acréscimo
de R2 Acréscimo de F Significância do Acréscimo 1 ,089 ,008 -,039 ,008 ,168 ,846 2 ,249 ,062 -,032 ,054 1,151 ,326 3 ,345 ,119 -,020 ,057 1,223 ,306 4 ,585 ,343 ,218 ,224 12,610 ,001 5 ,666 ,444 ,259 ,101 1,506 ,223 6 ,735 ,540 ,277 ,096 1,167 ,350 7 ,769 ,591 ,334 ,051 3,378 ,077
Ao analisar o quadro, pode-se verificar que apenas no quarto passo se consegue um aumento significativo (p = .001) para a explicação da variável dependente, (Coesão Familiar das mulheres dos casais inférteis). Tal como se pode observar na tabela (Anexo XV), a variável filhos anteriores a este tratamento dos participantes femininos é a única responsável por aquele efeito significativo (p =.030). Deve-se ressaltar que a significância desta mesma variável mantem-se no passo cinco (p = .005), no passo seis (p = .004) e ainda no sétimo passo (p = .002).
Apesar de outras variáveis não terem contributos significativos, apresentam níveis de significância interessantes (Anexo XV): no quinto passo a variável idade dos homens (p = .066) e a variável tabagismo dos participantes femininas (p = .082); no sétimo passo a variável idade das mulheres (p = .052), a variável duração da infertilidade (p = .041) e a variável duração do tratamento (p = .077).