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Etude expérimentale sur l’évolution des caractéristiques des poudres

II.2.1. Synthèse des intermédiaires de décomposition

Em relatório de 2015, a Organização Mundial da Saúde – OMS informa que os custos e perdas relacionadas aos acidentes de trânsito ultrapassam os US$500 bilhões/ano. Dado ainda mais impactante mostra que aproximadamente 1,25 milhão de pessoas ao redor do mundo morrem vítimas destes acidentes, sendo que 90% destes óbitos são oriundos de países de baixa renda ou países em desenvolvimento.

No Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, o número de mortos e feridos graves envolvidas em acidentes de trânsito superam o número de 150 mil pessoas e que os custos totais para a sociedade/governo atingem R$28 bilhões/ano.

Bacchieri e Barros (2011) afirmam que nos EUA, 25 caminhoneiros morrem em acidentes rodoviários por ano, a cada grupo de 10.000. Já no Brasil esta taxa é de 281. Para os autores, as principais fontes dos acidentes de trânsitos ocorridos nas rodovias brasileiras são os Boletins de Ocorrência – BO, Sistemas de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH-SUS e o Sistema de Informação de Mortalidade – SIM. Apesar de serem fontes oficiais monitoradas por órgãos públicos, uma das principais deficiências se refere à falta de comunicação entre os órgãos, gerando dificuldades e discrepâncias na metodologia do cálculo das mortes ocasionadas por acidentes de trânsito.

Dentro das estatísticas, dados colocam o trânsito como sendo a segunda principal causa por mortes no Brasil, perdendo apenas para as doenças circulatórias relacionadas ao coração. Em relação à frota existente, a taxa brasileira de mortes por grupo de um mil veículos é de 0,66, neste caso, um índice 5,5 vezes superior ao norte-americano, conforme Figura 23, a seguir.

Figura 23 – Países com > números no trânsito, em 2010

Ainda segundo os autores, de acordo com o Grupo Técnico de Prevenção de Acidentes e Violência da Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo durante o ano de 2005, os acidentes de trânsito estão diretamente e indiretamente relacionados por 17% das internações nos hospitais e respondem por 22% dos gastos por causas externas, valor estimado em R$34 milhões.

No mesmo estudo, em 2004, os acidentes de trânsito representavam a nona mais importante causa de morte em todo o mundo, gerando aproximadamente 1,2 milhões de vítimas. Os estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que até 2030 os acidentes de trânsito irão representar a quinta principal causa de morte no planeta, atingindo mais de dois milhões de pessoas.

Em 2006, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA e a Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP realizaram um estudo para estimar os custos e perdas gerados pelos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras federais, dos mais de 100 mil acidentes apontados, obtiveram um custo total estimado de R$6,5 bilhões em 2005. Deste custo 68 % se refere aos custos associados as pessoas envolvidas nos acidentes de trânsito.

Perda de produção e cuidados em saúde foram os principais gastos, enquanto custos associados aos veículos representam 31%. Neste período os acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras custam cerca de R$ 22 bilhões anualmente. Os custos anuais dos acidentes de trânsito no Brasil ultrapassam a cifra de R$27,2 bilhões.

De acordo com informações Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil – Datasus, em 2009 foram registradas 37,6 mil mortes no trânsito. No triênio de 2012 a 2014 dados do DPVAT apontam uma média de 55 mil fatalidades decorrentes de acidentes de trânsito.

Outro fator apontado como consequência no trânsito pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), é a quantidade de pessoas lesionadas que recebem indenizações do governo devido aos danos físicos ocasionados pelos acidentes de trânsito.

No contexto dos transportes, a segurança designa as condições criadas para uma circulação mais segura de veículos em quaisquer vias. No caso específico da circulação de veículos na estrada, existe sinalização cujo escopo é incentivar os motoristas a adotarem comportamentos adequados para que se evitem acidentes.

A segurança nas estradas envolve diversos fatores como motoristas, frota de automóveis circulantes, tempo, qualidade das estradas e sinalização. Em 2009, a Confederação Nacional dos Municípios realizou um mapeamento da situação e a evolução da mortalidade no trânsito nos diversos locais do Brasil, utilizando com base dados de mortes por acidentes de transportes terrestres do Ministério da Saúde.

Os acidentes de trânsito ocorridos em território nacional geram perdas econômicas para famílias, empresas, meio ambiente e poder público, enfim, toda sociedade é prejudicada pela falta de fiscalização, infraestrutura e um controle na qualidade dos veículos que estão trafegando nas rodovias.

Um acidente em uma rodovia federal, por exemplo, envolvendo vítimas e bloqueio, acarretam não apenas perdas econômicas com a destruição de um automóvel, como a perda de vidas ou as perdas não mensuráveis de uma vida econômica ativa por invalidez. Um acidente gera custos extras com o bloqueio da rodovia, motores funcionando por mais tempo, mais combustível para se locomover na velocidade mínima ou até mesmo ficar parados consumindo energia e deixando produtos, serviços e pessoas aprisionadas até que a rodovia seja desbloqueada e liberada para o tráfego.

A Figura 24, a seguir, mostra que muitas vidas e a economia são prejudicadas por acidentes causados pela falha mecânica dos caminhões e ônibus mais antigos. O principal modal, o rodoviário, apresenta limitações que impedem uma melhor desempenho social, ambiental e econômico que geram perdas financeira imensuráveis por três motivos principais: quantidade e qualidade das rodovias, falta de fiscalização das regras estabelecidas e pela idade média avançada da frota circulante dos veículos comerciais pesados.

Figura 24 – 10 maiores causas de morte de pessoas de 15 a 29 anos

Fonte: WHO – World Health Organizations, Global Health Estimations, 2014.

Uma combinação perigosa aliada à falta de fiscalização das autoridades nas estradas é o fato de veículos comerciais com idade de uso avançada realizarem viagens com sobrepeso. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT é a instituição responsável pela fiscalização nas rodovias federais, porém são poucos os Postos de Pesagem de Veículos – PPV e a limitação de recursos humanos nestas instalações fazem que aumentem os riscos de acidentes nas rodovias, embora a Matriz de Transporte de Cargas no Brasil demonstre que o modal rodoviário detém 61% do total, conforme Figura 25, a seguir.

Figura 25 – Matriz rodoviária de cargas

Fonte: CNT, 2014

O país incentiva a renovação da frota de caminhões por meio do Plano Nacional de Renovação da Frota de Caminhões – RenovAr. Elaborado pela CNT, o Programa é voltado aos caminhoneiros autônomos pelo fato de representarem 89,0% da frota com

mais de 30 anos e que prevê a promoção de incentivos para que caminhoneiros autônomos consigam adquirir caminhões novos, como a isenção de tributos, sistema de certificação da reciclagem e maior facilidade na troca de veículos. Com isto, os veículos antigos seriam retirados de circulação e encaminhados para a reciclagem – o caminhoneiro autônomo entrega o seu veículo com mais de 30 anos a um centro de reciclagem e recebe um crédito de 30 mil reais, que poderá ser usado para financiar um caminhão novo com juros baixos e prestações que cabem no bolso.

A ANTT disponibilizou uma planilha que permite a simulação dos custos da operação dos serviços de transporte rodoviário remunerado de cargas. Idealizada com base na Resolução da ANTT nº 4.810/2015, que estabelece metodologia e publica parâmetros de referência para cálculo dos custos de frete, a planilha tem a finalidade de contribuir para que o transportador tenha um melhor entendimento da estrutura de custos envolvidos na execução do transporte rodoviário de cargas. O documento foi pensado para operações de transporte de carga lotação – quando uma única carga ocupa a capacidade máxima do caminhão – e não assume o lucro do transportador ou outras despesas indiretas incidentes na operação.

Alguns fatores relacionados à segurança na rodovias e ruas são difíceis de quantificar. Um caso típico é o valor de uma vida perdida em um acidente de trânsito, que devido à complexidade e fatores econômicos envolvidos no cálculo para medir e quantificar monetariamente o quanto a sociedade e governo perdem quando ocorre um óbito decorrente de um acidente de trânsito. Uma das alternativas possíveis para contabilizar as perdas seria o valor de seguro de vida de uma pessoa, mas esta informação é uma referência limitada, pois se trata apenas de um valor monetário para compensar a família pela ausência do parente envolvido no acidente.

Nos EUA, a American Automobile Manufacturing Association – AAMA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos), que reúne empresas como a General Motors, Ford e a Chrysler, realiza um programa que anualmente recicla parte dos 11 milhões de veículos americanos com idade superior a 10 anos de vida (MEDINA, 2003), com o foco de reduzir o número de acidentes rodoviários.

Existe muita dificuldade dentro das organizações públicas brasileiras para se obter informações oficiais relacionadas aos acidentes ocorridos nas rodovias, pois diferentes fontes oferecem diferentes índices.

Os dados da Figura 26, abaixo, são do Programa Volvo de Segurança no Trânsito e indica o tamanho da acidentalidade nas rodovias federais brasileiras.

Figura 26 – Distribuição Anual de Acidentes envolvendo caminhões

Fonte: atlasacidentesnotransporte.com (2017)

Em 2015, a Polícia Rodoviária Federal aplicou, em média, 75 multas por dia a motoristas que trafegavam em veículos em mau estado de conservação, colocando em risco a segurança viária. No ano foram mais de 27 mil autuações.

Assim, os ganhos ambientais se somam aos ganhos na segurança e que as novas tecnologias são necessárias para a melhoria de todos os processos. Por isso os investimentos em TI aumentam ano a ano, para incrementar os equipamentos que têm por escopo melhorar o desempenho de funções que de forma direta ou indireta protegem os operadores e o meio, bem como, ao bem ativo.

Hoje, os operadores dos VCP podem contar como itens ‘default’ de tecnologia embarcada, os seguintes exemplos:

• Airbag é um sistema de bolsas que são infladas no momento de uma colisão por meio da expansão de gases originadas de uma reação química muito rápida.

• FUPS – sistema de anti-colisão frontal é um sistema de proteção que evita que veículos leves sejam esmagados pelo caminhão em caso de uma colisão frontal.

• Freio motor e Top Brake são sistemas que bloqueando a passagem dos gases no coletor de escapamento do motor, criam uma força contrária ao movimento, o que diminui a velocidade do caminhão.

• Freio VEB (hidráulico), Freio EBS e Travões (Eletrônicos) são sistemas de freio que melhoram a eficiência de frenagem global e aumenta a estabilidade do veículo.

• LKS e LDW alertam ao motorista se o caminhão sair da pista involuntariamente – sistema de câmera que monitora o comportamento do caminhão entre as faixas da rodovia. Caso o pneu do caminhão toque alguma faixa, o caminhão emite um sinal sonoro, pois entende que o motorista está desatento.

• Alcohollock – é um bafômetro bloqueador de partida; que libera a ignição do veículo, somente para pessoas não alcoolizadas.

• Retarder – sistema de frenagem auxiliar que atua na caixa de mudanças, diminuindo a velocidade das rodas e do veículo.

• Articulação mecânica – é um sistema de articulação que evita o efeito “L” dos caminhões, mantendo a estabilidade tanto em retas quanto em curvas. É um sistema mecânico de proteção angular.

• ACC – piloto automático inteligente – além de manter a velocidade que se deseja é capaz de identificar os veículos a sua frente e ajusta a velocidade do caminhão ao fluxo do transito, freando e acelerando automaticamente o mesmo.

• DAS – detector de atenção – é um software adicional à câmera de monitoramento de faixa de rodagem que serve para identificar o cansaço ou sonolência do motorista, conforme a posição do caminhão entre as faixas.

Segundo o relatório Associação de Pesquisa para Tecnologia Automotiva (FAT), para explorar como resistências de condução em veículos comerciais pesados podem ser reduzidas no futuro. Esta Associação é parte da Associação Alemã da Indústria Automotiva (VDA), que por sua vez é composta por mais de 620 empresas envolvidas na produção para a indústria automotiva na República Federal da Alemanha.

A FAT lançou um projeto de fabricação cruzada sobre a “Análise potencial de um ‘trem de estrada’”, para fornecer informações sobre a conservação de recursos no transporte rodoviário de forma que haja mais economia em termos de eficiência energética no tráfego rodoviário e com este propósito realizou uma simulação de fluxo de ar – vórtice (escoamento giratório do vento onde as linhas de corrente de ar

apresentam um padrão circular ou espiral. São movimentos espirais ao redor de um centro de rotação, no caso o caminhão) em um VCP biarticulado, conforme Figura 27, a seguir.

Figura 27 – Distribuição de vórtices em um VCP biarticulado

Fonte: Associação de Pesquisa para Tecnologia Automotiva (FAT)

Nele, os potenciais aerodinâmicos destes “”trens rodoviários” foram testados, por exemplo, em simulações de computador. Isto foi complementado por testes de fluxo em túneis de vento com modelos de semi-reboque. A pesquisa mostrou que o maior potencial de otimização da aero dinâmica existia no próprio semi-reboque. Por meio de painéis laterais, portas traseiras e arremate descendente, aproximadamente 5% mais combustível poderia ser conservado, e que também podem atingir redução significativa de arrasto ao fechar o espaço entre a cabina e o reboque, aumentando consideravelmente a segurança.

Para além deste e outros sistemas de proteção não citados, é preciso lembrar da importância do Treinamento de Motorista – na direção econômica e defensiva – consiste em transmitir conhecimento sobre a condução segura, responsável e de proteção ao meio ambiente. Orientar o motorista sobre os recursos tecnológicos disponíveis no caminhão, para que ele maximize os ganhos por meio da sua utilização correta desses recursos. Também é importante o treinamento para que se dê uma rodagem econômica ao veículo.