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STAGE INTER ÉTABLISSEMENT

Dans le document de la Santé Professions (Page 49-53)

,.

fenomenos informacionais

O conceito de informação

é

de natureza contextual, de

modo que diferentes delimitações do contexto implicam mudan­ ças no prÓprio conceito. Pode aplicar-se a fenômenos organi-

A A . , , ;

cos e inorganicos , a fenomenos biologicos e físicos , ou limi-

n

49

Existe, porém, um conjunto de processos e fenômenos

, . ,

enquadraveis como ob j eto de u.ma disciplina ou area interdis-

,

.

ciplinar, que s e constituem no espaço tematico que abrange

a produção social de conhecimentos, da geração

à

utilização,

numa área delimitada por ,duas dimensões desse processo : a

cognitiva e a · comunicacional. Nes se dominio, a assim deno­ minada ' Ciência da Informação • , recorta s eu ob j eto s e j a na totalidade do dominio ( informação lÓgico-s emântica), s e ja

em relação

à

comunicação do cument�ria organizada, s e ja em

relação a·os pro ces sos de comunicaqão cientifi co-tecnolÓgica.

O conceito de informação, neste contexto, e sob qual­ quer restrição do dominio, deverá estabelecer alguma articu­ lação entre conhecimento e mensagem. Trata-se, em qualquer caso, de informação s em�tica( B ).

O qu� carateriza a informação lÓgico-s emântica

é

sua

natureza intersubjetiva, e sua independência relativa do

( , . , ,., {

veiculo s emiotico ou canal. E uma informaçao traduzivel,

( . ,

transferivel, comunicavel. Pode passar d e um canal a outro

(da forma oral a es crita, da tabela.à fras e). Assenta-s e,

aliás, em algo que

é

comun a todos os individuas ou grupo

de individuos : estruturas e operações lÓgicas e semânticas,

,

,..

-

codigos e· repertorios . _Por isso . todos eles sao, potencial- mente, polos reversiveis de emissão e recepção de mensagens e ações de comunicação . Ao mesmo tempo, a· informação s emân-

, ,

tico-so cial e inseparavel de um canal ou suporte, uma exter-

, . ,.,

nalidade que mediatiza a propria interaçao humana.

A - I , (

Sua estrutura semantica, nao e, porem, vis ivel, expressa.

Como indica Mikailov, nu.m mesmo fragmento de um texto,

podemos achar diferentes tipos de informação . Ou, numa mesma informação s emântica, podemos estabele cer diferentes configu.­ raçõ es de informação cientifica, econômica, etc .

1 � .

50

. É induvitável que, quando a· área da Comunicação Cienti ­ fico-tecnolÓgica entra no circuito das tecnologias de automa­ ção, num meio predisposto pelos •sucessos' da Engenharia da Comunicação, existe pouca preocupação pela •redução• do pla-

no conceitual, e surjem, pelo contrário, grandes expectativas de •·cientificidade •,. pela aplicação do modelo causalista-quan­ ti tativo . Lembremos, a respeito, O$ trabalhos de Goffman(g )

A teoria matemática da informação, partia da conside­ ração de unidades elementares homogeneas, que na comunicação humana podem ser delimitadas ao nivel signo, como unidades mor­ fologicamente diferenciadas ( fonemas, palavras). São estas

unidades que podem ser objeto de tratame�to quantitativo e ho­ mologadas por processos -fisico-mecânicos.

• ' A De tato, o texto emitido adquer uma certa consis�encia, uma espécie de •ser em si ' . ·A relação texto-signo oferece inva­

riantes morfológicas. Ainda a relação texto-signo-mensagem oferece invariantes ' estruturais' , seja na superficie ' , se ja

"' "' f

como reduçao das variaçoes possiveis para reconstituir uma

•estrutura profunda'. Nessas invarianças, encontraria seu pon­ to de apoio a informação ' lÓgico-semântica • : o que admite uma

, .

unica leitura, o que pode ser trasladado de um texto a um ou- tro texto.

Ao mesmo tempo, quando nos ocupamos da informação se­

mântica especializada, encontramos traços que ul trap·assam aque-

"' - '

les esquemas. Na ordem de relaçoes emissor-texto-destinatario,

a delimitação de unidades infonnacionais admite múltiplas po­

ssibilidades(lo). Intervém, nessa delimitação, os pr�pÓsitos

dos sujeitos participantes, seus arcabouços conceituais, cÓ-

'

digos e repertorios, valores e interesses.

, � , , ,

Esse obstaculo semantico-pragmatico e, porem, o li-

miar duma nova ordem de problemas que emerge ao tomá.r como campo de trabalho teÓrico-tecnolÓgico � tipo de informação lÓgico-semântica : a cientifica e a tecnolÓgica .

1

51

A comunicação cientifica tem por finalidade tra.nsmi tir

,

um obj eto de tal nature za, que s o s e completa co:no conhec imen-

to quando

é

proc essado na comu.�icação : quando

é

intersub j etivo

- ,

ou cons ensual. Mas, ao mesmo t empo, a comunica.çao s o s e comple-·

,

ta, alcança s eu ob j e tivo, quanà.o o transmitido e pro cess8.do

cognitivamente, quando o receptor o elabora num novo conheci-

- , ,

niento. A comunicaçao cie'ntifica e , nes te s entido, o contexto onde a informação lÓgico-s emântica realiza a rnáxima intersub­

j etividade ( s egundo, por exemplo, Mikailov(ll ) ou Zima.�(l2 )) �

Da informação s emântica informação cientifica

A informação s emântico-social ou lÓgico-s emântica

- ,

nao pertence ao plano dos ob j etos observaveis nem coincide

com o plano ma.nifesto da comunicação. Não

é

o documento nem

o conteúdo do documento, ainda que este j a � documento, num

canal,. num t exto.

A ' extensão' em termos de sinais ou signos ( ' bits ' ? ) , as estruturas linguísticas, as estruturas lÓgicas co-existem, faz.em possivel ou ' co-det erminam-' aq_uilo que denominamos in­ formação lÓgico,-s emântica, mas não como determinR.ção suficien­

t e .

Utilizaremos um exemplo, tomado da ' Autobiografia ' de

Einstein(l3 ) : Dada uma expressão - ' a ' ( � ' Lei do campo de gravi­

tação na Teoria de Newton •) e uma expressão ' b ' ( =Formulação

do c2..mpo gravitacio�al na- Teoria da Relatividade ) , podemos

afirmar que a informação que poss a resul tar de ' a ' ou ' b ' nao

é

igual. ao valor de verdade , ligado a uma Única leitura legi­

tima do texto. Se a pergunta fosse : " ' b ' substitui ' a ' ?'-' , e o perguntar fos s e adeq_uado no plano do conhecimento fisico,

a informação s eria um caso das respqstas alternativas ' s e ' ,

' não w .. Se a pergunta for : " Quais são as dif_erentes expressões do ' campo gravitacional' na histbrio. da Ciência Fisi ca?111 o

52

;

o valor informacional se deslo caria para o plano his torico-

historiográfico, e cons is ti"ria -na � orna de ' a ' e 'b ' . A ques­ tão informacionalp logo , não está ligada de modo linear e

imediato ao texto, ou a indi cações epistemolÓgi cas ' formais ' ,

que definam uma leitura privile.giada, s obre outras possíveis.

A informação mantem relações com o padrão dos enunciados, mas não

é

idêntica, por, exemplo,

à

estrutura de uma equação

...,

-

;

nao linear, ou de uma conexao logica.

Voltemos, aliás, ao fato que, além dos exemplos mais

simples, ·o discurso cientifico não é totalmente ' formalizável '

-num sistema axiomático da lÓgi ca formal bivalente.

Seria simples pro curar exemplo s que mostrassem como a

informação não

é

' controlável' pelas ' conexões ' da linguagem

natural. _ Citamos , por exemplo, os trabalhos de Farradane( l 4 )

, ,.

sobre operadores sintaticos .e semanticos.

A informaç2.o , enfim, não se reduz ao signo, nem

à

es-

' '

trutura da mensagem, .nem a forma do pensamento , nem a forma

da linguagem.

,� (

Ao mesmo tempo , s e nao reduzivel ao s inal-signo,

..., . ( (

nao seria intersubj et iva e transferivel s em um vei culo de

impacto nos re ce:9tores sensoriais do suj eito cogaitivo .

Por outro lado , como ' suporte ' de atividades semiotico-coe;ni-

-

,

, �

tivas, devemos supor condiçoes basicas de constituiçao do

signi fi cante , de modo �ue admita os diferentes niveis de sig­

ni ficação , ou, finalmente, devemos supor no s ignificante a

capacidade de deixar articular-se, num mesmo texto, diferen-

tes unidades signifi cativas$ E, se nao reduzive,.., ( l a invaria-. . ,

veis estruturais (lÓgic�s, sintáticas , sem;nti cas ) , não se­ ria intersubj etiva e tr2nsferivel sem matri zes operacionais

, , ,

e combinatorias compartilhadas , sem codigos e repertorios

de ampla base social.

Como :podemos abranger essa oposi ção de aspectos va­ riáveis e invariáveis?

-,

53

No centro de nossa questão não fica, logo, uma rela-

-

çao de dois termos,

INFORMAÇÃO : TEXTO

(PRODUTO SEMIÓTICO-COGNITIVO)

A relação texto : infonnação se sustenta sob o fundo de uma relação social, a relação entre sujietos intencionais ,

' ,

situados no tempo e no espaço, atraves de um texto :

INFORMAÇÃO : SUJEITO SOCIAL : TEXTO (PRODUÇÃO SEMIÓTICO-COGNITIVA )

Qual

é

a causa dessa indiferença com a questão gené­ tica, com o processo, para trabalhar sobre o produto, que caracterizou, de inicio··,

à

Ciência da Informação?(lS ).

Restrição do 'ponto de vista informacional'

O enfoque informacional surge ligado a uma concep-

.... .,

çao estatico-positivista do conhecimento e aparece, ainda

hoje, no topo de uma linha de 'reificação • do conhecimento. Reificação que para nós se exibe naquele predominio do pro­ duto sobre a produção.

Assim, por baixo da •reificação • da informação co­ mo • mat�ria' ou 'substância', está a própria reificação do conhecimento, que implica ao mesmo tempo a negação de um pa­ pel ativo e participante do sujeito cognitivo.

Sendo o sujeito uassivo e a relação cognitiva espe­ cular, o conhecimento passa a ser tratado como equivalente

a aquilo conhecido , a •representação •. Em muitas teorias do conhecimento, assim como na fala habitual , a representação

é

considerada como o 'efeito • de uma relação causal, onde

algo externo opera como estimuJ�o. Rssa colocação horizontal

causalista do at-o cognitivo. permite substi·tuir sem

54

, r"

do sujeito so intervem para deformar ou alterar.

,

Claro que , se conhecer e representar, e a representa-

,w , I · I

çao e essa especie de •fantasma• do m1mdo, diferenciavel de-

le e do sujeito pelo carácter mediador e pela ligação a

um

ca­ nal. precisamos só de um passo a mais para conceder au.tono-.

.

mia a essa •terceira obj etividade ' entre o mundo e o suj eito :

o produto exteriorizado da relação entre ambos. Informação,

"' ,

neste caminho do pensamento contemporaneo e um conceito ins- trumental para explorar esse • corpus• intermediário, que pa-

. , ,

rece crescer alem das expectativas , como o estranho cadaver

de Amadeo, na obra de Ionesco.

Certamente , não_ podemos superar o reducionismo da

informação-substância, s e não atingL�os aqueles modelos está­

ticos e .li�eares das relações cognitivas .

A inv�rsão da ênfase do produto

à

produção cognitiva,

em situações problemáticas concretas , deve afetar a área in-

fonnacional, Assim, junto as questoes acerca da •tempora-'

-

lidade' da informação l j � colocadas parcialmente em termos

I n.

)

,...

de 'vida media ' , 'obsolecencia', • reciclagem • , etc. , ·poderao surgir outras, referidas a ' pontos' simultâneos no tempo , mas opostos ou alternativo.§!_ num mapa espacializado de neces-

sidades e ·produtos infonnacionais(l 6).

·Informação e Meta-informação

No fundo, a questão da oposição produto-processo tem sua chave na noção do sujeito, s eja ou não explicitada nas diferentes formulações.

Quando nos situamos na hegemonia do 'produto ' , assim como, no ponto de partida s e coloca a Ciência como ' Sistemas de conhecimentos ou de teorias ', o sujeito deverá ser ��uzido,

, .

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