géopolymérisation et dissociation des réactions impliquées
LA POLYCONDENSATION PAR CALORIMETRIE
5. SUIVI DE LA PRISE D’UN GEOPOLYMERE
1.1.3. Suivi de la géopolymérisation par diffusion des rayons X aux petits angles (DXPA)
a) Preparo da água de estudo
Optou-se por preparar uma água sintética, adicionando-se uma suspensão de caulim micronizado20 à água destilada, conforme metodologia apresentada por Silva (2008) para conferir turbidez e cor, e bicarbonato de sódio para conferir alcalinidade.
Como as águas da região de Manhuaçu apresentam uma alcalinidade total em torno de 15 mg.L-1 de CaCO3 (SAAE, 2004), a água de estudo foi preparada de forma a simular essa
característica, por meio da adição de NaHCO3 P.A. Merck21.
Dessa forma, todos os ensaios foram conduzidos, em triplicata, com dois tipos de água, simulando estações seca (água Tipo I) e chuvosa (água Tipo II) com turbidez de 10 1 uT e 100 5 uT, respectivamente, e com alcalinidade total semelhante à da água da região de estudo (15,0 3 mg.L-1 de CaCO
3)22.
De acordo com a metodologia proposta por Silva (op. cit.), utilizou-se o equipamento de Jar
Test para preparar a suspensão de caulim, conforme a sequência:
adicionou-se, em cada béquer de 2,0 L, água destilada e 40,0 g de caulim micronizado, o qual foi submetido a uma agitação por um gradiente de velocidade de 200 s-1 por 2 horas. Após este tempo, desligou-se o equipamento e a solução permaneceu em repouso por 21 h. Em seguida, coletou-se o sobrenadante de maneira que não houvesse a ressuspensão do material sedimentado.
Para definir a quantidade de suspensão de caulim, necessária para produzir turbidez de 10 1 uT e de 100 5 uT, foram realizados experimentos em escala de bancada, variando a concentração da solução de caulim em um volume fixo de água destilada (12 L). Após cada adição da suspensão, realizou-se leitura da turbidez e da cor aparente.
20 Caulim micronizado: mineral, pó fino branco, peso específico = 2,60 ± 0,05 g.cm-3, densidade aparente solta =
0,47 ± 0,02 g.cm-3, pH em solução 5% = 7,70 ± 1,0, utilizados na fabricação de tintas, papel, cerâmicas, dentre outros.
21 Para conferir a alcalinidade de 15 mg.L-1 de CaCO
3 à água de estudo adicionou-se uma massa de 25,20 0,01
mg de bicarbonato de sódio P.A. Merck® em um litro de água. 22 Para obter uma alcalinidade de 15 mg.L-1 CaCO
3, realizou-se o seguinte cálculo: [(15 mg CaCO3)/L].
[1Eq/50.000)]. Sendo 50.000 mg igual a MM/2 de CaCO3. Logo: 3 x 10-4 Eq.L-1. Utilizando NaHCO3, tem-se
Diante dos valores obtidos (Figuras 7.20 a 7.23), foi definido adicionar aproximadamente um volume de 65 a 70 mL de suspensão de caulim a um volume de 12 L de água destilada para conferir uma turbidez de 10,0 1,0 uT. Da mesma forma, determinou-se que a adição de um volume entre 700 e 750 mL de solução caulim a um volume de aproximadamente de 12 L de água destilada, confere uma turbidez aproximada de 100 uT 5 uT. No entanto, os volumes anteriormente citados foram utilizados como referência, sendo a turbidez e cor aparente conferidas após cada preparo da água de estudo.
Figura 7.20 - Cor versus volume de caulim (Água Tipo I – período de estiagem).
y = 0,1338x + 0,7208 R2 = 0,9871 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 0 20 40 60 80 Volume de caulim (ml) Tu rb id e z (u T) Turbi dez Li near (Turbi dez)
Figura 7.21 - Turbidez versus volume de caulim (Água Tipo I – período de estiagem).
Figura 7.22 - Cor versus volume de caulim (Água Tipo II – período chuvoso).
y = 0,1477x - 2,24 R2 = 0,9966 -20,00 0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 120,00 0 200 400 600 800 Volume de caulim (ml) Tu rb id e z (u T) Turbi dez Li near (Turbi dez)
Figura 7.23 - Turbidez versus volume de caulim (Água Tipo II – período chuvoso).
As suspensões de caulim foram preparadas com antecedência e armazenadas em recipientes plásticos até o dia do experimento23, sendo homogeneizadas antes de serem adicionadas aos jarros de 2 L (béqueres de vidro) do equipamento Jar Test.
23 As suspensões foram utilizadas no prazo máximo de 15 dias.
y = 0,7381x - 0,5856 R2 = 0,9881 -10,00 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 0 20 40 60 80 Volume de caulim (ml) Cor (uH) Cor Linear (Cor ) y = 0,6145x + 32,393 R2 = 0,9925 0,00 100,00 200,00 300,00 400,00 500,00 600,00 0 200 400 600 800 Volume de caulim (ml) Cor (uH) Cor Linear (Cor )
b) Condições para a realização dos ensaios
Foram realizados ensaios de bancada, utilizando a metodologia do teste do jarro (Jar Test), para reproduzir os sistemas de tratamento convencional utilizados para produção de água potável.
Utilizou-se equipamento de Jar Test da marca Nova Ética Modelo 218/LDB06,adaptado com béqueres de vidro, 2 L (forma alta). Essa adaptação foi utilizada para minimizar eventual adsorção dos contaminantes pelos jarros e pelo sistema de coleta de amostras originais do equipamento, que são de acrílico e borracha, respectivamente. As coletas das amostras de água decantada foram realizadas por pipetas volumétricas de vidro (200 mL), adaptadas na ponta24.
Os ensaios de Jar Test foram realizados de acordo com critérios estabelecidos na NBR 12.216:1992 da ABNT, de forma a melhor representar a operação das estações de tratamento de água, como segue:
a) mistura rápida: dispersão do sulfato de alumínio, realizada por meio de gradiente de velocidade de 800 s-1 e tempo de mistura de 5 s;
b) floculação mecanizada: tempo total de 35 minutos, sendo a velocidade reduzida gradualmente, de 70 s-1 (inicial) a 10 s-1 (final);
c) decantação: adotou-se uma taxa de sedimentação de 1,74 cm.min-1 (estações com capacidade de até 1.000 m³.dia-1).
Para propiciar a coagulação da água, utilizou-se solução a 1% de sulfato de alumínio (Al2(SO4)3.18 H2O P.A. Merck®), preparada minutos antes da aplicação, e solução de
(Ca(OH)2)P.A. Isofar®, preparada na concentração25 de 0,87 g.L-1 de Ca(OH)2. Um volume
de 37 mL de solução de Ca(OH)2, preparada a 0,87 g.L-1, foi adicionado a cada jarro de água
bruta preparada com caulim. Esse volume foi obtido por meio de ensaios previamente realizados, onde se avaliou a turbidez remanescente nas águas, dosando diferentes volumes de Ca(OH)2, na concentração mencionada, conforme apresentado na Figura 7.24 .
24 Essa adaptação consistiu na abertura das pontas das pipetas, que foram cerradas para permitir a entrada,
inclusive, de material suspenso.
Figura 7.24 - Dosagem de coagulante versus pH de coagulação e turbidez remanescente. Para permitir a taxa de sedimentação prevista na norma da ABNT igual a 1,74 cm.min-1, após a floculação, aguardava-se um período de 4 minutos e realizavam-se, simultaneamente, as coletas de amostras decantadas, a uma profundidade de 7 cm a partir da lâmina d´água. A filtração das amostras ocorreu sempre por gravidade, utilizando filtros Whatman 40, diâmetro 125 mm, conforme apresentado por Di Bernardo e Dantas (2005).
A Figura 7.25 ilustra os procedimentos de bancada – coagulação, floculação, sedimentação e filtração – realizados, com água sintética, nos ensaios desta Etapa 3 da pesquisa.
Figura 7.25 - Ensaios de bancada (Jar Test e filtração).
As vidrarias utilizadas nos experimentos foram previamente lavadas com detergente Extran Neutro Merck e enxaguadas com água potável de torneira. Após essa etapa, as vidrarias foram lavadas no ultrassom (3 lavagens de 15 minutos cada uma), enxaguadas com água deionizada e secas em estufa (temperatura de 150 ºC por 2 h).
Os frascos utilizados para armazenamento das amostras, a serem analisadas por cromatografia, foram, após o procedimento descrito, ambientados com n-hexano Merck e rotulados. Os frascos preparados para os ensaios de adsorção e acompanhados por cromatografia, foram ambientados com acetona p.a.r. J.T.Baker.
c) Contaminação das águas dos experimentos de bancada (Jar Test com água sintética)
Os agrotóxicos ETU e 1,2,4-triazole (ambos com grau de pureza de 98%) foram adicionados à água de estudo, em duas concentrações distintas (25 e 50 mg.L-1), para análise por COT.
Nos ensaios contaminados com ETU e acompanhados por Espectrofotometria UV/Vis, adicionou-se à água as concentrações de 2, 5, 25 e 50 mg.L-1. Já ETU analisado por
CLAE/UV, a contaminação foi de 100 µg.L-1.
Os ensaios para analisar a remoção do endosulfan (P.A. e grau de pureza de 95%) foram conduzidos com duas concentrações do contaminante (0,5 e 20,0 g.L-1).
d) Jar Test realizado com água do manancial
Procedeu-se, ainda, ensaios de bancada (Jar Test) utilizando águas do manancial do distrito de Dom Corrêa (Córrego João Bento), com características similares à água Tipo I. Esses testes foram realizados para fins de comparação com os ensaios conduzidos com águas sintéticas, no que concerne à remoção da turbidez, cor e agrotóxico (ETU) – Figuras 7.26 e 7.27.
Figura 7.26 - Ensaio de Jar Test com água do manancial do distrito de Dom Corrêa (Córrego João Bento).
Figura 7.27 - Detalhe da floculação da água do manancial do distrito de Dom Corrêa.
Essas águas foram caracterizadas (pH, alcalinidade total, temperatura, turbidez e cor aparente), previamente contaminadas com ETU e realizado o ensaio de Jar Test, conforme metodologia anterior. O acompanhamento da remoção do contaminante foi realizado por Espectrofotometria (UV/Visível) no comprimento de onda de máxima absorbância igual a 232 nm.
A Tabela 7.2 apresenta a relação dos principais insumos e produtos químicos que foram utilizados nos experimentos de bancada desta etapa da pesquisa.
Tabela 7.2 - Relação dos principais produtos químicos e insumos utilizados nos experimentos de bancada.
Etapa* Produto Descrição Função
Preparo da água de estudo
Bicarbonato de sódio NaHCO3 P.A. Merck Alcalinizante
Caulim micronizado
Caulim micronizado: mineral, pó fino branco, peso específico = 2,60 ± 0,05 g.cm-3, densidade aparente solta = 0,47
± 0,02 g.cm-3, pH em solução 5% =
7,70 ± 1,0, utilizados na fabricação de tintas, papel, cerâmicas, dentre outros
Conferir turbidez e cor
ETU (Ethylenethiourea)
CAS 2-imidazolidinethione;
IUPAC ethylenethiourea; C3H6N2S
Marca Fluka. P.A. Pureza: 98%
Contaminante estudado Endosulfan26 Endosulfan Téc. P.A. Pureza: 95%
C9H6Cl6O3S. Nufarm.
1,2,4 - triazole 1,2,4-triazole. C2H3N3. Marca Aldrich.
P.A. Pureza: 98% Ensaios de
coagulação
Sulfato de alumínio Al2(SO4)3 .18 H2O P.A. Merck® Coagulante
Hidróxido de cálcio (Ca(OH)2) P.A. Isofar® Ajuste do pH para coagulação
Filtração Papel Filtro Whatman® 40; diam. 125 mm
Etapa de filtração do ensaio de bancada (Jar
Test)
Ensaios de adsorção do
caulim
ETU, Endosulfan,
1,2,4-triazole Idem anterior Contaminante estudado
Caulim lavado
Solução suspensa, preparada a partir do caulim micronizado, conforme metodologia apresentada por Silva (2008), filtrada e seca em dessecador.
Adsorvente
Filtros 0,45 m (apenas para ETU e
1,2,4-triazole)
Membrana celulósica regenerada; 0,45 m Sartorius Stedim Biotech GmbH. Alemanha.
Etapa de filtração (preparo de amostra para
leitura de absorbância) Nota: (*) A descrição da extração das amostras contaminadas com endosulfan e analisadas por CG/EM-EM na FUNED estão apresentadas na Etapa 4.