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Chapitre II Topologies d’onduleur à tolérance de panne

II.8 Onduleur double

II.8.1 Association série et différentielle de cellules de commutation

II.8.1.1 Structures multi-niveaux

Como se tem vindo a referir, o principal instrumento de recolha de dados desta investigação foi feito através da análise de narrativas escritas elaboradas pelos alunos. No entanto, urge a necessidade de explicar todos os mecanismos realizados na construção e implementação dos instrumentos de recolha de dados.

A evidente necessidade da obtenção de dados e de informações substanciais que permitissem fundamentar a realização desta investigação, foi a principal preocupação na elaboração dos materiais. Todavia, essa não seria a sua única função pois visava-se que o cariz destes exercícios ajudasse os alunos a limar arestas na questão do desenvolvimento escrito, fundamental nos níveis de ensino em que se encontram, que conseguissem enriquecer os seus textos com informações relevantes acerca dos conteúdos aprendidos e que melhorassem a articulação dos conteúdos sob a forma de expressão escrita. Por outro lado, também seriam importantes no fornecimento de informações acerca do nosso desempenho enquanto professores, ajudando-nos a ajustar as nossas práticas.

Assim sendo, para avançar com esta investigação, foram considerados um conjunto de quatro exercícios escritos, quatro na disciplina de História e quatro na disciplina de Geografia, totalizando oito aplicações de narrativas escritas. A planificação e construção destes exercícios, teve por base os conteúdos que estavam a ser lecionados no momento e,

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como não podia deixar de ser, em conformidade com os Programas de História A e de Geografia A.

Posteriormente, o que se revelou mais complicado foi determinar o período temporal que se podia dispor para a realização dos exercícios. O ideal era ser disponibilizado um bloco de 45 minutos, na aula a seguir à lecionação dos conteúdos para os quais se tinham preparado as narrativas, porém isso só foi possível na disciplina de História. Esta circunstância deve-se, sobretudo, à orientadora cooperante se ter mostrado, desde logo, disponível em dispensar esse tempo letivo, além de concordar que era, efetivamente, o melhor para os alunos realizarem este exercício. Pelo lado da Geografia foi mais complicado, tendo em conta que a orientadora cooperante se recusou, de imediato, a dispor esse tempo letivo para a realização dos exercícios alegando que, devido ao facto de os alunos realizarem exame nacional de Geografia A nesse ano, todo o tempo disponível teria de ser aproveitado para avançar com a matéria, visto que as aulas terminavam mais cedo. Deste modo, a melhor solução que se conseguiu arranjar foi que alguns exercícios teriam de ser realizados, incontornavelmente, em casa e outros existiu a possibilidade de serem realizados em aula. Isto na prática traduziu-se numa divisão em duas partes iguais, ou seja, a realização de dois exercícios em casa e os outros dois em espaço de sala de aula.

Fazia parte dos objetivos principais da realização desta investigação que os alunos trabalhassem em aula e que esse trabalho fosse rentabilizado pelo ambiente turma, pela orientação e auxílio do professor e pela motivação que se cria neste contexto, pois é recorrente a desvalorização que os alunos têm perante a realização dos trabalhos de casa isto porque, regra geral, fazem o mínimo exigido e o que fazem recorrem à Internet para todas as pesquisas, ignorando os restantes suportes de estudo e, mais do que isso, ignorando aquilo que têm de mais frutífero que é a imaginação e criatividade.

A realização de exercícios escritos fomenta o desenvolvimento e aperfeiçoamento da expressão escrita nos alunos, além de potenciar o desenvolvimento da organização dos conhecimentos, por isso os exercícios propostos foram construídos de modo a irem de encontro ao nível dos conteúdos programáticos lecionados, do ano de escolaridade e, invariavelmente, ao nível cognitivo dos alunos.

Analisando que estávamos a trabalhar com alunos de 10º e 11º ano de escolaridade, era espectável que estes, facilmente e autonomamente, realizassem estas atividades escritas, visto que já possuíam as capacidades necessárias para o efeito. No entanto, no primeiro contacto que os alunos tiveram com um dos exercícios propostos, e também levando em linha de conta o que se tinha vindo a observar nas aulas, confirmou-se a

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existência de inúmeras dificuldades. Essas dificuldades, especialmente ao nível da escrita e da organização de ideias, que não se esperam de alunos neste patamar escolar. Igualmente, se verificaram dificuldades em concentrarem-se em responder ao que se propunha nas atividades, isto é, grande parte dos alunos não se revelaram incisivos nos textos que produziam, pois dispersavam dos temas indicados aos exercícios. Este era um facto que, também, já se tinha denotado aquando da realização dos testes e de atividades semelhantes às propostas.

Para colmatar estes aspetos, na elaboração dos exercícios escritos eram sempre definidos tópicos que os alunos deviam tocar no desenrolar da realização dos textos, assim, passavam a ter regras definidas e objetivos a atingir. Outra solução encontrada, foi tentar apelar à imaginação e criatividade dos alunos, apresentando exercícios que tentavam fugir um pouco aos exercícios padrão que estavam habituados a realizar. Ao tentarmos inovar neste quesito, pretendia-se que os alunos olhassem para este género de atividades que, tão comumente, realizavam com mais ânimo e interesse percebendo que de uma forma mais interessante é possível consolidarem os conteúdos lecionados.

Enquanto professora, o meu papel no momento da realização dos exercícios, passou por auxiliar os alunos fornecendo as dicas necessárias, além das que constavam na descrição dos exercícios, garantindo a clarificação do que estava a ser pedido e, por conseguinte, objetivando o sucesso da sua realização. Conquanto, considerando que a realização das narrativas escritas foi integrada numa planificação de aulas mais didáticas, que comportavam diferentes estratégias de aprendizagem, o meu verdadeiro papel consistiu substancialmente no delinear dessas aulas.

Todos os exercícios foram adaptados aos temas abordados, possuindo diferentes finalidades que exigiam dos alunos diferentes abordagens aos conteúdos de História e Geografia. Estes continham explanadas as normas que vigoravam a sua realização, mas as mesmas foram sempre, devidamente, esclarecidas pela professora para que os alunos não induzissem em erro. Foi também alvo de cuidado, inserir em todos os exercícios um conjunto de informações complementares de maneira a ajudar os alunos no processo de construção, nomeadamente, informações alusivas aos aspetos que deveriam ser abordados, uma pequena contextualização acerca da matéria em estudo para a qual o exercício estava destinado, apesar de os exercícios seguirem o programa à medida que este foi dado, e informações sobre o tipo de texto a ser produzido.

A realização destas narrativas escritas, embora tenham sido preparadas por mim, dado que estávamos em contexto de estágio, as mesmas passaram por uma análise de ambas as orientadoras e, obviamente, pela consideração dos restantes colegas de estágio.

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Neste seguimento, todas as sugestões foram uma mais-valia na melhoria e complemento de cada exercício.