• Aucun résultat trouvé

Other Stock Hardware Dialects: 1980–1984

Dans le document The Evolution of Lisp (Page 24-29)

As questões que convergiram a essa categoria, argumentaram os professores formadores do curso de Pedagogia em questão, sobre a importância da formação científico-pedagógica do formador no trabalho desenvolvido com os futuros professores ao ensinar matemática. Também levantamos evidências de como a disciplina Teoria e Metodologia da Matemática apresentou-se consistente em possibilitar uma formação inicial sólida em relação aos conhecimentos matemáticos no EF, primeiros anos.

Gonçalves e Fiorentini (2005) ressaltam a importância dos formadores de professores refletirem e investigarem suas próprias práticas formadoras.

A discussão permeia a formação acadêmica e profissional dos docentes formadores de professores dos primeiros anos do EF que atuam junto à disciplina de Teoria e Metodologia do Ensino da Matemática e a coordenação do curso de Pedagogia investigado.

O profissional que atua com a coordenação do curso de Pedagogia, também leciona as disciplinas de Fundamentos da Educação Infantil e Teoria e Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa. Assumiu a coordenação, ou seja, a chefia28 do Departamento, no início de 2011.

PF-A formou-se em Pedagogia - Habilitação em Administração Escolar, em 1988 e fez Especialização em Educação Motora, e em Educação Especial. Atua como docente no curso de Pedagogia há 9 (nove) anos, porém só nos últimos dois anos assumiu a disciplina Teoria e Metodologia da Matemática. Trabalha também com o Ensino Médio na rede estadual.

Apesar de há 9 (nove) anos trabalhando no curso de Pedagogia, a PF-A assumiu a disciplina que trata dos conhecimentos matemáticos e registrou em seu depoimento, que faz “[...] pouco tempo que trabalho com a disciplina (02 anos), pois fui direcionada às metodologias quando o curso onde trabalho extinguiu as outras licenciaturas.”

A PF-B possui Graduação em Pedagogia (2007) e Especialização em Gestão Escolar (2009), em Educação Especial com ênfase em Psicopedagogia (2010), e também em Educação Especial na área da Surdez/LIBRAS (2011). Tem experiência com o ensino dos anos iniciais, perfazendo 13 anos de trabalho na rede municipal de um município vizinho ao curso de Pedagogia em questão. Além de lecionar a disciplina Teoria e Metodologia da Matemática, também trabalha com Teoria e Metodologia da Educação Física, Linguagem e Alfabetização e Metodologia da Pesquisa Científica II e ainda Didática nos cursos de Educação Física e Geografia.

Pelas informações levantadas verifica-se que os professores formadores investigados possuem licenciatura em Pedagogia e cursaram especializações relacionadas à mesma área. Fato que, de certa forma interfere de maneira significativa quando se trata de preparar professores para ensinar matemática nos anos iniciais, visto considerarmos que o ano de conclusão acadêmica da PF-A, ser

28

1988, período em que a docência para os anos iniciais não era a prioridade de habilitação no curso de Pedagogia.

Ressaltamos tal evidência pela relação estabelecida que PF-A é professor titular da disciplina Teoria e Metodologia da Matemática e que pelo período em que sua formação inicial se concluiu confirma “o processo de ensino reducionista e simplista” na formação de professores entre as décadas de 80 e 90. (NACARATO; PASSOS, 2003, p. 34).

Porém, PF-B concluiu Pedagogia em 2007, período em que o curso de Pedagogia em análise já havia iniciado o processo de implementação do PPC segundo as reformulações instituídas pelas novas Diretrizes de Pedagogia. PF-B não foi formado pela proposta mais recente do curso, mas participou das discussões relacionadas à sua organização curricular.

Outra observação relevante em se tratando da atuação dos formadores são seus relatos, que apontam que em suas práticas pedagógicas atribuem perspectivas formativas de mudança e aprimoramento dos conhecimentos pedagógicos, com o objetivo de distanciarem-se dos aspectos reducionistas. A preocupação com o ensino e aprendizagem de matemática pode ser observada durante o relato de PF-B que permeou a perspectiva didático-metodológica considerando certa ênfase em práticas significativas, quando fala: “seria interessante que tivéssemos na universidade um laboratório voltado ao ensino da matemática.” (PF-B).

Apesar de os dois professores formadores (PF-A e PF-B) da disciplina de Teoria e Metodologia da Matemática, possuírem como maior titulação a Especialização, essa qualificação não representa uma contribuição e/ou condição necessária e específica à atuação na disciplina de formação matemática inicial para a docência de conhecimentos e conteúdos matemáticos nos anos iniciais. Nessas condições, Libâneo (2004, p. 83) ressalta que “[...] é certo que formação geral de qualidade dos alunos depende de formação de qualidade dos professores”.

O fato de não haver professores provenientes das áreas específicas/disciplinas, nesse caso, formado em matemática para trabalhar com a disciplina Teoria e Metodologia da Matemática, anuncia ausência de integração entre alguns departamentos na instituição de ensino superior em questão. Assim, a formação inicial do professor que irá ensinar matemática fica muitas vezes restrita aos encaminhamentos didático-pedagógicos e que, possivelmente, os distanciam

dos modos de trabalhar os conteúdos matemáticos adequadamente e de produzirem o pensamento matemático que os profissionais da área específica apresentam.

Tal situação fica mais evidente quando PF-A salienta:

Não formamos em matemática e sim ensinamos os processos pelos quais as crianças aprendem os conteúdos matemáticos, como por exemplo: quais os conceitos básicos matemáticos necessários para a aprendizagem da matemática, os processos mentais a serem elaborados pelas crianças para aquisição do conhecimento matemático e os métodos e as técnicas que podem ser utilizados neste processo. (PF-A).

Embora PF-A, em seu relato demonstra conhecimento e perfil de um profissional com experiência profissional, diante do exposto sobre como concebe a formação matemática no curso de Pedagogia, D‟Ambrósio (1993) questiona como acreditar que a formação matemática oferecida a partir de uma única disciplina, ministrada por professores formadores que não possuem a formação da área específica pode assegurar a competência necessária ao futuro professor para ensinar matemática nos primeiros anos do EF? Considerando ainda, que os professores formadores também cursaram Pedagogia para atuarem no próprio curso, essa situação levanta a evidência de que não tiveram uma formação específica, ou seja, mais aprofundada sobre o ensino e aprendizagem em matemática.

A docência na universidade necessita configurar-se como uma prática reflexiva e crítica. Entretanto, podemos considerar que ainda encontram-se professores no ensino superior, arraigados às tendências de práticas pedagógicas conservadoras, revelando inferências das representações que adquiriram do processo de formação na graduação. Compreende-se que o ensino dos aspectos conceituais dos conteúdos matemáticos, com abordagem na dimensão pedagógica que abarca a lógica e a história da matemática, faça parte das perspectivas formativas da docência num curso de licenciatura. (CARAÇA, 2002). As práticas formativas docentes precisam distanciar-se do formalismo tradicional, presentes em propostas que ponderam o conhecimento como fenômeno acabado. Essas ações se traduzem em apenas reproduzir conceitos e exercícios, sem realmente compreendê- los.

A esse respeito, a preocupação do professor formador PF-B destaca que:

[...] o professor atualmente precisa ter conhecimentos amplos, pois nossos alunos não são mais passivos, hoje eles têm acesso a muitas informações e

a gama de conhecimentos que trazem é ampla. O professor precisa dominar os conteúdos não só na matemática, mas em todas as áreas do saber, caso isso não aconteça esse profissional ficará alheio ao sistema de ensino.

É possível perceber no depoimento do professor formador uma concepção de docência crítica que subsidia/fundamenta os acadêmicos numa formação necessária e condizente ao contexto atual dos conhecimentos matemáticos. Essa postura revela prática educativa pensada na perspectiva da EM.

Porém, entendemos que a qualificação e o conhecimento profissional tácito de PF-A e PF-B, no que diz respeito em especial à ciência matemática, que atuam junto à disciplina de formação matemática de professores para os primeiros anos do EF revelam a “falta de formação teórico-prática em Educação Matemática dos formadores de professores”. (FIORENTINI et al., 2002, p. 15).

Fiorentini (2005) assinala que a formação e o desenvolvimento profissional dos professores formadores de professores influenciam de modo significativo a prática pedagógica para a docência em matemática.

A partir das reformulações das licenciaturas e nesse caso específico, o curso de licenciatura em Pedagogia, vem sendo imposto um repensar sobre a formação do professor que ensina matemática aos anos iniciais do EF.

Dans le document The Evolution of Lisp (Page 24-29)

Documents relatifs