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Telomere length is not predictive of dementia or MCI conversion in the oldest old

2.1. Study population

Na clássica obra de Alfred Marshall, Principles Economics, (1876), encontra-se a retórica sobre a análise da trajetória de existência das empresas por tamanho. Tão relevante foi esta que o seu refinamento é a gênese da cumulatividade do conhecimento adquirido pelos indivíduos nesta área, gerando observações menos imperfeitas da realidade e com isso a possibilidade de aperfeiçoamentos nas construções teóricas sobre os fenômenos econômicos inerentes ao crescimento das empresas, tornando codificadas e mais inteligíveis as informações e explicações sobre os fatos. Esta lógica corrobora para o desenvolvimento de uma relação mais estreita entre teoria e realidade, buscando obedecer à afinidade causal em que a segunda determina a primeira e não o inverso, pois o embeddedness deve ser tomado

como premissa básica. E é sob está ótica que deve ser compreendida a contribuição de Alfred Marshall sobre a produção de artigos concentrados em localidades especificas2.

A concentração de uma indústria em certas localidades advém de períodos longínquos em que mercadorias eram produzidas em indústrias especializadas e distribuídas inclusive a lugares distantes.

“Alguns desses artigos eram produzidos em alguns lugares apenas, ou mesmo num único lugar, e se difundiram por toda a Europa, em parte por meio de feiras e dos mascates profissionais, e em parte pelos próprios produtores, que variavam de ocupação viajando, a pé, através de vários milhares de milhas, a fim de vender seus produtos e conhecer o mundo.” (MARSHALL, 1988, p.231)

Marshall classificou as economias oriundas de aumentos na escala de produção em duas classes, internas e externas.

“(...) economias derivadas de um aumento da escala de qualquer espécie de bens em duas classes: primeira, as dependentes do desenvolvimento geral da indústria e, segunda, as dependentes das empresas que a ela se dedicam individualmente, das suas organizações e eficiência de suas administrações. Nesta perspectiva, pode-se chamar as primeiras de economias externas, e as últimas de economias internas”(MARSHALL, 1988, p.229).

As economias internas é resultado, principalmente, da redução dos custos médios conforme aumenta sua produção das empresas individualmente. As economias externas decorrem de outros fatores, a saber: a) concentração de fatores de produção (terra, capital,

trabalho, energia, transporte, etc.); b) oferta especializada, sendo que capital e trabalho irão migrar para a região em que houver concentração de firmas; c) spill-over tecnológico, significando a geração e difusão de tecnologia por toda a região.

Observa-se que as economias externas decorrem de um desenvolvimento geral da industria. Essas aglomerações de pequenas unidades industriais são decorrência de vários

2 Esta lógica está muito próxima, senão semelhante, daquela posta por Veblen na sua clássica obra, “Teoria da Classe Ociosa”, onde este aprofunda e estigmatiza uma retórica que não equivocadamente sempre vai fazer parte do cotidiano. Corroborando neste sentido, Chick (1993, p. 18) referindo-se ao método inovador de Keynes e sua proposta de estudar a interação das decisões econômicas, diz que isso se realizou “(...) analisando os principais componentes da economia e depois os ajustando para formar uma teoria do produto como um todo. Ninguém fizera nada igual a isso antes e ouso afirmar que ninguém o fez desde então”. Citando uma observação de Keynes, Lima (1992, p. 33) diz, “(...) o método mais apropriado de modelagem econômica também é algo histórica e institucionalmente condicionado, acompanhando, num certo sentido, as próprias mudanças na natureza do objeto analítico em questão”. Mesmo não fazendo parte do escopo deste trabalho, parece ser, sem dúvida, estimulante ao limite e inovador ao infinito, se é que existe, especular sobre a relação existente entre estes cientistas sociais que estavam preocupados em solidificar uma lógica a mais próxima possível do refinamento da realidade, e que parece convergir em seu âmago para uma idiossincrasia de enraizamento social, inerente nas retóricas destes autores às vezes mais contemporâneos em seus entendimentos do que aqueles que se

fatores, porém os mais relevantes são aqueles relacionados as condições naturais e/ou físicas atuando sobre a vontade do homem em explorar e descobrir meios de melhorar sua existência. São os ganhos oriundos das economias de fatores ah doc os determinantes fundamentais da origem de uma industria localizada, calcada na liberdade das empresas como lócus “(...) do desenvolvimento de nobres formas das artes da vida” (MARSHALL, 1988, p.233). Entretanto, o desenvolvimento destas depende em parte das convenções dos habitantes e de suas instituições políticas e sociais.

Marshall explicita com propriedade a lógica do porque regiões ou locais desenvolvem- se e se mantém baseados em uma industria especializada.

“São tais as vantagens que as pessoas que seguem uma mesma profissão especializada obtêm de uma vizinhança próxima, que desde que uma indústria escolha uma localidade para se fixar, aí permanece por longo espaço de tempo. Os segredos da profissão deixam de ser segredos, e, por assim dizer, ficam soltos no ar, de modo que as crianças absorvem inconscientemente grande numero deles. Aprecia-se devidamente um trabalho bem feito, discutem-se imediatamente os méritos de inventos e melhorias na maquinaria, nos métodos e na organização geral da empresa. Se um lança uma idéia nova, ela é imediatamente adotada por outros, que a combinam com sugestões próprias e, assim, essa idéia se torna uma fonte de outras idéias novas. Acabam por surgir, nas proximidades desse local, atividades subsidiárias que fornecem à industria principal instrumentos e matérias primas, organizam seu comércio e, por muitos meios, lhe proporcionam economia de material.”( MARSHALL, 1988, p.234)

Cria-se um ambiente favorável à cumulatividade de um conhecimento tácito aproveitando-se dos processos de aprendizado contínuo sustentados por um enraizamento social local. Além disso, cria-se uma mão-de-obra especializada que pode se utilizar de equipamentos de alto preço, facilitando as condições de acesso a estes pela aglomeração, mesmo que as empresas sejam inferiorizadas financeiramente. Por sua vez, pode acontecer uma desvantagem em relação às restrições ao mercado de trabalho na região, empregando apenas uma mão-de-obra com determinadas especificidades, deixando a margem um montante de pessoas sem condições de desenvolver tal atividade, demandando o desenvolvimento de algum tipo de produção paralelo para incorporar o excesso no mercado de trabalho.

Dadas essas características, as assimetrias evidentes entre as empresas, principalmente advindas da maior escala de produção das grandes, podem ser suprimidas pela localização próxima de um conjunto de firmas, constituindo um ambiente de economias de escala externas. Os resultados dessa concentração geográfica seriam ganhos de eficiência gerados

espontaneamente. As evidências indicam que não é o tamanho das pequenas empresas o que lhes prejudica, mas sim o fato de que essas costumam operar sozinhas em ambientes cada vez mais competitivos. Reside justamente nesse aspecto o potencial de ganhos que a formação de aglomerações pode proporcionar às pequenas empresas.

Essas economias geralmente são asseguradas pela concentração de várias pequenas empresas, com características similares e em determinado espaço geográfico, com ganhos particularmente relevantes. Tal conceito de externalidades foi introduzido com o objetivo de definir por que e como o fator locacional importa, e por que e como pequenas empresas podem ser eficientes e competitivas. As localidades foram denominadas de “indústria localizada” ou “distritos industriais”. A conformação de espaços geográficos concentradores de uma mão-de-obra especializada é responsável pelo adensamento das habilidades e criação de um tipo de capacidades dinâmicas tácitas. Assim, um distrito industrial se compõe de firmas instaladas em um território definido, que exercitam a divisão do trabalho industrial entre si, estando ainda essas firmas imersas em uma atmosfera tão estimulante e tão propícia à industrialização como se o segredo da indústria se encontrasse no ar.

A indústria localizada em uma atividade especializada suscita uma atmosfera em que os conhecimentos pairam no ar, e de maneira cumulativa passam a ser aperfeiçoados e implementados em inventos e maquinarias. Isto determina o aparecimento de atividades subsidiárias e o uso de maquinário especializado, tudo isto corroborado por um ambiente onde as forcas sociais estão em harmonia com as econômicas. Nesta condição, os limites impostos as PMEs pela escala de produção podem ser equacionados quando a firma for capaz de beneficiar-se das economias de escala originadas das “economias de recursos agrupados e/ou da especialização”, ou seja, quando a firma beneficia-se de economias externas.

Tal concentração provocaria o equacionamento da dicotomia competição - cooperação, aumentando a eficiência e, por conseguinte, a capacidade competitiva das empresas envolvidas no processo. Isto dar-se-ia pela articulação entre economias externas – resultado imediato da aglomeração espacial – e “ação conjunta” dentro do próprio distrito. Cabe destacar, que a divisão do trabalho entre as empresas do distrito provoca substanciais economias de escala ao potencializar o uso especializado de recursos produtivos, como treinamento de mão de obra e na rápida circulação de informações. Neste contexto, o papel das economias de escala externas torna-se essencial na caracterização dos distritos industriais marshallianos.

modelos dos distritos industriais atuais, mais especificamente o da “Terceira Itália” e do “Vale do Silício”, constituem-se exemplo mais apurado de um ambiente estimulante para desenvolvimento de atividades especializadas num determinado espaço territorial. Seu desenvolvimento endógeno procedeu-se aproveitando as vantagens regionais localizadas, tais como: capacidade empresarial, dotação de recursos da região, aproveitamento da mão-de-obra local e incentivo para o desenvolvimento tecnológico inovativo no próprio ambiente. Sua configuração é de micro, pequena e médias empresas. Contam com especialização produtiva regional, qualificação profissional facilitada pela difusão social existente, alto grau tecnológico, instituições provedoras de recursos para as pequenas empresas, fornecendo crédito local acessível, treinamento profissional para a rápida solução de eventuais dificuldades locais e forte fator histórico/ cultural que solidifica a cooperação.

Com a proximidade entre as empresas, pode-se identificar especificidades que demonstram a dinâmica do conjunto de empresas em um ambiente de competição, produto de esforços inovativos, criado pela cumulatividade do conhecimento e de um ambiente de aprendizado gerador de competências especializadas que, conseqüentemente, aumentam a produtividade. Geralmente, isso está amparado em uma trajetória em que as principais causas que levam a composição de tal tipo de arranjo é uma estrutura produtiva voltada para o beneficiamento de uma única matéria-prima, baseando-se, então, em condições físicas. Isto ocorre pela existência de recursos naturais capazes de sustentarem uma produção específica por longo período de tempo. Além dessa reserva natural, aqueles que dela se aproveitam, senão em seu início, porém em pouco tempo, serão os dotados de um certo conhecimento ou já acostumados ao ofício de manufaturar tal matéria prima.