Matériels Et Méthodes
A. Les structures osseuses :
ALFREDSLOAN foi um dos responsáveis pelo salto de qualidade na
organização empresarial no século XX. Ao suceder o criador da General Motors, William Durant, no comando da empresa, seu desafio passou a ser a criação de cultura, estratégia e direção globais, ou seja, produzir carros que atendessem a todos os gostos. A solução foi a criação de um novo modelo de estrutura organizacional – a estrutura divisional – para dar suporte à gestão de negócios da General Motors. Com isso, Sloan tornou-se pioneiro na criação dos modelos organizacionais das grandes corporações. AFordnoBrasil Osprimeiroscarrosmodelo TchegaramaoBrasilnofinalde 1904.Asuaimportaçãoteveinícioem 1908.Em1919,aFordinstalou-seem SãoPauloetornou-seaprimeira fabricantedeveículosaoperar emnossopaís.
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Figura6.7:FábricaFord-Bom Retiro(SP),1920. ALFREDSLOAN(1875–1966)Ocupou os cargos de vice-presidente e, posteriormente, de presidente da General Motors; salvou a empresa de uma grande crise, iniciada em 1920. Foi um dos primeiros gestores a escrever um livro teórico, Eu e a GM (1963). Ao assumir a direção da GM, o mercado era dominado pela Ford (60%), com seus carros populares, ao contrário de seus concorrentes que produziam automóveis de luxo. Sloan optou por uma linha intermediária, até então inexistente. A filosofia era a de abranger um mercado global. A maior homenagem que os americanos prestaram à memória de Sloan foi conceder seu nome à Escola de Administração e Negócios do renomado Massachusetts Institute of Technology (M.I.T.).
Figura6.8:EscoladeAdministração
eNegóciosdoMassachusettsInsti- tuteofTechnology(M.I.T.).
Fonte:http:// janelaweb.com/livros/ ficha15.html
Fonte:http://lanacion.com.ar/ herramientas/printfriendly/ printfriendly.asp?nota_id=739068
A General Motors deu início à diversificação de sua linha de produtos com diferentes marcas. Cada marca de carro era destinada a um segmento específico de mercado. Ao contrário da estratégia de massificação de Ford, a estratégia da General Motors baseava-se na segmentação de mercados. Uma grande inovação estratégica para a época – do mercado de massa fordista para o mercado segmentado sloanista. Com uma linha diversificada de produtos voltados para diferentes mercados, a empresa não mais poderia insistir no modelo de estrutura convencional, centralizado. Ciente da inadequação desse padrão, Sloan decidiu implantar um novo modelo corporativo. Este novo modelo baseava-se nos seguintes fatores:
• criação de divisões descentralizadas; cada divisão era responsável pela administração de uma linha específica de produtos (por exemplo: divisão Cadillac, divisão Chevrolet, divisão Pontiac, divisão Oldsmobile);
• descentralização do poder decisório de tais divisões, dando-lhes grande autonomia de decisão e gestão (cada divisão tinha o seu próprio staff gerencial e produtivo);
• transformação das divisões em centros de lucro, com objetivos de vendas, produtos, estoques, lucros, participação de mercado;
• criação de uma administração superior, cujo objetivo era cobrar resultados e monitorar o desempenho das divisões;
• centralização das funções de pesquisa, políticas financeiras e de vendas e de assessoramento às unidades de negócio (divisões).
A estrutura divisional foi implantada em 1925, mas divulgada somente na década de 1960, quando Sloan publicou sua autobiografia (Minha vida na General Motors).
O gigantismo da General Motors, com suas diferentes unidades e empresas, exigia da alta administração da empresa a criação de um novo modelo de gestão. Sloan venceu esse desafio e transformou a GM na maior empresa automobilística dos anos 1960, superando a Ford.
AULA
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Clemente Nóbrega analisa em seu livro Antropomarketing: dos Flintstones à era digital (2002) a estratégiadeSloannaGM,comoobjetivodedesbancaraliderançadaFord:
NaGM,cincomodelosdeautomóvelseriamfabricados.Issoaumentavamuito a complexidade do negócio e implicava um nível de organização interna sem precedentes.AvisãodeSloaniaalém.Elequeriamudarosmodelostodoano! Eraarriscadíssimo.Oscustosiriamexplodir.Seriaprecisocriarcompetênciasnovas –estilo,materiais,cores,design(...)osvendedoresteriamdeserpermanentemente treinados.Numsetoremque,atéentão,amesmicedomodeloTeraopadrão único,seriamudançademais.
(...) as economias de escala que a Ford conseguiu não podem ser superadas; portanto,nãodariaparacompetirporpreço.AGMvaioferecercarrosemvários segmentosdepreço–domaisbaratoaobemmaiscaroqueosmodelosT.Nas palavrasdele:(Vamos)darumamordidanapartedecimadaposiçãodeFord (...)ecriarodesejonaspessoasdeiremfazendoupgradeemseusmodelosmais baratosàmedidaquevãomelhorandodevida.ElascomeçariamcomoChevrolet –omaisacessível–,massonhariamotempotodoemchegar,umdia,aoCadillac –osímbolomáximodestatusparaoamericanomédio,durantedécadas. OsresultadosnãodemoraramapremiaroesforçoeainovaçãodeSloan:duranteosanos1920,aGM superouaFordemtermosdevolumedevendaseparticipaçãodemercado.Noperíodode1927a1937, aFordteveprejuízoeaGMacumulouumlucrofantástico.OdomíniodaGMperdurouatéofinalda décadade1950,quandoaToyotatornou-seomaisimportanteprodutordeautomóveisnomercado. Figura6.9:OCadillacde 1903,daGeneralMotors. A“grandesacada”deSloan Sloanpensoudeoutromodo[deprodução]econcentrouaatençãoda GeneralMotorsnomercadodecarrosparaaclassemédia,inexistenteatéentão. Seuobjetivoeralançarumcarroparacadabolsoefinalidade(CRAINER, 1999,p.57).
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OFORDISMOEOSLOANISMO:UMAANÁLISE COMPARATIVA
De forma simplificada, podemos dizer que Ford criou o conceito de produto único (modelo T), de consumo popular e direcionado para o mercado de massa. A estratégia de Ford baseava-se exclusivamente na boa qualidade com preço baixo. Ford priorizava a sua visão de produto, pois seu foco era exclusivamente no produto. No período de 1908 a 1916, Ford reduziu o preço de seus carros em 58%. Em 1924, o modelo T era vendido quase a preço de custo: o lucro por carro não chegava a 30 dólares. Ford optou pela estratégia de fomento da economia de escala, que consistia no aumento da produção e na diminuição do custo unitário do produto. Isto lhe possibilitou baixar o preço final do produto e ainda obter uma margem de lucro razoável. Para Ford, o consumidor era padronizado; seu foco era exclusivamente no produto.
Sloan criou um novo conceito de produto: o produto-marca (Cadillac, Chevrolet, Oldsmobile), baseando-se na expectativa do americano médio de alcançar status social. Ele priorizava o mercado e procurava atender aos diversos segmentos de consumidores. Para pôr em prática suas idéias inovadoras, partiu de diferenças – no bolso e na cabeça – entre possíveis consumidores.