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A.3 Boucles

B.1.4 Structure SI ALORS

Objetivos

Desenvolver a leitura silenciosa. Desenvolver a leitura individual.

Atividades

- Concurso de leitura a nível de escola:

Leitura expressiva de excertos de textos pelos alunos que se inscreveram no concurso.

-Seleção dos alunos por um júri constituído para o efeito. -Concurso de Leitura a nível distrital:

.Leitura expressiva .Respostas a questões. Destinatários Alunos do Agrupamento Alunos selecionados Entidades Envolvidas Biblioteca Escolar

Plano Nacional de Leitura

Trabalho em rede Trabalho de articulação entre a Biblioteca escolar e o Plano Nacional de Leitura.

Contributo da Animação Socioeducativa

Leitura expressiva de excertos escolhidos pelos professores do Departamento de Línguas.

Datas 3º Período

Grau de execução/resultados

A atividade atingiu um elevado índice de sucesso pois os alunos vencedores a nível de escola ficaram bem

Após ter lido todas as planificações dos projetos de leitura, e de as ter analisado de acordo com o modelo de análise acima, e após ter lido todos os relatórios dos mesmos e o relatório final elaborado pela responsável do PNL, julgo que podemos dizer que se promoveu a animação da leitura, que houve práticas de promoção da leitura que envolveram docentes, o diretor da escola, pais, elementos da autarquia, do conselho geral, da biblioteca pública, elementos externos (escritores), no sentido de desenvolver as competências leitoras dos jovens e dar resposta às necessidades curriculares. Estas entidades/indivíduos têm origem local, regional e nacional.

Da cooperação entre todas as entidades e do esforço desenvolvido, aumentou-se a frequência de utilização das bibliotecas e o serviço de empréstimo domiciliário, aproximaram-se as bibliotecas da rede interconcelhia do Barroso, envolveram-se as famílias e cativaram-se novos utilizadores para as bibliotecas para o prazer de ler.

6 - CONCLUSÕES

Concluída a parte empírica e de análise do estudo, é o momento de fazer uma síntese e reflexão sobre o trabalho desenvolvido. Procurei encontrar respostas para o problema que orientou este estudo, ou seja, quais são as finalidades e como se desenvolve a promoção da leitura na rede de bibliotecas de um concelho do interior norte de Portugal, Este problema, como foi dito anteriormente, surgiu a partir da perceção de que as crianças não estavam suficientemente motivadas a leitura, bem como da constatação de baixos índices de literacia que exibiam.

Aprofundei algumas temáticas relacionadas com a leitura e a sua importância no desenvolvimento das crianças, tendo em atenção os possíveis impactos no sucesso escolar. E desenvolvi uma metodologia de base interpretativa, em torno da entrevista e da análise documental, sendo certo que a minha qualidade de professora me colocou também na qualidade de observadora participante em alguns dos projetos e processos deste projeto.

Com base na análise do trabalho que estava a ser desenvolvido no âmbito do PNL, da BE, da BM e da RBE, analisei os projetos de leitura, os relatórios desses projetos e procurei obter as opiniões dos seus responsáveis, no sentido de perceber se todo esse trabalho se tinha revelado frutífero a influenciar positivamente os hábitos de leitura e o sucesso escolar.

Após ter lido e analisado os projetos de leitura e respetivos relatórios e ter ouvido as opiniões dos responsáveis, julgo que podemos concluir que a população escolar está muito envolvida neles, principalmente os alunos mais jovens, pois estes aderem muito bem às atividades e deixam-se envolver por esse mundo de fantasia e simbolismo, frequentemente estimulados por processos de animação. Os alunos mais velhos são os que aderem menos às atividades, escudados muitas vezes pela pressão dos exames e do escasso tempo para a envolvência na leitura. Cativar, partilhar, envolver e comprometer são atitudes fundamentais para a cultura do prazer de ler e que constam dos projetos de leitura que analisei.

A BE e a BM tiveram um papel especialmente importante na promoção da leitura, disponibilizando, por um lado, as obras de literatura infanto-juvenil em quantidade e diversidade para a prossecução dos projetos e das atividades de biblioteca de turma que se desenvolveram em contexto de sala de aula e em articulação com o

PNL e, por outro lado, foram palco de alguns dos eventos com a participação entusiástica dos jovens.

Da análise dos relatórios dos responsáveis pelos projetos, da responsável do PNL e da BE, concluí ainda que todos os seus responsáveis consideram a leitura como um alicerce do sucesso educativo e, sendo assim, todos estão comprometidos nesse propósito comum. Todo este trabalho tem, no fundo, um objetivo principal: aumentar o sucesso educativo. Todos são unânimes em concordar que a leitura é uma competência transversal a todas as disciplinas; um aluno que não lê, não entende, não relaciona, não comenta e não analisa. Também, todos tendem a reconhecer que o sucesso de um aluno deixou de estar confinado às paredes de uma sala de aula e a um currículo pré determinado, é preciso que todas as entidades (pais, autarquia, BE, BM, PNL, professores, e outras façam um trabalho articulado, diferente, mais animado e dinâmico em prol do desenvolvimento das competências dos alunos.

Quanto à forma como se desenvolve todo este trabalho de promoção da leitura, identificam-se duas grandes facetas: o papel da animação socioeducativa e o trabalho em cooperação, podemos mesmo dizer, talvez, em rede.

Assim, a animação socioeducativa surge frequentemente como uma estratégia para alcançar as finalidades de promoção da leitura e do sucesso educativo. A dramatização de histórias (realizadas quer por outros alunos, ou por convidados: professores, pais e encarregados de educação), a leitura em tom encantatório, os teatros de fantoches que estimulam a criatividade, a pintura, a modelagem, o empréstimo domiciliário, as atividades ligadas ao escritor do mês, o encontro com escritores, os concursos (de leitura, de marcadores, literários) foram momentos de interdisciplinaridade, com recurso a novas práticas para educar na diversidade, constituindo uma mais-valia para a prática da leitura e consequentemente do sucesso educativo. O envolvimento da família nestas atividades também é referido como um estímulo para os alunos, humanizando as relações numa sã convivência,

Quanto à articulação do trabalho, todos os resultados vão no sentido de evidenciar que a cooperação entre as várias entidades existe, se tem vindo a desenvolver e constitui um fator muito positivo na consecução dos seus objetivos e nos consequentes reflexos nas crianças e nos jovens.

É possível constar que a promoção da leitura é feita, não apenas com os recursos específicos das entidades diretamente responsáveis, mas também com a envolvência de outras entidades e indivíduos. Estas entidades/indivíduos são de origem

local, regional e nacional, sendo notório que, de entre elas, se destaca a participação da autarquia, quer como entidade financiadora, quer como entidade promotora, quer como entidade articuladora, quer como entidade simplesmente colaborante.

Os vários parceiros envolvidos nos projetos de leitura (autarquia, BM, PNL, BE, RBE, pais/encarregados de educação, professores e convidados) têm trabalhado em articulação e todos colaboraram no sentido de cativar crianças e jovens para a leitura, de os tornar leitores mais assíduos e competentes e, por consequência, com melhores resultados escolares.

A maioria dos exemplos mostra que há partilha de ideias e de projetos e que se rentabilizam, por um lado, os recursos humanos, porque se partilha o que cada um melhor fez e se pode aportar à própria rede e, por outro lado, rentabilizam-se os recursos financeiros porque, provavelmente, em conjunto, conseguem-se fazer atividades com menos custos e que podem, eventualmente, até ter outra projeção. Trocam-se experiências, aprende-se com os erros dos outros, evolui-se e são estas relações que dão sustentabilidade e credibilidade ao trabalho e permitem melhorar o desempenho.

O trabalho desenvolve-se frequentemente com o estabelecimento de parcerias segundo várias tipologias de cooperação ou mesmo em trabalho em rede. Cada um dos intervenientes tem, aparentemente, papéis específicos que se vão diferenciando, consoante as situações e os projetos. Seria necessário aprofundar as tipologias e os modos como se desenvolve esse trabalho em rede, o que já está a ser feito, por exemplo, relativamente ao papel das autarquias em estudos ainda em curso, mas já com alguns resultados que indicam que, no caso das autarquias, elas valorizam o importante papel que atualmente têm na melhoria da qualidade da educação e de tudo o que lhe está associado, tendo em vista o sucesso educativo dos alunos (Araújo et al, no prelo), bem como a relevância da parcerias, ou redes, patente no uso de vocábulos como “parceria”, “articulação”, “partilha”, “concertação”, pela parte dos responsáveis políticos e técnicos das autarquias (Sousa, Oliveira & Araújo, 2012).

Os resultados deste estudo também vão na linha dos resultados de Costa et al (2012), que indicam como, na perspetiva dos técnicos superiores de educação das autarquias, as redes são olhadas como uma estratégia promissora e instrumentos para descentralização, sendo que a existência de uma boa articulação é fundamental para a otimização do seu funcionamento.

Uma vez que o sucesso escolar no concelho em estudo tem vindo a aumentar,4 e com base no exposto ao longo deste trabalho, talvez possamos concluir que as atividades de animação da leitura, o trabalho empenhado e articulado – podemos dizer, em rede - que se desenvolveu com todos os intervenientes na promoção da leitura, conseguiu dar algum contributo na melhoria da literacia e no aumento do sucesso escolar dos alunos.

4 Analisando o relatório que a direção executiva do agrupamento de escolas apresentou aquando da

avaliação externa da escola em finais de fevereiro, o 1º ciclo em 2009/2010, apresentava uma taxa de transição de 94,8% e em 2010/2011, apresentava uma taxa de 98,9%; o 2º ciclo em 2009/2010, apresentava uma taxa de 78,4% e no ano seguinte 91,6% e o 3º ciclo, apresentava no ano letivo 2009/2010, 84,8% e no ano seguinte 94,3%.

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