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Tables d’IDN

1.3 Informations pour les candidats à un nom de domaine internationalisé

1.3.2 Tables d’IDN

Conforme já mencionado, o conceito de acessibilidade está para além de arquitetura acessível, englobando outras questões que são fundamentais para a permanência do aluno público-alvo da educação especial no espaço escolar.

Em relação ao aluno com altas habilidades/superdotação, pode-se inferir que esse não apresenta dificuldades de acesso à escola comum, afinal suas características não limitam esse ingresso. Porém, para Camargo, Negrini e Freitas, essa dificuldade pode estar direcionada a outros aspectos, que dizem respeito à maneira de perceber e trabalhar com esses educandos.

Quando se trata da acessibilidade aos estudantes com altas habilidade/superdotação, as barreiras de acesso são mínimas, no entanto as barreiras atitudinais se evidenciam. Estas, especialmente pela falta de informação a respeito da temática, em virtude destes sujeitos buscarem novos desafios na escola, pela reprodução de práticas excludentes e tradicionais [...] (2013 p. 187)

Logo, ao falar sobre a acessibilidade relacionada às altas habilidades/superdotação, não se faz referência à acessibilidade arquitetônica, mas aos aspectos que envolvem a acessibilidade pedagógica - que contempla as práticas e os materiais pedagógicos, a adaptação curricular - a acessibilidade atitudinal, voltada para as atitudes para com esses educandos.

Ainda, caminhando nessa mesma perspectiva, a acessibilidade desse público é pensada por meio do acesso ao atendimento educacional especializado e aos programas de enriquecimento, assim como à aceleração.

Este processo de aceleração possibilita que o educando esteja em contato com um currículo que atenda suas possibilidades de aprendizagem, compreendendo que o importante para estar num ano de escolarização mais adiantado não é a idade, mas as potencialidades na busca do conhecimento.

A aceleração é um dos serviços que a escola pode oferecer para alunos academicamente adiantados, permitindo-os avançar e cumprir em menor tempo as séries escolares. Acelerar implica em decidir que a competência, e não a idade, será o critério determinante para que o indivíduo obtenha acesso a um currículo e experiências acadêmicas mais adiantadas. (VIRGOLIM, 2007, p. 63)

Dessa maneira, quando se está falando na acessibilidade desse alunado, a preocupação volta-se para as condições de permanência oportunizadas. De acordo com Freitas e Negrini

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(2014, p. 183), “no caso dos alunos com altas habilidades/superdotação, a acessibilidade vai além do acesso à escola, pois estes já estão inseridos nela, assim pressupõe também o acesso à educação de qualidade”.

Quanto a essas condições, faz-se menção ao método utilizado pelo professor em sala de aula e as atividades diferenciadas que são oportunizadas a esse educando, contemplando um currículo adaptado a suas necessidades. Todo esse processo pode ser mediado pelo profissional da educação especial que, em parceria com o professor da classe comum, pode elaborar estratégias, seja para a sala de aula ou para o atendimento educacional especializado.

Este último é importante para que o estudante com altas habilidades/superdotação possa estar em contato com práticas voltadas as suas especificidades. A respeito disso, Freitas e Pérez, afirmam que “a organização do Atendimento Educacional Especializado para os alunos com altas habilidades/superdotação objetiva identificar, elaborar organizar recursos pedagógicos e acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação destes alunos” (2012, p. 11-12).

Reforça-se que o aluno com altas habilidades/superdotação precisa ter acesso aos conteúdos que lhe instiguem e que possibilitem o desenvolvimento de suas habilidades. Uma das formas de possibilitar esse acesso é por meio dos programas de enriquecimento, intra ou extracurriculares, que podem ocorrem dentro do contexto da sala de aula ou fora desse espaço educativo.

O enriquecimento no caso dos alunos com AH/SD pode ser realizado de diferentes formas, no contexto curricular, com flexibilização dos conteúdos curriculares, adaptações, alterações nos objetivos e metodologia, como também extracurriculares, disponibilizando programas de desenvolvimento pessoal do sujeito, que podem ser realizados individualmente ou em pequenos grupos. Estes programas de enriquecimento visam a aumentar e/ou aprofundar os conteúdos, a extensão do conhecimento e a utilização de novas estratégias e métodos de ensino para os diversos níveis de escolaridade. (FREITAS; PÉREZ, 2012, p. 12)

Quando os profissionais da educação respeitam as características dos alunos com altas habilidades/superdotação e buscam verificar o que esse educando deseja conhecer, bem como levam para a sala de aula práticas inovadoras, esses estão corroborando para a acessibilidade pedagógica desse sujeito. A respeito disso,

Acredita-se que, a partir do modo particular de cada aluno aprender e construir seu conhecimento, em ritmos diferentes, exige-se que os professores estejam atentos para propor estratégias que possam colaborar com este crescimento, investindo-se na educação destes sujeitos. (CAMARGO; NEGRINI; FREITAS, 2013, p. 187)

Porém, há instituições de ensino em que ocorre o contrário, sendo que alguns professores, por desconhecerem a temática ou devido à falta de formação, desenvolvem práticas tradicionais que não contemplam as especificidades desse aluno. Essa metodologia que desfavorece o educando pode se tornar uma barreira para ele, pois, ao não ter contato com atividades que sejam de seu interesse, possivelmente perderá a vontade de estar dentro da sala de aula. Essa afirmativa leva a compreensão de que:

[...] pensar o trabalho docente em uma perspectiva inclusiva para o atendimento educacional dos estudantes com altas habilidades/superdotação, coloca o desafio de mudanças, de novas práticas e outros saberes que embasem as ações pedagógicas, mais direcionadas aos interesses e peculiaridades destes sujeitos. (CAMARGO; NEGRINI; FREITAS, 2013, p. 189)

Infere-se, então, que o conceito de acessibilidade não é sinônimo de acesso, contemplando outros aspectos. Por conseguinte, “evidencia-se que tratar de acessibilidade para os alunos com altas habilidades/superdotação é acreditar que é possível a realização de planos e projetos diferenciados para o aprofundamento dos conteúdos e o enriquecimento curricular” (FREITAS; NEGRINI, 2014, p.185).

Portanto, para que essa acessibilidade ocorra na prática, é salutar que os profissionais da educação estejam cautelosos para identificar esses educandos e caminhem em direção a um ensino-aprendizagem voltado para as capacidades desse alunado.

5.3 ACESSIBILIDADE NA CLASSE HOSPITALAR: O OLHAR PARA AS