Chapitre III Les méthodes de confortement
III.2.6 Substitution totale ou partielle
O principal objetivo deste trabalho foi identificar as práticas realizadas pelas organizações baseado nos conceitos da Gestão da Qualidade na Cadeia de Suprimentos (GQCS). Assim, este trabalho conseguiu alcançar o objetivo proposto na medida em que, através da análise dos casos, identificou as práticas existentes nesta relação.
Para o alcance deste objetivo realizou-se revisão bibliográfica sistemática cujos resultados, analisados à luz da teoria da GQCS, permitiram identificar nove áreas principais, sendo que uma dessas compreende a gestão do relacionamento com o fornecedor. Vários autores salientam a importância desta área entendida como um dos pontos principais na melhoria da qualidade na cadeia de suprimentos (AZAR et al., 2010; FLYNN; FLYNN, 2005; FOSTER, 2008; FOSTER et al., 2011; LIN; KUEI; CHAI, 2013; ZENG et al., 2013; ZU; KAYNAK, 2012).
Na área da gestão do relacionamento com o fornecedor identificaram-se seis elementos- chave, a saber: relação de parceria da empresa com seus fornecedores; ações para a melhoria da qualidade; medição e análise de desempenho do fornecedor; envolvimento do fornecedor no processo de desenvolvimento de produtos; envolvimento dos fornecedores na melhoria contínua e foco na qualidade na seleção dos fornecedores. Por meio dos estudos realizados tornou-se viável apontar um conjunto de considerações que devem receber a devida atenção por estarem ancoradas na realidade.
Os estudos de casos indicam que a empresa cliente observada possui uma visão mais holística da cadeia de suprimentos, o que a leva a exigir que seus fornecedores implantem medidas ou ferramentas voltadas à melhoria da qualidade, bem como a adotarem a maioria das práticas que favorecem a melhoria da qualidade de um modo geral.
Por sua vez, com relação à empresa fornecedora, não há evidências no estudo de caso que comprovem a existência de uma visão mais “holística”, sendo que as ações que são empreendidas focam-se mais a jusante da cadeia de suprimentos, ou seja, visam o atendimento dos requisitos dos clientes imediatos. Tal conduta deve-se, talvez, ao fato de que há uma forte
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orientação do cliente quanto ao atendimento dos requisitos do produto, visto que a Empresa A realiza uma análise qualitativa e quantitativa do fornecedor na resolução de problemas, tendo como preocupação central a verificação de ações para a melhoria da qualidade visando à melhoria contínua. Percebeu-se, nas entrevistas, que existe um alinhamento entre as empresas pesquisadas, pois a preocupação central inicial do fornecedor encontra-se no atendimento aos requisitos técnicos do cliente e no atendimento dos indicadores de desempenho, principalmente relacionados à qualidade no cliente. Posteriormente, busca-se a implantação de melhorias internas quanto aos processos de fabricação; tais processos, por sua vez, têm forte apoio interno por almejarem o aumento da produtividade e da qualidade com a redução de custos e perdas no processo produtivo.
Sobre as práticas de qualidade na relação cliente-fornecedor, de um modo geral as empresas estudadas trabalham com os seis elementos identificados, bem como não observou o uso de nenhuma prática divergente do que foi mencionado na literatura. Para a empresa fornecedora, todas as práticas voltadas a clientes e produtos são semelhantes para todos os seus clientes, havendo pontuais divergências quanto aos produtos atenderem ou não algum requisito técnico específico como, por exemplo, a exposição a uma temperatura mais elevada e que exige isolação térmica específica, ou com relação aos clientes e a maneira como divergem quanto às iniciativas referentes a projetos de melhoria ou ações de melhoria, dependendo do foco estratégico de cada empresa, ou seja, se visando à redução de preço ou à redução do tempo de entrega (just in time). Convém observar também que, no caso deste produto, as inovações que surgem relacionadas aos seus componentes eletrônicos dependem do avanço da tecnologia que, geralmente, parte do fornecedor.
Ambas as empresas visam manter um relacionamento saudável e mais estreito, trocando informações através de uma “plataforma de comunicação”, tudo para analisar e propor melhorias na qualidade final do produto, pois a conclusão e o aprimoramento das etapas do processo reverte em ganhos para todos com essa parceria, sendo observado que as empresas pesquisadas mantêm um número reduzido de fornecedores, o que possibilita um melhor controle da gestão da qualidade do fornecedor (FLYNN; FLYNN, 2005; KAYNAK, 2003 apud ZU; KAYNAK, 2012).
De um modo geral, também se observou-se, através da aplicação do questionário da pesquisa, que as empresas acreditam que a prática que mais interfere no avanço da qualidade está relacionada aos indicadores de desempenho, estes que possuem uma cobrança interna em cada organização quanto à melhoria contínua.
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“ações para a melhoria da qualidade”, em específico quanto prática de elaboração em conjunta de ações e projetos de melhoria, bem como possam adotar incentivos de melhoria na qualidade do fornecedor, este último podendo ser baseado em um sistema recompensas. Visando a melhoria das ações em conjunto, de acordo com a literatura, é sugerido que as empresas tenham um maior foco na organização quanto à gestão de recursos, principalmente aumentando a realização de algumas práticas em conjunto com os fornecedores, que facilitem o compartilhamento do conhecimento de modo que isso serviria como base para o incentivo de ações visando a melhoria da qualidade. Também foi verificado que a Empresa A adota a gestão baseada em resultados, assim neste tipo de gestão deve ser verificado quanto à existência de possíveis conflitos de objetivos, este que desencoraja a colaboração e o compromisso, aumentando o oportunismo na relação. Outra sugestão aos gestores da Empresa A, apesar de não ser foco principal deste trabalho, é de realizar um acompanhamento mais próximo do subfornecedor, ou seja, do fornecedor de seu fornecedor, visando questões relativas ao sistema de gestão da qualidade e a matriz de habilidades se estão sendo “cobradas” ou acompanhadas por seus fornecedores, de modo a permitir que esta visão contemple toda a cadeia.
Aos gestores de ambas as empresas é sugerido que foquem na auditoria da qualidade dos seus fornecedores, principalmente quanto ao incentivo e cobrança nas questões relacionadas aos treinamentos dos funcionários e desenvolvimento das habilidades e competências dos mesmos, uma vez que o fortalecimento do conhecimento nos colaboradores aumenta a conscientização nas questões de qualidade, favorecendo ações que visam a melhoria da qualidade.
As contribuições deste trabalho podem ser descritas em dois campos que se complementam: na área do conhecimento e na área pessoal. Com relação à construção do conhecimento, em um primeiro momento a pesquisa contribui com o levantamento teórico sobre o tema da GQCS, possibilitando a sistematização e divulgação dos principais conceitos e práticas existentes na atualidade. Em um segundo momento traz contribuições relacionadas ao desenvolvimento do procedimento de pesquisa adotado e por meio do qual foi possível desenvolver os protocolos para análise das práticas de GQCS nas empresas. Ainda no campo dos saberes, este trabalho contribuir com as empresas participantes do estudo e que forneceram dados que retornam agora em subsídios para repensarem suas práticas aprimorando os seus processos.
Quanto à área pessoal, as principais contribuições alcançadas dizem respeito ao avanço do conhecimento quanto a GQCS, bem como ao método de pesquisa adotado e cujas fontes de evidências e experiência prática da pesquisa permitiu concluir este empreendimento.
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