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SYPHILIS PRIMAIRE ET SECONDAIRE

Dans le document DERMATOLOGIE La Collection Hippocrate (Page 100-104)

O século XIX é o século de ouro da imprensa, marcado pelas invenções que transformam a tipografia e a impressão, numa passagem de um trabalho manual, moroso, para um trabalho mecânico, que permite uma tiragem elevada dos jornais, necessária para o fenómeno de comunicação de massas que caracterizaria esta centúria. Para além das inovações técnicas, que permitem a descida acentuada de alguns gastos de produção, é também de referir a existência de outros fatores que explicam as alterações verificadas neste século, entre os quais destacamos a melhoria das redes de transporte, um aumento do alfabetismo, que se repercute ao nível dos potenciais leitores e seus interesses, um alargamento do espaço público e o desenvolvimento do capitalismo.

No domínio jornalístico, conseguimos facilmente dividir este período em dois momentos distintos. O primeiro corresponde, maioritariamente, ao jornalismo político, de partido, que dominou o panorama europeu e americano durante a primeira metade do século. No caso europeu, esta imprensa política retratava um ambiente de efervescência política, marcado pelo movimento do liberalismo, enquanto que na América os movimentos de independência justificavam o florescimento deste tipo de jornais. Tendo por base Habermas (1986), podemos considerar que este se converteu num novo espaço público, constituído por um grupo restrito, a elite cultural, com poderio económico, interessada nos assuntos de índole política e económica, retratados nos jornais da época.

As publicações impressas periódicas são comandadas por duas finalidades: a política e a económica, sendo que normalmente prevalece uma sobre a outra.

O que acontece no segundo momento da imprensa oitocentista é o nascimento de um tipo de jornais em que o objetivo económico se sobrepõe à sua finalidade política, ainda que esta dimensão não desapareça das suas preocupações. No entanto, nestes casos, a imprensa já não se limita a ser encarada como um instrumento ao serviço da propaganda ou de outros fins políticos. Estamos perante um tipo de imprensa diversificado, acessível a um grupo mais heterogéneo, do qual se destaca um operariado

60 cada vez mais ativo, instruído e preocupado com as suas condições. Estes consumidores ativos de notícias esperavam ver expressas nos jornais as suas necessidades, angústias, sonhos e considerações sobre as suas condições de vida, o que condiciona o surgimento de uma imprensa noticiosa, com um discurso acessível, em detrimento da anterior imprensa de partido, cara e elitista. No entanto, a questão política que tanto abalou a imprensa nas primeiras décadas de Oitocentos não é agora descurada das páginas dos jornais, sendo que, com a expansão do voto, esta passa a ser cada vez mais pertinente. São desenvolvidas eficazes técnicas de manipulação encetadas por alguns políticos, que usam os jornais para defender causas próprias, estabelecendo-se claramente uma complexa relação entre estes dois intervenientes da vida pública, o que condiciona a independência da imprensa. No entanto, e ao contrário do que possa parecer, a relação que se estabelece entre jornalistas e políticos não é unilateral, o que significa que, se os políticos manipulam os jornalistas, por sua vez, estes últimos também pressionam os políticos, quando expressam determinadas correntes de opinião que os levam a tomar determinadas medidas que eles não tinham equacionado:

Las conexiones entre políticos y periodistas fueron algo más que mera suposición: en muchas ocasiones los editores o redactores de prensa hicieron carrera política apoyándose sobre sus periódicos, en otras fueron los propios diarios los que entregaron sus espacios a la defensa de intereses partidistas […] (García González 1999: 74).

Outra questão extremamente pertinente que marcou este século e a imprensa foi o desenvolvimento tecnológico, possível graças à revolução dos transportes e das telecomunicações (telégrafo, telefone, caminhos de ferro) que facilitavam uma difusão rápida das notícias, que era exigida para satisfazer a curiosidade e a necessidade de informação, para além de ser evidente a melhoria em termos gráficos:

La prensa, en la misma medida que aumenta sus niveles de producción, abrirá sus páginas al mundo, en secciones de noticias internacionales que cubrirán acontecimientos de muy variado signo, provocando en definitiva la irrupción de las agencias como centros indispensables de recursos informativos. (Borderia Ortiz et al. 1998: 296).

Estes novos inventos tiveram uma repercussão no estilo jornalístico adotado (o telégrafo terá condicionado o uso de uma linguagem telegráfica), aproximando-os de um estilo mais profissional usado atualmente, em detrimento de um mais literário, predominante até então. Ademais, aparecem nesta altura o lead e a técnica da pirâmide invertida, estruturas consideradas como pilares do estilo jornalístico, que se pretende direto, simples, factual e objetivo. O desenvolvimento do telégrafo, para além de

61 repercussões ao nível dos conteúdos e estilo jornalístico, permitiu a transformação das agências de notícias em empresas de âmbito internacional, facilitando a distribuição da informação pelos vários países.

Por outro lado, as novas invenções tecnológicas permitiram alterar a conceção do jornalista, que tinha como função apenas recolher, selecionar e traduzir notícias, e agora assume-se como responsável pelo seu processo de construção, que implica obviamente as fases da obtenção das notícias, a sua impressão e distribuição. No sentido de compensar os gastos associados a esta complexa rede que só termina no momento em que o leitor acede ao jornal, desenvolvia-se a atividade da publicidade, que permitia, consequentemente, a descida do preço por exemplar, marca deste novo jornalismo. As técnicas publicitárias são cada vez mais trabalhadas no sentido de conseguir apresentar o produto publicitado como algo desejado pelo público e, por isso, é evidente o esforço para a obtenção de uma estrutura agradável e apelativa. Desta forma, pode considerar-se que esta atividade ―[…] influenciou com as suas características de apelatividade, simplicidade e eficácia a própria escrita jornalística, ao ponto de esta veicular até ao nível da sua titulagem, uma vontade de sedução geralmente correspondente a uma vacuidade a que já chamaram de linguagem curto circuitada‖ (Correia 1998: 98).

Depois de analisadas as principais características desta nova fase, verificamos que estavam criadas as condições para o desenvolvimento da imprensa popular noticiosa, que surge, antecipadamente, nos Estados Unidos, na década de trinta, assumindo-se como uma forma de cultura popular. A este conjunto pertencem jornais baratos, noticiosos, politicamente independentes, direcionados a um público mais alargado, responsáveis, de uma certa forma, pela ―construção social da realidade‖. Os pilares desta nova imprensa assentam nos novos valores periodísticos de atualidade, objetividade e independência, comandados por interesses comerciais, na sua linha empresarial. A sua demanda pela objetividade surge a par da concisão, estimulada pelas mensagens telegráficas, que permitem a ascensão da notícia ao principal género periodístico deste novo jornalismo.

Apesar de os Estados Unidos serem os precursores deste tipo de imprensa, intitulada de primeira geração de penny press (nome que se explica pelo seu baixo preço), rapidamente este modelo se espalha por todo o mundo, como o prova o nascimento do primeiro jornal popular europeu, em 1836, o periódico La Presse, que, apesar do seu preço ainda elevado e da sua atenção à grande política, ―[…] seguiu o

62 receituário discursivo e funcional da primeira geração da penny press […]‖ (Sousa 2008a: 43).

No final do século XIX, surge a segunda geração da penny press, que pelas suas características se intitula de ―imprensa popular de massas‖. A sua base empresarial assenta numa procura incessante pelo lucro, objetivo principal das publicações, em detrimento do benefício político. Os jornais estavam inseridos numa espécie de guerra comercial, cujo troféu seria o controlo do mercado. Por outro lado, os mais modernos inventos tecnológicos possibilitaram elevadas tiragens a baixo preço, dirigindo-se à generalidade das pessoas. Estes novos jornais eram grandes órgãos de comunicação de massas destinados a extensos e variados públicos.

Os Estados Unidos apresentavam todas as condições para o seu florescimento: um ambiente económico, tecnológico e político favorável a uma imprensa essencialmente urbana. As cidades, de elevada dimensão geográfica e populacional, onde facilmente se vende e comenta o produto jornalístico, são responsáveis pela produção de uma cultura urbana, que apresenta novas tendências, costumes, estilos de vida, formas de integração e consumo. Não obstante, neste local de produção cultural e industrial, assistimos também a cenários de desordem e caos, em contínuo crescimento, onde os menos favorecidos são explorados. Os jornalistas, testemunhas de muitas destas situações, consideram que têm a missão de melhorar as condições destas gentes, sendo o jornal usado como uma arma de intervenção pública. Um grupo que tinha que ultrapassar muitas dificuldades era o dos imigrantes, que, normalmente pouco alfabetizados, povoavam as cidades americanas. Transformados numa mão de obra barata, sonhavam transformar-se em verdadeiros cidadãos americanos e percorriam um caminho complicado à procura do sucesso que o mito americano prometia. Era necessária e urgente a sua instrução e o domínio de uma língua de que precisavam como ferramenta de trabalho. Maioritariamente apresentavam um nível de inglês elementar e, por isso, procuravam um tipo de jornal generalista, simples, acessível e apelativo.

La prensa, como producto cultural, esencialmente urbano, intervendrá de forma decisiva en este lento pero irreversible proceso de urbanización, convirtiendo a la ciudad en audiencia a la vez que en protagonista de sus noticias y ensayando para ello una nueva forma de hacer periodismo: interclasista por naturaleza y de masas por vocación. Y el discurso que transmita se manifestará como un auténtico agente de cambio capaz de generar nuevas formas de identidad colectiva y de interacción social. (García González 1999: 58).

63 O jornalista passa a ser encarado como alguém preocupado com o bem público, representante dos cidadãos e possui a obrigação moral de lhes providenciar toda a informação, de forma objetiva, para que o público a possa interpretar e ajuizar acerca da mesma.

Todas estas características mencionadas em relação ao jornalismo oitocentista, como é o caso do crescente volume de notícias, que se difundiam a uma velocidade significativa, os grandes lucros obtidos por estas novas empresas jornalísticas e os novos dispositivos técnicos contribuíram para o nascimento das primeiras agências de notícias, que apareceram na Europa, numa tentativa de facilitar a obtenção de notícias diversificadas. Com os nomes dos seus fundadores, as três primeiras agências foram a Havas, em França, a Reuter, em Inglaterra, e a Wolff, na Alemanha, seguindo-se outras também importantes como a New York Associated Press, nos Estados Unidos, e a Fabra, na nossa vizinha Espanha.

A primazia das três agências internacionais permitiu-lhes criar um monopólio, impondo aos governos e imprensa uma situação de dependência, que as colocava a um nível superior à quase inexistente ou improdutiva concorrência. Estas três ter-se-ão juntado também à agência norte-americana Associated Press,65 com a qual firmaram um acordo em 1875, de forma a repartir os níveis e locais de influência. No início da criação destas organizações informativas, o fundador era simultaneamente proprietário, no entanto, a partir da década de setenta, estas adquiriam a forma jurídica de sociedade anónima para conseguir equilibrar as elevadas despesas destas organizações e expandir- -se pelo mundo. Depois de colocarem correspondentes em várias cidades importantes de todo o mundo,66 conseguiram levar a cabo uma tentativa de concentração, que implicou o aniquilamento de algumas agências, com uma dimensão menor, ou a obrigatoriedade de colaboração, em troca da sua sobrevivência, como foi o caso da Fabra, em Espanha, e da Stefani, em Itália. O acesso facilitado às notícias internacionias dificulta o sistema de controlo da comunicação e o sistema de monopólio criado por estas agências condiciona a existência de uma homogeneidade informativa, construída com base nas mesmas notícias e fontes: ―Las agencias no sólo se limitan al intercambio de noticias,

65 Esta foi fundada pelos seis periódicos mais importantes de Nova Iorque em 1848, tendo como objetivo inicial recolher notícias para seu uso. Em seguida, passou a perceber as potencialidades da venda dos seus serviços a outros periódicos.

66 Depois de controlado o mercado interno, conseguiram obter um domínio externo através de uma política de alianças, que consistia num troca de notícias e outras informações obtidas na Europa e em outros continentes.

64 sino a la transmisión, al mismo tiempo, de un sistema de vida, de cultura, etc., todo ello entendido dentro del contexto del imperialismo colonial.‖ (Borderia Ortiz et al. 1998: 304).

No final do século, o sistema de distribuição de notícias era maioritariamente controlado por estas três organizações mundiais, em colaboração com as agências nacionais, que depois asseguravam a sua distribuição aos órgãos jornalísticos. Há uma proeminência das agências europeias, pois este continente continuava a ser o centro cultural, económico, tecnológico e político do mundo.

Pelo exposto, facilmente depreendemos que a imprensa informativa assentava em bases empresariais, num contexto que facilitava este ambiente de negócios: ―[…] la prensa informativa se asentaba sobre bases empresariales cada vez más firmes […]‖ (García González 1999: 62).

É, também, de realçar, neste século, o primeiro caso de formação superior de jornalistas, na universidade de Breslau, na Alemanha (hoje Polónia – Wroclaw), seguindo-se outras cidades europeias, como é o caso da Suíça, França, etc. É exatamente na capital deste país, em Paris, que é fundada uma Escola Superior de Jornalismo, em parceria com o jornal Le Figaro, por Albert Betailler, em 1899. Já no século seguinte, duas universidades europeias seguem o seu exemplo, criando o seu curso de jornalismo, em 1903, a universidade de Zurique e, no ano de 1916, em Leipzig. No caso dos Estados Unidos, o ensino prático do jornalismo esteve inicialmente ligado ao da tipografia, como se verificou no primeiro caso de formação de jornalistas, no Washington College, na Virgínia, em 1869. A separação destas duas áreas só iria acontecer em 1878, na universidade do Missouri. Já no século XX, a universidade de Columbia, em Nova Iorque, apresenta o primeiro curso pós-graduado de jornalismo. Estavam criadas as condições para a profissionalização dos jornalistas, que se tornam um grupo profissional autónomo, seguindo um conjunto de normas, regras, ideologias e partilhando os mesmos valores próprios da profissão. Longe vão os tempos em que Rousseau critica e desvaloriza os jornalistas, os chamados gazeteiros, que ele considera pertencerem a um grupo social inferior, desprestigiado.

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2.3.2 O caso americano

Neste século, decidimos inverter a ordem apresentada na centúria setecentista e começar pelo caso americano, uma vez que este influenciou determinantemente o percurso dos outros países ao nível da produção jornalística.

A primeira geração da imprensa popular (também apelidada de penny press) encontrou condições favoráveis para a sua propagação no palco americano, a partir dos anos 30 do século XIX. Procurava-se essencialmente construir um negócio lucrativo, de acesso alargado a grupos diversificados, interessados em temas distintos, apresentando um estilo simples e acessível a qualquer um, esbatendo-se, desta forma, as desigualdades sociais, uma vez que a maioria da população tinha acesso a estes produtos jornalísticos, contrariando o antigo jornalismo de elite.

Quando nos referimos ao público-alvo destas publicações, não podemos deixar de mencionar que este é composto, maioritariamente, pela classe média urbana, cujo crescimento se torna responsável pela configuração de um mercado nacional.

O primeiro jornal popular norte-americano foi The New York Sun, de Benjamin H. Day, em 1833, no qual sobressaíam, de uma forma sensacionalista, as notícias de interesse humano. Dois anos mais tarde, James Gordon Bennett lança The New York

Morning Herald,67 que apresenta uma estrutura já muito próxima dos jornais generalistas atuais, apresentando editoriais, artigos de opinião e cartas dos leitores, como forma de expressar os vários assuntos que interessavam e preocupavam esta sociedade americana. Pretendia, de uma forma competitiva, marcar pelo seu forte interesse informativo e alcançar todas as franjas sociais.

The New York Tribune (1841), de Horace Greely, não conseguiu ultrapassar os valores elevados da tiragem do Herald, no entanto supera-o ao nível da influência que exerce sobre os seus leitores. É caracterizado como sendo ―[…] o primeiro jornal simultaneamente sensacionalista, votado ao interesse humano, e politicamente envolvido, até porque o seu fundador era também líder partidário.‖ (Sousa 2008a: 52). Enquanto observador atento da realidade em constante alteração, apercebe-se dos problemas e injustiças decorrentes do processo de industrialização. Neste sentido, percebe-se a sua orientação política marcadamente socialista, na linha de um socialismo

67 Este pode ser apresentado como um jornal que se encontra ―[…] perfeitamente adaptado ao ritmo trepidante do leitor americano, que, curioso mas apressado, só tem pouco tempo para dedicar à leitura. Compreendendo também que são o «espectacular» e o «sensacional» de uma notícia que lhe dão todo o valor, dá prioridade à rapidez da informação.‖ (Fabre 1980: 58).

66 pré-marxista, vigente na época, que o aproxima do conceito de ―jornalismo de causas‖. Para além do seu caráter interventivo, Greely ficou conhecido por ter sido o primeiro a contratar um jornalista especializado e a dividir o trabalho por áreas. A redação apresenta-se agora estruturada por secções, abrindo caminho para a especialização, tão necessária e desejada entre os jornalistas. Terminamos as referências a esta figura notável do jornalismo, com o seu contributo para a cultura e entretenimento, que se apresentam no seu jornal dominical, o Weekly Tribune.

Volvidos dez anos desde a criação do Tribune, surgia uma publicação de qualidade, que viria a reagir contra os excessos do periodismo popular e a assumir-se como prova de que a imprensa de massas rentável não era totalmente sinónima de sensacionalismo, como parecia até ao momento. Desta forma, em 1851, Henry J. Raymond fundou o New York Daily Times, que viria a transformar-se no The New York

Times, um jornal que pretendia atrair um leque muito diversificado da população,

através da sua linguagem acessível e da sua apresentação atrativa, por um lado, e, por outro, de um tratamento sério, rigoroso e profundo sobre determinados assuntos que interessavam a alguns grupos sociais, às elites, principalmente a secção de notícias sobre os países europeus.

Demarcava-se da imprensa popular e assumia como bandeira do seu modelo informativo a objetividade e a fidelidade aos factos,68 que deviam ser analisados de uma forma séria e rigorosa.69

Nesta publicação, a vertente emocional perdia terreno para a racionalidade.

O cenário jornalístico oitocentista conheceu um novo modelo: as news magazines ilustradas,70 destacando-se nos Estados Unidos a Harper’s News Monphly, de 1850, que dará lugar à Harper’s Illustrated Weekly, que alcançou êxito imediato. Outras revistas preenchiam a primeira metade do século, como foi o caso das magazines voltadas para

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A preocupação com os factos e a sua atualidade tornou-se uma marca constante da prática jornalística: ―Nor does the distinctiveness of the US press lie only with a professionalism centered on objectivity. Before it ever aspired to ―objectivity‖, US journalists developed a habit of factuality, routines of reporting, and an intensely competitive spirit to learn ―the news‖ before their rivals did.‖ (Schudson 2008: 188).

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Al apelar a la capacidad de abstracción de los lectores y no a su emocionalidad, el diario establece una frontera moral entre la calidad que él representa y la bazofia de la prensa popular y, en consecuencia, una frontera también social entre los lectores más reflexivos y los más impresionables. (García González 1999: 98).

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Se o «ler» e o «ouvir» tinham desempenhado, e vão continuar a desempenhar, um papel fundamental no alargamento dos efeitos do periódico, apesar dos limites que impunha a taxa de analfabetismo, a partir da sistemática ilustração em periódicos, sobretudo da caricatura, cria-se o impacto necessário que conduz à atenção sobre o periódico, mesmo na condição de analfabeto. (Alves 2005b: 127).

67 as mulheres e para os negros. No caso das primeiras, de que são exemplo Lady’s

Magazine, Ladies Literary Cabinet, Godey’s Lady’s Book, tratavam de vários temas de

agrado do seu público, como é o caso da moda, beleza e questões ligadas ao domínio sentimental, familiar.

No que concerne às magazines dedicadas aos negros, estas funcionaram principalmente com o objetivo de integrar este grupo no espaço público, de forma a discutir os assuntos que mais profundamente afetavam as suas vivências. Refletiam e

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