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CHAPITRE 4 IMPLÉMENTATION DE LA GÉOMÉTRIE CYLINDRIQUE INCLI-

4.3 Analyse de la géométrie CARCELZ inclinée

4.3.2 Structure de routines de calcul de volumes et de surfaces

Na intenção de analisar a nova espacialização da produção industrial, suas transformações conjunturais e estruturais nos anos 1985, 1996 e 2000, visando também a conhecer seu impacto no desenvolvimento econômico brasileiro, utilizamos, nesta parte do capítulo, as informações do IBGE – Pesquisa Industrial Anual – Empresa – 1996/2000) e do Censo Industrial 1985, embora, dando ênfase ao período mais recente no estudo das transformações macrorregionais, microrregionais e às aglomerações industriais desse período.

Na década de 70, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentravam 61,3% dos empregos e 71,9% da produção industrial do país. Em 1985, já se verifica uma desconcentração industrial das regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de janeiro, em favor de outras cidades/regiões industriais com infra-estrutura moderna e menores custos, facilidade de escoamento da produção, isenção fiscal e maior dinâmica competitiva global.

Quanto ao período 1970-1985, houve em 1985, uma queda de 57,2% no emprego industrial, em relação a 1970, antecipando a tendência de desconcentração regional

dos anos subseqüentes, principalmente, com o início da reestruturação produtiva na década de 90, que gerou o desemprego estrutural e maior produtividade para as grandes indústrias com base tecnológica. Essa desconcentração regional industrial teve as seguintes conseqüências:

1- A Região Sudeste, notadamente São Paulo e Rio de Janeiro, foi a que mais sofreu com a nova espacialização e divisão social do trabalho, gerando desemprego, migração da força de trabalho qualificada e de vários segmentos industriais para outras regiões, principalmente a Região Sul (Rio Grande do Sul e Paraná); O estado de São Paulo, principal parque industrial brasileiro, vinha sofrendo um processo de desconcentração industrial desde a década de 70, apesar da inovação tecnológica desenvolvida na última década (IBGE, 2001b);

2- Na Região Nordeste, os estados com maior parque industrial (Bahia e Pernambuco) foram os mais afetados pela nova política industrial, sofrendo queda na produção e no emprego. Em compensação, o Ceará foi o Estado mais beneficiado pela desconcentração industrial, seguido pela Paraíba, Alagoas e Piauí, que tiveram pequenos acréscimos na produção e no emprego;

3- A Região Centro Oeste, caracterizada pela agroindústria e produção mineral, obteve um bom desempenho em relação à produção industrial nacional, com ênfase para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás;

4- A Região Norte também obteve uma maior representatividade em relação à indústria nacional, principalmente os estados do Amazonas e Pará. Apesar de dobrar a participação na produção, o Amazonas é possuidor de indústrias com desenvolvimento tecnológico e, conseqüentemente, reduzida utilização de mão-de-obra pouco qualificada, aumento da produção e da taxa de desemprego. As demais Unidades da Federação mantiveram suas participações tanto em relação ao emprego como na produção.

A desconcentração regional no Brasil não foi generalizada em relação às macrorregiões e aos diversos gêneros de produtos, pela falta de infra-estrutura produtiva, centros de desenvolvimento tecnológico e fatores de produção necessários para a manutenção da cadeia produtiva. Os 101 principais aglomerados industriais existentes no Brasil em 2000, que representavam 87,4% do valor da transformação industrial, em 1996 respondiam por 87,9% da transformação industrial (IBGE, 2001b).

As deseconomias de aglomeração provocaram deslocamentos das indústrias da região metropolitana para o interior dos estados, ocasionados pelos altos custos e restrições da área urbana metropolitana, tais como: o custo do aluguel de imóveis, a tributação excessiva, a organização sindical e maior custo da mão-de-obra. O desenvolvimento das telecomunicações da rede informacional favoreceu a instalação de indústrias nas cidades urbanizadas do interior, no período 1996/2000.

A nova espacialização industrial brasileira, com a reestruturação produtiva na década de 1990, gerou também a necessidade de uma maior concentração geográfica e setorial (clusters industriais), a criação de inovações do processo de produção e a exploração de diversas aglomerações no mesmo espaço, visando a uma maior competitividade global (IPEA, 2001).

Segundo dados do IPEA (2001), do total das 156 aglomerações industriais com mais de 5 mil empregados, 47% estavam na Região Sudeste, 29% na Região Sul e 24% nas demais regiões. Além disso, os gêneros industriais que mais concentram os clusters eram o têxtil, calçados, o mobiliário e o metalúrgico.

Na visão do IPEA (2001), quanto à dialética similaridade X interdependência de atividades econômicas dos clusters industriais, dois tipos se desenvolveram no Brasil: a desintegração técnica – a indústria se especializa levando em consideração suas vantagens competititvas (rede de firmas) e os clusters industriais – estruturados institucionalmente, ou

seja, baseados no sistema nacional de inovação tecnológica e na política industrial do governo.

Segundo ainda o IPEA (2001), o Brasil possuía seguinte subdivisão industrial: 1- Indústria com tecnologia avançada e ligada ao processo de inovação tecnológica, integrada com centros universitários, força de trabalho qualificada e um sistema organizacional que integra as empresas;

2- Oligopólios, que são formados por pequeno número de grandes empresas e grande número de fornecedores de pequeno e médio porte, e cuja tecnologia está voltada para a produção das maquinarias, equipamentos e automóveis;

3- Indústrias tradicionais, que possuem fornecedores e clientes na mesma região, com baixo grau de integração e carente de infra-estrutura e serviços (exs.: Indústrias de alimentos, bebidas, vestuário, couro e minerais).

Para se analisarem as indústrias de confecções informais, é preciso conhecer as indústrias formais, seu sistema de funcionamento, gestão e escoamento da produção bem como a estrutura do mercado de trabalho, na qual os clusters industriais, baseados nos ajustes produtivos, têm reduzido o número de postos de trabalho, desestruturando o mercado de trabalho formal e estimulando o crescimento da economia informal e o trabalho terceirizado.

3.2 Perfil das Indústrias de Confecções do Brasil e a Microprodução Industrial da