5. ERROR CODES, TROUBLESHOOTING AND PROBLEM DIAGNOSIS
5.5.1.3 TAPE ABORT WITHOUT ATTEMPT
Gráfico 18 – Opinião dos inquiridos quanto à relação entre cargos pedagógicos e curriculum vitae
Relação entre os cargos e o currículo vitae dos
professores
dis corda comp 13% dis corda 36%
não concorda nem dis corda 31% concorda 18%
concorda compl 2%
dos inquiridos não concordam (discordam ou discordam completamente) versus 20% que concordam (concordam ou concordam completamente) e numa posição neutra observa-se um valor de 31%. Há cerca de 80% dos inquiridos que não assume uma posição firme e de concordância absoluta, pelo que segundo esta amostra do estudo “ a distribuição de serviço”, uma das competências do órgão de gestão, não tem em conta para a atribuição dos cargos pedagógicos, o currículo vitae dos professores do agrupamento. Esta situação enquadra-se na linha de pensamento de Costa (1996), quando se refere à presença e os modos de funcionamento da estrutura burocrática nas escolas, onde se realça o conflito entre o comportamento profissional (autoridade baseada na competência técnica/professores) e o comportamento burocrático (autoridade hierárquica).
No mesmo sentido, Cardoso (2003) refere que uma das características de uma instituição inovadora é a criação de uma equipa de trabalho que promova e impulsione todo o processo de inovação, onde sejam reforçadas as atitudes positivas face à inovação, recompensando os participantes e dando a assumpção de funções de liderança aos mais influentes. Muitos deles possuem um currículo vitae rico em experiências formativas. Pode-se concluir que os contextos dos inquiridos não lhe permitem manifestar a mesma opinião e avaliação da situação.
Gráfico 19 – Opinião dos inquiridos quanto à mobilização de professores empreendedores de inovação e mudança
Há condições para a mobilização de professores
empreendedores de inovação e mudança
dis corda comp 8% dis corda 27%
não concorda nem dis corda 43% concorda 20%
Relativamente à existência de condições no agrupamento no que se refere à mobilização de professores empreendedores de inovação e mudança (Gráfico 19) temos somente 22% que concordam e numa posição contrária 35% (discordam ou discordam completamente) e sem posição 43% (nem concordam nem discordam). Estes resultados possibilitam a afirmação que segundo as opiniões de 78% inquiridos não há uma posição favorável quanto às condições nas escolas, para a mobilização de professores empreendedores de inovação e mudança. Nesta amostra deste estudo empírico não há mobilização de professores empreendedores de inovação e mudança que poderá ser explicada pela concepção de escola burocrática que ainda se vive nas escolas.
Gráfico 20 – Opinião dos inquiridos quanto às condições para fomentar o espírito critico
Há condições para fomentar o espírito crítico
dis corda comp 8% dis corda 3%
não concorda nem dis corda 32% concorda 49%
concorda compl 8%
No Gráfico 20 observa-se que 57% dos inquiridos concordam (concordam ou concordam completamente) que há condições para fomentar o espírito crítico versus 11% que discordam, numa posição neutra contabiliza-se 32%. Estes dados revelam que para 57% dos participantes há condições para decidir, para opinar versus um grande grupo sem opinião ou que discorda (43%). Todos os actores educativos têm de ter condições para fomentar o espírito crítico, para a concretização de uma “formação humanista, uma educação libertadora” (Paulo Freire, 1990).
Gráfico 21 – Opinião dos inquiridos relativamente à questão se o professor do 1º ciclo é um agente de mudança
O professor do 1º ciclo é um agente de mudança
dis corda comp 6% dis corda 2%
não concorda nem dis corda 33% concorda 49%
concorda compl 10%
Observa-se no Gráfico 21 que a maioria dos inquiridos (59%) concorda (concorda ou concorda completamente) em relação à questão de que o professor do 1º ciclo é um agente de mudança. Numa posição indefinida, regista-se 33% de opiniões e numa posição de discordância 8%. Isto pode ser explicado pela acção pedagógica deste nível de ensino que pressupõe no currículo contextualizado, apoiado na interdisciplinarização. Isto está na linha de pensamento de Edgar Morin (2000) “A escola deve estimular um ensino globalizante que promova o conhecimento capaz de aprender problemas globais e fundamentais” ou seja o professor do 1º ciclo tem tido as condições ideias a nível pedagógico para ser um agente de mudança.
Gráfico 22 – Opinião dos inquiridos relativamente à questão se as escolas do 1º ciclo são comunidades mobilizadas para aprender
As escolas do 1º ciclo são comunidades mobilizadas para
aprender
dis corda 12%
não concorda nem dis corda 32% concorda 47%
Os dados observáveis no Gráfico 22 revelam que 56% dos inquiridos pensa que as escolas do 1º ciclo são comunidades mobilizadas para aprender. Numa posição neutra, situam-se 32% e discordam (discorda ou discorda completamente) somente 12%. Continua a verificar-se dois grupos de opiniões bastantes diferenciados 56% versus 44%, pelo que será necessário uma “liderança educativa e pedagógica” (John Smith, citado por Costa, 2000) que promova a participação, a colaboração e a crítica da realidade, opondo-se à visão mecanicista, hierárquica, tecnocrática e instrumental da liderança, que não permite que todos se sintam actores da sua comunidade educativa.
Gráfico 23 – Opinião dos inquiridos relativamente à questão se as escolas do 1º ciclo sabem gerir o risco face à mudança
As escolas do 1º ciclo sabem gerir o risco face à mudança
dis corda 10%
não concorda nem dis corda 42% concorda 45%
concorda compl 3%
O Gráfico 23 revela que 48% dos respondentes concordam que as escolas do 1º ciclo sabem gerir o risco face à mudança. Numa posição fluida e indefinida (nem concorda nem discorda) regista-se 42% e discordam (discordam ou discordam completamente) 10%.
Gráfico 24 – Opinião dos inquiridos relativamente à questão se há condições para o trabalho colegial entre professores
Há condições para o desenvolvimento do trabalho
colegial entre professores
dis corda comp 1% dis corda 7%
não concorda nem dis corda 56% concorda 34%
concorda compl 2%
Observa-se no Gráfico 24 que somente 36% dos inquiridos tem uma posição claramente definida em relação à concordância desta questão (concorda ou concorda completamente), uma grande maioria tem uma posição neutra 56% e 8% dos inquiridos discorda (discorda ou discorda completamente) no que se refere às condições para o desenvolvimento do trabalho colegial.
Gráfico 25 – Opinião dos inquiridos relativamente à liderança individual/colectiva estimulada
A liderança individual/colectiva do professor do 1º ciclo é
estimulada
dis corda comp 3% dis corda 35%
não concorda nem dis corda 32% concorda 28%
concorda compl 2%
Observa-se no gráfico 25 que 30% concordam (concorda ou concorda completamente) que a liderança individual/colectiva do professor do 1º ciclo é estimulada versus 38% que discordam (discorda ou discorda completamente) e 32% não tem uma posição definida. Isto significa que temos cerca 70% que não opina com certezas. Como refere
Fullan (1993), uma escola inovadora é uma “escola cheia de vida” pelo que o papel da liderança deve ser de “estimular a liderança individual” de cada professor. Reforçando esta ideia Sanches (1998) opina que para haver condições para inovar é necessário que haja organizações aprendentes, assentes em redes colaborativas e sustentadas em lideranças colectivas, o que não se verifica nestes dados obtidos.
Gráfico 26 – Opinião dos inquiridos relativamente ao apoio do órgão de gestão aos professores que têm iniciativas de inovação e melhoria
O órgão de gestão apoia os professores que têm
iniciativas de inovação e melhoria
dis corda comp 6% dis corda 28%
não concorda nem dis corda 29% concorda 33%
concorda compl 4%
Do Gráfico 26 retira-se que 37% tem uma posição favorável e claramente definida (concordo/ concordo completamente) e 34% têm uma posição contrária (discorda e discorda completamente) e 29% assumem uma posição indefinida. Verifica-se então que 37% tem posição definida versus 63% sem posição ou em posição contrária. Perante este cenário, justificam-se cada vez mais, líderes com função e legitimidade pedagógica, de forma a apoiarem os professores que apresentam iniciativas de inovação e melhoria.
Gráfico 27 – Relação entre o estímulo dado à inovação e mudança quer pelo OG quer pelo Conselho pedagógico
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O Gráfico 27 estabelece uma comparação entre as opiniões dos participantes no que se refere ao estímulo dado à inovação e mudança quer pelo OG quer pelo Conselho Pedagógico (CP). Verifica-se que numa posição de concordância (concordo ou concordo completamente) 37% para o OG e 36% para o CP numa posição neutra 35% para o OG e 44% e discordam (discordam ou discordam completamente) 28% para o OG e 20%. A percentagem da concordância não é relevante, pelo que quer o órgão de gestão quer o conselho pedagógico devem “assumirem funções direccionadas para a dinamização das relações interpessoais, para o desenvolvimento da escola como comunidades democráticas, para a transformação de práticas profissionais, para a gestão de redes de conhecimento” (Fátima Sanches, 1998) de forma implementar a inovação e mudança. Por sua vez, uma das competências do conselho pedagógico é de incentivar iniciativas formativas, culturais e de inovação, e segundo os dados obtidos esta competência deste órgão, não está a ser bem dinamizada.