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Structural characterisation of nPAAMs synthesized under different

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1.2 Synthesis of nPAAMs

1.2.3 Structural characterisation of nPAAMs synthesized under different

A agricultura de economia familiar (característica predominante na maioria das propriedades agrícolas rurais em muitos países subdesenvolvidos), é uma atividade fundamental para o crescimento econômico e social sustentável de muitos países e principalmente de habitantes das áreas rurais.

Não obstante a sua importância socioeconômica, os problemas enfrentados pela agricultura elevam ainda os desafios impostos pela nova economia de mercado. O

novo quadro econômico e institucional, tendo agricultura familiar (pequenas propriedades) vista como parte de uma economia mais ampla e diversificada, a partir de um modelo de desenvolvimento mais descentralizado, requer dela a adaptação às novas exigências de eficiência, escala e novos padrões de qualidade. A manutenção nos mercados tradicionais e inserção em novos mercados mais promissores, requer da agricultura familiar a combinação das competências herdadas das gerações precedentes com novos conhecimentos e novas práticas. Exige-se também dela, a maior capacidade de empreendedorismo e desenvolvimento de novas habilidades gerenciais e aprendizagem (CALEMAN, 2015; LIMA; WILKINSON, 2002; ZYLBERSZTAJN; NEVES, 2000).

Assim, intervenções por meio de políticas públicas e programas específicos de assistência técnica e extensão rural (créditos ou financiamentos, tecnologias produtivas e de gestão sustentável da propriedade e garantias de comercialização dos produtos agrícolas ou não) têm mostrado ser um caminho viável.

Assistência técnica e extensão rural (ATER), são termos oriundos dos Estados Unidos da América nos meados do séc. XIX, quando os resultados e experimentos realizados no centro de experimentação, precisaram ser publicados aos produtores rurais. Era um método de ensinamento comunitário onde todos (extensionistas), tinham acesso aos princípios básicos do ―ensinar a fazer‖, induzindo a prática, enquanto que os beneficiários, aprendiam a ―saber o fazer‖. São mecanismos cujos pressupostos originais visam fomentar a modernização e também estimular a produtividade nas atividades do campo, por meio da transferência de tecnologias (BRITO, 2001; LANDINI, 2015).

Contudo, esse modelo sofreu duras críticas dos estudiosos da área que o consideraram produtivista e centralizada, com a metodologia de imposição. Assim, na década de 2010 para frente, a ATER, incorporou uma nova visão onde passou a adotar uma nova concepção baseada na organização dos agricultores por meio da criação, implementação e gestão dos processos participativos, apoio à comercialização e articulação interinstitucionais (SANGREMAN et al., 2006).

De maneira geral, a ATER, passou a difundir e disseminar o conhecimento através de meios e métodos ―extraescolares‖, sendo assim, um processo educativo informal de caráter continuado. É uma atividade imprescindível no meio rural, pois, dirige-se aos familiares agricultores e os demais integrantes da cadeia que recebem informações em tempo real sobre o mercado e boas práticas como: aplicação

correta de tecnologias no meio agrícola, pecuária, no combate ou prevenção à doenças, pragas nas plantas e animais, adubação do solo, épocas para adequado plantio, colheita, armazenamento, uso correto de máquinas e equipamentos agrícolas, alimentação balanceada dos animais, saneamento básico na propriedade, práticas de higiene pessoal, conservação e segurança de alimentos, educação para saúde entre outros (SOUZA et al., 2013).

No Brasil, o conceito foi difundido por meio da EMBRATEL, como processo educativo cuja finalidade, é de contribuir a elevação da produção, produtividade, renda e principalmente da qualidade de vida das famílias rurais (SOUZA, et al, 2013). Assim, pode-se dizer que as ações de ATER, assume um papel imperial não somente no que se refere ao empoderamento do agricultor, mas, também, na criação de condições que visam atrair políticas sociais direcionadas para o campo e consequentemente, contribuir para um crescimento rural sustentável (ALMEIDA; PERES; FIGUEIREDO, 2016).

Em sua nova roupagem, a ATER, buscou dar mais foco aos agricultores familiares devido os diversos aspectos de fragilidade que caracterizam este elo, ainda que ele seja responsável pela disponibilização de mais de 70% de alimentos no mercado brasileiro.

No Brasil, algumas dificuldades (problemas) encontradas nas atividades agropecuárias evidenciaram a fragilidade e desarticulação entre os atores que ali atuam, justificando assim, a necessidade de assistência técnica e extensão rural, sendo elas: individualismo; ausência de profissionalismo; oportunismo; carência de apoio, informalidade e ausência da visão empreendedora por parte dos agricultores; baixa formação; manejo inadequado e rudimentar; baixa disponibilidade de capital, discrepância entre o ensinado e a praticado pelos produtores.

Tais problemas colocaram desafios para o antigo modelo ―estadunidense‖ que se mostrou ineficiente para superá-las. Diante disso, a atual abordagem participativa da ATER (participativo e de diálogo), possibilitou ao extensionista a adoção de uma visão mais abrangente que considera as reais necessidades e cultura local dos produtores, além de os permitirem participar do desenho de planos e estratégias direcionados para atender seus problemas. Isto é, uma intervenção de forma dialógica e participativa.

3.9.1 Suporte Financeiro

A efetividade ou execução prática e satisfatória das políticas de desenvolvimento dos países, setores produtivos e econômicos está intimamente ligada à disponibilização de linhas de credito ou capacidade de investimento dos operadores, com vistas a apoiar os projetos de desenvolvimento em diferentes áreas. A política de crédito bem traçada, isto é, que reflete as necessidades e importância dos setores econômicos para o país, tem se mostrado, um instrumento eficiente de estimular a produtividade, qualidade dos produtos e serviços, competitividade interna e externa das cadeias produtivas e consequente desenvolvimento econômico e social (BATALHA, 2015; LIMA; WILKINSON, 2002).

No setor ou fileira agroindustrial, assim como nos outros segmentos, o crédito, além de reduzir ou eliminar o oportunismo e equilibrar os ganhos entre os agentes, ele permite desenvolver e introduzir inovações tecnológicas em todos os estágios (antes, dentro e depois da porteira) da cadeia. Também, consegue fomentar a busca pelos ganhos maiores, por meio de adoção de boas práticas no cultivo e agregação do valor aos produtos primários gerados pelo sistema agroalimentar (PESSOA; LEITE, 2015; ZYLBERSZTAJN, 2017).

Tendo em conta que os agricultores são agentes chaves da cadeia, é importante tê-los motivados. Com o crédito de médio e longo prazo aos agricultores, eles tendem a se sentir estimulados a adotar boas práticas de cultivo, capazes de impactar na maior produtividade e melhor qualidade a matéria prima utilizada nas fábricas de beneficiamento da castanha de caju (PESSOA; LEITE, 2015).

Conforme os autores Pessoa e Leite (2015), assim como na cultura primária da castanha de caju com casca (CCC), os créditos são igualmente indispensáveis para atividades da indústria, no processamento, beneficiamento e comercialização de ACC, tendo em conta a importância desse segmento na dinâmica competitiva da cadeia como um todo.

Diante disso, conclui-se que o crédito ou suporte financeiro é um inputs e/ou recurso necessário para tanto para operação sustentável das atividades primarias no campo, como nas indústrias de beneficiamentos. Portanto, na indústria, a ausência de crédito de médio e longo prazo, pode acarretar na fragilidade ou então a insustentabilidade das operações de produção, como as de comercialização e

distribuição, podendo afetar consequentemente a competitividade interna e externa da mesma.

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