Environnements d’ex´ ecution communicants
2.4 Support au d´ eplacement des processus dans les envi- envi-ronnements de communicationenvi-ronnements de communication
VELOCIDADE TEOR DE UMIDADE MATERIAL TIPO
Extremamente rápida (> 3 m/s) Seco Rocha Queda
Muito rápida (3 m/s – 0,3 m/min) Úmido Solo Tombamento
Rápida (0,3 m/min – 1,5 m/dia) Molhado Debris Escorregamento Moderada (1,5 m/dia – 1,5 m/mês) Muito molhado Espalhamento
Lenta (1,5 m/mês – 1,5 m/ano) Corrida/Escoamento
Muito lenta (1,5 m/ano – 60 mm/ano)
Extremamente lenta (< 60 mm/ano)
Fonte: Cruden e Varnes (1996 apud Coutinho e Silva, 2006).
Dentre as classificações brasileiras, destacam-se as de Freire (1965), Guidicini & Nieble (1984), Augusto Filho (1992), IPT (1994). Segundo Lopes (2006) a classificação de Augusto
Filho (1992) reúne as principais características dos movimentos gravitacionais de massa, no âmbito da dinâmica ambiental brasileira, fundamenta sua classificação em estudos realizados na Serra do Mar. O Quadro 2.3 resume os principais pontos levantados pelo autor, relacionando os processos com as características de movimento, características dos materiais mobilizados e a geometria desses.
Quadro 2.3 - Características dos principais grupos de processos de instabilização.
PROCESSOS CARACTERÍSTICAS DO MOVIMENTO, MATERIAL E GEOMETRIA
Rastejo ou Fluência (CREEP)
- Vários planos de deslocamento (internos);
- Velocidades de muito baixas (cm/ano) a baixas e decrescentes com a profundidade; - Movimentos constantes, sazonais ou intermitentes;
- Solo, depósitos, rocha alterada/fraturada; - Geometria indefinida.
Escorregamentos (SLIDES)
- Poucos planos de deslocamento (externos); - Velocidades de médias (km/h) a altas (m/s); - Pequenos a grandes volumes de material; - Geometria e materiais variáveis:
- Planares: solos pouco espessos, solos e rochas com um plano de fraqueza; - Circulares: solos espessos homogêneos e rochas muito fraturadas; - Em cunha: solos/rochas com dois planos de fraqueza.
Quedas (FALLS)
- Sem planos de deslocamento;
- Queda livre ou rolamento através de plano inclinado; - Velocidades muito altas (m/s);
- Material rochoso;
- Pequenos e médios volumes;
- Geometria variável: lascas, placas, blocos, etc; - Rolamento de matacão e tombamento.
Corridas (FLOWS)
- Muitas superfícies de deslocamento (internas e externas à massa em movimentação); - Movimento semelhante ao de um líquido viscoso;
- Desenvolvimento ao longo das drenagens; - Velocidades médias a altas;
- Mobilização de solo, rochas, detritos e água; - Grandes volumes de material;
- Extenso raio de alcance, mesmo em áreas planas. Fonte: Augusto Filho (1992 apud Lopes, 2006).
Conhecer e entender as características dos movimentos gravitacionais de massa é de grande importância para o planejamento e adoção de medidas de intervenção provisórias ou definitivas, diminuindo assim o risco de perdas e danos. Na sequência são detalhadas as características de cada um dos tipos de movimento com base nas definições de Cruden e Varnes (1996).
2.1.1 - Tipos de movimentos e suas características
QUEDAS (FALLS)
Os materiais, rocha ou solo, se desprendem das encostas pela ação da gravidade. O movimento é do tipo queda livre ou de rolamento, com velocidade muito rápida (m/s) que pode atingir grande distância. Nas encostas íngremes o movimento geralmente é em queda livre e nas encostas com declividade 1:1 o movimento é de rolamento de matacões (CRUDEN e VARNES, 1996).
Queda de blocos:
Materiais rochosos diversos e de volumes variáveis se destacam de encostas muito íngremes, num movimento tipo queda livre, ou em plano inclinado (rolamento de matacões). Estes processos possuem velocidades muito altas e podem atingir grandes distâncias. Os processos de quedas possuem um forte condicionante litológico e estrutural, e sua deflagração pode estar intimamente associada a processos erosivos, como na queda de detritos em taludes de rochas sedimentares, ou rolamento de matacões em rochas graníticas (AUGUSTO FILHO, 1994 apud BRASIL, 2010).
Fonte: UNESP (2015).
Rolamento de blocos: Os rolamentos de blocos ocorrem quando processos erosivos ou escavação removem o
apoio da base da rocha (descalçamento). É muito comum em áreas de rochas graníticas, onde existe a maior predisposição a originar matacões de rocha sã, isolados e expostos em superfície. A ação antrópica é a mais comum no seu desencadeamento devido à ocupação desordenada das encostas em que as escavações removem o apoio dessas rochas (BRASIL, 2007a).
Fonte: UNESP (2015).
TOMBAMENTOS (TOPPLES)
O movimento se dá a partir da rotação de um bloco da encosta em torno de um eixo. Este movimento está condicionado à existência de planos de fraqueza (CRUDEN e VARNES, 1996).
Fonte: UNESP (2015).
Podem ser definidos como um tipo de movimento de massa em que ocorre a rotação de um bloco de solo ou rocha em torno de um ponto ou abaixo do centro de gravidade da massa desprendida. Este processo está condicionado pela ação da água ou do gelo em planos de fraqueza existentes no maciço rochoso. Os tombamentos podem conduzir a movimentos tipo quedas ou escorregamentos dependendo da geometria da massa movimentada, da geometria da superfície de separação e da orientação e extensão das descontinuidades existentes. A velocidade deste tipo de movimento pode variar de extremamente lenta a extremamente rápida (BRASIL, 2010).
ESCORREGAMENTOS (SLIDES)
É o movimento que ocorre geralmente através de uma superfície de ruptura. Os primeiros sinais podem ser observados através de fissuras na superfície do solo (CRUDEN e VARNES, 1996). Os escorregamentos podem ser subdivididos em três tipos: rotacionais ou circulares, translacionais ou planares e em cunha.
Escorregamento planar:
Fonte: UNESP (2015).
Segundo Brasil (2010) o movimento é predominantemente acompanhado por uma translação. Estes movimentos são condicionados às descontinuidades ou planos de fraqueza existentes. Para Brasil (2007a) os deslizamentos planares ou translacionais em solo são processos muito frequentes na dinâmica das encostas serranas brasileiras, ocorrendo predominantemente em solos pouco desenvolvidos das vertentes com altas declividades. Sua geometria caracteriza-se por uma pequena espessura e forma retangular estreita (comprimentos bem superiores às larguras). Este tipo de deslizamento também pode ocorrer associado a solos saprolíticos, saprolitos e rocha, condicionados por um plano de fraqueza desfavorável à estabilidade, relacionado a estruturas geológicas diversas (foliação, xistosidade, fraturas, falhas, etc.).
Escorregamento circular:
Os deslizamentos circulares ou rotacionais possuem superfícies de deslizamento curvas, sendo comum a ocorrência de uma série de rupturas combinadas e sucessivas. Estão associadas a aterros, pacotes de solo ou depósitos mais espessos, rochas sedimentares ou cristalinas intensamente fraturadas. Possuem um raio de alcance relativamente menor que os deslizamentos translacionais (BRASIL, 2007a).
Escorregamento em cunha:
Fonte: UNESP (2015).
Os deslizamentos em cunha estão associados a saprolitos e maciços rochosos, onde a existência de dois planos de fraqueza desfavoráveis à estabilidade condicionam o deslocamento ao longo do eixo de intersecção destes planos. Estes processos são mais comuns em taludes de corte ou encostas que sofreram algum processo natural de desconfinamento, como erosão ou deslizamentos pretéritos. (BRASIL, 2007a).
EXPANSÕES LATERAIS (SPREAD)
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Ocorre em materiais mais rígidos sobrejacentes a camadas menos resistentes, formando fissuras e fraturas transversais à direção do movimento. O movimento é repentino e se dá pela perda de resistência da camada subjacente, devido a ação da água, como o efeito da liquefação das areias, e pode também ocorrer devido o escoamento plástico como nas argilas sensitivas. O material sobrejacente pode sofrer movimentos de subsidência, translação, rotação, desintegração ou escoamento (CRUDEN e VARNES, 1996).
RASTEJO (CREEP)
Envolve um conjunto de movimentos lentos que não apresentam uma superfície de ruptura marcante, tampouco uma geometria bem definida. Semelhante aos demais movimentos de massa, podendo mobilizar qualquer tipo de material: solo, rocha ou a mistura dos dois. Este tipo de movimento apresenta velocidades de deslocamento muito baixas, com taxas de deslocamento decrescentes gradualmente com a profundidade. Podem ser associados a mecanismos de movimentos contínuos resultantes da deformação sob uma tensão constante e a mecanismos pulsantes, avançando com velocidade não uniforme, associado a alterações climáticas sazonais (BRASIL, 2010).