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TACs for the stomach wall and cavity

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6.3 Time-activity curve (TAC) acquisitions

6.3.2 Stomach wall and cavity: model output

6.3.2.3 TACs for the stomach wall and cavity

O primeiro encontro com as crianças ocorreu na manhã do dia 20 de maio de 2008. Nessa oportunidade, foi exibido o desenho O Guarda-Chuva Voador com audiodescrição pré- gravada contendo todas as alterações resultantes dos encontros com os profissionais do CEC e com os responsáveis. Infelizmente, as respostas aos questionários de compreensão obtidas nessa data tiveram de ser descartadas devido a problemas de ordem operacional e o encontro, originalmente planejado para ser a primeira sessão de coleta de dados, assumiu o status de um pré-teste. No entanto, apesar dos contratempos, essa ocasião mostrou-se bastante proveitosa para o aprimoramento da metodologia de coleta de dados, assim como para o delineamento de uma dinâmica mais eficiente para as sessões de exibição dos desenhos.

Os primeiros problemas enfrentados durante o pré-teste envolveram o horário de chegada das crianças e o local usado para a exibição do desenho. No encontro com os responsáveis, havia sido acordado que algumas crianças assistiriam à sessão às 08h30min e outras às 09h30min para que houvesse dois grupos distintos; um teria contato com a versão audiodescrita da obra e o outro assistiria à versão original sem audiodescrição para, em

seguida, assistir à história novamente com o recurso. Contudo, apesar dos horários terem sido escolhidos pelos próprios responsáveis, os mesmos não foram respeitados e todas as crianças assistiram ao desenho juntas. Além disso, o local disponibilizado para a exibição do desenho não tinha qualquer isolamento acústico e o barulho dos corredores da própria instituição, assim como o de uma escola regular vizinha ao CEC, atrapalharam a sessão.

Esses, no entanto, não foram os principais contratempos enfrentados durante o encontro. As maiores dificuldades residiram na aplicação dos questionários de compreensão. Como não havia outros estudos sobre audiodescrição para crianças cuja metodologia de coleta de dados pudesse ser usada como base, foi preciso delinear uma metodologia própria. A princípio, quando questionados sobre a melhor forma de aplicação dos questionários (última questão do formulário de respostas dos profissionais do CEC – APÊNDICE A), os professores afirmaram ser ideal o uso do braille para crianças cegas que já soubessem ler, fontes ampliadas e negrito para aquelas com baixa visão, e a leitura das perguntas para as demais. Porém, em conversa com a diretora pedagógica da instituição e outras professoras, inclusive as docentes responsáveis pelas turmas participantes da pesquisa, chegou-se a uma conclusão diferente.

Muitos dos alunos cegos participantes do estudo ainda não liam braille. Alguns dos que liam não tinham muita fluência e isso poderia afetar sua compreensão dos textos e induzi- los a erros. A própria leitura dos questionários, tanto pelos alunos cegos como pelos com baixa visão, demandaria um tempo considerável e poderia, devido ao fator memória ou erros de interpretação, afetar a qualidade das respostas. Por fim, como a pesquisadora responsável pelo estudo não dominava o braille, todos os questionários para os alunos cegos precisariam ser confeccionados pelo ICB.

Tendo em vista todos esses fatores e outros de ordem prática, como o tempo para tabulação dos dados, chegou-se à conclusão de que o questionário deveria ser aplicado oralmente para todas as crianças e que o mesmo deveria ser composto de questões fechadas de múltipla escolha. As perguntas e todas as opções de resposta seriam lidas em voz alta e as crianças apenas as ouviriam. Em seguida, as possíveis respostas seriam repetidas num ritmo mais lento e com pausas mais longas entre cada uma delas para que as crianças levantassem as mãos quando ouvissem a opção que considerassem correta.102 O questionário deveria ser

102 A primeira leitura serviria para que as crianças tomassem conhecimento do que estava sendo questionado e de

todas as possíveis respostas. A segunda serviria para que elas, já cientes de todas as opções, pudessem fazer suas escolhas. Se fosse permitido às crianças responder as questões já na primeira leitura, sem ouvir todas as possíveis respostas, muito provavelmente algumas levantariam as mãos para mais de uma opção, fazendo correções a medida em que ouvissem respostas mais apropriadas.

claro e conciso e seria aplicado em duas partes, algumas perguntas seriam feitas após a exibição da primeira metade do desenho e as outras ao final da história.103 Como as crianças já estavam habituadas a assistir desenhos segmentados por intervalos comerciais na TV, essa interrupção da história causada pelo teste de compreensão não deveria gerar grande desconforto.

No dia do pré-teste, os questionários foram aplicados dessa forma. Entretanto, mesmo evitando-se questões abertas para que nenhuma criança fosse influenciada ao ouvir a resposta das demais e frisando-se a importância de cada um responder de acordo com seu próprio entendimento do desenho, observou-se que alguns dos alunos com resíduo de visão esperavam os colegas levantarem as mãos para copiarem suas respostas. Além disso, outros alunos não se limitavam a levantar as mãos para responder às questões, mas também emitiam opiniões em voz alta sobre as opções de resposta assim que as ouviam (“Essa não. Essa está errada”), ou simplesmente não esperavam pelas opções de resposta e respondiam às questões oralmente assim que as perguntas eram lidas.

Por fim, apesar da disciplina dos alunos não ser um problema, constatou-se a necessidade da presença de mais um adulto para auxiliar no registro das respostas das crianças e no cuidado com as mesmas (pedidos de água, saídas para ir ao banheiro, etc.).

Para sanar esses problemas, várias medidas foram tomadas. Em primeiro lugar, procurou-se garantir um local mais apropriado para os encontros e a formação de dois grupos distintos para a exibição de cada desenho animado, apesar dos atrasos freqüentes das crianças. Para tanto, as sessões subseqüentes foram realizadas em ambientes acusticamente isolados, como a biblioteca da escola ou o anexo usado para reuniões com os pais, e alunos de turnos diferentes foram selecionados para participar do estudo.

Além disso, durante a exibição dos desenhos, os alunos com baixa visão passaram a ser colocados na primeira fileira de carteiras, a mais próxima do aparelho de TV, um ao lado do outro, e os alunos cegos nas fileiras seguintes. Desse modo, aqueles que tinham algum resíduo de visão teriam maior dificuldade para copiar as respostas dos colegas por estarem lado a lado e não atrás deles.104 Além disso, como observado por uma das professoras do

103 O questionário de compreensão do desenho O Guarda-Chuva Voador (APÊNDICE G) foi submetido à

análise da coordenadora pedagógica do CEC antes de ser aplicado e, posteriormente, usado como modelo para a confecção dos demais.

104 Para evitar totalmente a possibilidade de “cola”, o ideal seria que cada criança tivesse o questionário lido por

um pesquisador diferente em um local isolado que não permitisse às outras verem ou ouvirem suas respostas. No entanto, isso demandaria bastante tempo, já que as crianças teriam de deixar o local de exibição para responder a primeira bateria de perguntas, retornar para ver o restante do desenho, e repetir o processo ao final da história. Além disso, não haveria pessoal suficiente para a aplicação individual e simultânea dos

CEC, essa era a distribuição mais confortável para todos, pois os alunos com baixa visão naturalmente preferiam os lugares mais próximos à tela. Procurou-se também conversar com os alunos e conscientizá-los da importância de se responder às questões segundo seu próprio entendimento dos desenhos e sem a necessidade de verbalizar as respostas.105

Por fim, a partir do pré-teste, a pesquisadora responsável pelo estudo passou a contar com a ajuda de um voluntário,106 o que tornou a dinâmica das sessões mais simples e organizada. Cabia à pesquisadora a recepção das crianças, a introdução aos desenhos, a operação dos aparelhos de TV e DVD, a leitura dos questionários e a administração de quaisquer imprevistos ocorridos durante as sessões. Já ao voluntário, cabia o auxílio na acomodação das crianças, o registro escrito de suas respostas, o posicionamento e ajuste das câmeras107 e o apoio no caso de alguma eventualidade. As medidas tomadas mostraram-se muito úteis e os encontros seguintes, apesar de ainda contarem com um ou outro contratempo, transcorreram sem maiores problemas.

Nas seções a seguir, os encontros com as crianças são relatados e as três hipóteses que norteiam a pesquisa analisadas a luz dos dados colhidos. Para o teste da primeira hipótese, foram realizadas sessões com os desenhos Chico Mico, O Guarda-Chuva Voador e Jacaré de Estimação. No caso da segunda hipótese, foram realizadas sessões com os desenhos Oh, que dia!, O Carro Novo do Mickey e Ovos Mexidos. Já para a o teste da terceira hipótese, não foram realizados outros encontros. Observações registradas durante as sessões de todos os seis desenhos foram usadas para validar ou refutar essa última hipótese.

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