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Syst` eme d’information pour le transport en commun(1 ` ere ´ etude de cas)

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Mise en œuvre de l’approche : Etudes de cas´

5.1 Syst` eme d’information pour le transport en commun(1 ` ere ´ etude de cas)

Para um projeto com princípios de sustentabilidade, recomenda-se uma metodologia cíclica que possibilite a avaliação e a reformulação das soluções ao longo de todo o processo, assim, todos os profissionais podem participar de cada etapa, consentindo mudanças quando necessário. Para isso, é importante

estabelecer uma agenda de trabalho, onde contenha as diretrizes de sustentabilidade para o projeto.

O processo de projeto em função das categorias deve ser planejado de forma que todas as fases sejam interligadas (pré-projeto, projeto, construção e operação e uso). Assim, as diretrizes propostas e apresentadas na figura 43 serão explicitadas de forma mais específica ao longo desse capítulo.

FIGURA 43 – Processo de projeto para bibliotecas universitárias mais sustentáveis Fonte: Autor (2015)

Parte-se da proposta de que alguns itens estão presentes em todas as fases do processo e dão as bases de um projeto mais sustentável. Esses seriam, em primeiro lugar, a adoção de um sistema de gestão do projeto para biblioteca. Em seguida, são relacionados o estudo do entorno, os recursos naturais e os aspectos de qualidade ambiental interna num processo de desenho integrado e multidisciplinar. Cada uma delas influenciará em uma ou mais fases dentro do processo de projeto, tendo de ser pensado de forma cíclica, voltando à fase de projeto como premissa de desenho, que é onde o arquiteto têm sua maior ação e poder de decisão. Como resultante disso, tem-se o projeto pensando em termo de sustentabilidade, definindo assim as seguintes diretrizes:

6.1.1 A1 – PROCESSO DE PROJETO

Nesta diretriz, são explorados os itens em relação ao estudo do público, ao tipo de acervo e à definição do programa arquitetônico, passando pela concepção (programa), realização (projeto) e definições de operação e uso do edifício; e na segunda diretriz dentro dessa categoria, tratam-se os aspectos de inovação, atentando inicialmente aos aspectos relacionados a seguir:

- Todos os projetos deverão ser concebidos e elaborados de maneira integrada, assegurando o princípio da interdisciplinaridade entre as equipes responsáveis pelos projetos;

- Todos os serviços necessários deverão compreender, de modo coordenado e compatibilizado, a elaboração e o desenvolvimento dos projetos executivos;

- Todos os projetos executivos relativos à edificação devem compreender minimamente a localização no terreno e as conexões aos sistemas de fornecimento (rede de lógica, água, luz, etc.), além dos estacionamentos e das conexões aos sistemas viários externo e interno.

6.1.2 A1.1 – ESTUDO DE PÚBLICO

Aqui coloca-se a necessidade do arquiteto de focar na comunidade e no usuário onde será implantada a biblioteca, pois as unidades de informação irão passar a contar com um número cada vez maior de usuários em busca do desenvolvimento de habilidades profissionais e na constante atualização dos seus conhecimentos. Nesse item o arquiteto necessita levantar estes aspectos:

- A definição da área de atendimento da biblioteca universitária e o modelo organizacional a ser empregado (setorial ou centralizado);

- O tipo de relação que se pretende manter com a comunidade, e os horários de funcionamento ao público;

- O número de funcionários e espaços estimados dedicados a eles;

Projetos Executivos: Fundações e estruturas, instalações elétricas internas e externas, rede de alimentação elétrica, instalações hidráulicas e sanitárias, rede de comunicação de dados e telefonia, acústica, sistema de alarmes, paisagismo, sistema de tratamento de resíduos sólidos, sistema de prevenção e de combate a incêndios, relatório de impacto ao meio ambiente, sistema de climatização de ambientes e proteção contra descargas atmosféricas (DEGANI, 2010).

- O número e a frequência aproximada de usuários a serem atendidos, e a característica dos cursos presentes no campus universitário.

6.1.3 A1.2 – ESTUDO DE ACERVO

Neste aspecto precisam ser verificadas as seguintes recomendações:

- Proporcionar e compatibilizar de forma coerente as áreas do acervo com os ambientes destinados à leitura, à pesquisa e às áreas de circulação de pessoas;

- Planejar os elementos de distribuição do mobiliário e as soluções de rotas de circulação no interior do edifício com os pontos de iluminação, de forma que eles possam estar ajustados ao sistema do acervo;

- Fixar no projeto arquitetônico da biblioteca a diretriz da flexibilidade do acervo, com o objetivo de permitir futuras ampliações ou futuros ajustes em função do aumento da capacidade da unidade;

- Seguir as normas e os requisitos direcionados para uma conservação correta e preventiva de arquivos, de filmes, de fotografias e de meios magnéticos em bibliotecas, conforme a Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos - 53 Cadernos -Arquivo Nacional.

6.1.4 A1.3 – DEFINIÇÃO DO PROGRAMA ARQUITETÔNICO

O programa arquitetônico das bibliotecas universitárias precisa estar de acordo com os contextos educacionais do campus onde será implantada, para fornecer aos usuários uma variedade de serviços agrupados em dois setores – referencial e cultural. Além do mais, considera-se inicialmente:

- A definição quanto ao tipo de projeto arquitetônico, à nova construção ou reabilitação;

- O pré-dimensionamento de ambientes e pavimentos, e suas relações espaciais preliminares;

- O cálculo do peso aproximado das coleções dos acervos em função do número de usuários pretendidos.

- Destinar espaço para a busca e a recuperação da informação, devendo ser planejado para desempenhar a facilidade de busca pelos usuários e funcionários;

- Disponibilizar salas de leitura e de pesquisa, ambientes destinados as especificidades de cada campus universitário, possuindo flexibilidade espacial;

- Disponibilizar salas individuais de leitura e de pesquisa, sendo espaços para cabines ou pequenas salas de estudos com controle acústico e visual;

- Instalar computadores interligados em rede local ou internet, para possibilitar atividades acadêmicas aos usuários;

- Prever os espaços destinados a empréstimo, renovação e devolução do material bibliográfico, considerando o envolvimento do transporte do material, as características espaciais do edifício e os tipos de equipamentos mecânicos, sendo indispensável o uso de monta-cargas, elevadores ou rampas quando forem muitos pavimentos.

O setor cultural poderá abrigar uma diversidade de espaços, desde que respeite o ambiente da biblioteca e possua relação com o campus universitário e com a comunidade, recomenda-se para esse setor:

- Espaço social destinado aos alunos onde se poderia comer, beber e conversar;

- Espaço destinado a exposição de arte, trabalhos acadêmicos, etc.;

- Espaço destinado a apresentações de pesquisa, palestras e defesas de bancas;

- Ambientes específicos para cursos implantados no campus universitário, como por exemplo um atelier de moda, entre outros.

6.1.5 A1.4 – COLABORAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO

Nas diretrizes anteriores são levantados os itens que devem ser analisados conjuntamente entre os profissionais envolvidos para consolidar assim as bases para um programa arquitetônico para a biblioteca. Nesta diretriz, enfatiza-se que a relação entre o arquiteto e o bibliotecário é fundamental, e ambos precisam conduzir a gestão dos projetos para alcançar as metas definidas para a produção de um edifício mais sustentável.

6.1.6 A1.5 – DEFINIÇÃO DE OPERAÇÃO E USO

Nesta diretriz, propõe-se que sejam produzidos manuais com informações sobre a operação e o uso do edifício da biblioteca. Prevendo o controle de processos operacionais para a manutenção e conservação dos sistemas. Logo, recomenda-se também:

- Implantar dispositivos de acompanhamento dos consumos nos medidores mais significativos, prevendo o arquivamento desses valores e a elaboração de um histórico, permitindo um acompanhamento da edificação;

- Utilizar disposições arquitetônicas e técnicas justificadas e satisfatórias para permitir acesso fácil aos sistemas de aquecimento/resfriamento, de ventilação, de alta e baixa tensão de energia e de distribuição e gestão de água.

6.1.7 A2 – INOVAÇÃO NO PROJETO

Nesta diretriz, recomenda-se que seja intensificada a utilização de novas tecnologias de informação, comunicação e construção, exemplificadas pelas bibliotecas digitais, redes virtuais, arquivos abertos (open archives), repositórios digitais, terminais de computadores para pesquisa on-line, salas de estudo em grupo com computadores interligados em rede, e nos setores administrativos com serviços aplicados ao planejamento operacional e automatizados da biblioteca.

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