II. 4.12.2.5 Vision globale et contrôle :
IV.4 Paramètres de conception du stockage des pommes de terre :
IV.4.1 Structure des bâtiments de stockage :
No ano de 2000, surgiu o termo medicina regenerativa, que foi cunhado por Willian A. Haseltine, hoje utilizado para descrever maneiras de curar o corpo através da estimulação de células endógenas para reparar tecidos danificados, transplante de células ou tecidos de engenharia para substituir os doentes ou feridos. Determinado número de tecidos em mamíferos incluindo epitelial, medular e muscular apresenta algum grau de regeneração, mantendo a integridade do tecido, após a perda de células ou lesões, devido a normal renovação celular. Em outras espécies de mamíferos, incluindo humanos, lesões teciduais são normalmente reparadas por formação de tecido cicatricial fibroso. Assim, desvendar os mecanismos de regeneração pode eventualmente ajudar em métodos de terapia celular e a regeneração de tecidos. Os mecanismos moleculares subjacentes de regeneração não estão totalmente elucidados, no entanto, dois mecanismos gerais, mediados por CTs ou de
desdiferenciação de células linhagem específica têm um papel na regeneração (RIANZI, KWON, STANFORD, 2009).
Tem sido postulado que as CTMs podem ser eficazes no tratamento de doenças neurodegenerativas, seja por substituição de células perdidas, através de diferenciação em tecido neural funcional; modulação do sistema imunológico para evitar o agravamento da neurodegeneração, e/ou prestação de apoio trófico para o sistema nervoso doente. As CTs derivadas da MO são capazes de lograr o sistema imunológico alogênico, bem como supressão de respostas imunes dirigidas contra as células de terceiros, após administração infusão intravenosa (IV). Além disso, quando infundida na circulação, as CTMs têm a capacidade de migrar especificamente para locais de lesão cerebral, visando assim locais para a reparação neural (KEMP K.
et al., 2010). Também estes transplantes não resultam na
formação de teratomas quando testados em ensaios clínicos e são relativamente seguros (SNG J. and LUFKIN T., 2012).
Estudos mostram que CTMs derivadas da MO, quando infundidas em ratos, migram para o cérebro lesionado e sobrevivem (XIONG, MAHMOOD, CHOPP, 2010). Em terapia com estas células em ratos que sofreram AVC, injetadas via intravenosa um mês após o ocorrido, demonstraram benefícios terapêuticos, incluindo uma recuperação significativa no comportamento e um aumento nas células em proliferação ao longo da zona subventricular. Estas CTMs também induzem células intrínsecas do parênquima a produzir fatores de crescimento. Estes fatores tróficos melhoraram a angiogênese e ocorre estabilização vascular na zona de fronteira da lesão, em que a maioria das CTMs que sobrevivem no cérebro estão localizados (XIONG, MAHMOOD, CHOPP, 2010).
As CTMs, juntamente com outros tipos de CTs e células progenitoras podem ter potencial para uso terapêutico em aplicações cardiovasculares. Estudos in vivo com animais mostraram resultados promissores em terapias cardíacas e vasculares, com CTMs promovendo a vascularização, podendo se diferenciar no tipo celular necessário (PARK et al., 2007).
A utilização de CTMs em terapias celulares, tem sido investigada principalmente em pacientes afetados com doenças neurodegenerativas, em razão ao seu potencial de diferenciação em progenitores neuro-gliais. Proteínas como nestina e neurofilamento são expressos durante o desenvolvimento do
SNC em células neuroepiteliais. Tal expressão também ocorre em CTs neurais de mamíferos adultos, podendo ser usada para identificar, em cultura, progenitores neurais de adultos. Estudos com CTMs de placenta têm relatado a expressão de diversos destes marcadores neurais como nestina. Alguns destes marcadores são expressos quando as células são induzidas a expressar este fenótipo. No entanto, outros marcadores são expressos sem tratamento específico (TONDREAU et al., 2004). Apesar deste mecanismo não ser ainda bem compreendido, os estudos com CTMs visando à diferenciação neural podem desempenhar um papel de suma importância na medicina regenerativa.
2 JUSTIFICATIVA
A doença que mais leva a óbitos em vários países, entre eles o Brasil, é o AVC, e é a principal causa de incapacitação do mundo. Na ocorrência deste, a agilidade no atendimento é essencial, isso porque o tamanho do dano está diretamente associado à sua extensão. Quanto maior a área, maiores as sequelas. O tratamento eficaz tem de ser realizado logo após a lesão, devido a esse fator, calcula-se que apenas 5% das pessoas chegam ao hospital dentro da janela de tempo prevista para o sucesso da terapia (TARANTINO e COSTA, 2011).
Segundo dados da secretaria de saúde, um paciente com AVC custa para o Sistema Único de Saúde (SUS), em média, R$ 6 mil, valor que varia de acordo com a gravidade do caso. O paciente que recupera completamente o déficit neurológico terá necessidade de um período de internação curto (3 a 5 dias), a um custo de aproximadamente R$ 640. Porém, nos casos em que o paciente fica com sequelas graves, o período de internação pode ser de mais de um mês, gerando um custo de R$ 32 mil por paciente.
Neste contexto, faz-se necessário uma alternativa de tratamento que possa ser realizada após um maior tempo recorrido, com menor custo e que recupere os danos ocasionados pelo AVC.
As CTMs da placenta humana têm sido alvo de estudo para regeneração de células e tecidos, devido à capacidade de diferenciação destas células, estas podem ser importantes no uso terapêutico.
Estudos em nosso laboratório demonstraram que CTMs obtidas de placenta humana possuem potencialidade para diferenciação, e estas quando induzidas, podem se diferenciar em diversos fenótipos, como adipócitos e condrócitos. Com base nestas observações, nos perguntamos se as CTMs fossem mantidas em um microambiente neural, se poderiam se diferenciar para o fenótipo neural.
Com o fácil acesso à placenta humana, juntamente com a ausência de problemas éticos e abundância celular, as CTMs de placenta podem ser uma alternativa atrativa para obtenção de CTs para pesquisa básica e aplicações clínicas.
Neste mesmo contexto, o presente trabalho visa analisar o potencial de diferenciação das CTM da placenta humana in situ, utilizando para isso uma estratégia de injetar as CTMs na lesão causada pelo AVC, acompanhando sua migração até o local da área lesionada, bem como a ocorrência de sua diferenciação em células neurais. As CTMs também serão induzidas a diferenciar sob estímulo direto do microambiente neural, este fornecido por cultura de células neurais de cerebelo e córtex de camundongos. Este trabalho é desenvolvido sob essa ótica de investigação dos efeitos do microambiente neural na diferenciação de CTMs derivadas de placenta humana.
3 OBJETIVOS