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SYSTEME NERVEUX DU TUBE DIGESTIF [8] [9] [10]

Os valores do índice PAR sofreram uma redução estatisticamente significante, no período de tratamento (T1-T2), e não apresentaram diferenças, no período de longo tempo pós-tratamento (T2-T3), o que demonstra que os resultados oclusais

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obtidos foram estáveis (FIGURA 21). Poucos são os trabalhos, na literatura, que avaliaram esse tipo de terapia através do índice PAR.

FIGURA 21: Valores do índice PAR nas fases inicial (T1), final (T2) e longo tempo pós-tratamento (T3)

Pavlow et al., em 2008, avaliaram o efeito do tratamento precoce na estabilidade da oclusão de pacientes que apresentavam má-oclusão de Cl II. O índice PAR foi usado para avaliar as mudanças na oclusão após o término do tratamento de sujeitos tratatos em 1 ou 2 fases. Para isso, modelos de estudo foram obtidos dos participantes que foram divididos em 3 grupos. Os dois primeiros foram submetidos ao tratamento precoce anteriormente à utilização do aparelho fixo convencional: grupo 1 – Bionator e grupo 2 – Splint maxilar, e o terceiro grupo não foi submetido a nenhum tratamento previamente à utilização do fixo, permanecendo, portanto, apenas em observação. O índice PAR foi calculado dos 208 pacientes que foram submetidos a essa pesquisa e 173 (83%) pacientes foram remoldados e, novamente calculado o índice PAR num período de, aproximadamente, 5 anos após finalizado o tratamento. Como resultados obtidos, observou-se que os fatores que significantemente afetaram o índice PAR no período de longo tempo pós-tratamento foram: o índice PAR ao final do tratamento, a quantidade de anos pós-tratamento, contrariando os resultados deste trabalho, uma vez que se observou resultados estáveis, no período de longo tempo pós-tratamento (T2-T3), e o índice PAR no começo da segunda fase de tratamento. Embora o tratamento precoce, fase 1, não tenha significância estatística, os pacientes que receberam esse tipo de tratamento

0

10

20

30

40

PAR

T1

T2

T3

30,13 5,39 5,60

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apresentaram um menor índice PAR, no início da segunda fase, quando comparados aos pacientes que não receberam esse tratamento.

Segundo as categorias do PAR final sugeridas por Richmond et al. (1992), quando o valor obtido ao final do tratamento é igual ou menor que 5, considera-se a oclusão quase perfeita. Os pacientes terminaram o tratamento ortodôntico com resultado médio de 5,39, sugerindo oclusões próximas do ideal e, essas oclusões permaneceram estáveis (resultado médio de 5,60) no período de longo tempo pós- tratamento (FIGURA 21). O tratamento demonstrou também, alto padrão de melhora do índice PAR com porcentagem de 81,78%. O valor está acima dos sugeridos por Richmond (1992) e Deguzman (1995), 70% e 65%, respectivamente. Birkeland et al., em 1997, observaram que a idade e os valores PAR, ao início e ao final do tratamento foram fatores significativos nas mudanças em longo prazo (PAVLOW et al., 2008).

A porcentagem de recidiva observada com o tratamento realizado foi de 4,90%. Esse dado comprova a estabilidade que pode ser alcançada com este tipo de terapia. Concordando com esses resultados, Vigorito; Rodriguez; Hirshheimer (1998), utilizando o índice PAR, avaliaram as mudanças oclusais de pacientes em crescimento com má-oclusão de Cl II, 1ª divisão, durante um período de 18 meses e, como resultados, obtiveram que o grupo tratado por meio do Bionator melhorou 55,4%, enquanto que o grupo controle piorou 14,7%. Portanto, puderam concluir que o tratamento com Bionator, em pacientes em crescimento com má-oclusão de Cl II, 1ª divisão, modifica de forma favorável a severidade da má-oclusão.

Woods, Lee e Crawford, em 2000, realizaram uma pesquisa com modelos de estudo de 65 pacientes nos estágios: pré, pós-tratamento e pelo menos 6,5 anos após a remoção de todos os aparelhos de contenção. Não especificaram o tipo de má oclusão dos pacientes. O método de avaliação da oclusão foi o índice PAR, calculado nos modelos de cada paciente, nos três estágios avaliados. Calculou-se a média do índice PAR da amostra total e para cada subgrupo, além da porcentagem média de alteração do índice PAR entre as fases estudadas. O índice PAR sofreu uma redução de 85,6% com o tratamento, semelhante à observada no presente estudo, e teve um aumento de 15,2% no período pós-contenção. Os autores afirmaram que nem todas as alterações oclusais são negativas e, em alguns casos, é mesmo possível que ocorra uma considerável melhora oclusal durante ou após o tratamento. Concluíram que nem o índice PAR ao final do tratamento, nem a

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quantidade de alterações oclusais ocorridas durante ou após o tratamento possibilitaram a previsão da quantidade ou do tipo de alteração oclusal em longo prazo.

Otuyemi e Jones, em 1995, utilizaram o índice PAR para avaliar o tratamento e os resultados pós-contenção, em longo prazo, de 50 casos de má oclusão de Classe II, 1ª divisão. Foram empregados os modelos de estudo para registro da oclusão pré, pós-tratamento, 1 ano pós-tratamento e 10 anos pós-tratamento, estando esta última avaliação sem contenções. Os resultados sugeriram um tratamento ortodôntico de alto padrão, indicado pela porcentagem média de redução do índice PAR. Entretanto, a manutenção dos resultados pós tratamento, após 1 e 10 anos pós-contenção, apenas foi alcançada em 60 e 38% dos casos, respectivamente. Esses resultados não conferem aos encontrados neste trabalho, uma vez que, ao calcularmos a diferença entre a melhora obtida com esta terapia e a recidiva ocorrida, encontraremos 76,88% de estabilidade no período de longo tempo pós-tratamento (T2-T3). O principal fator envolvido na deterioração foi relatado como sendo o apinhamento anteroinferior. Concluíram que, apesar de uma má oclusão de Classe II tratada com sucesso aparentemente apresentar uma tendência a deteriorar após o tratamento, muito desse resultado ocorreu devido à recidiva do apinhamento anteroinferior. No presente estudo, pelo fato da amostra utilizada fazer o uso do 3x3 inferior até a última fase analisada (longo tempo pós- tratamento) essa recidiva foi evitada.