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Synth`ese des lois de commande pour le contrˆole du roulis

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5.3 Contrˆole du roulis

5.3.2 Synth`ese des lois de commande pour le contrˆole du roulis

Autores como Camilli e Shepard (1994), O‟Neill e McPeek (1993), Schmitt, Holland e Dorans (1993) assumem, publicamente, suas preocupações por conta da exagerada importância que os investigadores da área dão aos resultados matemático-estatísticos, esquecendo as considerações teóricas sobre as possíveis causas do DIF. Segundo eles, essa tem sido, infelizmente, uma tendência frequente nas investigações do DIF dos itens.

Compartimos com tais autores a preocupação pela ausência de hipóteses com base em teorias explicativas do DIF, que deveriam estar presentes no âmbito da investigação científica. Assim, apresentamos algumas recomendações desses expertos:

 Deveremos, ademais, usar os métodos estatísticos para o estudo do DIF, empregar a opinião de expertos na área. O objetivo seria identificar as habilidades secundárias ou irrelevantes medidas pelos itens ou teste, que são potenciais fontes de DIF. Tal recomendação também é realizada por Douglas, Rousos e Stout (1996), Downing e Haladyna (1997) e Angoff (1993). Outros autores, como Zumbo (1999) e Allalouf, Hambleton e Siresi (1999) são bastante mais incisivos. Segundo eles, identificar a causa ou causas do DIF não significa somente utilizar procedimentos estatísticos (estudos quantitativos), devemos, também, usar as opiniões de especialistas na área abordada pelo conteúdo do item (estudos qualitativos).

 É importante detectar em que zonas da distribuição das pontuações ou níveis de  se produz o DIF. Não obstante, deve considerar-se que a simples seleção de uns intervalos ao invés de outros pode ocasionar mudanças nos estatísticos DIF;

 Os índices de DIF se baseiam em um critério interno, isto é, na pontuação total no teste, ou na pontuação em uma determinada seção ou zona de , pelo que são “doentes de circularidade”. Não

podem ir mais além do próprio teste, para avaliar o impacto em outras formas de medida do mesmo construto (MARTÍNEZ ARÍAS, 1997). Este é, segundo Angoff (1993), a característica comum a todos os métodos para o estudo do DIF;

 Os índices de DIF apresentam flutuações amostrais e falta de precisão. Se, por exemplo, repetíssemos as análises com amostras aleatoriamente paralelas aos grupos de referência e focal, não haveria uma correspondência perfeita entre os itens identificados com DIF nas duas análises.

Os pontos débeis apresentados anteriormente são válidos para todos os métodos descritos. Apresentaremos, agora, uma série de limitações de cada método, conforme síntese de Andriola (2000b):

Método do Delta Gráfico: alguns investigadores, entre os quais F. M.

Lord, tem demonstrado que, a menos que todos os itens estudados tenham o mesmo poder discriminativo, o DIF determinado por este método pode levar a resultados equivocados, quando os grupos estudados pontuam em níveis diferentes de habilidade (ANGOFF, 1993).

Método das Áreas: não conta com provas de significância estatística

para a confrontação do valor da área entre as duas CCI‟s comparadas (MUÑIZ, 1997). Ainda que a ausência dessa prova de significância constitua um problema metodológico, na prática é aconselhável revisar o item. Nesse âmbito, é melhor incrementar o erro tipo I (revisar ou eliminar itens que não tenham DIF), que do tipo II (não revisar ou deixar de eliminar itens que tenham DIF).

Método das Probabilidades: como ocorre no método das áreas,

tampouco aqui existe uma prova estatística definitiva, que informe a respeito da significância do valor DP. Assim, é conveniente adotar o mesmo procedimento apresentado no método do cálculo das áreas.

Método de Comparação dos Parâmetros dos Itens: sua principal

limitação está no fato de que os parâmetros a e b têm que ser estimados, separadamente, para as subpopulações ou grupos escolhidos.

Método do Qui-quadrado de Lord: a desigualdade dos tamanhos

amostrais dos grupos focal e de referência pode levar-nos a obter resultados distintos para o DIF, em função da equivalência ou não entre referidos grupos.

Método do Qui-quadrado de Scheuneman: padece do mesmo

problema do Qui-quadrado de Lord, isto é, os resultados obtidos para o DIF estão associados aos tamanhos amostrais dos grupos focal e de referência. Ademais, como lembra Baker (1981a), por considerar unicamente a proporção de acertos, os resultados podem ver-se afetados pela presença de diferença reais entre os grupos (diferenças no impacto).

Método do Qui-quadrado de Pearson ou Total: padece do mesmo

problema do Qui-quadrado de Lord e do Qui-quadrado de Scheuneman, isto é, a desigualdade dos tamanhos dos grupos focal e de referência pode acarretar a obtenção de resultados muito diferentes para o DIF, em função da equivalência ou não entre os grupos, conforme destacaram Hidalgo Montesinos, López Pina e Sánchez Meca (1997).

Método Mantel-Haenszel: como mais um método que utiliza tabelas

de contingência padece, igualmente, do mesmo problema do Qui- quadrado de Lord, do Qui-quadrado de Scheuneman e do Qui- quadrado de Pearson ou Total, isto é, a desigualdade dos tamanhos dos grupos focal e de referência pode proporcionar resultados diferentes para os índices de DIF, em função da equivalência ou não entre referidos grupos.

Método da Padronização: a principal deficiência deste método é

considerar, unicamente, as frequências de respostas corretas.

Apesar dessas recomendações, os próprios Camilli e Shepard (1994) apresentam algumas vantagens dos modernos métodos para detecção do DIF. Segundo eles, parece haver um acordo generalizado sobre a potência e flexibilidade dos métodos com base na TRI, sempre que os tamanhos amostrais sejam adequados para proporcionar estimadores estáveis dos parâmetros do item e, ademais, sempre que sejam utilizados mais de um método para detectar o DIF (ZUMBO, 1999).

No próximo capítulo serão descritos os aspectos metodológicos envolvidos na pesquisa, o problema a ser solucionado com a pesquisa, as hipóteses que serão submetidas ao teste empírico, os dados que foram empregados na pesquisa e as características mais proeminentes da amostra de indivíduos empregada no estudo.

Capítulo 6

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