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5.5 STOCK ET EN-COURS :
3.1.4 Tecnologia de Fabrico Utilizada
Existem numerosas tecnologias de fabrico para circuitos integrados. Neste projecto usou-se uma tecnologia BiCMOS (que conjuga transístores bipolares e circuitos CMOS), da companhia Austria Micro Systems (AMS). Outras características da tecnologia utilizada são:
Dimensão característica de 0.8 m;
Transístores bipolares de hetero-junção silício-germânio (Si-Ge);
Biblioteca de componentes caracterizados para alta-frequência, incluindo: Indutores integrados;
Capacitores variáveis controlados por tensão; Portas lógicas ECL (Emitter-Coupled Logic);
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A biblioteca de componentes foi uma das principais motivações para escolher esta tecnologia para o circuito.
3.2 Oscilador Controlado por Tensão
3.2.1 Introdução
Um oscilador para o sistema em consideração deve possuir as seguintes caracterís- ticas:
Capaz de operar em alta frequência. Ter boa pureza espectral.
Ser facilmente integrável.
Ter frequência de operação ajustável.
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Haveria diversos tipos de oscilador a considerar, e.g. [29]:
Cristal Excelente pureza espectral, mas baixa frequência e muito pouco ajustável.
Tanque LC Boa pureza espectral, frequência limitada por dispositivos activos, suficiente- mente ajustável.
3.2 Oscilador Controlado por Tensão 84
Multi-vibrador Baixa pureza espectral, frequência limitada por dispositivos activos, facil- mente ajustável.
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Foi escolhido um circuito ressonante de tanque LC, com um indutor integrado. Em [29], por exemplo, a opção foi por um circuito multi-vibrador (oscilador de anel).
3.2.2 Osciladores Ressonantes
Um oscilador ressonante pode ser analisado como um circuito realimentado instá- vel, cujas oscilações crescem em amplitude até que um outro mecanismo, não-linear, estabilize a amplitude das oscilações.
Essa perspectiva dá-nos uma forma de analisar o sistema, por meio de um forma- lismo típico da análise de sistemas dinâmicos, ilustrado na fig. 3.2.
A função de transferência do sistema representado é
Para que a resposta do sistema seja uma oscilação permanente, de amplitude cons- tante, é necessário que a função de transferência tenha pólos puramente imaginários, i.e. H( j0) = 1, o que é equivalente ao bem conhecido critério de Barkhausen, segundo o qual o ganho de malha deverá unitário, e a fase de 180°.
Outra perspectiva que pode ser útil para análise é a de considerar um oscilador como dois circuitos de um porto ligados entre si. O circuito ressonante pode, para uma faixa de frequência suficientemente estreita, ser representado por um circuito equivalente RLC série ou paralelo. As oscilações perdem amplitude devido à energia dissipada no elemento resistivo. O bloco de ganho será equivalente a uma resistência negativa, ou seja, irá fornecer a energia dis- sipada na resistência do circuito ressonante.
Figura 3.2 Sistema genérico com realimentação.
H(s)
+
+
+
+
Y(s)
X(s)
Y s X s --- H s 1 H s– --- =3.2 Oscilador Controlado por Tensão 85
A análise mais básica de circuitos osciladores frequentemente ignora as não-linea- ridades que determinam a amplitude que será obtida. Um tratamento mais completo, levando em conta também esses efeitos, pode ser encontrada em [1].
Para que o sistema tenha uma frequência de oscilação bem definida, deverá ter uma resposta em frequência do tipo passa-banda, e com uma banda tão estreita quanto possí- vel. Isso normalmente é realizado decompondo o sistema H(s) em dois sub-blocos, um que for- nece a selectividade na frequência, e outro que fornece o ganho. Nas implementações que iremos considerar, o primeiro bloco é implementado com um circuito ressonante do tipo tan- que LC, e o segundo com um transístor, bipolar (BJT) ou de efeito de campo (FET). A maioria das topologia utilizadas em RF utiliza apenas um transístor como elemento de ganho.
Tradicionalmente isso era feito para reduzir o custo (quando eram utilizados com- ponentes discretos) e para minimizar o ruído introduzido [2]. Para uma implementação mono- lítica, o custo dos transístores deixa de ser significativo, mas continua a ser importante minimizar o ruído.
Os osciladores ressonantes apresentam a forma básica da fig. 3.3 (onde é usado um BJT, mas poderia usar-se um FET com polarização apropriada). No entanto, normalmente não
é feita a ligação directa entre o tanque LC e o emissor (fonte) do transístor, pois a impedância vista ao terminal do emissor é baixa (1 / gm), e iria constituir uma forte carga para o tanque, dificultando o surgimento de oscilações. Por essa razão torna-se necessário efectuar uma trans- formação de impedância entre o tanque e o emissor do transístor. Existem várias formas de Figura 3.3 Forma básica de oscilador ressonante (sem os detalhes de polarização do circuito).
3.2 Oscilador Controlado por Tensão 86
solucionar este problema: Usando um transformador.
Usando um divisor indutivo (oscilador de Hartley).
Usando um divisor capacitivo (oscilador de Colpitts) (cf. fig. 3.4). Usando um segundo transístor como seguidor de emissor (cf. fig. 3.6).
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Para uma implementação integrada, usa-se normalmente uma das duas últimas soluções. Como o transístor seguidor de emissor introduz ruído adicional, o oscilador de Colpi- tts é uma topologia frequentemente escolhida.
Outra escolha frequente é a de utilizar topologias diferenciais. Este tipo de topolo- gia tem diversas vantagens, entre as quais a de gerar menos ruído e ser menos sensível a ruído. Por este razão, permite também trabalhar com amplitudes de sinal menores e assim consumir menos energia. Todos estes factores são importantes de um modo geral, mas mais ainda em circuitos de alta-frequência.
A topologia finalmente escolhida para o VCO foi uma topologia diferencial, do tipo representado na fig. 3.5, que tem a vantagem de utilizar apenas um indutor.
Note-se que uma topologia deste tipo admite diversas variantes obtidas ligando de diferentes formas os capacitores e indutores, e mantendo um funcionamento similar. Um caso trivial é o da ligação dos capacitores não ao potencial de terra, mas a VDD ou a um outro poten-
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cial constante ou de variação muito lenta (como seria por exemplo o terminal de controle de um capacitor variável). Pode até mesmo deixar-se esse potencial flutuante (ficando a série dos dois capacitores em paralelo com o indutor) e, se o circuito for perfeitamente simétrico, esse mesmo potencial há-de manter-se constante. Mas ligar os capacitores ao potencial nulo pode ser vantajoso, porque permite eliminar alguns componentes parasitas.
De um modo geral, ao considerar as variantes possíveis, há que ter em conta: a facilidade em polarizar
as tensões absolutas a que são submetidos os componentes a possibilidade de eliminar componentes parasitas de forma útil
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O funcionamento de uma topologia diferencial pode ser entendido de diferentes Figura 3.5 Oscilador ressonante diferencial.