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PARTIE III : PROPHYLAXIE EN ELEVAGE CANIN

4. Synthèse sur les mesures de préventions

Como já visto no capítulo 1 deste estudo, a literatura do tema não deixa claro

como a concentração bancária afeta a estabilidade financeira de um país. A desagregação

dos dados a nível de empresa, fornece um novo ambiente para entender a relação entre

estabilidade financeira e concentração bancária.

Tal relação é compreendida na literatura através de aspectos microeconômicos

de tomada de riscos frente a situações adversas. Assim como visto no capítulo 1 desse

trabalho tais comportamentos microeconômicos é o que baseiam a argumentação dos

principais sobre o tema.

É consenso que a estabilidade financeira é função da concentração bancária e do

ambiente econômico, no entanto, ao lidar com essa nova abordagem precisaremos de

novas formas de observar a competição e os riscos bancários. Sendo assim, os próximos

passos deste item são relacionados à obtenção das variáveis contidas em nossas

estimações.

a) A nova forma de entender concentração bancária

Ao lidar com os dados desagregados por empresa, depara-se com um problema

de incompatibilidade entre os demais estudos e este.

Revisando os modelos empíricos de painel sobre o tema, percebe-se que o

recorte dos estudos existentes abrange países, que são, na linguagem dos painéis, os

agentes (“i’s”), e portanto, para cada “i” (ou seja, país) existe uma concentração bancária

evoluindo anualmente. Essa concentração bancária, independentemente do modo como

foi mensurada, não é observada em nível de empresa.

Então, como estimar a concentração bancária, se em nível de empresa, ela não é

observável?

Para que seja possível mensurar a concentração, é necessário um novo modo de

entender a concentração de mercado.

As teorias de concorrência que tentam explicar a relação entre estabilidade

financeira e concentração bancária, vistas no capítulo 1, têm se aproximado das teorias

de competição imperfeita de mercado. Propõe-se, então, que a análise da competição

bancária se dê por meio de uma base simplificada das teorias de competição imperfeita.

O conceito central a ser aqui discutido consiste no poder de mercado.

À semelhança da concentração de mercado, o poder de mercado possui a mesma

ideia de retenção de uma parcela de tal mercado para si, a qual dará à firma vantagens na

competição. No entanto, o poder de mercado não é um simples número, visto que possui

elementos subjetivos, e, portanto, não pode ser totalmente mensurado.

O poder de mercado pode ser entendido como a capacidade que uma firma possui

de reter determinada parcela do mercado. Esse poder varia de firma para firma, e se

expressa nos preços praticados, na quantidade de vendas, na quantidade de clientes e

lojas, na qualidade do serviço prestado, na força da marca, entre outros.

Pode-se dizer que, quando uma firma ganha poder de mercado, a sua “franja de

mercado” aumenta, ou seja, ela possuirá uma maior parcela do mercado. Assim, é

possível concluir que o poder de mercado é o resultado de todo o esforço que a firma faz

para ganhar mercado dos seus concorrentes.

Sendo assim, ao analisar o banco de dados, no nível de desagregação que

estamos trabalhando, pretende-se retirar como proxy de poder de mercado tudo aquilo

que dá vantagens aos bancos em atrair clientes.

b) Análise de riscos e contágio dentro da abordagem desagregada

Os trabalhos empíricos expostos no capítulo 1 estudam a estabilidade,

basicamente de duas formas prioritárias: pelo ZSCORE e pelos non-preforming loans.

No entanto, não há discussão muito aprofundada sobre o uso de tais variáveis.

O ZSCORE, como definido anteriormente, é uma medida de retorno do ativo,

somado à proporção entre capital e ativo, dividido pelo erro padrão do retorno (nos

últimos 5 anos). Portanto, basicamente, mede a estabilidade dos bancos perante flutuação

do mercado de financeiro.

Já os non-preforming loans são uma medida de não pagamento de empréstimos

tomados pelo banco, em caso de inadimplência superior a 90 dias. Sendo assim, quanto

maior esse indicador, pior a situação do banco.

O mercado bancário, comparado a qualquer outro, possui grandes índices de

riscos. Portanto, para selecionar uma variável que sirva satisfatoriamente para mensurar

o risco de quebra de um banco, representando o nível de estabilidade bancária, devem ser

feitas algumas distinções básicas.

Assim como já visto, o contágio não se confunde com fragilidade. Portanto,

contágio é o meio pelo qual a quebra generalizada se propaga, mas não é, em si, a causa

da primeira quebra ou a razão pela qual os bancos se fragilizam.

profundamente.

A teoria de fragilidade-competição baseia-se primordialmente em atribuir as

causas de uma maior fragilidade do mercado bancário a uma maior competição, por se

acreditar que, nessas condições, os bancos precisariam se arriscar em busca de maior

rentabilidade.

Por tal razão, mostra-se relevante ao nosso estudo elencar os riscos que os bancos

tomam em sua atividade diária. Sumariamente, pode-se dividir esses riscos em: (i) riscos

de empréstimos a terceiros, (ii) riscos de investimento, (iii) riscos de tomada de

empréstimos e (iv) risco de especulações em suas ações.

O balanço patrimonial de um banco é composto de direitos e obrigações em que

se incorre risco, além dos riscos especulativos nas ações negociadas no mercado

financeiro, no caso de um banco com capital aberto.

Tal análise de riscos, não se confunde, contudo, com o conceito de contágio, que

é o modo de propagação de uma quebra generalizada do sistema bancário, e não

propriamente o risco que deixará o banco mais frágil. Quanto maior a quantidade de

recursos atrelados a risco de um determinado banco, mais perto de uma quebra ele estará,

mostrando-se, portanto, mais suscetível a qualquer tipo de contágio.

c) O ambiente econômico e as influências temporais

Ao se trabalhar com um só país, é possível verificar que todas as modificações

ocorridas no ambiente geral acontecem simultaneamente para todos os bancos. Essas são

flutuações temporais, que não variam de agente para agente, mas evoluem ano a ano.

Sendo assim, tais flutuações macroeconômicas serão contempladas por dummies de

tempo.

Aqui, deve-se lembrar que essas dummies foram escolhidas ao invés de variáveis

representativas do controle do ambiente econômico (como PIB, inflação, taxa de juros),

pois elas têm a característica de qualquer modificação do ambiente, incluindo

modificações não observáveis (como por exemplo, as institucionais).

Considerando que as dummies e as variáveis de controle do ambiente não podem

estar contidas na mesma estimação, escolheu-se aqui trabalhar com as primeiras, por

conterem uma visão mais geral das modificações sofridas durante o período no país.

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