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Les sujets recevant exclusivement des molécules génériques de la BHD en 2007

Dans le document TATIF DE PATIENTS EN 2006 ET EN 2007 (Page 90-93)

Historicamente as universidades têm se destacado como espaços de produção e transferência de conhecimento científico por excelência. Estes estudos sobre GC no âmbito das universidades ou do contexto acadêmico serão abordados a partir do conhecimento científico diante do desenvolvimento de tecnologias de informação ou então na mesma perspectiva do conhecimento organizacional.

A gestão do conhecimento científico no contexto acadêmico pode ser estudada a partir de duas vertentes distintas. A primeira, a vertical, diz respeito ao âmbito das comunidades científicas. Nesse olhar de análise, as comunidades científicas são entendidas como o agrupamento de pares que compartilham um tópico de estudo, desenvolvem pesquisas e dominam um campo de conhecimento específico, em nível internacional (COSTA, 2000). A segunda perspectiva, a horizontal, está relacionada às instituições de ensino, pesquisa e extensão, as quais, sob outra abordagem, constituem também as comunidades científicas. Nessa perspectiva adotaremos o conceito de comunidades acadêmicas desenvolvida a partir da literatura da ciência da informação, embora expressões como comunidades científicas, comunidades acadêmicas, comunidades de pesquisa, comunidades disciplinares, dentre outras, sejam utilizadas, todas essas abordagens referem-se ―ao que se pode definir como o estudo de agrupamentos específicos de pares dentro no universo do conhecimento‖ (COSTA, 2000, p. 89).

Observa-se que as duas perspectivas, na abordagem da gestão do conhecimento científico, estão inter-relacionadas. Embora seja possível e necessário definir o ângulo de análise, é importante destacar que não é possível uma abordagem excluir a outra. Leite (2006, p. 191) afirma que a

razão disso está em dois argumentos: i) membros de comunidades científicas, de uma maneira geral, possuem vínculo com instituições de ensino ou pesquisa; e ii) pesquisadores membros das comunidades acadêmicas pertencem individualmente a comunidades científicas específicas.

Desse modo, a produção científica de uma instituição de ensino, pesquisa e extensão, representa um conjunto da produção científica dos pesquisadores que possuem vínculo institucional e, ao mesmo tempo, constitui uma produção científica de comunidades específicas. Por exemplo, a comunidade científica que se dedica ao estudo dos aspectos referentes às publicações eletrônicas, possui uma quantidade X de membros. Toda a produção científica desses membros, relacionada com o estudo de publicações eletrônicas, constitui o total de conhecimento produzido por esta comunidade. Porém, ao mesmo tempo, cada um dos membros da comunidade científica possui vínculo com alguma instituição de ensino e/ou pesquisa e, individualmente, contribui para a produção científica total de sua instituição (LEITE, 2006).

Entretanto, a natureza do conhecimento científico é peculiar, assim como o ambiente no qual se dão os processos de sua criação, compartilhamento e uso. Os estudos que, tradicionalmente, abordam a gestão do conhecimento nem sempre levam em consideração a estrutura comunicacional existente por meio da qual o conhecimento é produzido e comunicado. Nesse sentido, são raras as iniciativas sobre a gestão do conhecimento científico resultante de atividades de ensino, pesquisa e extensão no ambiente acadêmico. Ainda mais raras parecem ser as que levam em consideração o sistema de comunicação científica (COSTA, LEITE, 2006).

Evidentemente, uma das funções das universidades, de modo geral, gira em torno da produção de conhecimento científico, sendo a sua comunicação processo fundamental para o ensino, pesquisa e extensão. Além disso, as aplicações de ferramentas e mecanismos de gestão do conhecimento contemplam geralmente a criação, armazenamento, compartilhamento e aplicação de conhecimento, atividades essas que se tornam viáveis a partir do processo de comunicação, desse modo, o ambiente acadêmico constitui campo fértil para o estudo da GC. No entanto, para a sua disseminação e uso efetivo, o conhecimento científico necessita, além do sistema de comunicação, de mecanismos que garantam a efetivação desses processos. Costa e Leite (2006) afirmam a necessidade de que sejam desenvolvidos e aplicados

mecanismos que sejam capazes de auxiliar a GCC. Qualquer iniciativa nesse sentido, portanto, não pode prescindir da comunicação científica, visto que, como argumenta Meadows (1999), a comunicação reside no coração da ciência, sendo tão vital quanto a própria pesquisa.

Desta maneira, é imprescindível que as universidades promovam a transferência do conhecimento e isto deve ser realizado de forma visível e tangível. O sistema de comunicação científica, no contexto de uma universidade, de maneira natural, torna isso parcialmente possível. Porém, é necessária a explicitação de políticas e diretrizes institucionais que fundamentem uma orientação e cultura direcionada para a transferência do conhecimento científico. Desse modo, uma iniciativa de gestão do conhecimento científico supre a necessidade de implementar, aprimorar e potencializar a transferência do conhecimento científico, de forma a maximizar a criação de novos conhecimentos, a otimização de recursos, o crescimento da instituição e o avanço da ciência (LEITE, 2006).

Embora as TICs não devam ser consideradas como o elemento essencial de projetos de GC, sua utilidade, de maneira alguma, deve ser desconsiderada. O sistema de comunicação, que também não pode prescindir das TIC, deve ser visto como o substrato no qual a GC se efetiva em qualquer contexto e em qualquer organização. Dessa forma, diretamente no contexto do conhecimento científico, as tecnologias desempenham função estratégica, tanto no que diz respeito às atividades de GC, quanto às transformações ocorridas como resultado de sua introdução nos processos inerentes ao sistema de comunicação científica. Estas transformações trazem várias possibilidades agregadas, dentre as quais a agilização do processo de comunicação e o aumento da interação entre membros das comunidades científicas, especialmente em ambientes de acesso livre à informação. Algumas dessas oportunidades podem ser observadas, nos últimos anos e dentro desse contexto, com o desenvolvimento e implementação de repositórios institucionais – RIs.

3.2.3 Repositórios institucionais como ferramentas de gestão do conhecimento científico

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