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Hydrothermale :

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Chapitre III : Nanoscience, nanotechnologies et nano-objets : Synthèse

III. Synthèse

III.4 Synthèse en milieu aqueux

III.4.1 Synthèse du précurseur "Te 2- "

III.4.2.4 Hydrothermale :

O grupo focal foi realizado com os doze participantes das etapas de estudo/interação do conteúdo e da avaliação de compreensão. Nele, os alunos responderam algumas questões relativas a utilização de OEDs e demais recursos digitais no contexto escolar (anexo XII). Seguindo a linha de manter a teoria da atividade como diretriz para a pesquisa, optou-se por elaborar as questões com base nos seis pontos do diagrama de Engeström: sujeitos, ferramentas, regras sociais, divisão do trabalho, comunidade e objeto. Para cada questão, ou grupo de questões, foram aferidas justificativas. A finalidade de justificá-las diz respeito ao foco no objeto de estudo, mantendo sempre relações próximas dos questionamentos com o tema central da pesquisa.

Sujeito

Com o objetivo de conhecer o perfil do grupo e suas correspondências com o objeto de estudo foram feitas perguntas relativas aos perfis dos participantes. Como resultado, destaca- se a busca da maioria dos alunos por outras instituições de ensino. A motivação é aumentar a carga de estudo nos preparativos para provas como ENEM e vestibulares. Como consequência dessa busca, uma das premissas levantadas para a escolha dos participantes não foi totalmente cumprida, visto que alguns deles já tiveram contato inicial/superficial com pelo menos um dos conteúdos.

Os alunos acreditam que o material didático fornecido pelo colégio não é suficiente e recorrem, não só a outras instituições, mas a materiais, sejam eles digitais (videoaulas, animações e demais OEDs) ou impressos (livros, fichas de exercícios, etc.). O livro disponibilizado, por seu alto grau de síntese é utilizado por alguns dos participantes apenas como material de revisão, como indica o seguinte trecho: “para revisão sim. Se você já tiver estudado o assunto e for estudar de novo próximo da prova é bom, ele é bem resumido, é só para lembrar. Agora no primeiro contato não, ele é bem resumido”.

Como material complementar mais utilizado pelos estudantes estão as videoaulas. Uma das justificativas é a maneira como o assunto é apresentado: ”porque ver um livro assim é meio cansativo, aí dentro da videoaula ele consegue pegar o assunto e “mastigar” assim, sabe? Fica bem mais fácil o aprendizado”. No entanto, apesar de todos as utilizarem, o grupo pareceu dividido em relação à preferência do modo como estudam (dos suportes): metade prefere recursos impressos e a outra digitais.

Ferramentas

A fim de verificar os recursos adotados pelos participantes para a compreensão, o grupo foi indagado sobre a utilização de dispositivos próprios (smartphones, tablets, computadores) visando tais fins educacionais. Não houve unanimidade, mas, dentre o grupo que os utiliza, averiguou-se que os recursos digitais recorrentes são: aplicativos, videoaulas e PDFs, e especialmente em celulares.

Quando perguntados sobre outras ferramentas que já tiveram contato e que contribuíram no processo de ensino-aprendizagem os estudantes foram enfáticos na recorrida aos vídeos. Embora nem todas as disciplinas usem ou possam usar, há uma carência em relação a algumas matérias, que poderiam ser melhor visualizadas se houvesse a aplicação de tal recurso. Dentre as disciplinas citadas encontram-se: biologia, química e física.

O pesquisador verifica se os participantes conhecem objetos educacionais digitais, especialmente aqueles inseridos em hiperlivros didáticos. Poucos realmente conheciam, e acabaram associando a plataformas já utilizadas no colégio, dentre as quais são citadas: Leya, Geekie Games e Educandus.

Regras sociais

Buscando-se entender como se sentem ao se depararem com esses materias, a motivação dos alunos foi questionada. De maneira geral há o estímulo, pelo menos quando os professores os sabem utilizar. Relataram-se casos de docentes que fazem pouco uso de tais artefatos digitais, ora por falta de conhecimento, ora por falta de vontade, recorrendo a dispositivos mais antigos (lâminas em retroprojetor) para a exibição de conteúdos. É o que indica a passagem:

E3: Tem uma professora nossa que usa aquele retroprojetor. E1: As transparências.

E3: As transparências ainda... não se adequou...

Um dos estudantes deu a entender que, quanto mais idosos os professores, menor é o contato e exposição de recursos digitais em sala de aula. Houve ainda aqueles que relativizaram o tema, como na seguinte passagem: “Não dá para dizer... assim: alguns professores utilizam e mesmo assim a aula é maçante. Alguns professores não usam e a gente se sente muito atraído pela aula”. E também aqueles que aproveitaram para criticar professores: “Quando você usa como um recurso é uma coisa boa, mas quando você usa para compensar o fato de você não dar uma aula boa aí fica chato”.

Pensando no experimento, procurou-se compreender se os objetos utilizados eram relevantes ao nível intelectual dos alunos do ponto de vista estético e semântico. De modo geral, os participantes relataram que não tiveram problemas, sendo o material intuitivo, embora tivessem omitido suas dificuldades com algumas ferramentas e expusessem as dificuldades de apenas uma colega na realização de dada tarefa (aplicação do zoom na página).

Ao serem indagados sobre as matérias que poderiam explorar mais os recursos digitais uma resposta chama atenção, pois relata que aquelas que poderiam utilizar já utilizam: “eu acho que as matérias que se encaixam que poderiam utilizar já usam”. E algumas outras não se adequariam: “É que não tem como você utilizar... até tem, mas não tem como utilizar tecnologia em educação física. Porque é uma coisa bem mais... ela fazia, mandava uma vídeoaula para gente”.

Quanto à periodicidade na utilização, é relatado que há uma dependência da carga horária dos professores. Deu-se a entender que, apenas quando há tempo disponível, o que não é tão frequente, é que se faz uso de recursos digitais, seja em sala de aula ou enviando aos alunos por e-mail ou redes sociais. Quando em aula, faz-se apenas a exposição dos objetos, não havendo interação por parte dos estudantes. Um dos motivos relatados é a ausência de um ambiente propício para o manuseio desses artefatos, como indicado na seguinte fala: “Até a falta desses objetos educacionais é pela falta de uma sala de computação”.

Foi informado ainda que eram disponibilizados computadores a cada aluno, mas havia defasagem em seus hardwares, fazendo com que qualquer um dos celulares dos estudantes

tivesse um desempenho melhor que de tais computadores: “Eu acho que praticamente todo mundo aqui na sala tem um celular que é mais potente que o UCA*”.

Divisão do trabalho

Os participantes expõem alguns dos OEDs, recursos digitais e plataformas de aprendizagem mais utilizados ao longo da vida estudantil. O intuito de tais questionamento foi o de identificar tipologias e entender como é dada a interação dos alunos com esses objetos. Percebeu-se que eles são repassados a todo o grupo (e não individualmente) e de maneira expositiva.

Dentre os contrangimentos relatados na interação com os artefatos estão aqueles relacionados ao próprio sistema (travamentos, dificuldade de compreensão de uso ou de recursos da interface, etc.) e também da falta de conhecimento de professores no uso dos objetos. Ao serem questionados sobre os materiais mais utilizados em sala de aula houve unanimidade: slides. Não houve menção a nenhum OED nas respostas, mesmo direcionando outra pergunta para tal fim.

Comunidade

Os atores que fazem parte do ambiente educacional são o tema das perguntas nesse ponto. São informados problemas estruturais da escola, como a ausência de um laboratório próprio de informática (visto que o que existia foi incorporado à disciplina de Física), de computadores ultrapassados e da falta de conexão à internet. Relata-se a burocracia existente na administração do colégio e a falta de verba que acabam impulsionando o desestímulo da utilização de recursos digitais. O professor é outro membro desmotivado quando se depara com o que um dos participantes chama de sucateamento dos bens públicos: “Quanto ao sucateamento, às vezes o professor quer utilizar um vídeo, mostrar um filme, aí o projetor está sem som, por exemplo”.

A família foi outro agente abordado no questionário: embora não tenhamos respostas conclusivas, vê-se que há reclamação dos pais quando há o uso demasiado de dispositivos digitais, mas também o incentivo quando para fins pedagógicos. Por último, tendo como atores eles próprios, os estudantes, nota-se um ambiente colaborativo entre a turma, havendo o compartilhamento de materiais em redes sociais e grupos de conversas.

Objeto/objetivo

Neste ponto os participantes expuseram suas motivações pessoais para o cumprimento das atividades propostas pela escola ou pelo modelo de ensino, tendo naquelas a curto prazo (ENEM e vestibulares) o maior enfoque. Além disso, discutiram sobre a importância dos recursos digitais para o entendimento de temas densos, o que lhes renderia um desempenho melhor nas avaliações, mas relativizaram a situação colocando que a aprendizagem é diferente

(e segue ritmos diferentes) para cada indivíduo. Por fim expuseram algumas vantagens encontradas nos OEDs, especialmente nas videoaulas, frente às aulas presenciais, como indica a seguinte passagem:

É, videoaula você volta... É que é assim, a gente tem professor que não explica bem, que enrola muito. E aí quando vamos a videoaula, é mais direto na hora de explicar o assunto... e aí você consegue entender melhor e até administrar melhor a atenção do que quando quando você está tendo aula com um professor que não é um bom professor. ENTREVISTADO 2. Transcrição do grupo focal (experimento final). Out. 2016. Entrevistador: Gregorio Bacelar Lameira. Recife, 2016. A entrevista na íntegra encontra-se transcrita no Anexo XI desta dissertação.

Seguindo-se também com as desvantagens do restante dos objetos educacionais digitais, como a falta de feedback do recurso: “A falha que pode acontecer é mais na comunicação. Você pode ter uma dúvida e não ter como responder”.

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