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Statutory Auditors’ Report on a selection of environmental and social indicators published in EDF Group’s Sustainable Development Report for 2010

Para Modesto, a introdução do teletrabalho na vida cotidiana da União Européia frustrou as expectativas, visto que se esperava que sua aceitação fosse idêntica as demais inovações tecnológicas. Sua implementação teve uma evolução constante, gradual, mas lenta. Há um consenso geral de que não foram de natureza tecno lógica, mas organizacional e, principalmente, legal as barreiras à difusão do teletrabalho. Nesse aspecto, incluem-se os custos elevados das telecomunicações em função do monopólio e o protecionismo das empresas estatais.

Na União Européia, as formas mais utilizadas de teletrabalho pelas empresas e companhias, são aqueles desenvolvidos em casa e em telecentros satélites.

Nesse sentido, é importante salientar que a justificativa para essa escolha recai na concentração demasiada de empregados nas instalações localizadas nos centros das grandes cidades, aliado ao seu custo por metro quadrado, fazendo com que o teletrabalho torne-se uma alternativa muito compensadora.

Em outras palavras, é preciso racionalizar todo o processo de escolha e implantação, sopesando-se adequadamente os benefícios, as desvantagens e as eventuais implicações técnico- financeiras que incidem sobre a decisão de inserção desse sistema.

Quanto à parte jurídica desta nova forma de trabalho, realizam-se acordos com os empregados através de contratos individuais que, entre outras coisas, garante ao trabalhador uma apólice de seguro que os salvaguarda de situações de infortúnio originadas por trabalhos prestados após o vencimento da apólice.

O projeto STILE11

O Programa Tecnologias da Sociedade de Informação da Comissão Européia – STILE –, visa fornecer metodologias inovadoras e conteúdo para o monitoramento estatístico da mão de obra européia na eEconomy. Isso inclui a apuração meticulosa de estatísticas para corresponder a eEconomy e ao monitoramento de ICT – padrões de trabalho relacionados. Ao fazer isso, STILE pretende contribuir com o funcionamento efetivo do mercado de trabalho europeu e com a prevenção da exclusão social. A estratégia explícita do projeto envolve usuários de uma maneira sistemática e direta e formula estratégias para a convergência européia no monitoramento estatístico do mercado de trabalho na eEconomy.

A diferença de ritmo entre a evolução da realidade sócio-econômica e o desenvolvimento de sistemas de monitoramento cient ífico e estatístico ainda é um desafio para todos os que se interessam por conhecimento relacionado à Sociedade de Informação. Esse interesse e o apoio das atuais e futuras necessidades estatísticas do Programa IST e seus constituintes em particular são essenciais para todos os sócios STILE e incorpora a colaboração em seu consórcio.

Modelo ad hoc em teletrabalho

O objetivo geral deste pacote de trabalho é suprir a necessidade de indicadores confiáveis, válidos e internacionalmente comparáveis para a medição de teletrabalho. Os principais problemas com as pesquisas sobre o teletrabalho têm a ver com a comparabilidade internacional e sua eficiência de custo, bem como a dificuldade de desenvolver definições e indicadores claros, exclusivos e exaustivos de teletrabalho.

Para superar esses problemas, o referido pacote de trabalho desenvolverá indicadores comuns de teletrabalho em vez de criação de frases comuns. Esses indicadores devem ser traduzíveis em perguntas concretas, que podem ser acrescentadas a uma pesquisa existente, levando em conta a especificidade das pesquisas e a diversidade cultural de cada país. Para garantir a validade e a confiabilidade para a real implementação de um modelo de teletrabalho, o conjunto de perguntas internacionalmente desenvo lvidas será pilotado. Um estudo de viabilidade será realizado para investigar as condições sob a Pesquisa de Força, em

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particular. Com isso, será usada ativamente a riqueza de experiências do subcontratante especialista, que já aplicou essa metodologia nos Estados Unidos.

O estabelecimento de grupos de usuários nacionais e um europeu, para monitorar os procedimentos desse pacote de trabalho, fortalecerá a utilidade e a eficácia do módulo de teletrabalho, do ponto de vista da ciência e da política.

Principal sócio

Hoger Instituut voor de Arbeid (HIVA) – K.U.Leuven

Higher Institut for Labour Studies (HIVA) – Catholic University of Leuven, Bélgica Atrechtcollege, Naamsestraat 63, B-3000 Leuven, Bélgica

Coordenadora do projeto: Monique Ramioul Co-promotor do projeto: Geet Van Hootegem

Sócios de pesquisa

Cork Telework Centre (CTC), Irlanda

Institute for Employment Studies (IES), Reino Unido

CAMIRE Estadística y Análisis, S.L. (CAMIRE), Luxemburgo Institu füt Arbeitsmarkt – und Berufsforschung (IAB), Alemanha Instituto di Ricerche Economiche e Sociali (IRES), Itália

Organisatie voor Strategisch Arbeidsmarktonderzoek (OSA), Holanda Institute of Sociology-Hungarian Academy of Sciences (ISB), Hungria Central Statistical Office (CSO), Irlanda

O sub-contratante

STILE também contará com a vasta experiência de um sub-contratante especialista nos EUA: Joanne H. Pratt Associates, Dallas, USA.

Figura 2: Mapeamento dos sócios

1.10.2 Portugal

O Teletrabalho tem, em Portugal, um desenvolvimento modesto comparado à realidade de outros países mais industrializados.

Dentre os projetos sobre Teletrabalho desenvolvidos naquele país, destacam-se os seguintes:

O Projeto FUNDETEC12

O FUNDETEC (Fundo para o Desenvolvimento do Ensino da Engenharia e da Tecnologia e da Tecnologia Eletrotécnica, Eletrônica e dos Computadores) tem como objetivo, desenvolver um estudo aprofundado sobre o teletrabalho em Portugal, visando a produção de recomendações e de linhas estratégicas de intervenção, orientadas para a promoção e a adoção de soluções de teletrabalho.

A organização e planejamento do estudo contemplam uma dupla dimensão: de diagnóstico e de prospectiva. Busca diagnosticar o estado atual do Teletrabalho em Portugal;

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identificar as suas tendências de desenvolvimento e contribuir para o estabelecimento de linhas de orientação para as políticas de emprego e formação profissional, em que as potenciais vantagens do Teletrabalho possam ser exploradas.

O Projeto Piloto 213

Este projeto pretende ser um Telecentro, localizado na capital de distrito, que permita uma experiência de teletrabalho a jovens recém- formados e que possa servir de referência para outras iniciativas, quer a nível individual que um grupo.

Destina-se a integrar recém- formados dos cursos de Publicidade, Marketing, Jornalismo e Relações Públicas do Instituto Superior de Administração, Comunicação e Empresa. As áreas de atividades serão de publicidade, de marketing, tratamento de texto e editoração eletrônica e, ainda, a elaboração de revistas e folhetos.

O Projeto ICP14

O Instituto das Comunicações de Portugal (ICP), é o órgão regulador das comunicações em Portugal. O ICP já tinha alguns antecedentes de teletrabalho antes do seu Conselho de Administração promover uma ação mais ambiciosa de teletrabalho:

- nos deslocamentos em serviço, no país e no estrangeiro; - em exposições de telecomunicações nacionais e estrangeiras; - na utilização pelas brigadas da fiscalização móvel do ICP.

Nesta ação de teletrabalho, buscava-se avaliar os seus resultados práticos, através do voluntariado e do acordo com as chefias envolvidas.

Desta forma, dotou-se a residência dos teletrabalhadores dos meios necessários para que suas funções habituais pudessem ser desempenhadas remotamente, em contato com o seu posto de trabalho e demais participantes.

No mínimo, uma vez na semana (às segundas- feiras) os teletrabalhadores enviariam suas atividades de casa para o ICP, sendo que a análise da eficácia da experiência seria feita através dos resultados obtidos do trabalho específico de cada um dos teletrabalhadores.

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Fonte: www.domdigital.pt/guada-digital/piloto2 14

Participantes do projeto: Conselho de Administração (3); Diretor e Secretário Geral (9); quadros superiores designados pelos respectivos responsáveis hierárquicos (9) e técnico administrativo de cada direção (9).

Projeto Teamnet15

O objetivo deste projeto é oferecer uma oportunidade aos trabalhadores inválidos que desejem tornar-se teletrabalhadores e, ao mesmo tempo, auxiliar as empresas que buscam teletrabalhadores.

Através de um site, esses trabalhadores podem propor suas competênc ias e as empresas podem oferecer suas oportunidades de teletrabalho. De posse desses dados é feito uma busca para verificar a compatibilidade entre os trabalhadores e as necessidades das empresas e sugerido encontros entre trabalhadores e empregadores.

Empresas de consultoria sobre teletrabalho

DeltaConsultores16

A DeltaConsultores é uma empresa que fornece soluções de qualidade e eficácia para a melhoria de resultados das empresas.

Em relação ao teletrabalho, a DeltaConsultores dá apoio à implementação de soluções de teletrabalho e formação para gestores e teletrabalhadores com condições de sucesso profissional e empresarial.

Essa empresa preconiza o teletrabalho como uma solução de flexibilidade com benefícios nítidos para as empresas, trabalhadores, população, etc. e considera a importância estratégica, para Portugal, do desenvolvimento do teletrabalho.

Formação em teletrabalho

A DeltaConsultores, em parceria com a Perfil e Trabalho, L.dª, desenvolve um plano de formação em teletrabalho a distância, sendo que, para eles, esta é uma nova maneira de

15 A invalidez e o teletrabalho. [Internet]. 24 jun.1998. Disponível via WWW: <euro.asphi.it/town/po/default.htm.>.

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formação que vai ao encontro das necessidades de gestores e profissionais envolvidos em teletrabalho. Os objetivos e programas contemplam diferentes públicos alvos que se sistematizam nos seguintes grupos:

⇒ gestores e responsáveis,

⇒ teletrabalhadores,

⇒ colegas de teletrabalhadores (que trabalham nos escritórios),

⇒ candidatos a teletrabalhadores.

Visam competências que se enquadram em:

⇒ comportamentais e relacionamento,

⇒ gestão e planejamento,

⇒ específicas, relacionadas com o teletrabalho,

⇒ competências e habilidades relacionadas com a utilização de tecnologias. 1.10.3 França

Conforme Modesto (1999, p. 13), em meados de 1995,

Na França, no setor público estatal, os franceses estão mais preocupados em regulamentar o teletrabalho, antes de o incrementarem, tendo parecido, no entanto, uma primeira sociedade no setor privado, inovadora, que propõe prestar serviços remunerados de telesecretariado, tais como tratamento de texto, correio, faturas, contas-correntes, publicidade, etc; telegestão, como pagamentos de impostos, de encargos sociais, balanços, cobranças a clientes, etc. ; ou de telecomutação, como atendimento telefônico permanente durante 24 horas, gestão da agenda de audiências e entrevistas, teleprospecção personalizada, teletradução, etc..17

Exemplos de teletrabalho

Vários são os exemplos de aplicação de teletrabalho disponíveis. Dentre esses, podem ser citados os seguintes:

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Le Monde18

O Lê Monde é um jornal francês de circulação diária. O teletrabalho foi implantado na busca de redução de custos. Em 1987, o jornal foi modernizado, sendo que 30% dele seria editado eletronicamente.

A princípio, começou-se a transmitir notícias regionais por modem entre a sede central de Paris e o escritório de Lyon. Depois dos jornalistas serem equipados com computadores portáteis, puderam preparar seus artigos em qualquer lugar, incluindo suas casas.

A partir de setembro de 1989, instalou-se um sistema de redação integrada, em que os jornalistas podiam fazer seus artigos, consultas aos agentes de imprensa e transmitir seus textos para diferentes seções. Em 1990, eles puderam trabalhar com uma comunicação bilateral e receber respostas do sistema.

A direção e os jornalistas consideram a modernização da produção de um jornal, viável e eficiente. Para os jornalistas, o uso de novas tecnologias tem aumentado a competência profissional dos trabalhadores, ampliando o seu potencial no mercado de trabalho.

France Telecom17

A France Telecom é uma empresa francesa de telecomunicações, pertencente ao Ministério dos Correios e Telecomunicações.

A experiência de teletrabalho foi realizada pela Central telefônica de Lyon, em setembro de 1986. Foi realizada em domicílio, em abril de 1990, no qual 14 trabalhadores estavam alternando seus postos entre o domicílio e a central, facilitando o envio de telegramas entre as 19:00 e 20:00 horas.

A forma contratual desses trabalhadores continuava a mesma e as horas trabalhadas após as 21:00 horas eram consideradas extras. Para os trabalhadores envo lvidos, a experiência foi positiva, devido a maior liberdade e flexibilidade.

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Setor Químico19

O departamento comercial de uma empresa do setor químico, até setembro de 1997, tinha aproximadamente dois anos de utilização do teletrabalho de modo experimental. Para tanto, foi colocado no domicílio de cada vendedor e do diretor comercial um equipamento básico de teletrabalho e planejada uma única reunião de coordenação às sextas- feiras, pela manhã, para realizar um resumo da semana e planejar a semana seguinte.

A princípio nem os vendedores nem o diretor concordavam com a implantação do teletrabalho. Alegavam que não iriam ter uma secretária para escrever as cartas e ofertas; não sabiam utilizar o computador e, desta forma, não poderiam dar atenção aos clientes já que seria difícil atender ao telefone e visitá- los.

Depois de quase dois anos, e com a ajuda de uma empresa de consultoria, todos estavam satisfeitos com a nova forma de trabalho. Para a equipe comercial, esta maneira de trabalho dá mais liberdade de movimentos, economiza de tempo e se pode planejar melhor.

As ofertas e os informes são realizados por eles através de uma equipe de secretárias disponíveis para assessorá- los. Os clientes sentiram-se melhor atendidos. Até o diretor comercial pode se dar ao luxo de jogar golfe às quartas-feiras, ao meio dia, sem abandonar suas obrigações. A empresa foi beneficiada, pois pode diminuir sua estrutura física, à medida que seus trabalhadores foram incorporados ao sistema de teletrabalho.

No começo, a preocupação era de que o custo das telecomunicações seria maior do que o sistema tradicional. Pode-se comprovar que o tráfico existente no escritório para os contatos inerentes ao trabalho era o mesmo, acrescido do tráfico necessário entre a empresa e os teletrabalhadores.

A vantagem é que, uma hora de ligação, envio de fax ou conexão locais ao computador central não passava da cifra de 10 francos, além de utilizarem as redes de banda larga para transmitir grandes quantidades de dados, como era o caso do departamento de administração, que custava em torno de 200 francos por mês.

Opiniões dos teletrabalhadores:

...y también tiene sus desventajas, pues ahora me levanto a la misma hora que antes, me arreglo, desayuno y ya estoy trabajando, mientras que antes tênia um tiempo para aterrizar...

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Tienes razon porque antes, cuando llegaba la hora de salir, desconectabas hasta el dia siguiente y ahora no es así, com lo que llego a la conlcusión de que trabajo más horas por elmismo dinero, aunque más confortablemente...

Dados sobre a utilização do teletrabalho

Segundo uma pesquisa realizada pelo Le Monde-Initiative, para cada sete franceses, um demonstra vontade de trabalhar em casa, sendo que 15% dos casais franceses possuem uma casa-escritório. Em 1995, a França possuía 50 mil teletrabalhadores; a expectativa é que até 2005 esse número passe dos 500 mil.20

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