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Stabilité des ondes stationnaires en dimension deux d’espace pour des équations de Schrö-

Elementos Critérios de análise Critérios de avaliação Tipos e funções das

parcerias: papel das

parcerias para consolidação das relações entre os

stakeholders.

Consolidação das parcerias

estratégicas

 Existência de articulações com outros destinos de TBC para fortalecimento de uma rede;

 Quantidade de vezes que houve

articulação entre stakeholders, de naturezas distintas, para captação de recursos;

 Presença de agências de desenvolvimento;

 Quantitativo de recursos captados para desenvolvimento do TBC.

Consolidação das parcerias

institucionais

 Quantidade de associações e/ou cooperativas presentes na oferta da atividade turística de base comunitária;  Existência de avaliação de desempenho das associações e/ou cooperativas presente. Consolidação das parcerias de

projetos

 Quantidade de projetos já realizados na comunidade com foco no TBC;

 Existência de avaliação dos resultados pós-finalização dos projetos;

 Continuidade dos resultados obtidos por meio do projeto.

Gestão dos processos:

organização estrutural relacionadas às atividades de

gestão do destino.

Reconhecimento do

planejamento estratégico

 Existência de objetivos comuns na participação e gestão da tomada de decisões;

 Grau no qual os stakeholders

encontram-se envolvidos na avaliação do planejamento, análises, apresentações e ações corretivas.

Características da estrutura

organizacional

 Tipo de organização dos atores no TBC (entidade associativa, federação, fórum, outros);

 Caracterização da liderança;

Mecanismos institucionais de

gestão existente

 Existência de mecanismos institucionais de gestão que coordenam a ação dos

stakeholders e a tomada de decisão: código

de ética, estatutos, regimentos etc. Uso de metodologias para

elaboração e implementação do planejamento estratégico.

 Existência de metodologias utilizadas pelos stakeholders para o planejamento estratégico.

Resiliência: capacidade de

lidar com a mudança e desafios

Medidas de criação e

compartilhamento de

conhecimentos.

 Existência de ações como:

benchmarking, intercâmbio de resultados,

melhores práticas, participação em feiras, cursos, oficinas etc.

Desenvolvimento de ensino e

pesquisa

 Existência de projetos desenvolvidos em parcerias com centros de pesquisa e ensino com vista à inovação.

Desenvolvimento dos stakeholders envolvidos.

 Quantidade de cursos, palestras, seminários entre outras dinâmicas realizadas com objetivo de desenvolver habilidades dos stakeholders.

Sensibilização para consciência

da noção de pertencimento e responsabilidade.

 Disseminação de valores, símbolos e atitudes referentes ao protagonismo coletivo presentes no destino – apropriação da história, de conhecimentos tácitos, da oferta de acolhimento além do esforço para ultrapassar a relação hierárquica entre cliente e prestador de serviço;

 Presença de agentes de desenvolvimento no destino que possuem uma abordagem focada na educação continuada dos

stakeholders envolvidos no TBC.

4.4. Considerações finais do capítulo

Nesse capítulo, foi apresentada a construção da versão teórica do MAG do TBC. Tal proposição é fundamentada nos princípios e dimensões da governança disseminados em estudos e publicações sobre o tema, assim como nos aspectos característicos do TBC, como os princípios de participação e protagonismos comunitário.

No entanto, cabe ressaltar que a proposição teórica do modelo, resultado deste capítulo, é baseada em estudos que disseminam princípios da governança de forma ampla e normativa, assim como publicações que enfatizam a análise da governança de destinos turísticos convencionais e áreas de conservação ambiental. Assumir este recorte teórico é também assumir um viés da pesquisa na construção do modelo, tais como a influência de termos, elementos e critérios sugeridos para análise de cada dimensão.

Desse modo, as três dimensões propostas, foram caracterizadas mediante discussão sobre seus aspectos constituintes, denominados elementos constituintes e um conjunto de critérios de análise e verificação foi elencado. A figura 13 representa as três dimensões que compõem o MAG do TBC, assim como os elementos constituintes que compõem cada uma delas.

Figura 13 – Versão teórica do conjunto de dimensões e elementos constituintes do MAG do TBC

Ressalta-se que, embora a revisão da literatura tenha permitido a identificação e proposição das três dimensões da governança consonantes com os princípios do TBC, a posse de dados empíricos permitirá a investigação dessas dimensões e seus respectivos critérios, de modo que a proposição final do modelo seja ampliada ao identificar elementos que não foram identificados na literatura, e consequentemente minimize os possíveis vieses inerentes ao recorte teórico dado a esta versão.

Tendo em vista tal influência, reforça-se a importância das etapas metodológicas subsequentes do estudo, como a submissão da versão teórica a dois grupos de especialistas, além da aplicação do modelo em um caso de TBC considerado consolidado.

5. Discussões dos resultados: 1º grupo de especialistas

Neste capítulo serão expostos os resultados da primeira rodada de discussões com especialistas em TBC, realizada no formato de grupo focal na cidade de Curitiba, no âmbito do Núcleo de Ecossocioeconomia. O grupo de pesquisa é vinculado ao Programa de Pós-graduação em Gestão Urbana da Universidade Católica Pontifícia do Paraná (PUC-PR).

Portanto, a apresentação dos resultados foi organizada de acordo com as três dimensões da governança propostas preliminarmente no capítulo anterior (participação, transparência/accountability e eficácia). Logo, a estrutura deste capítulo consiste na apresentação das considerações gerais do grupo focal, acerca da versão teórica do modelo de análise da governança do TBC; em seguida, os ajustes específicos realizados para cada dimensão e seu conjunto de elementos constituintes e critérios de análise.

5.1. Primeiro grupo de discussões com especialistas

O grupo focal realizado nesta etapa da pesquisa possibilitou a cada especialista emitir sugestões e avaliações sobre a versão teórica do modelo, seja por meio do preenchimento do formulário de avaliação do MAG do TBC, ou pelo debate realizado presencialmente em grupo. Logo, ao analisar as contribuições dos participantes, foram enumeradas as recomendações gerais identificadas durante o encontro. Tais recomendações influenciaram os ajustes efetivados para uma nova versão do modelo, além de apresentar sugestões específicas para cada dimensão e seus respectivos critérios de análise e verificação, conforme serão apresentados posteriormente.

Após discussões com especialistas, optou-se por agrupar as recomendações gerais mais frequentes. Nesse sentido, obteve-se dois aspectos centrais referentes às críticas à proposição do modelo e às recomendações de ajustes gerais consideradas pelos especialistas, tais aspectos serão discutidos a seguir.

5.1.1. Críticas à versão teórica do MAG do TBC

Ao início do debate, sobre as impressões gerais da versão teórica do modelo, percebeu- se que os relatos mais frequentes representavam uma perspectiva crítica relacionada a três aspectos especificamente: (a) maior clareza sobre o pressuposto da consolidação das experiências de TBC; (b) objetivo de mensuração da governança como forma de avaliar o que

é bom e ruim, disseminando uma ideia de padronização das práticas de governança no TBC; e, (c) proposição da dimensão eficácia.

O pressuposto da consolidação de uma experiência de TBC foi comentado pela maioria das especialistas presentes durante primeiro grupo de discussões. Ao explicar aos participantes do grupo focal o que estava sendo considerado como uma experiência de turismo comunitário consolidada (iniciativas que recebem quantidade significativa de visitantes por ano), foi consensual a conclusão do grupo em relação à contradição percebida ao se assumir uma perspectiva quantitativa para determinar a consolidação do turismo comunitário. A maioria das especialistas entenderam que caracterizar a consolidação de uma experiência de TBC pela quantidade de visitantes contradiz seus princípios, ao atribuir um indicador próprio do turismo de massa, como pode ser percebido nos comentários relacionados no quadro 13.

Quadro 13 – Considerações das especialistas sobre o pressuposto da consolidação no TBC

Recomendações e críticas das especialistas Código do

especialista

“Se for um fluxo de dois mil e quinhentos por ano, não é consolidado? ” ES 06 “O que o fluxo de visitantes tem a ver com a consolidação? ” ES 06 “você falou qual vai ser o modelo de um destino consolidado só que se tua noção de

destino consolidado já não bate com a minha, como é que eu vou usar o teu modelo para me avaliar, não vai fazer sentido...”

ES 06